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3 de maio de 2018

RESPOSTA DE DOSTOIÉVSKI A UMA MÃE


Resposta de Dostoiévski à carta de uma mãe, em 27 de março de 1878:


Posso ver por sua carta que a senhora é uma boa mãe e se aflige com o desenvolvimento de seu filho. (…) A senhora deveria considerar as coisas por uma perspectiva mais simples. Pergunta-me, por exemplo: “O que é bom, e o que não é bom?” A que podem levar tais questões? (…) Seja boa, e faça seu filho perceber que a senhora é boa; deste modo sua obrigação para com ele cumprir-se-á inteiramente, pois assim lhe terá dado a convicção imediata de que as pessoas têm de ser boas. Seu filho então, por toda a vida, estimará a memória materna com grande reverência, e talvez mesmo com uma profunda emoção. E mesmo que a senhora faça algo errado – isto é, algo frívolo, mórbido ou até absurdo – seu filho cedo ou tarde o esquecerá e lembrar-se-á apenas das boas coisas. Tenha certeza: em geral, não há nada além que a senhora possa fazer por seu filho. E isso é de fato mais do que suficiente. A lembrança das boas qualidades de nossos pais – de seu amor à verdade, de sua retidão, da bondade de seu coração, de seu desprendimento da falsa vergonha e de sua constante relutância diante da mentira – tudo isto cedo ou tarde fará de seu filho uma nova criatura: acredite em mim.
Seu filho hoje está com oito anos; mostre-lhe o Evangelho, ensine-o a acreditar em Deus, e isto do modo mais ortodoxo possível. Eis um sine qua non. De outro modo a senhora não conseguirá fazer de seu filho um bom ser humano, mas na melhor das hipóteses um sofredor, e na pior um letárgico e indiferente “bem sucedido”, o que é um destino ainda mais deplorável. A senhora não encontrará em parte alguma algo melhor do que o Salvador, esteja certa.
Suponha que seu filho, aos dezesseis ou dezessete anos (após o contato com colegas de escola corrompidos), dirija-se à senhora ou ao seu esposo com a seguinte questão: “Por que eu devo te amar, e por que me dizes que este é meu dever?” Creia-me, nenhum conhecimento teórico poderá ajudá-la então; a senhora não saberá o que responder. Por isso é que deve tentar agir de modo que jamais ocorra a seu filho fazer-lhe semelhante pergunta. Isto, porém, só será possível se ele for ligado à senhora por um amor tal que impeça esse tipo de pergunta de lhe cruzar a cabeça. É verdade que na escola semelhantes pontos de vista talvez seduzam seu filho, mas a senhora com facilidade conseguirá separar o falso do verdadeiro; e mesmo que venha a deparar-se com a infeliz pergunta, poderá respondê-la com um simples sorriso e seguir tranquilamente fazendo seu melhor.
Se a senhora afligir-se exagerada e superfluamente com o destino de seus filhos, poderá acabar tornando-se um estorvo para eles e afetar seus nervos, e isto mesmo que haja entre vocês um amor imenso; de modo que a senhora deve ser cuidadosa e cultivar moderação em todas as coisas. Em sua carta, há a seguinte colocação: “Se eu viver para eles (isto é, para meu marido e meus filhos), será uma vida egoísta. Posso me dar ao luxo de viver egoisticamente quando ao meu redor há tantas pessoas a quem poderia ajudar?” Que pensamento inútil e descabido! O que a impede de viver para os outros e ser ao mesmo tempo uma boa mãe e esposa? Ao contrário, se a senhora viver também para os outros e dividir com eles seus bens terrenos e as emoções de seu coração, dará a seus filhos um radiante exemplo, e seu marido necessariamente a amará mais do que antes.
Creia-me: é imensamente importante e útil dar um bom exemplo mesmo em uma esfera de atividade limitada, pois deste modo podemos influenciar dúzias e centenas de pessoas. Seu objetivo de jamais desviar-se do caminho da verdade fará com que aqueles ao seu redor reflitam, assim influenciando-os. Isto por si só é um grande feito. Assim se pode fazer muito por todos.

6 de junho de 2016

Grandes histórias de amor


Amor não é preguiça. Amor é vencer a preguiça. Com filhos ou com esposa. É trocar a paz pela dedicação. É sair do conforto para atender alguém. É abdicar do calor das cobertas em nome do cuidado, é se antecipar em gentilezas e enfrentar o frio do inverno e dos pés descalços na cozinha.
Quem deseja dormir passando do meio-dia como fosse um eterno adolescente, ficar assistindo a séries ou futebol sem ser incomodado, deixar a bagunça se acumular para a chegada da faxineira, não lavar a louça até não encontrar mais copos e pratos limpos, permaneça solteiro. Não se case, não seja pai. Não gozará do luxo de duas horas de tranquilidade para ler ou boiar com os pensamentos. O intervalo de distração é de três minutos.
Família é perder o controle dos próprios horários. É madrugadão. É o equivalente a trabalhar como vigia ou segurança noite adentro, é assumir a condição de taxista nos momentos vagos.
Quando o filho é bebê, você terá que atender às cólicas, usará o gogó para desfiar as canções de ninar da época da vó e dar colo de um lado para o outro, incessantemente, com os faróis dos carros iluminando as janelas da sala. Quando o filho é criança, é acudir os pesadelos e de repente levar o pequeno para a cama de casal. Quando o filho é adolescente, é esperar o chamado para buscá-lo de carro nas festas.
Não conhecerá trégua. Não conhecerá moleza. O sono vem aos surtos, aos goles, aos poucos, em curvas, não ocorre em linha reta. O alarme do celular é o melhor amigo do homem de família. Há décadas que não sei o que é me espreguiçar lentamente, com os braços esticados para cima, ronronando, treinando posição de yoga e saudando o sol. Eu acordo de susto, com o coração aos pulos, determinado a cumprir tarefas. Nem penso muito, faço para depois pensar.
Tenho consciência de que amar é nunca mais ser egoísta, é renunciar ao individualismo e ao prazer de estar sozinho.
Foi uma decisão de uma vida feita na maior insignificância. Defini a minha paternidade e o meu casamento durante a segunda noite com a minha mulher. Ela estava com sede e pediu um copo d’água. Poderia fingir que não ouvi, poderia fingir sono profundo, poderia fingir que não era comigo, afinal a temperatura beirava os cinco graus. Mas empurrei o meu corpo para fora da cama, concluindo que ela merecia o meu esforço e que não custava nada oferecer um pouco de ternura.

Não duvide da banalidade. Levantar ou não para buscar o copo de água para a sua namorada é sempre onde começam grandes histórias de amor.
Autor: Carpinejar
Fonte: http://revistadonna.clicrbs.com.br/coluna/carpinejar-grandes-historias-de-amor/

12 de maio de 2016

Oração pelos filhos na Escola



Senhor, meu Deus, eu entro diante da tua presença neste momento para lhe pedir pelo dia de aula de meus filhos. Sei que o Senhor está com eles desde o momento em que chegam à escola até o momento que vem embora, aliás, em todos os segundos de sua vida! E eu te peço para que o Senhor os guarde e os proteja, dando sabedoria para entender o que é passado pela professora. Eu uso a autoridade do nome Santo do Senhor e me levanto contra todo mal, contra toda má influência, preguiça, acidente e qualquer problema que possa atingir meus filhos na escola, EM NOME DE JESUS! 
E ordeno que se afastem deles agora todo principado, potestade, espíritos de trevas deste mundo tenebroso, toda força espiritual do mal, pelo poder do nome de JESUS, ao qual todo joelho se dobra nos céus, na terra e nos infernos! E PROCLAMO COM TODA A MINHA FÉ QUE JESUS É O SENHOR DA VIDA DOS MEUS FILHOS! 
E imploro, por este mesmo nome poderoso, nome acima de todo nome, que eles tenham um dia abençoado na escola, um dia feliz. Que saibam agir com sabedoria, respeito, seriedade, em todos os momentos, com professores, funcionários e colegas, por uma abundante graça derramada por Seu Espírito Santo sobre eles, EM NOME DE JESUS, por intercessão da Virgem Maria! Que seus anjos da guarda os inspire bondade, coleguismo, atenção, obediência para com todos os superiores, funcionários, professores e colegas!

Senhor meu Deus, coloco também sob tua Santa e poderosa proteção a escola dos meus filhos. 
Senhor, meus filhos passam boa parte do tempo dentro daquele local e por isso sei que eles precisam da tua proteção enquanto estão lá. Santifica e proteja aquele espaço para que seja espaço de sadia convivência, aprendizado, crescimento e alegria. Creio e clamo que o Senhor os guarde e a todos que lá convivem com eles em todos os seus passos e onde eles estiverem. Abençoa os professores, que eles venham a ter amor pelo que fazem e paciência para lidarem com as crianças enquanto elas estão embaixo de seus cuidados; abençoa os funcionários que ali trabalham e os diretores e todos que de maneira direita ou indireta ali ficam. 
Não permita que ninguém mal intencionado adentre aquele lugar, PEÇO EM NOME DE JESUS! Abençoe todos os ambientes, objetos, protege cada criança que ali está, livra-os de todo e qualquer mal que queira se levantar contra eles e que eles estejam em segurança e proteção. Abençoa Senhor a escola, os alunos e os funcionários, EM NOME DE JESUS CRISTO, NOSSO SENHOR, PELO PODER DO ESPÍRITO SANTO, NA INTERCESSÃO DA VIRGEM SANTÍSSIMA! Amém! 

11 de maio de 2016

No mês de Maria, um testemunho por dia: nº 11


Desde antes de ficarmos "grávidos" pela 1ª vez já sabíamos o nome do bebê se fosse menina: Clara. Sempre fomos devotos de Santa Clara, admiramos sua história e sempre clamamos por sua intercessão. Existia até uma "profecia" de um frei baiano, Frei Hilton, numa visita que fizemos ao Convento de São Francisco de Caiuru, sul da Bahia, que me adiantou que em um ano daquela data eu estaria com uma “linda bebê gorda, loira e de olhos verdes nos braços” e que seu nome seria Clara. Essas foram precisamente suas palavras. Bingo! Certíssimo o Frei, foi exatamente assim!
Fiquei grávida, a gestação corria super bem, estávamos muitíssimos felizes arrumando o quartinho, o enxoval, em oração e louvor por essa bênção em nossas vidas. Todas as noites colocávamos um Cd de músicas instrumentais com várias versões da famosa "Ave Maria" para que nossa menininha fosse abençoada com a presença de Maria por aquelas belíssimas melodias.
Muitos nos questionavam sobre a possibilidade de colocarmos o nome dela de "Maria Clara", mas meu esposo achava muito comum. Além disso, queria ser fiel à moção do nome Clara das nossas orações pessoais e da profecia de Frei Hilton. Mas tinha também outro detalhezinho. Assim como eu fui, Juliano era um pouco “cético” com relação a Nossa Senhora. Respeitava mas definitivamente não era um devoto, então colocar o nome “Maria” em nossa filha tinha pouco significado para ele. Ele se sentia meio constrangido sobre esses sentimentos de indiferença e rejeição a Maria (que tinham sido plantados nele por influência protestante de alguns familiares), pois já tinha conhecimento sobre Mariologia. A razão ele já tinha, a fé no que ensina a Igreja ele já tinha... faltava aquele afeto por Maria Santíssima.
Mas uma bela manhã, estávamos participando do que hoje a RCC chama de "Cenáculo de Oração", que é uma reunião de toda a RCC local. Naquela época se chamava "Reunião do 1º Domingo" aqui na Arquidiocese de Brasília. Eu estava mais ou menos no 6º mês de gestação da Clarinha. Chegamos no momento final da Oração do Terço e nos colocamos de pé com os outros irmãos, voltados para a imagem de Nossa Senhora das Graças conforme condução da serva responsável. Antes de finalizar, a moça fez uma pequena partilha sobre uma inspiração que ela tinha tido quando estava se preparando para conduzir aquele momento. Ela disse que o Espírito revelou a ela que algumas pessoas precisavam ainda quebrar algumas barreiras com relação a Maria e para tal, que ela deveria comprar algumas rosas e entregar às pessoas que Ele indicasse no momento final do Terço. As rosas não eram para todos, mas só para essas pessoas que o Espírito Santo mostrasse, as quais deveriam abrir seus corações para a Mãe e aceitar seu amor, sua proteção, seus cuidados. A serva afirmava que o recebimento daquela rosa era a oficialização da quebra das barreiras com Maria e, a partir daquele momento, novos devotos surgiriam para Maria, mais do que isso: novos filhos!
Estávamos atrás de todos, por último, pois tínhamos chegado um pouco tarde. Enquanto o ministério de música tocava uma canção mariana, aquela moça saiu de lá de frente e foi passando entre os servos, como que procurando a quem dar aquela primeira rosa. Nós não a conhecíamos, mas ela se deteve diante do Juliano e lhe ofereceu a 1ª rosa. Deu um grande abraço nele e prosseguiu entregando outras rosas para as pessoas que o Espírito Santo estava indicando a ela. Foi muito emocionante! Ele chorou, eu chorei, nós nos abraçamos e, por fim, ele me disse: “O nome de nossa menininha será Clara Maria”!
Nossa filha hoje tem 12 anos, é uma mocinha linda, generosa, solícita, estudiosa e muito piedosa. Ama Nossa Senhora, é fiel na Oração do Terço, na catequese, ama o Grupo de Oração e Vigília então... é com ela mesmo! Maria é muito presente em sua vida em tantos momentos!... E meu esposo? A partir dessa experiência posso testemunhar que se tornou devoto e filho de Maria, homem de oração frequente do Terço, sempre recordando de Nossa Senhora em todos os momentos (os difíceis e os alegres), sempre contando com sua intercessão, sempre colocando suas necessidades nas mãos dela. Obrigada, Mãe, por estar sempre em nossas vidas! 

9 de maio de 2016

No mês de Maria, um testemunho por dia: nº 09


Assim como eu tive durante toda a minha infância o exemplo de minha mãe constantemente rezando o Terço em diferentes situações, também quis que meus filhos tivessem em mim esse modelo e essas memórias de nossos momentos de oração na infância deles.
Desde o ventre, cada uma das crianças provavelmente já estava habituada com a doce melodia das Ave-Marias, pois já há algum tempo a oração do terço é um compromisso meu com Nossa Senhora. "Um terço por dia", pelo menos, esse é meu lema. 
Na minha juventude, quando tinha mais tempo disponível, rezava o Rosário diariamente, mas com as exigências da criação dos filhos e a vida cada vez mai atarefada (são 4 irmãos) se tornou difícil, embora ainda possível de vez em quando. 
Assim, mesmo com essa dificuldade, naturalmente fui incluindo as crianças nesse propósito da oração do Terço. Muitas e muitas vezes é necessário alguns estratagemas, especialmente quando eles eram menores, mas ainda hoje também, para que eles "entrem na onda" da oração. Por exemplo, por várias vezes permiti que rezassem brincando. Eu ia rezando em voz alta enquanto eles, aos meus pés, rezavam de sua maneira, em meio a carrinhos, bonecas e lápis nas mãos. 
Outras vezes, para tentar variar um pouco e instigar-lhes o interesse, colocava um CD com a Oração do Terço, ou rezávamos com as Rádios ou TVs Católicas. Em outras ocasiões, procurava vídeos no YouTube com as contemplações dos mistérios onde eles podiam "assistir" também as imagens, o que ajuda bastante a entender o sentido da contemplação e prender a atenção deles. 
Rezar o Terço nas caminhadas, ou nos trajetos de carro, ou levá-los para ajudar nas vezes que rezamos em comunidade, ter uma capelinha em casa com velas e uma Cruz, ou imagem de Nossa Senhora... Tudo isso os atrai à oração.
Mas o que mais os motiva é, sem dúvida, o fato da oração do Terço ser uma rotina em família. Cada um tem seu tercinho e frequentemente, ganhar um terço novo e bonitinho, com as contas em formato de estrelas, corações, rosas, coloridos, etc, é a recompensa por algum bom comportamento, fato sempre desejado e festejado. 
Atualmente infelizmente não consigo rezar todos os dias o Terço com eles, mas separo alguns momentos do ano para fazer essa empreitada por um período de dias seguidos, como no Advento, Quaresma, ou no mês de Maio. E pelo menos frequentemente, alguns dias por semana, na medida do possível, estamos reunidos rezando o Terço. Os maiores já decoraram os mistérios, os pequenos são celebrados quando rezam direitinho. 
Enfim, meus filhos são educados para a oração, pois tudo nessa vida é aprendizado. Desde o ventre incutimos a devoção mariana na vida deles simplesmente por que não dá para escapar disso morando com a gente, vivendo aqui em casa. 
Rogo a Deus, nosso Senhor, que eles possam crescer neste costume, assimilando os ensinamentos que ele oferece, crescendo em estatura, sabedoria e graça, sob a proteção do manto sagrado da Mãe Celeste! É o que eu peço hoje, pelo nome santo de Jesus, por meio da intercessão da Imaculada Mãe e de seus anjinhos da guarda, amém! 

10 de abril de 2016

PARA TUDO! Você precisa ler a Amoris Laetitia!


Preciso compartilhar com vocês o meu encantamento com a nova Exortação Apóstólica de Francisco, a Amoris Laetitia, “a Alegria do amor”, que título mais fofo, diga-se de passagem! Como de costume, recebi a notícia da sua apresentação pelo Facebook e fui logo compartilhando e acessando. Após os dois Sínodos sobre a Família convocados pelo Papa em 2014 e 2015, ele então organiza e apresenta seus resultados e análises ao Clero, aos esposos cristãos e a todos os fiéis esta pérola de sua produção pontifícia.

Estava eu, no Hospital Brasília, após procedimento cirúrgico de retirada de vesícula, bem tranquilamente perfurada no abdômen e feliz com todos os analgésicos administrados pela competente equipe hospitalar, quando, após a “dieta branda” gentilmente liberada pelo meu eficiente e especialmente bem humorado na ocasião cirurgião Dr. Orlando Farias, vendo meu celular me recordei da recente apresentação do documento. Em meio a várias postagens de Whatsapp dizendo que tudo tinha corrido bem na cirurgia para família e amigos, resolvi trocar o Globo Repórter, um programa que sou fã, pela leitura de um artigo da Rádio Vaticano que exibia de maneira geral o conteúdo do documento papal.

O artigo em questão informava que a Exortação tinha nove capítulos e trazia um pequeno resumo do conteúdo de cada um. Logo fiquei mais interessada ainda, posto que, antes de mais nada, família é um assunto que sempre me seduziu. Em segundo lugar, apreciei muito a maneira como foi organizado o texto, os pontos elegidos para cada capítulo e a abordagem do Papa sobre cada um. E por último, uma foto do Papa Francisco rindo até se virar um pouco para trás diante de um casal de noivos já me enterneceu e me atraiu para o pensamento: como eu amo esse Papa! Tenho que ler logo essa carta para não correr o risco de me atrapalhar na imensidão das outras leituras que preciso fazer!


Enfim, caí no sono. Mas por volta das 23hs, um pouco mais um pouco menos, veio me despertar a técnica de enfermagem com a medição dos sinais vitais e administração de mais abençoados medicamentos. Resultado: perdi o sono. Pedi então ao meu amado acompanhante, meu marido Juliano, que pegasse para mim meu computador para que eu pudesse, sei lá, dar uma olhadinha sem compromisso na Amoris Laetitia, até que o sono voltasse. Para resumir: a leitura foi tão maravilhosa que não consegui parar de ler até que o dia amanhecesse e eu tivesse concluído! Não obstante o Papa tenha recomendado logo no início da carta que, por causa da sua extensão, que fosse lida aos poucos, foi mal, Francisco: não deu!

A cada parágrafo o Espírito ia me recordando situações muito íntimas, do meu próprio casamento e da criação dos meus filhos. Também ia pensando nos inúmeros casais que me procuram com dificuldades e crises familiares e matrimoniais e sonhando: “preciso dar essa encíclica para fulano; preciso ler isso com beltrano, isso tem tudo a ver com o que ela está passando”, etc... Fiquei almejando um clube do livro com essa exortação com meus amigos casados, planejando e já me frustrando com a provável falta de adesão da parte deles (nunca temos tempo para nada na correria que vivemos!)... Mas, de fato, fiquei tão animada com o conteúdo que já me pus a planejar alguma maneira de divulgar esse tesouro que é a Amoris Laetitia!

E a primeira maneira, mais simples, é exatamente essa: uma postagem no Blog para passar a todos que, por acaso ou por Providência leem essas linhas, toda a minha empolgação com essa Exortação Apostólica Pós-Sinodal ! Gente, LEIAM! Impressionante o quanto é prática, concreta, pastoral, quase uma receita para refletir e agir da parte de Deus, por meio do Papa, para a Igreja de hoje e penso que não só para a Igreja, mas para toda e qualquer família, de qualquer lugar e qualquer tempo, em especial na parte em que se dirige aos cônjuges e aos filhos. Se você for solteiro(a): LEIA. Se for casado: LEIA. Se tiver filhos: LEIA. Se for filho: LEIA. Se for católico(a): LEIA. Se for só cristão: LEIA. Se for ateu, espírita, budista, esotérico ou tudo junto e misturado: VALE A PENA LER.

Com certeza não vou desistir de propor o clube do livro, ainda que não saia nada. Pelo menos meu marido vai ler, ahhh se vai! rs rs rs... Já tenho algumas pessoas a quem vou comprar e dar de presente e, se mesmo assim eles não fizerem a leitura, aí já é problema deles: eu fiz minha parte! Sinto, do fundo do coração, que as palavras dessa Exortação não podem passar despercebidas: elas precisam chegar aos seus destinatários! Nenhuma palavra daquela pode cair por terra! Essas reflexões e orientações precisam chegar em seu destino: nossos corações, nossos casamentos, nossas casas, nossa comunidades! Façamos algo nesse sentido: empenhemo-nos em ler, estudar, divulgar, compartilhar essa riqueza espiritual da Amoris Laetitia!

"Pai de Misericórdia, neste ano jubilar, que Teu Espírito de sabedoria conduza seus filhos, os casais, as famílias, o clero, as comunidades para a leitura e vivência da Amoris Laetitia! Que Tua Vontade para as família nos dias de hoje seja conhecida, seja compartilhada, seja anunciada, seja divulgada e chegue aos corações das pessoas! Isto eu te peço pelo nome santo e poderoso de Seu Filho e Nosso Senhor Jesus Cristo, por meio da intercessão da Santa família de Nazaré, Nossa Senhora e São José, amém!" 

Link para acessar a Exortação Amoris Laetitia: http://w2.vatican.va/content/dam/francesco/pdf/apost_exhortations/documents/papa-francesco_esortazione-ap_20160319_amoris-laetitia_po.pdf 

22 de maio de 2015

Jesus, o Centro da nossa Família


(Texto de Rafael Vitola Brodbeck compartilhado pelo Facebook)

Aqui em casa, as crianças NÃO estão no centro. Tampouco, nós, os pais, estamos. Quem está no centro de nosso lar é Cristo, Nosso Senhor. Tudo gira em torno d'Ele. Tudo é feito tendo em conta Suas vontades. Tudo é pensado a partir de Seus critérios.

Na prática, isso significa que não são as crianças quem vão definir os programas de TV ou a música que escutaremos no carro, nem mesmo o tipo de passeio que vamos realizar. Por outro lado, não significa que, por sermos os adultos, iremos assistir a tudo o que quisermos, sem levarmos em conta as necessidades dos pequenos, e nem que não faremos razoáveis e justas abdicações de nossas vontades em prol do bem estar ou até mesmo do prazer delas, quando entendemos possível e correto. Enfim, não implica não cedermos aos filhos, quando percebemos que não é capricho.

Equilíbrio e ponderação auxiliam na tomada de decisões, respeitando, claro, a dinâmica de cada família e suas circunstâncias e características próprias.

O que importa é que a criança não reine absoluta, não seja o centro da família e o fiel da balança na tomada de decisões, e que se evite, igualmente, que os pais, que precisam, sim, ser as autoridades do lar, transmutem o justo governo da casa em uma tirania.

Colocar o Senhor em Seu devido lugar - o centro não só da Igreja, como da família, verdadeira Igreja Doméstica - ajuda nesse processo (além de ser indispensável para que o lar seja realmente cristão).

É d'Ele, é n'Ele e é com Ele que pensamos, sentimos, decidimos e agimos. Sabemos que os filhos não são eternas crianças - a infância não é um fim em si mesmo, mas uma preparação para a vida adulta, e isso implica em treino, em disciplina, em estímulo, em motivação e em rigor aplicado com amor, o que não significa que devam ser miniadultos desde já. 

Sabemos que eles não são nossos. Mas também não são do mundo. São de Deus. Somos pais apenas por participarmos, por um decreto do Senhor, de Sua própria Paternidade divina. E só imitando a Deus, ao Deus Encarnado, que é Homem como nós, e entronizando-O como Rei e Senhor de nossa residência e das almas e corpos que lá vivem, teremos não apenas a vida eterna no céu, mas uma sua antecipação em felicidade cá na terra, com pais firmes e carinhosos, e filhos alegres, responsáveis, decididos e livres.

21 de janeiro de 2015

Sobre famílias numerosas



PERGUNTA: Há mulheres que, tendo já bastante filhos, não se atrevem a comunicar a chegada de mais um a seus parentes e amigos. Temem as críticas daqueles que sabendo existir a "pílula", pensam que a família numerosa é um atraso. Evidentemente, nas circunstâncias atuais, pode-se tornar difícil manter uma família com muitos filhos. Que nos pode dizer sobre isso?

RESPOSTA: Abençôo os pais que recebendo com alegria a missão que Deus lhes confia, têm muitos filhos. Convido os casais a não estancarem as fontes da vida, a terem senso sobrenatural e coragem para manter uma família numerosa, se Deus a envia.

Quando louvo a família numerosa, não me refiro àquela que é conseqüência de relações meramente fisiológicas, mas à que é fruto do exercício das virtudes cristãs, que tem um alto sentido da dignidade da pessoa e sabe que dar filhos a Deus não consiste só em gerá-los para a vida natural, exigindo também uma longa tarefa educadora: dar-lhes a vida é a primeira coisa, mas não é tudo.

Pode haver casos concretos em que a vontade de Deus — manifestada pelos meios ordinários — esteja precisamente em que uma família seja pequena. Mas são criminosas, anti-cristãs e infra-humanas, as teorias que fazem da limitação da natalidade um ideal ou um dever universal ou simplesmente geral.

Querer apoiar-se num pretenso espírito pós conciliar para ir contra a família numerosa seria adulterar e perverter a doutrina cristã. O Concílio Vaticano II proclamou que "entre os cônjuges, que assim cumprem a missão que lhes foi confiada por Deus, são dignos de menção muito especial os que, de comum acordo e refletidamente, se decidem com magnanimidade a aceitar e a educar dignamente uma prole numerosa" (Const. past. Gaudium et Spes, no 50). E Paulo VI, numa alocução pronunciada em 12 de Fevereiro de 1966, comentava: Que o Concílio Vaticano II, recentemente concluído, difunda entre os e esposos cristãos o espírito de generosidade para dilatarem o novo Povo de Deus... Recordem sempre que essa dilatação d o Reino de Deus e as possibilidades de penetração da Igreja na humanidade para levar a salvação — a eterna e a terrena — estão confiadas também à sua generosidade.

O número, por si só, não é decisivo: ter muitos ou poucos filhos não é suficiente para que uma família seja mais ou menos cristã. O que importa é a retidão com que se vive a vida matrimonial. O verdadeiro amor mútuo transcende a comunidade de marido e mulher e estende-se aos seus frutos naturais, os filhos. O egoísmo, pelo contrário, acaba rebaixando esse amor à simples satisfação do instinto, e destrói a relação que une pais e filhos. Dificilmente haverá quem se sinta bom filho — verdadeiro filho — de seus pais, se puder vir a pensar que veio ao mundo contra a vontade deles: que não nasceu de um amor limpo, mas de uma imprevisão ou de um erro de cálculo.

Dizia eu que, por si só, o número de filhos não é determinante. Contudo, vejo com clareza que os ataques às famílias numerosas provêm da falta de fé; são produto de um ambiente social incapaz de compreender a generosidade, um ambiente que tende a encobrir o egoísmo e certas práticas inconfessáveis com motivos aparentemente altruístas. Dá-se o paradoxo de que os países onde se faz mais propaganda do controle da natalidade — e a partir dos quais se impõe a sua prática a outros países — são precisamente aqueles que atingiram um nível de vida mais elevado. Talvez se pudessem tomar a sério seus argumentos de caráter econômico e social, se esses mesmos argumentos os movessem a renunciar a uma parte dos bens opulentos de que gozam, a favor dessas pessoas necessitadas. Enquanto não o fizerem, torna-se difícil não pensar que, na realidade, o que determina esses argumentos é o hedonismo e uma ambição de domínio político e de neocolonialismo demográfico.

Não ignoro os grandes problemas que afligem a humanidade, nem as dificuldades concretas com que pode deparar uma família determinada. Penso nisto com freqüência e enche-se de piedade meu coração de pai que, como cristão e como sacerdote, tenho obrigação de ter. Mas não é lícito procurar a solução por esses caminhos.


(São Josemaria Escrivá, Questões atuais do cristianismo -´
 A mulher na vida social do mundo e na vida da Igreja, ponto 94.)

19 de dezembro de 2014

Sugestão para Árvore de Natal Catequética

Esse ano pensei em comprar uma árvore de Natal nova, maior, enfeitar mais bonita. Mas pensei melhor e fiquei imaginando como iria protegê-la da curiosidade do meu caçula! Pensamos até em fazer uma espécie de cerca, meu marido cogitou eletrificá-la com as luzinhas para uma maior eficácia (brincadeira, gente, por favor)... 
Resumindo, refletindo melhor e sempre nessa busca de um Natal mais próximo do mistério da Encarnação naquela gruta em Belém, decidi que melhor mesmo era simplificar tudo. 
Peguei uma antiga mesa um pouco mais alta (para pelo menos dificultar as ações de exploração do bebê), encontrei a árvore velhinha e montei no canto da sala. Ano passado tinha unido aos enfeites tradicionais as fotos do bebê ao longo de seu primeiro aninho e usado na decoração da sua festinha de aniversário (que é em Novembro) e como todo mundo amou acabei deixando até o dia de Santos Reis. Depois me lembrei que tinha doado todos os enfeites de colocar na árvore e me cansei só de pensar em ter que enfrentar as lojas lotadas para comprar novos... 
Então, em meio às caixas de fitas e luzinhas que tinham sobrado encontrei uns adesivos para colocar em embrulhos de presente, do tipo "De:...; Para:..." com desenhos natalinos. Foi aí que veio a inspiração de colá-los em pregadores de roupa e espalhar pela árvore. Ao longo dos dias do Advento, fui trabalhando com as crianças palavras-chave de atitudes e sentimentos que representam o verdadeiro Natal. 





Aproveitamos as Missas do Advento, a presença da Coroa do Advento, o presépio (colocado numa bancada bem alta, a salvo, e que nesse ano fomos montando aos poucos até que esteja completo na noite de Natal), as meditações da Novena de Natal (esse ano usamos a da Canção Nova, muito simples, didática mas profunda) e os acontecimentos do dia-a-dia para ir paulatinamente escrevendo as palavras nos cartõezinhos. As crianças compraram a ideia e estão sempre atentas e sugerindo palavras e meditações para acrescentarmos na árvore de Natal. Por um Natal mais vivencial e menos comercial, esta é a minha sugestão! 

29 de março de 2013

O "colo-sacrário" da Maria




Mesmo antes de eu me tornar mãe, sempre admirei a figura de Maria. Talvez por que eu tenha a melhor mãe do mundo (Maria do Socorro: mãe, te amo!), desde cedo eu aprendi a valorizar o que é a figura materna. Como o colo materno nunca me faltou, posso dizer com autoridade que não existe lugar mais seguro, macio, cheiroso nessa existência material! 
Isso de "co-criar" um ser humano em seu próprio corpo muitas vezes passa para as pessoas como algo banal, mas para mim não... No silêncio escuro do interior da mulher acontece paulatinamente um milagre. Suas células, seu oxigênio, seus nutrientes, seu sangue... tudo vai contribuindo para, pouco a pouco, construir um pequeno ser que vai se tornando vivo, adquirindo movimentos, aumentando de tamanho, ganhando feições humanas, "virando gente". Mesmo que nas primeiras fases ainda não tenha consciência e cognição, esse ser se move, sente, aos poucos escuta, interage. Para os que crêem, a sopro de Deus está nele, pois foi sonhado, desejado e querido desde toda a eternidade. Em sua presciência, o Senhor já tem missões e planos para a sua vida, seja ela curtíssima, curta ou longa! Não, meu amigo e minha amiga... Isso de gerar um ser humano, de "co-criá-lo" pode ser natural, mas jamais será algo ordinário!...
E o que mais me espanta nisso tudo, é que Deus quis, optou por passar por toda essa experiência no seio de uma mulher. Ele poderia apenas surgir, descer, aparecer, ou utilizar outra maneira qualquer, mas preferiu o ventre de uma mulher para revestir de carne sua divindade. Se já não fosse suficiente esse milagre da concepção e gestação dos seres humanos ocorrer com meros mortais, que "escândalo" maior ainda não é o Mistério da Encarnação do Verbo! Deus quis ser gerado no ventre de Maria! 
Depois que me tornei mãe, esses pensamentos frequentemente me ocorrem, causam enorme pasmo e a admiração! Deus quis ser gerado e escolheu uma mulher especial para tal. Essa mulher interagiu com ele desde antes que Ele estive "completo" enquanto ser humano; acompanhou seus primeiros movimentos, esteve com Ele em seu primeiro choro, seu primeiro grito ao mundo. Deus quis experimentar a imensa paz que é para um homem estar no colo de sua mãe. 
Só quem amamentou um filho que ama nessa vida pode entender a tamanha comunhão desse momento, o amor, a cumplicidade... Agora imagine isso entre Jesus e Maria! Jesus nenêzinho, no colo de  Maria, sendo acalentado, alimentado, amado.
Desde que me tornei mãe aprendi que diante da responsabilidade de se ter um filho todo o restante de nossa vida fica em segundo plano. A dependência dos primeiros anos se mistura com a relação de amor e, mesmo inconscientemente, nos tornamos servas deles. Só  no tempo em que escrevo essas linhas, já vesti um short, limpei um nariz, dei uma bronca por causa da correria perigosa e ganhei um beijo! :) Agora transfira essa realidade para a experiência entre Jesus e Maria! Minha imaginação devota corre léguas, meus pensamentos se voltam para aquele colo-sacrário da Virgem...
Então nesses dias em que meditamos os sofrimentos de Jesus, não consigo me desligar de Maria. Só uma mãe apaixonada conhece a dor de ver um filho sofrendo e, nesse sentido, um ralado no joelho ou um tratamento oncológico podem igualmente enlouquecer qualquer mãe. Pode ser um simples sofrimento ou o maior dos sofrimentos, mãe que é mãe preferiria mil vezes tomar o lugar do seu filho e sofrer no lugar dele. E eu garanto para você que lê essas linhas, seja você católico ou não, devoto/filho de Maria ou não, que se Maria não fosse completamente apaixonada por seu Filho e Senhor, ela não estaria ali, de pé junto à Cruz como atesta a Palavra (Jo 19, 26). Ver um filho em sofrimento é a morte para uma mãe... 
Só de pensar no coração de Mãe de Maria acompanhando aquela humilhação, aquela injustiça, a visão daquele Corpo chagado que seu corpo gerou, que ela nutriu, que ela vestiu, viu crescer... Sério, a emoção bate forte no meu coração materno... Não consigo imaginar o que foi para Maria a espera pela descida desse Corpo amado e conhecido daquela Cruz! Não consigo imaginar o que foi para ela tomar de novo em seu colo seu "bebê" sacrificado por nós...
Meu irmão, minha irmã, toda essa meditação tem dois objetivos: valorize sua mãe, quer seja sua mãe biológica, quer seja a mãe que te criou, valorize Nossa Senhora, valorize a nossa Santa Mãe Igreja! O sofrimento de uma mãe é sagrado, tenha coração, não seja indiferente! Se você, como eu, como Jesus, teve colo nessa vida, VALORIZE! Não despreze quem te gerou, quem te alimentou, seja na carne, seja na FÉ! Nessa Semana Santa, VOLTE! Volte para sua mãe, faça uma ligação, uma visita! Volte-se para Nossa Senhora, contemple sua dor, reze para ela e com ela! Mesmo que sua "mãe terrena" já tenha falecido, você tem uma mãe de verdade na ordem da graça: conte com o colo de Maria! VOLTE PARA A SANTA MÃE IGREJA! TOME POSSE DO COLO QUE VOCÊ TANTO PRECISA, não o fique procurando na vida de pecado, de farra, de balada, de vazio, de solidão! Mesmo que você não se ache merecedor ou digno, mesmo que você ache que sua vida seja só de pecado, só de erros, só de fracassos, mesmo que o mundo te diga isso (assim como achou que Jesus Crucificado era!), você não é! Você tem um colo te esperando e uma mãe jamais rejeita um filho que volta: VOLTE! Volte para a sua família, VOLTE PARA A IGREJA que hoje colhe a cada um de nós em nossas "Paixões particulares" na Celebração da Paixão, 15hs em todas as Igrejas Católicas desse mundo! Volte para o seu colo!...
O missionário Dunga, da Comunidade Canção Nova, tem uma música chamada "No Colo da Mãe", com ela encerro essa meditação:


Olhando pra você meu irmão
Eu não vejo somente o pecado não
Sobre todo seu rosto estão
As marcas dos lábios suaves da mãe
Ao longo de todo caminho da cruz
O povo sentia dois focos de luz
Suave silêncio Maria produz
São marcas de passos que hoje conduz
Na cruz quando todos se foram
Sozinho outra vez ele se sentiu
Quando tudo ficou consumado então
O colo suave da mãe ressurgiu
Toda lágrima contida de mãe
Toda frase engolida na dor
Têm nos beijos a chance de pôr
Azeite nas chagas de nosso Senhor
Eu sou uma chaga de amor
Eu pertenço ao corpo de nosso Senhor
Eu preciso no colo da mãe estar
Pois lá o pecado não vai me alcançar
Encontrei um lugar para descansar
Pois dali Jesus nasceu e ao morrer pra lá desceu
Nunca mais nunca vou me separar
A Ti Nossa Senhora vou me consagrar é da igreja esse lugar
**Ouça a música nesse link: http://www.youtube.com/watch?v=hU9BV4BG-hw&feature=player_embedded

28 de março de 2013

Vamos caprichar na catequese familiar?



Em nossas meditações e catequeses familiares com as crianças aqui em casa utilizamos variadas ferramentas para tentar conseguir prender a atenção e despertar o interesse dos nossos pequenos. Um recurso muito usado é o da “historinha”, operacionalizado de várias maneiras. Trata-se de fazermos um roteiro simples (a maioria das vezes espontâneo mesmo) do tema a ser tratado e, com o auxílio de objetos variados irmos retratando os pontos que queremos abordar. Para tal, utilizamos objetos variados, artesanatos, computador e tudo o mais que o Espírito inspirar em termos de criatividade!
Por exemplo, essa semana fomos trabalhar o tema da amizade de Jesus com Marta, Maria e Lázaro. Fizemos um roteiro que incluía a passagem de Marta e Maria, da ressurreição de Lázaro e também a unção em Betânia numa história resumida, contada numa linguagem acessível a eles. Usando bonecos Max Steel e Barbies representamos os personagens; para colocar Marta trabalhando, usamos um escovão; com um pedaço de atadura e uma caixa, fizemos Lázaro saindo do sepulcro; para a unção em Betânia, pegamos um vidro grande de perfume e por aí fomos encenando.
Numa outra ocasião, trabalhando o tema do Domingo de Ramos, usamos o “burrinho do Shrek” que veio no Mc Lanche Feliz, um desenho pequeno de Jesus, panos de pratos para serem os mantos e bonequinhos de jornal desenhados por eles mesmos em meio a ramos de capim colhidos do quintal para representarem o povo que recebia o Senhor em Jerusalém.
Em outro ano, para meditarmos na última Ceia, usamos uma caixa de ovos para ser a base da mesa e imprimimos desenhos dos apóstolos e de Jesus. Pedimos às crianças que colorissem os personagens e utilizamos o artesanato para apresentar esse ensino a elas (retiramos desse site: http://catholicicing.com/holy-thursday-last-supper-craft/).
Já usamos PowerPoint, vídeos do YouTube, confeccionamos o Círio pascal com um vela de 7 dias e batom; fizemos a via sacra com cartões que eram colados num mural conforme íamos meditando; preparamos uma cruz de isopor na qual colocamos vários cartõezinhos representando atitudes negativas (pecaminosas) nossas que pesavam na Cruz de Jesus... Teria muitos outros exemplos, mas esses já são o suficiente para demonstrar que basta um pouco de criatividade para tornar um momento de catequese familiar mais interativo e significativo para nossos pequenos! 
Que tal encenar a história da Páscoa para seus filhos assim esse ano? Prepare seu roteiro, não o estenda muito, faça-o resumido, separe os objetos que possam servir para ilustrar sua história, reúna as crianças, reze e mãos à obra! Garanto que eles irão gostar e que se lembrarão desses momentos em família sempre...

24 de março de 2013

Sugestão de Atividade para Catequese Infantil - Domingo de Ramos


A sugestão de hoje é uma atividade de artes para complementar a catequese das crianças a respeito do Domingo de Ramos (fizemos o ano passado com as crianças). Em primeiro lugar, nada faria sentido se não houvesse o esforço de levar as crianças na Missa de Ramos, participar da Procissão e reforçar a catequese sobre o Evangelho. Muitas vezes não é fácil levar as crianças, ainda mais com procissão, mas esse tipo de vivência fica guardada na memória das crianças, elas vão se habituando a essa vivência comunitária e passa a ser algo natural na experiência familiar. Isso já até virou uma espécie de bordão meu: "Levemos nossas crianças para a Igreja!"

Acreditamos que o uso dos 5 sentidos e do lúdico na aprendizagem, mesmo que seja na catequese, só pode trazer benefícios para a assimilação dos conteúdos e auxiliar na abertura dos coraçõezinhos para os tesouros da fé que buscarmos transmitir, seja para nossos catequisandos, seja para nossos filhos.

Essa atividade é muito simples, na verdade. É mais um momento de descontração em complemento à catequese. Numa cartolina (ou papel pardo) fizemos o jumentinho e os ramos do Evangelho de hoje (Lc 19, 28-40) usando tinta cinza (ou marron), preta e verde e respectivamente um pé, dedinhos e mãos. Com o pé fizemos o rosto do jumentinho, com os dedinhos fizemos os detalhes do animal e, por fim, com as mãos fizemos os ramos. No nosso caso, as crianças finalizarm com um pouco de branco para o grande olho que fizeram e a pontinha da boca. As crianças gostaram muito, se divertiram, foi um momento familiar de alegria e intimidade com muita simplicidade. 

No fim, fizemos um mural com todas as atividades feitas em cada dia da Semana Santa que aos poucos procurarei compartilhar aqui pelo Blog. Essa aí do jumentinho foi tirada do site catholicicing.com. 

Vivamos bem a Semana Santa, inserindo as crianças nesses mistérios tão preciosos de nossa Fé!


20 de março de 2013

Oito dicas para ensinar seus filhos a ter vida de oração




Você reza com seus filhos? Com que frequência? Por que motivo? Rezar deve ser uma atividade cotidiana, que englobe toda a família. Assim como se alimentar bem, dormir bem e respirar ar puro são essenciais para o desenvolvimento físico das crianças, a oração é fundamental para seu crescimento espiritual. Penso que não criaremos adultos completos se negligenciarmos a formação espiritual daqueles pelos quais somos responsáveis. Eu acredito que tudo se aprende nessa vida e que muitas coisas, se não forem ensinadas e praticadas com supervisão de alguém competente, não serão assimiladas. Nisso eu incluo não só as práticas ligadas às tarefas cotidianas (como organização, pontualidade, etc) mas também traços de caráter (como ser agradecido, ser solidário, etc) e o aprimoramento das virtudes (cardeais e morais). Não podemos supor que nossas crianças desenvolverão essas características espontaneamente: elas precisam ser ensinadas! Também a piedade, que eu entendo como esse amor às coisas espirituais, essa amizade com Deus, no Espírito,  que nos desperta a vontade para estarmos em oração, precisa ser ensina desde cedo! Temos vários testemunhos de quão indispensável foi na vida de muitos santos e tantos homens e mulheres de Deus a pedagogia de seus pais no ensino da oração. Existem muitas maneiras de incentivar as crianças a rezar! Então disponibilizo essas 8 dicas abaixo (uma adaptação de uma matéria da Revista Ave Maria) para que nós pais, tios, professores e catequistas, possamos colocar as mãos na massa! E que isso possa nos motivar a desenvolver a vida de oração e o dom da piedade em nós mesmos, amém!


1. Leve seus filhos para a Igreja. Mesmo que seja difícil, mesmo que te atrapalhe ou atrapalhe os outros, mesmo que termine tarde, mesmo que eles não gostem: leve-os! Nós não nos eximimos de levá-los a restaurantes, cinemas, reuniões familiares, enfim, a todo tipo de lugares e situações por esses mesmo motivos (ou outros): por que nos esquivarmos de levá-los à Igreja? Eles precisam se acostumar com a Casa de Deus! Arranje ferramentas que possa ajudá-los a se sentirem “em casa” e seja paciente. Ensine-os a maneira adequada de se comportar no Templo de Deus da mesma forma que você os ensina como devem se comportar nos diversos locais que a família frequenta mas tenha calma. Persevere sabendo que haverá dias em que tudo será ótimo e outros dias que serão mais difíceis.

2. Fale de Deus de modo positivo. Não apresente Deus às crianças como Aquele que “vai castigar se fizer algo errado”, mas exalte a misericórdia e bondade divina! Comente sobre Jesus durante conversas do dia a dia. Por exemplo, pergunte: “Você sabia que Jesus tinha papai e mamãe, como você?”. É mais fácil para a criança entender sobre Jesus do que sobre Deus, que é muito abstrato. Traga a figura de Maria e de José para as conversas do dia-a-dia: as crianças tem uma ligação forte e especial com a relação filial. “Apresente-os” aos anjinhos da guarda como a amiguinhos espirituais.

3. Comece de forma simples. Não force seus filhos a rezar um rosário inteiro ou a participar de uma Adoração do Santíssimo de uma hora. Dependendo da idade, reze com simplicidade. Comece com uma ave-maria. Toda noite e vá aumentando, gradualmente, até um mistério do Rosário (uma dezena). Simplifique a Via Sacra, adapte as leituras bíblicas à linguagem deles, procure Missas mais simples (às vezes a "Missa das Crianças" mais longa e cheia de “apêndices litúrgicos” é mais difícil para os pequenos do que uma outra mais sóbria e breve), colabore com a graça de Deus! 

4. Use os cinco sentidos. Os católicos costumam rezar, usando elementos como velas, água-benta, imagens, música. É importante trabalhar esses símbolos concretos. Prepare um altarzinho em sua casa com a Bíblia, o Terço, um crucifixo, uma imagem da Sagrada Família ou santo de devoção, flores perfumadas, talvez incenso e acostume-os a terem reverência. Adquira Cds e Dvds católicos e permita que eles tenham acesso músicas com mensagens espirituais. Caprichem no abraço da paz (dentro ou fora da Missa) e utilize-o sempre nos momentos de reconciliação. Organizem diversas atividades de acordo com a época do ano. Durante o Advento, prepare a Coroa ou ao menos acenda uma vela à noite (na Páscoa pode ser o Círio). Na Quinta-Feira Santa, que tal lavar os pés uns dos outros para lembrar o lava-pés? Deixe o Espírito Santo te inspirar.

5. Torne a oração parte da rotina. A hora de comer e de dormir parecem ser as melhores para a família rezar junto. Cante músicas curtas de bênção antes das refeições ou de colocar os filhos na cama. Isso pode fazer com que a hora das refeições e de dormir se torne naturalmente um momento de oração quando as crianças cresceram. O pedir a “bênção” aos pais, avós, tios, padrinhos deve ser “automático” e podemos crer na eficácia do “Deus te abençoe” daqueles que amam.

6. Seja flexível. Ainda que você queira ensinar a seus filhos uma postura adequada à oração, lembre-se de que eles ainda estão aprendendo. É melhor que eles rezem sentados no sofá, deitados no chão ou brincando na porta da Igreja do que tentar mantê-los ajoelhados à força, criando resistência à oração, principalmente na adolescência. Essa flexibilidade pode inclusive estimular a criatividade de seus filhos. Estimule-os a rezar de várias maneiras: dançando, escrevendo, desenhando...

7. Aproveite momentos especiais para rezar. Os pais devem incentivar orações espontâneas, sempre que houver oportunidade. Uma pequena oração quando se ouve uma ambulância passando ou quando se percebe que um dos filhos está com medo faz com que as crianças adquiram a consciência de que Jesus está próximo, mesmo quando a mãe ou o pai não estiverem por perto. Os pais podem comentar coisas como “Que lindo dia! Obrigado, Senhor!”, quando estiverem passeando com as crianças; podem igualmente rezar em momentos tristes, como ao visitar o túmulo de algum ente querido ou ao ver alguém ferido na televisão. Não exclua o Senhor dos aniversários, formaturas, churrascos, momentos de doenças, acidentes ou até mesmo das discussões, inclua-O em tudo, mesmo que seja com a simplicidade de um Pai Nosso rezado de mãos dadas. Isso ajuda as crianças a perceberem que Deus está sempre presente, na alegria e na dor.

8. Procure usar orações simples que já existam (ou criar as suas próprias orações familiares) para serem feitas frequentemente. Isto pode facilitar para se criar o hábito da oração em nosso lar, criando tradições familiares. A oração dos 5 dedos da imagem acima fica como uma sugestão, mas podemos contar com a riqueza devocional de nossa Igreja e encontrar opções que mais se ajustem à nossa realidade e às preferências das crianças.  



*Texto adaptado da matéria da Revista Ave-Maria, Ano 113, Março 2012, pág. 18 e 19, de autoria de Julie McCarty (fonte: catolicos.vialumina.com.br).

1 de fevereiro de 2013

Dez conselhos de São João Bosco aos pais




1. Valorize o seu filho. Quando respeitado e estimado, o jovem progride e amadurece.

2. Acredite no seu filho. Mesmo os jovens mais ´difíceis´ trazem bondade e generosidade no coração.

3. Ame e respeite o seu filho. Mostre a ele, claramente, que você está ao seu lado, olhe-o nos olhos. Nós é que pertencemos a nossos filhos, não eles a nós.

4. Elogie seu filho sempre que puder. Seja sincero: quem de nós não gosta de um elogio?

5. Compreenda seu filho. O mundo hoje é complicado, rude e competitivo. Muda todo dia. Procure entender isto.Quem sabe ele está precisando de você, esperando apenas um toque seu.

6. Alegre-se com o seu filho. Tanto quanto nós, os jovens são atraídos por um sorriso; a alegria e o bom humor atraem os meninos como mel.

7. Aproxime-se de seu filho. Viva com o seu filho. Viva no meio dele.Conheça seus amigos. Procure saber onde ele vai, com quem está. Convide-o a trazer seus amigos para a sua casa. Participe amigavelmente de sua vida.

8. Seja coerente com o seu filho. Não temos o direito de exigir de nosso filho atitudes que não temos. Quem não é sério não pode exigir seriedade. Quem não respeita, não pode exigir respeito.O nosso filho vê tudo isso muito bem, talvez porque nos conheça mais do que nós a ele.

9. Prevenir é melhor do que castigar o seu filho. Quem é feliz não sente a necessidade de fazer o que não é direito. O castigo magoa, a dor e o rancor ficam e separam você do seu filho. Pense, duas, três, sete vezes, antes de castigar. Nunca com raiva. Nunca.

10. Reze com seu filho. No princípio pode parecer “estranho”. Mas a religião precisa ser alimentada. Quem ama e respeita a Deus vai amar e respeitar o seu próximo. “Quando se trata de educação não se pode deixar de lado a religião”.