16 de março de 2011

Para uma boa confissão nessa quaresma

“Talvez os momentos de uma confissão sincera estejam entre os mais doces, os mais reconfortantes e os mais decisivos da vida." (Paulo VI)
O sacramento da confissão é também chamado de "Reconciliação" e trata-se exatamente disto: nós temos um relacionamento com Deus, Ele é nosso amigo. Então quando fazemos alguma coisa contrária a essa amizade (o pecado), precisamos nos reconciliar com quem nós erramos. 




Um exemplo: mentir. E por que mentir é contrário à nossa amizade com Deus? Por que Ele é a Verdade e quer que sejamos santos e perfeitos assim como Ele é. Outro exemplo seria algum pecado contra o 6º mandamento da castidade, e por que? Por que nosso corpo é templo do Espírito Santo e deve manter essa dignidade. E por aí vai....

Confessar é ir ao encontro no nosso Amigo pedir que Ele nos desculpe a nossa pisada na bola, nos perdoe por O termos magoado, pois Ele não merece ser tratado assim por nós, já que Ele é tão bom Amigo e nosso Senhor...

É um pouco mais que se encontrar com o padre e sair 'cuspindo': eu fiz isso de errado, fiz isso, aquilo outro,etc... É preciso ter em mente que estamos indo fazer as pazes com Ele.

Para isso é preciso  observar 4 passos: exame de consciência, arrependimento, confissão, penitência e propósito.
  1. Fazer um bom exame de consciência antes: pensar direitinho em tudo o que eu posso ter feito que tenha magoado meu Amigo, Jesus. Tudo o que eu fiz que é contra seus mandamentos. Os 10 mandamentos são um ótimo roteiro para a gente meditar. Sempre que eu vou me confessar, no meu exame de consciência, eu vou passando um por um dos mandamentos, e me questionando: eu amei a Deus, meu Amigo, sobre todas as coisas? Eu tomei alguma vez seu nome em vão?etc etc...
  2. Depois de perceber tudo o que eu fiz de errado nessa amizade, é preciso que eu me arrependa verdadeiramete de ter ofendido quem não merecia. Arrependimento sincero, consciente.
  3. Então só aí procuramos um padre e falamos, como se estivéssemos falando com o próprio Jesus, pedidndo perdão. Confissão.
  4. Penitência: é o que o padre nos fala para fazermos depois que confessamos (uma oração, leitura bíblica, etc... O padre é que sabe....)  e devemos fazer com carinho, pensando mesmo que estamos fazendo as pazes com Jesus.
  5. Propósito. Esse passo é super importante, devemos ter o firme propósito de não pecar novamente. Sabemos que somos humanos e com certeza a gente vai cair em tentação de novo, mas aquele pecado que a gente confessou, do mesmo jeito: NUNCA MAIS.

Mons. Josemaría Escrivá, o Fundador do Opus Dei, aconselhava com critério simples e prático que as nossas confissões fossem concisas, concretas, claras e completas:

* Confissão concisa, sem muitas palavras: apenas as necessárias para dizermos com humildade o que fizemos ou omitimos, sem nos estendermos desnecessariamente, sem adornos. A abundância de palavras denota às vezes o desejo, inconsciente ou não, de fugir da sinceridade direta e plena; para evitá-lo, temos que fazer bem o exame de consciência.
* Confissão concreta, sem divagações, sem generalidades. O penitente “indicará oportunamente a sua situação e o tempo que decorreu desde a sua última confissão, bem como as dificuldades que teve para levar uma vida cristã”, declarando os seus pecados e o conjunto de circunstâncias que tenham caracterizado as suas faltas a fim de que o confessor possa julgar, absolver e curar.
* Confissão clara, para sermos bem entendidos, declarando a natureza precisa das faltas e manifestando a nossa própria miséria com a necessária modéstia e delicadeza.
* Confissão completa, íntegra. Sem deixar de dizer nada por falsa vergonha, para “não ficar mal” diante do confessor.

Vejamos se, ao preparar-nos para receber este sacramento, procuramos que aquilo que vamos dizer ao confessor satisfaça esses requisitos.

(*http://www.hablarcondios.org/pt/meditacaodiaria.asp)