17 de maio de 2011

O Ministério da Dança na realidade eclesial (Parte 2)


ORIENTAÇÕES GERAIS PARA MINISTÉRIOS DE DANÇA

O canto das Írias, da Comunidade Shalom

ATIVIDADES DO MINISTÉRIO:

       
É necessária a realização de reuniões para ensaio e outras para oração. Sugerimos que os ministros não se encontrem apenas para dançarem, mas que existam momentos para a parte técnica, outros para a espiritualização e, conforme a necessidade, outros também para organização de agenda, partilha, lazer, etc.
·         É indispensável a unidade com a paróquia, a participação ativa na vida litúrgica, nos eventos e formações paroquiais e é muito útil o acompanhamento do pároco ou algum diretor espiritual experiente.

FORMAÇÃO TÉCNICA:

·         É imprescindível que os ministros procurem formação técnica em dança, podendo ser no balé, na dança contemporânea (comumente designada jazz), na dança de salão, na dança de rua (street dance), etc. Sugerimos que evitem apenas o axé ou “aero bahia”, o “aero coutry”, e modalidades afins, que se utilizem de músicas e movimentos erotizados.
·         Uma boa instituição e um profissional competente é um item que deve ser considerado, visto que o ambiente de academia muitas vezes é demasiadamente profano. Contudo, o testemunho do ministro de dança é fundamental e pode ser motivo de evangelização em qualquer lugar onde esteja.
·         A saúde e a qualidade de vida deve ser considerada pelo ministro, pois sendo o seu corpo o instrumento de seu serviço a Deus, é preciso que tenha cuidado com o seu peso ideal e com a sobrecarga de exercícios.
·         Nas aulas é conveniente que se trabalhe com disciplina e assiduidade todas as possibilidades corporais e interpretativas, objetivando a melhora da performance.

PRÁTICA DO MINISTERIADO:
·         SEMPRE orar antes de aceitar algum convite, analisar com unção e bom senso o pedido feito e pedir o envio dos coordenadores, diretor espiritual ou pároco, conforme o caso. Queremos alertar para um recorrente fato: a inconveniência de muitos convites, seja em relação ao tema, ao momento em que se quer a dança ou outros aspectos. Submeter tudo à oração e aos superiores.
·         Sugerimos que só se aceite um convite quando este for feito com uma antecedência mínima. Isso se justifica pela necessidade de se compor a coreografia e de serem realizados o número de ensaios adequados para uma apresentação digna de Nosso Senhor. Obviamente é preciso ter discernimento e docilidade para perceber quando o convite é uma exigência urgente de Nosso Senhor e assim, “correr atrás”, flexibilizando essa sugestão.
·         Sugerimos a organização de um “caixa” do ministério para a confecção de figurino, aquisição de maquiagem, adereços cenográficos, entre outros.
·         A participação dos ministros em cursos de formação em doutrina católica, liturgia e espiritualização, bem como em cursos de dança e apresentações de espetáculos e a observação de documentários, especiais de dança e filmes na TV é de suma importância para o crescimento do ministro de dança.

DICAS PRÁTICAS PARA AS DANÇAS:
·         Evitar movimentos sensuais, de alta elevação de pernas, quadris, etc.
·         A utilização de duplas mistas requer muito bom senso.
·         Conformar a dança a espaços pequenos, com pisos muitas vezes inadequados, presença de pedestais, caixas de retorno, arranjos de flores, etc. Procurar saber com antecedência sobre o espaço para usar o número adequado de ministros e coreografar com movimentos sem muita amplitude. Normalmente é essa a realidade. Uma dica para essas situações é o revezamento de ministros ao invés de um grande “grupo de baile” (muitas pessoas dançando ao mesmo tempo). 
·         Subordinar a coreografia às moções da oração que a deve anteceder, considerando o tema solicitado. O coreógrafo deve ser, na verdade, o Espírito Santo.
·         Ficar atento à questão de adereços cenográficos.
·         Um recurso muito importante: usar gestos que representem a letra da música ou a moção do Espírito. (Ex.: Mãos no coração, mãos postas em oração, ajoelhar-se, etc.)
·         Os recursos interpretativos não podem ser negligenciados: expressões faciais, representação de sentimentos, intensidade de movimentos, etc. É necessário que se “viva” o que se está dançando.
·         O sincronismo de movimentos é algo muito importante que deve ensaiado, pois nele está grande parte da questão estética da dança.

FIGURINO E MAQUIAGEM:

·         Compõe a dimensão estética e pode auxiliar na transmissão da mensagem. Tem, às vezes, papel na formação e caracterização de personagens. Tem função complementar e não pode chamar mais atenção que a motivação da dança.

·         Adequados para a dança/atividade física: confortáveis, de tecido maleável, leve, que permita a transpiração e que não obstrua a circulação sangüínea (Ex.: calçados específicos, sapatilhas, meias opacas, collants, cotton, malha, lycra, etc.) Observação: o uso de malhas, com o devido bom senso, já foi sancionado pelo Vaticano desde 1789. (A Dança, Mirian Mendes. Ed. Ática, 1985. Obs.: Não consegui averiguar essa informação na página do Vaticano).
·         Coerentes com a evangelização: discretos, que vistam bem, decentes (não decotados, evitar o ‘tomara que  caia’, as alças, as transparências, as aderências evidentes e os comprimentos muito curtos).
·         Preocupados com o aspecto estético: uso de brilhos, brocados, lantejoulas, aplicações, tecidos apropriados, etc.
·         Confecção e catalogação dos figurinos: batas coloridas e brancas, roupa de Nossa Senhora, roupa de Jesus, saias, collants e sapatilhas (vários padrões, cores, texturas), arranjos de cabeça, diademas, chapéus, etc.
·         Confecção e catalogação de maquiagem: pó compacto, lápis de olho, batons, tinta para pintura de rosto, etc.
·         Confecção e catalogação de adereços cenográficos: fitas, asas de anjos, cestas, lenços, corações de papel, caixas, balões, etc.
·         Sugerimos que as peças enumeradas acima sejam de uso exclusivo do ministério e da obra de evangelização, e não para o uso pessoal de algum ministro.