17 de maio de 2011

O Ministério da Dança na realidade eclesial (Parte 3)






Observações Espirituais sobre a dança na Evangelização:
  


·           A dança é um louvor a Deus, em 1º lugar. Não se esquecer, quando estiver dançando, que primeiramente é a Deus que você pretende agradar com sua dança. “A arte sacra é verdadeira e bela quando corresponde, por sua forma, à sua vocação própria: evocar e glorificar, na fé e na adoração, o mistério transcendente de Deus (CIC 643).

·           A dança é um serviço: não é um favor e nem deve ser encarada como um privilégio. “Pois assim também vós, depois de terdes feito tudo o que vos foi mandado, dizei: - Somos uns servos inúteis; fizemos apenas o que devíamos fazer". (Lucas 17, 5-10). Não deve ser feita como um sacrifício (obrigação, no sentido de ser feita de má vontade, com falta de disponibilidade e de abertura), mas como resposta a um convite do Senhor. Ele nos chamou para esse serviço por que tem um desígnio específico, para nós que dançamos e para os que forem assistir. “Seduzistes-me, Senhor; e eu me deixei seduzir!” (Jer 20, 7)

·           Deve ser executada com profunda humildade. Sem humildade a dança não surte o efeito que Deus pretendia com ela em seus desígnios. “Revesti-vos de humildade; porque Deus resiste aos soberbos, mas dá a sua graça aos humildes”. (Pr 3,34).

·           Deve ser executada com unção, espiritualidade, fé, EM ORAÇÃO. A dança evangelizadora não é apenas arte, é muito mais, é PLANO DE DEUS. Aliás, é preferível que o dançarino que evangeliza seja uma pessoa realmente de Deus do que seja um exímio bailarino, que tenha verdadeira vida de oração do que seja um virtuose. O objetivo é a evangelização, e não dá um show. “Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.” (Jo 15, 5b)