5 de maio de 2016

No mês de Maria, um testemunho por dia: nº 05




O primeiro ministério pelo qual eu servi na Renovação Carismática Católica é o que se chama hoje em dia Ministério de Música e Artes, mas naquela época se denominava "Secretaria Davi". O nome do meu grupo era "Bailando no Espírito", fundado pela serva Marlúcia Lopes de Carvalho, hoje missionária da Comunidade Canção Nova e nossa área era, como sugere o nome do grupo, a dança. Desde 4 anos de idade eu dançava Balé e nesta época eu já trabalhava dando aulas. Surgiu então, por um convite desta irmã, a oportunidade de estar contribuindo neste trabalho missionário no qual passei 6 anos evangelizando através da arte da dança. 
Este serviço, posso afirmar sem medo, foi a minha escola de devoção mariana. Já a Marlúcia, que coordenou o grupo por muitos anos antes de seguir para a sua vocação, era muito devota de Maria e tinha com ela uma relação muito próxima e especial. Aquilo nos encantava, nos inspirava e motivava a seguir pelo mesmo caminho. Éramos jovens no início da caminhada na obra de Deus e nossa líder nos ensinou e incentivou a oração diária do Rosário, a oração do Ofício da Imaculada, a Consagração, enfim, todas as práticas devocionais a Virgem Maria que exercíamos com amor e piedade e conservamos até nos dias de hoje. 
Muitas e muitas vezes éramos convidadas a preparar alguma coreografia que homenageasse Maria Santíssima e era com muito amor que corríamos atrás de tudo o necessário para andar na condução do que o Espírito Santo havia inspirado em nossas orações. Com pouco dinheiro, mandamos fazer um figurino básico no qual íamos alterando os adereços; fazíamos objetos cenográficos (terços enormes, asas de anjos); íamos na Rádio Nova Aliança produzir as trilhas sonoras; ensaiávamos exaustivamente. 
Sempre recebíamos um retorno muito positivo de quem nos assistia. Inúmeras vezes éramos abordadas ao final dos eventos com testemunhos de pessoas emocionadas, tocadas, realmente evangelizadas e alcançadas pela mensagens transmitidas pela arte. De modo especialíssimo isso acontecia nas coreografias relacionadas a Maria! 
Dançando para a Mãe e com a Mãe, aprendíamos a ser mais devotas e mais filhas! Nosso amor por ela realmente crescia e amadurecia, nossa relação com ela se aproximava e cansamos de ver seu cuidado e providência em nossas performances. Com todo o sacrifício que eram essas missões aprendemos a dar sem esperar nada em troca, fazíamos mesmo tudo por amor a Jesus, a Maria e ao povo de Deus. 
Essa experiência com toda certeza enraizou nossa fé em Jesus por meio de Maria e nos capacitou para servir na RCC, na Igreja, na vida. Éramos um grupo de jovens mocinhas e até os dias de hoje conservamos a amizade nascida da fé, instensificada na arte, fundada na devoção a Nossa Senhora. Uma das minhas melhores amigas, a Karla Martins, foi desta experiência que brotou nossa amizade. Ainda hoje somos amigas e comadres. Minha cunhada, Tauana Rolim, casada com meu irmão Marcos, foi minha aluna de Balé e  companheira neste ministério. Além dessas muitas outras guardo no coração: Fabiana Ferreira Lima, Ana Paula Cosmo, Thaise Ribeiro... Todas devotíssimas de Maria! Foram viagens divertidas, aventuras em todo tipo de "palco", sangue nos dedos dos pés, risadas e lágrimas. Sem contar nos meninos que ocasionalmente nos auxiliavam dançando ou carregando muito material: meu marido Juliano, meus irmãos Marcos e Márcio Morais, Fabiano Joaquim, André Luiz Araújo... Quantas vezes minha mãe Maria do Socorro literalmente nos socorria com os figurinos e também meu pai Luiz com as caronas e "patrocínios"! As famílias inteiras se envolviam nas missões, intercediam, prestigiavam... Até o coordenador da RCC Brasília na época, hoje Padre Wilker Bandeira Claret nos auxiliava muito, orava conosco, nos ajudava no discernimento e sempre convidava para dançar nos grandes eventos da RCC como o Vem Louvar e Rebanhão.
Muitos momentos especiais! Parei apenas quando fiquei grávida da minha filha Clara. Aliás, a última vez que dancei pelo "Bailando" foi num dia 12 de Outubro, no palco da Missa da Solenidade em honra a Nossa Senhora Aparecida na Esplanada dos Ministérios em Brasília, ano de 2003, no momento da homenagem dos jovens a Mãe Aparecida. Estava grávida de 6 meses e dancei como Nossa Senhora de Nazaré, grávida do Menino Jesus. 
Sou muito grata a Deus por tudo que aprendi nesses anos na companhia da Virgem Maria e na de minhas companheiras e amigos nessa escola que a Divina Providência me brindou por este ministério! Obrigada, Mãe, por todos os momentos de fé, de dor, de sacrifício, de júbilo, de missão, de oração, de estudo, de disciplina! Obrigada por cada coração tocado, por cada identificação, por cada sensibilização dos teus filhos por meio deste singelo oferecimento nosso. Obrigada principalmente pelo que o Espírito Santo realizou em mim, por meio da sua intercessão, ó cheia de Graça! Obrigada, Mãe!