3 de outubro de 2011

Dom Carismático da Profecia - Parte 3



NOSSA ATITUDE FACE AO CARISMA DA PROFECIA

·         A Profecia deve ser desejada, pelo fato de que serve para edificar, exortar, consolar o povo de Deus (1 Cor 14,1).
·         Deve ser exercida de modo a edificar e não a oprimir ou amendontrar (1 Cor 14, 26).
·         Deve ser considerada como sinal com o objetivo de crescimento da fé: (Línguas: edificação pessoal > sinal para infiéis; Profecia: edificação da assembléia > sinal para os fiéis, 1 Cor 14, 22-25)
·         Não deve ser desprezada (1 Tess 5, 20).
·         Deve ser exercida com fé (Rom 12, 6).
·         Deve ser exercida com dignidade e ordem, e com um critério de julgamento sobre a mesma, pois Deus não é Deus de confusão, mas de paz (1 Cor 14, 29.33.40).
·         Visa o aperfeiçoamento do indivíduo ou comunidade (Ef 4, 11-12).
·      Deve-se dar o crédito devido: Assim demos ainda maior crédito à palavra dos profetas, à qual fazeis bem em atender, como a uma lâmpada que brilha em um lugar tenebroso até que desponte o dia e a estrela da manhã se levante em vossos corações (II São Pedro 1,19).
·         Deve ser levada a sério e obedecida: Pe. Jonas diz que por ela o Senhor nos fala e pode mudar o rumo das coisas, o ruma da própria Igreja e é assim que a Igreja, que somos nós, se mantém em ação. (Aspirais aos dons espirituais, Ed, Canção Nova, pg. 87). Ex.: Beata Helena Guerra, irmã do séc. XIX, tendo vivenciado inúmeras graças místicas particulares, numa vida de serviço a causa do Evangelho por meio de trabalhos com a juventude na Itália, por volta do ano 1886, sente o primeiro apelo interior a trabalhar de alguma forma para divulgar a Devoção ao Espírito Santo na Igreja. Para isto, escreve secretamente muitas vezes ao Papa Leão XIII para exortá-lo a convidar “os cristãos modernos” a redescobrirem a vida segundo o Espírito; no que foi sutilmente atendida. 

     A “Divinum Illud Munus” em 1897, foi a primeira Encíclica dedicada ao Espírito Santo na história da Igreja, escrita por Leão XIII e é considerada a responsável pelo início do “retorno ao Espírito Santo” dos tempos atuais. Realizando junto com as suas Irmãs Oblatas do Espírito Santo encontros denominados “Cenáculos Universais”, (que muito se assemelham aos nossos atuais grupos de oração da RCC) trabalhou incansavelmente pela divulgação da importância da ação do Espírito Santo na vida do cristão moderno. Foi ela, que profetizou sobre a Igreja e o mundo um novo Pentecostes através do retorno ao Cenáculo e a redescoberta do Espírito Santo. Elena foi a primeira a ser elevada em 1959 à honra dos altares pelo também Beato João XXIII, que após quatro anos faria a Igreja retornar ao Cenáculo com a novena de Pentecostes em preparação ao Concílio Vaticano II. E foi esse mesmo João XXIII quem convidou a todos os fiéis invocar “a mística vinda do divino Paráclito que desce para renovar na Igreja os prodígios como em um novo Pentecostes”. Esta graça do novo Pentecostes pode ser considerada o motivo da própria vida e missão de Elena Guerra. Nela está todo o seu carisma profético e a ordem que o Espírito Santo lhe deu para os cristãos de nosso tempo.  É ainda nesse contexto profético que se costuma citar uma oração, proferida no início do Concílio Vaticano II e que inevitavelmente vem à mente de muitos daqueles que têm refletido sobre a explosão da RCC, ocorrida em 1967. Muitos vêem a citada oração como uma mensagem profética de Deus, proclamada pela boca de seu servo o então Papa João XXIII, e que se constitui um sinal poderoso da revelação de Sua Santa Vontade a respeito do futuro da Igreja, no que se refere à vivência de um novo Pentecostes. Ao abrir o Concilio Vaticano II, em 1963 ele rezou: “Repita-se no povo cristão o espetáculo dos Apóstolos reunidos em Jerusalém, depois da ascensão de Jesus ao céu, quando a Igreja nascente se encontrou reunida em comunhão de pensamento e de oração com Pedro e em torno de Pedro, pastor dos cordeiros e das ovelhas. Digne-se o Divino Espírito escutar da forma mais consoladora a oração que sobe a Ele de todas as partes da terra. Que Ele renove em nosso tempo os prodígios como de um novo Pentecostes, e conceda que a Santa Igreja, permanecendo unânime na oração, com Maria, a Mãe de Jesus, e sob a direção de Pedro, dilate o Reino do Divino Salvador, Reino de Verdade e Justiça, Reino de amor e de paz”. De fato, o Papa João XXIII é considerado por muitos um profeta poderoso dos nossos tempos, e também um precursor da RCC.