22 de maio de 2015

Jesus, o Centro da nossa Família


(Texto de Rafael Vitola Brodbeck compartilhado pelo Facebook)

Aqui em casa, as crianças NÃO estão no centro. Tampouco, nós, os pais, estamos. Quem está no centro de nosso lar é Cristo, Nosso Senhor. Tudo gira em torno d'Ele. Tudo é feito tendo em conta Suas vontades. Tudo é pensado a partir de Seus critérios.

Na prática, isso significa que não são as crianças quem vão definir os programas de TV ou a música que escutaremos no carro, nem mesmo o tipo de passeio que vamos realizar. Por outro lado, não significa que, por sermos os adultos, iremos assistir a tudo o que quisermos, sem levarmos em conta as necessidades dos pequenos, e nem que não faremos razoáveis e justas abdicações de nossas vontades em prol do bem estar ou até mesmo do prazer delas, quando entendemos possível e correto. Enfim, não implica não cedermos aos filhos, quando percebemos que não é capricho.

Equilíbrio e ponderação auxiliam na tomada de decisões, respeitando, claro, a dinâmica de cada família e suas circunstâncias e características próprias.

O que importa é que a criança não reine absoluta, não seja o centro da família e o fiel da balança na tomada de decisões, e que se evite, igualmente, que os pais, que precisam, sim, ser as autoridades do lar, transmutem o justo governo da casa em uma tirania.

Colocar o Senhor em Seu devido lugar - o centro não só da Igreja, como da família, verdadeira Igreja Doméstica - ajuda nesse processo (além de ser indispensável para que o lar seja realmente cristão).

É d'Ele, é n'Ele e é com Ele que pensamos, sentimos, decidimos e agimos. Sabemos que os filhos não são eternas crianças - a infância não é um fim em si mesmo, mas uma preparação para a vida adulta, e isso implica em treino, em disciplina, em estímulo, em motivação e em rigor aplicado com amor, o que não significa que devam ser miniadultos desde já. 

Sabemos que eles não são nossos. Mas também não são do mundo. São de Deus. Somos pais apenas por participarmos, por um decreto do Senhor, de Sua própria Paternidade divina. E só imitando a Deus, ao Deus Encarnado, que é Homem como nós, e entronizando-O como Rei e Senhor de nossa residência e das almas e corpos que lá vivem, teremos não apenas a vida eterna no céu, mas uma sua antecipação em felicidade cá na terra, com pais firmes e carinhosos, e filhos alegres, responsáveis, decididos e livres.

11 de maio de 2015

O "Ajuste Preciso do Universo" e suas três possíveis explicações

estrutura do universo é determinada por números muito precisos: a velocidade da luz, a constante gravitacional, a taxa de expansão do universo conduzida pela constante cosmológica, a distribuição de massa e energia, a constante de Planck, a razão entre as massas de elétrons e prótons, a constante de Hubble...

Trata-se das constantes e quantidades fundamentais do universo.

A ciência chegou à conclusão de que cada um desses números é cuidadosamente ajustado a uma estreitíssima franja de valores precisos, fora da qual não haveria possibilidades de que a vida existisse. Essa restrita franja de valores dentro da qual a vida é possível é tão minúscula que, se qualquer um desses números fosse minimamente alterado, nenhum tipo de vida física interativa poderia existir em lugar algum.  

"O fato notável é que os valores desses números parecem ter sido muito precisamente ajustados para tornar possível o desenvolvimento da vida" Stephen Hawking, físico teórico, Diretor de Pesquisa no Centro de Cosmologia Teórica da Universidade de Cambridge).

Para este ajuste tão preciso do universo, existem três possíveis explicações:
- A necessidade física;
- O acaso;
- O desígnio inteligente.

Com este vídeo de 6 minutos da Reasonable Faith, legendado em português por Jonathan Silveira, da Tu Porémvocê pode tirar as suas próprias conclusões sobre qual possibilidade faz mais sentido:
- Atribuir a existência finamente ajustada do universo a uma eventual necessidade física
- Atribuir a existência finamente ajustada do universo a uma incrível combinação de acasos acionada por coisa alguma a partir do nada;
- Ou atribuir a existência finamente ajustada do universo à ação de uma Inteligência criadora.

Fique à vontade para usar a sua razão

Fonte: Aleteia


5 de maio de 2015

Curados para servir


Precisamos ser curados? Sim, em todas as áreas de nossas vidas! O pecado original deformou em nós a imagem de Deus, fazendo com que adoecêssemos, nos corrompêssemos, nos deteriorássemos biológica, psicológica e espiritualmente. Mas nossa Deus é Deus de vivos e não de mortos, Jesus veio para nos trazer vida e vida em abundância, o Espírito Santo Criador renova a face da terra e nos faz ser homens e mulheres novos e novas.

Em Marcos 1, 40 vemos aquele episódio em que o leproso se aproxima de Jesus e afirma, de joelhos, suplicando com toda fé: “Se queres, podes me curar!” A Palavra diz que Jesus se compadeceu dele! Teve pena, teve piedade, se comoveu com sua fé e respondeu: “EU QUERO!”

Jesus nos quer curados. CURADOS PARA SERVIR. É sua vontade que tenhamos vida e vida plena! Excepcionalmente o Senhor permite e usa de alguma enfermidade ou situação para algum propósito misterioso, mas via de regra, as doenças, os transtornos psicológicos, os sofrimentos emocionais, as opressões espirituais não são a vontade de Deus para nossa vida! ELE PODE E QUER NOS CURAR!

Então no versículo 41 o Senhor Jesus estende a mão, toca aquele homem e ordenou que ele fosse curado. A doença da lepra abandonou aquele corpo por ordem de Jesus; o corpo daquele homem obedeceu a ordem da palavra de Jesus e imediatamente se transformou, suas células reagiram, o funcionamento dos seus órgãos se modificaram, pelo poder da Voz do Senhor! Aleluia!

A Palavra diz que o homem ficou limpo e foi purificado. Quando Jesus cura, ele não apenas cura o corpo, ele alcança a alma, o espirito das pessoas, ele as SALVA, os livra e perdoa os pecados, ele as enche de vida, não só vida biológica, mas também e principalmente a vida espiritual, VIDA ETERNA. Aquela que nem mesmo a morte pode atingir!

E nessa noite o Senhor vem aqui pelo poder do Seu Espírito para dizer: EU QUERO QUE CADA UM DE VOCÊS SEJAM CURADOS E LIMPOS PELO MEU AMOR. CURADOS PARA SERVIR, POIS HÁ MUITOS QUE PRECISAM DE VOCÊS! EU QUERO QUE CADA UM AQUI SEJA TRANSFORMADO, LIBERTO, E SALVO! QUE ME ACEITE COMO SALVADOR, CREIA EM MIM, E QUE SEJA PLENIFICADO EM TODAS AS ÁREAS DE SUA VIDA.

O que aconteceu com o homem depois de se encontrado com Jesus? Ele foi curado! E para quê? Para continuar na mesma vida que vinha levando? Não! A Palavra diz no versículo 45 que aquele homem começou a divulgar e a propagar o que Jesus havia feito com Ele e a reação das pessoas foi tão grande e positiva que Jesus nem podia mais entrar nas cidades publicamente, que ele se conservava fora das cidades e as pessoas iam atrás Dele! Ô, glória!!! Que maravilhoso!


Esse homem se tornou um evangelizador com um testemunho pessoal de encontro com Jesus! E assim com a gente também! Seremos curados hoje pela misericórdia de Jesus para que possamos servi-Lo, anuncia-Lo aos outros e eles também possam passar pelo que passamos! LOUVADO SEJA O SENHOR JESUS, O MESMO ONTEM, HOJE E SEMPRE, QUE PODE E QUER NOS CURAR PARA QUE POSSAMOS SERVI-LO LIVREMENTE SARADOS, RESTAURADOS E SALVOS POR SUA MISERICÓRDIA! ALELUIA! LOUVADO SEJA! 

3 de maio de 2015

Ser dócil ao Espírito Santo


Ser dócil é, humanamente, ser uma pessoa fácil de guiar, obediente, submissa. Na esfera da espiritualidade cristão, católica e carismática é, em primeiro lugar, ter uma relação verdadeira com o Espírito de Deus que habita no peito de cada batizado, ter uma amizade com Ele. Nessa intimidade, percebo Sua presença, ouço a Sua voz e identifico suas inspirações, moções e conduções para mim, seja no ministeriado seja na minha vida particular e como resposta de amor, de consideração pelo que Ele está me mostrando, me dizendo, eu “vou na Dele”: falo, faço, ajo conforme Ele está me revelando.

A docilidade deve ser vivida na perspectiva da adesão pela fé, pelo amor. Por que eu creio, eu atendo aos apelos do Espírito; por que eu amo, eu retribuo o amor que recebo Dele lhe obedecendo. Não obedecemos por medo, por obrigação, pois como diz São João “no amor não há temor” (1 Jo 4, 18), mas por que cremos e amamos, é uma resposta de fé e amor, consciente, exercida na liberdade.

Jesus era muito dócil ao Espírito Santo. Sua concepção foi obra do Espírito Santo que desceu sobre Maria e a cobriu com Sua sombra (Lc 1, 35). No seu Batismo pelo primo João, o Espírito pousa sobre Ele e o conduz ao deserto, para prepara-lo para a missão e Ele, dócil, vai. Era conduzido pelo Espírito em obras, palavras, no seu louvor, em suas formações, por onde andava, como fazias as coisas.

É preciso compreender que Jesus fazia tudo não por sua onipotência divina, posto que Filipenses 2, 6 deixa claro que Ele, embora fosse de condição divina, não tinha prevalecido de sua igualdade com Deus, mas pelo poder do Espírito Santo, sendo dócil a Ele e sendo usado por Ele. Era pela prática dos carismas em Seu ministério que realizava todas aquelas maravilhas. Ele usava dos carismas em sua condição humana (curas, milagres, exorcismos, multiplicações de pães e peixes, revelações, profecias), TUDO como ser humano revestido do Espírito Santo, sem deixar de ser Deus (sendo 100% homem e 100% Deus). Tudo isso para nos ensinar a sermos verdadeiros filhos de Deus, humanos, mas revestidos de poder e graça espirituais, sendo dóceis ao Espírito Santo. É promessa Dele: “Aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas”, por que é pelo mesmo Espírito Santo que revestia Jesus que isso acontece. Basta que sejamos dóceis e acreditemos, invoquemos o nome de Jesus e esperemos Nele.

Maria também foi dócil ao Espírito Santo! Na anunciação acreditou e se abriu a ação do Espírito em sua própria carne; por ser dócil foi até a prima Isabel sendo “transmissora” do Espírito Santo que abundava sem seu seio; sendo dócil e atenta às moções do Espírito para si mesma, para o Filho Jesus, seus próximos a quem sempre servia, agiu na unção nas Bodas de Caná; sendo dócil ao Espírito, guardava o que não entendia meditando em seu coração; aos pés da Cruz não se revoltou, mas sendo dócil ao Espírito Santo, se fez presente no martírio do Seu Filho dignamente; por fim, em Pentecostes, presidia o Cenáculo com os apóstolos.

Lendo os Atos dos Apóstolos percebemos o quanto os apóstolos e discípulos eram também dóceis e obedientes ao Espírito Santo e as obras maravilhosas advindas dessa postura deles! Pedro em seu discurso pós Pentecostes (Atos 2, 14-35) e em casa do pagão Cornélio (Atos 10); o 1º concílio de Jerusalém, no qual, embora discordando e debatendo, primaram pela unidade e ao que “parecia bem ao Espírito Santo (Atos 15, 28); Filipe de deixando conduzir na ocasião do Eunuco (Atos 8, 26ss) e muitas outras ocasiões.

De todas, destaco a docilidade heroica de Paulo que passou do extremo de perseguidor dos cristãos a perseguido por causa de Cristo. Desde a queda no caminho de Damasco, Paulo soube ser dócil ao Espírito Santo, defendia as moções colocadas em seu coração até diante de Pedro, só ia onde o Espírito indicava, muitas vezes com prejuízo das hostilidades, pedradas, açoites, prisões. Pregava, agia, curava, ressuscitava, escrevia, tudo sob a submissão completa da condução do Espírito Santo.

E na história da Igreja, quantos santos podemos ver também sendo dóceis ao Espírito Santo! Os primeiros mártires, os Padres, os grandes teólogos... São João Bosco e seus sonhos proféticos, os trabalhos com jovens infratores e a congregação; São Pio e o grande hospital Casa de Alívio do Sofrimento; São Francisco e a sua Ordem que, de fato, reconstruiu a Igreja; Santo Inácio de Loyola que com os jesuítas evangelizaram o Oriente e as Américas... São tantos exemplos que com certeza não poderia esgotá-los nesse texto... Recentemente pudemos ver nosso amado São João Paulo II sendo dócil ao Espírito em palavras, escritos, obras, gestos em seu pontificado até a morte e igualmente pudemos vislumbrar a docilidade ao Espírito na renúncia de Bento XVI.

E nós? Bom, de maneira muito concreta, ser dócil para alguém que se disponha a ser discípulo e missionário, ser ministro, evangelizador, ser dócil é antes de mais nada parar para estar com Ele, silenciar para ouvi-Lo, orar para discernir suas mensagens e por fim, renunciar às nossas opiniões e vontades para privilegiar o que colhemos da presença santa do Senhor a exemplo do próprio Jesus, Maria, os apóstolos e santos, mesmo em prejuízo próprio. Para ser dócil, na prática, é preciso se submeter ao Espírito e ser fiel até o fim.

Obviamente é preciso estar em estado de graça (sem pecados graves) e consequentemente em dia com a Confissão, com os sacramentos, a vida de oração, afinado com a prática dos carismas, estar habituado a renunciar a si mesmo e exercer a humildade. Entender que vale muito mais o que o Senhor acha do que nós achamos, que melhor é a vontade do Senhor que a nossa, que podemos confiar nas inspirações Dele (mesmo que não estejamos entendo no momento)... É um grande desafio, mas o Espírito vem em auxílio às nossas fraquezas (Rm 8, 26).

Experimentei já algumas vezes o ser dócil ao Espírito Santo e afirmo que antes de tudo é um exercício de confiança. Ninguém se submete livremente se não confiar. Ninguém confia se não amar. Algumas vezes já troquei o tema da pregação por sentir uma condução diferente, já pedi música diferente da que estava programada para a condução da oração, já calei, já falei, já defendi uma moção que me ardia no peito, fui orar por quem nem tinha pedido minha intercessão, já abracei, já telefonei, mandei mensagem, larguei meu emprego, terminei um namoro (quase noivado), mudei de país, preguei no Mc Donald’s, defendi mendigo em porta de Igreja, cantei música católica no consultório médico, levei um irmão embriagado da rua para sua casa, preguei pra professor que me dava carona, levei amigo gay para conversar com um bispo, deu livros católicos para irmãos separados... tudo na tentativa de ser dócil ao que o Espírito Santo estava me inspirando. Mesmo insegura, precisei ser dócil, precisei confiar e agir conforme os impulsos do Espírito.
Também já aconteceu de não ser dócil e amargar as consequências. Conto apenas uma: uma vez em oração o Senhor me pedia para ligar para um amigo querido e avisar-lhe que Satanás estava armando uma emboscada para ele, que ficasse atento e resistisse. Não tive coragem, tive aquele respeito humano que aprisiona e cristaliza a obra de Deus. Resultado: depois de um tempo sumido, ele veio me contar que naquela mesma noite em que o Senhor mandou que eu falasse e eu me calei, ele tinha tido uma queda feia, cometido um pecado gravíssimo, e que de fato, tinha caído numa cilada diabólica. Ficou deprimido e entrou numa grande noite escura em sua vida de fé. Lamentei muito minha covardia e insubmissão e pedi perdão a Deus e ao meu amigo.

Inegavelmente é indispensável o carisma do discernimento dos espíritos para ser dócil ao Verdadeiro Espírito, o Espírito de Deus. Mas recebendo esse carisma, é preciso ter coragem de ser fiel. O Espírito nos dá força! Ele nos conduz! Confiemos Nele! Sejamos dóceis...


28 de abril de 2015

Poderosa Oração Pela Cura do Câncer


Por Doddie Osteen (curada de câncer terminal em 1981)

Ó Deus, nosso Pai, a Vossa Palavra diz que Vós sois um socorro bem presente na hora da necessidade. Eu venho a Vós, em nome desta pessoa que está sofrendo de câncer. Pai, peço-Vos, em nome de Jesus Cristo de Nazaré, que as toque e cure-as. Distância não é um problema para Vós, Senhor Deus. Enquanto eu oro, Vós estais com ela, tão perto quanto sua própria respiração. Então, eu estou pedindo para Vós tocar-lhes o corpo e curá-las.
Agora você, enganosa doença chamada câncer, eu falo com você. Vá embora deste corpo, em nome de Jesus Cristo. Eu ordeno, células cancerosas: murchem e morram nas raízes, em nome de Jesus! Satanás, eu desligo o seu poder na vida desta pessoa e eu permito a cura chegar a eles, agora, em nome de Jesus!
Pai, eu peço para que Vós substituais com novas células aquelas que foram atingidas pelo câncer. Deus, Vós podeis fazer isso, porque o que é impossível para o homem é possível para Vós. Vós sois um Deus que se importa, e nós acreditamos que vais agir só porque nós pedimos. Vós nos amais muito!
Pai, eu clamo Vosso poder, força e integridade para vir ao corpo dessa pessoa no dia de hoje.  Obrigado, Senhor, por fazê-lo! Obrigado Jesus! Que possamos ouvir boas noticias das pessoas que foram curadas, porque eles mantiveram firme a sua confissão de fé, sem vacilar, porque Vós sois fiel ao prometido!
Obrigado Pai, em nome de Jesus, Amém. 

24 de abril de 2015

Oração à Maria, Mãe de Deus, por um ente querido que está doente



Maria, cheia de graça, Mãe espiritual dos necessitados, eu fervorosamente peço Vossa intercessão celestial para (fale o nome da pessoa) que está enfermo e procura a assistência milagrosa de Deus.

Tu que velas pelos doentes e lhes oferece apoio compassivo em poderosos atos de cura, permanecei ao lado de (fale o nome da pessoa) com a Vossa maternal proteção. Consolai nossos corações ansiosos e permiti-nos que o nosso sofrimento físico e emocional seja uma fonte de purificação e crescimento para a vida eterna.
Amém. 

Permanecer no Senhor Jesus


Reunimo-nos semanalmente neste grupo de oração com um único objetivo: ANUNCIAR JESUS. Esse Jesus que na plenitude dos tempos veio ao mundo para nos libertar da escravidão do pecado e da morte e nos dar uma vida nova, voltada não para as coisas perecíveis e acontecimentos passageiros da existência, mas para as realidades eternas. Esse Jesus que é o mesmo ontem, hoje e sempre, que cura, que liberta, que consola, mas principalmente que NOS SALVA.
Ouvi recentemente uma frase do missionário da Canção Nova Marcio Mendes que tocou profundamente meu coração. Ele dizia: “Você veio aqui buscando cura, libertação, prodígios e milagres, mas eu quero te dizer que você vai voltar daqui levando SALVAÇÃO”! Meu Deus! Como a convicção com que foram ditas essas palavras me tocaram! E eu quero dizer isso a você também: “Não importa o que você pensa que te trouxe a esse grupo de oração hoje! Pode ter sido uma doença, um casamento em crise, dívidas, decepções, tribulações... E muitas vezes o GO é mesmo como que um ‘pronto-socorro espiritual’, mas eu tenho certeza de que tudo isso foram ‘iscas’ que o Senhor usou para te atrair com um propósito: ter um encontro pessoal contigo por meio da efusão do Espírito Santo! Amém?!”
Abra sua Bíblia no eEvangelho de João, capítulo 15, versículos de 1 a 7:
“Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que não der fruto em mim, ele o cortará; e podará todo o que der fruto, para que produza mais fruto. Vós já estais puros pela palavra que vos tenho anunciado. Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. O ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Assim também vós: não podeis tampouco dar fruto, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. Se alguém não permanecer em mim será lançado fora, como o ramo. Ele secará e hão de ajuntá-lo e lançá-lo ao fogo, e queimar-se-á. Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis tudo o que quiserdes e vos será feito.”
Queridos irmãos, sabemos que quando dois ou mais estão reunidos em nome de Jesus, Ele se faz presente no meio deles (Mt 18, 20). Que Jesus está no meio de nós é fato, podemos ter a certeza disso! Ele permanece no meio de nós conforme tinha prometido: “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo!” (Mt 28, 20) Ele está aqui, está conosco, permanece com cada um de nós e com a Igreja, sua esposa. Mas e nós? Temos permanecido com o Senhor?
Pelo sacramento do Batismo fomos enxertados nessa videira que é o Senhor e somos verdadeiramente seus ramos. Você já viu um enxerto? Sabe como é feito? Corta-se um pedaço da planta, pega-se o raminho a ser enxertado e amarra-se na planta com um barbante, uma cordinha ou fita. Jesus é essa planta e nós fomos enxertados nele, sem Ele, nada podemos fazer! Sem Ele não temos vida!
Lembro-me de uma partilha que ouvi de um rapaz que tinha visto em seu momento de oração um galhinho de planta e nesse galho tinha uma folhinha que, embora estivesse lá no galho, era a única que estava amarronzada e seca. Ele se aproximou para tentar entender e viu que aquela folhinha não estava unida ao galho, mas estava só perto dele, presa por meio de teias de aranha. Às vezes estamos perto do Senhor, mas não ligados a Ele, não permanecendo Nele. E o resultado disso? Secaremos e morreremos. Renegaremos a Salvação conquistada por Jesus por um altíssimo preço. Perderemos a vida eterna, seremos lançados fora no fogo. Isso é muito sério.
Pois sem permanecer em Jesus, nada poderemos fazer, não teremos vida em nós! É de Jesus que nos vem a vida! Sem a seiva da árvore, o ramo morre. Essa seiva são os sacramentos (Confissão, Unção, Eucaristia, etc) e a experiência da Efusão do Espírito Santo que nos dá a vida da graça, que suporta nossa existência. E esse barbante que nos prende, nós enxertos, à videira Jesus, é a comunidade. Sem esse barbante, como é difícil permanecer enxertado!! Ligados em Jesus! Por mais que busquemos sozinhos, é muito difícil...
Eu morei por quase um ano em Portugal e por diversos motivos, não consegui me inserir em nenhum trabalho pastoral por lá. Continuava buscando o Senhor nas Missas, na minha oração pessoal, mas como a falta da vivência em comunidade foi me murchando, me secando, me desanimando! Como é bom fazer um trabalho pastoral! Como é bom pertencer a uma comunidade, como isso alimenta nossa espiritualidade, a nossa fé!
Precisamos permanecer em Jesus! É esta a prova da nossa conversão: não em vivermos grandes momentos de emoções, de sensibilidade pela presença do Espírito Santo, mas em permanecermos Nele. Por isso alguns pregadores preferem usar a expressão “o início da minha conversão” posto que é algo que se vive progressivamente. Não é uma experiência de um dia, mas de toda uma vida em permanência insistente e perseverante no Senhor que nos dá a vida e salvação. A VERDADEIRA CONVERSÃO É PERMANECER NO SENHOR JESUS!
Conversão não é não pecar nunca mais! Disso não seremos capazes nessa terra. São João afirma que aquele que acha que não tem pecado se ilude e é mentiroso (1 Jo 1, 8), mas se trata antes de lutar para não cair, se trata de PERMANECER no Senhor, se arrependendo sempre, buscando a confissão com o firme propósito de não cair mais naquela tentação. Na oração do Pai Nosso, Jesus não nos ensinou a pedir “Pai, que não haja tentações na minha vida”, mas sim para que nós não caíssemos em tentação. Há uma luta dentro de nós entre o espírito e a carne e por causa disso não fazemos o bem que queremos mas sim o mal que não queremos (Rm 7, 19). Mesmo pecadores e fracos, não podemos desanimar e conscientemente fazer tudo ao nosso alcance para permanecermos no Senhor! O Papa Francisco diz que Deus nunca se cansa de nos perdoar, nós é que cansamos de pedir perdão. Devemos sempre nos arrepender, reconhecer nossos pecados na certeza de que “Deus é fiel e justo para nos perdoar os pecados e para nos purificar de toda iniquidade” (1 Jo 1, 9).
E tendo essa consciência, nada, NADA vai nos impedir de permanecer no Senhor. Assim como os apóstolos nos primeiros anos da Igreja, devemos lutar até o sangue, se for preciso, para permanecer no Senhor Jesus, pois é a nossa única opção de vida e salvação! Quanto sofreram os apóstolos! Tantas pedradas, açoites, calúnias, prisões, mortes violentas sofreram por amor a Jesus! Para permanecerem em Jesus! Nada impediu que eles permanecessem no Senhor! ELES PERMANECERAM NO SENHOR, não por causa dos prodígios e milagres que viam o Senhor realizar por meio deles, mas por causa DO SENHOR! Em Atos 8, 14 e seguintes vemos a história de Simão, o mago da Samaria que, maravilhado pelo poder do Espírito de Deus, manifestado através dos apóstolos, ofereceu dinheiro a eles em troca de receber esse poder. Mas Pedro e João, como permaneciam NO SENHOR, recusaram e denunciaram tamanho equívoco! Não havia dinheiro nesse mundo que valesse a pena perder a permanência em Jesus! E não há mesmo!
Nada vale a pena mais do que permanecer no Senhor! N-A-D-A!!! Nenhum dinheiro, nenhum prazer passageiro, nenhum projeto pessoal que custe a nossa permanência, a nossa união com Jesus vale a pena! Quando temos um encontro com o Senhor Jesus, quando fazemos a experiência do Batismo no Espírito Santo, passamos a ter a noção de que não nos pertencemos mais, SOMOS DELE! “Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis? Porque fostes comprados por um grande preço” (1 Cor 6, 19-20a). Somos Dele e nada pode nos separar mais.
“Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação? A angústia? A perseguição? A fome? A nudez? O perigo? A espada? estou persuadido de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem o presente, nem o futuro, nem as potestades, nem as alturas, nem os abismos, nem outra qualquer criatura nos poderá apartar do amor que Deus nos testemunha em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 8, 35.38-39).

Deus, em Jesus Cristo, jamais nos deixará, seu amor JAMAIS nos abandonará! Precisamos também nós, livremente, POR AMOR, fazer a nossa parte para permanecermos Nele. Como o Pai me ama, assim também eu vos amo. Perseverai no meu amor (Jo 15, 9). Só com as nossas forças humanas seria impossível, mas com Ele tudo é possível. Sem Ele, nada posso fazer, mas com Ele, eu posso! Tudo posso Naquele que me fortalece! 

22 de abril de 2015

A ESPIRITUALIDADE MISSIONÁRIA



A atividade missionária exige uma espiritualidade específica, que diz respeito de modo particular, a quantos Deus chamou a serem missionários.

Deixar-se conduzir pelo Espírito

Tal espiritualidade exprime-se, antes de mais, no viver em plena docilidade ao Espírito, e em deixar-se plasmar interiormente por Ele, para se tornar cada vez mais semelhante a Cristo. Não se pode testemunhar Cristo sem espelhar a Sua imagem, que é gravada em nós por obra e graça do Espírito. A docilidade ao Espírito permitirá acolher os dons da fortaleza e do discernimento, que são traços essenciais da espiritualidade missionária.

Paradigmático é o caso dos Apóstolos, que durante a vida pública do Mestre, apesar do seu amor por Ele e da generosidade da resposta ao Seu chamamento, se mostram incapazes de compreender as Suas palavras, e renitentes em segui-Lo pelo caminho do sofrimento e da humilhação. O Espírito transformá-los-á em testemunhas corajosas de Cristo e anunciadores esclarecidos da Sua Palavra: será o Espírito que os conduzirá pelos caminhos árduos e novos da missão.


Hoje a missão continua a ser difícil e complexa, como no passado, e requer igualmente a coragem e a luz do Espírito: vivemos tantas vezes o drama da primitiva comunidade cristã, que via forças descrentes e hostis “coligarem-se contra o Senhor e contra o seu Cristo” (At 4, 26). Como então, hoje é necessário rezar para que Deus nos conceda o entusiasmo para proclamar o Evangelho. Temos de perscrutar os caminhos misteriosos do Espírito e, por Ele, nos deixarmos conduzir para a verdade total (cf. Jo 16, 13).

Fonte: Carta Encíclica Redemptoris Missio, de São João Paulo II, § 87. 

20 de abril de 2015

Desculpa tomar seu tempo, mas precisava te falar!

O Papa Bento XVI um dia se desculpou numa entrevista em que os organizadores tinham destinado a ele tão pouco tempo para falar naquela ocasião que ele iria optar por falar das coisas "que são" em detrimento das coisas "que não são". Então já inicio esse texto me desculpando:



Precisava te falar sobre o bem, sobre fé, sobre o que realmente importa! Optemos sempre por falar das coisas "que são": verdade, vida, caminho, amor, Jesus, Jesus, Jesus!... Seja num vídeo, seja num twitter, seja no face ou no blog. Seja na escola, na balada, no esporte/academia, no supermercado, no almoço da família...

São Paulo afirmava aos Coríntios: Eu cri, por isto falei (2 Cor 4, 13). Nós cremos? Jesus faz parte da nossa vida? Nós acreditamos, concordamos com o que Ele propõe nos Evangelhos? Nós temos fé de que Ele não está morto mas vive e voltará? Temos confiança de que Ele nos ama, cuida de nós e quer que todos se salvem? Nossa vida está permeada do Evangelho? Então devemos falar, oportuna e inoportunamente (2 Tim 4, 2), sempre com educação e paciência, simplesmente por que isso faz parte de nossa vida, por que isso é essencial para nós.

Muitas vezes, por respeito humano nos calamos, nos omitimos ou até disfarçamos nossas convicções traindo a nós mesmos e também Aquele que cremos. O livro do Eclesiástico nos traz muitos versículos preciosos sobre esse tema, dos quais destaco os seguintes:

“Meu filho, aproveita-te do tempo, evita o mal; para o bem de tua alma, não te envergonhes de dizer a verdade, pois há uma vergonha que conduz ao pecado, e uma vergonha que atrai glória e graça. Em teu próprio prejuízo não te mostres parcial, não mintas em prejuízo de tua alma. Não tenhas complacência com as fragilidade do próximo, não retenhas uma palavra que pode ser salutar, não escondas tua sabedoria pela tua vaidade. Pois a sabedoria faz-se distinguir pela língua; o bom senso, o saber e a doutrina, pela palavra do sábio; e a firmeza, pelos atos de justiça. Não contradigas de nenhum modo a verdade.” (Eclo 4, 23-30)

Precisamos assumir que, pelo Batismo, temos o dever de anunciar e denunciar. Não é fácil ser profeta, mas se não falarmos as pedras hão de falar! (Lc 19, 49). Sabemos que o mundo e os que são do mundo não vão gostar, mas felizmente temos liberdade religiosa e de expressão em nosso país e temos que aproveitar! As trevas nos odiarão por falarmos de luz, mas não podemos calar. Uma amiga uma vez me disse e disso eu nunca me esqueci: “o mundo não vai calar o pecado, não vai calar a violência, não vai calar a promiscuidade... e nós é que temos que silenciar?” De jeito nenhum. Me desculpa, mas eu precisava te falar de fé!

Não podemos calar e temos que nos preparar para as consequências desse falar. O discípulo não é maior o que o Senhor e se perseguiram Jesus, se o hostilizaram, se o recriminaram, prenderam e mataram, precisamos saber o que nos espera. “Se fôsseis do mundo, o mundo vos amaria como sendo seus. Como, porém, não sois do mundo, mas do mundo vos escolhi, por isso o mundo vos odeia. Lembrai-vos da palavra que vos disse: O servo não é maior do que o seu senhor. Se me perseguiram, também vos hão de perseguir” (João 15, 19-20). “Sereis entregues aos tormentos, matar-vos-ão e sereis por minha causa objeto de ódio para todas as nações. Muitos sucumbirão, trair-se-ão mutuamente e mutuamente se odiarão. Levantar-se-ão muitos falsos profetas e seduzirão a muitos. E, ante o progresso crescente da iniqüidade, a caridade de muitos esfriará. Entretanto, aquele que perseverar até o fim será salvo” (Mt 24, 9-13). Seremos considerados chatos, inconvenientes, caretas, carolas, fanáticos, fundamentalistas, mas precisamos falar, precisamos anunciar, precisamos postar, comentar, precisamos denunciar e anunciar! Me desculpa, mas precisava te falar do que meu coração transborda (Mt 12, 34)!

No livro do profeta Jeremias, capítulo 20, versículo 7, há uma poesia que, descontextualizada, parece apenas uma grande declaração de amor ao Senhor: “Seduziste-me, Senhor; e eu me deixei seduzir! Dominastes-me e obtiveste triunfo.” Que lindo! A relação tão íntima do profeta com Deus! Mas se contextualizarmos esses versículos, perceberemos que se trata antes de um lamento, de uma queixa cheia de dor do profeta. Nos versículos seguintes, ele continua: “Cada vez que falo é para proclamar a aproximação da violência e devastação. E dia a dia a palavra do Senhor converte-se para mim em insultos e escárnios. E, a mim mesmo, eu disse: Não mais o mencionarei e nem falarei em seu nome.” (Jr 20, 8-9a)

Muitas vezes exercer o múnus de profeta é desgastante. Nadar contra a corrente pode ser desanimador. Se lermos a história de Jeremias, por exemplo, vemos que seu próprio povo, seus consanguíneos, seus amigos se irritaram com ele, o insultaram, o prenderam, açoitaram, jogaram-no numa cisterna e ele sofreu muito, inclusive prefigurando Jesus. Muitas vezes eu e você nos vemos nessa situação de sermos excluídos em nossa própria família, sermos insultados na vizinhança, zombados entre os amigos, perseguidos no trabalho. Gradativamente sofremos o martírio! O martírio da ridicularização de que tanto falava Bento XVI. E, para alguns irmãos, até mesmo o martírio vermelho mais cruel e violento como temos acompanhado na África e Oriente Médio.

Mesmo assim, vou insistir: Desculpa, precisava te falar de Deus! Que outra opção tenho? Que outra opção temos a não ser insistir nesse “assunto”? Pois conhecemos a Verdade! Conhecemos o Caminho! Conhecemos a Vida! Conhecemos a Luz! Nós vimos o Senhor! Somos suas testemunhas! Sabemos que Ele é poder, que Ele é misericórdia, que Ele é a única salvação! O Senhor vive em nós, queima em nós, nos movimenta, nos incomoda, nos inspira, nos exorta: como não falar? E o profeta Jeremias expressa isso muito bem: “Mas em meu seio havia um fogo devorador que se me encerrara nos ossos. Esgotei-me em refreá-lo, e não o consegui.” (Jr 20, 9b)

Por isso, meu irmão e minha irmã, eu te incito: FALA. Aproveite as oportunidades que Deus te dá e FALA. Aproveite os tempos e espaços que te são concedidos e leve o Evangelho, leve a Palavra de Deus. Se for o whatsapp, aproveite. Se for o twitter, então tuíte Deus mais que todo o resto! Se for a fila da padaria, na viagem de ônibus, no post do facebook, com o microfone do seu grupo de oração, no terço em família... FALA! ANUNCIA! Fale de Jesus, fale da Bíblia, fale da fé que você vive!

Obviamente é condição sine qua non para o anúncio a busca sincera em viver a Palavra, a intimidade com a Sagrada Escritura, a vida de oração pessoal, o serviço na comunidade, o testemunho de vida! O Santo Papa Francisco tuitou recentemente: “Podemos levar o Evangelho aos outros, se ele permear profundamente a nossa vida.” Se sua caminhada é instável, pelo amor de Deus: se cale. Procure primeiro viver antes de querer falar qualquer coisa. Como afirma o mainstream e com toda razão “as palavras convencem mas o testemunho arrasta”. São Francisco dizia: “Pregue sempre o Evangelho, e quando for necessário, use palavras.” Com que moral pretendemos ser profetas, alardeando os ciscos nos olhos dos outros e ignorando as traves dos nossos? (Mt 7, 5) 

Não se trata de sermos perfeitos, disso não seremos capazes nessa terra. São João afirma que aquele que acha que não tem pecado se ilude e é mentiroso (1 Jo 1, 8), mas se trata antes de lutar para não cair. Na oração do Pai Nosso, Jesus não nos ensinou a pedir “Pai, que não haja tentações na minha vida”, mas sim para que nós não caíssemos em tentação. Há uma luta dentro de nós entre o espírito e a carne e por causa disso não fazemos o bem que queremos mas sim o mal que não queremos (Rm 7, 19). Mesmo pecadores, devemos lutar para sermos dignos de anunciar a Palavra! Devemos desejar e buscar sermos perfeitos como o Pai Celeste é perfeito (Mt 5, 48). Devemos sempre nos arrepender, reconhecer nossos pecados na certeza de que “Deus é fiel e justo para nos perdoar os pecados e para nos purificar de toda iniquidade” (1 Jo 1, 9). Sim, eu sei, sou cheia de defeitos, luto muito contra minhas más tendências e caio frequentemente, mas desculpa: eu vou te falar de Céu, vou de falar de conversão, vou te falar de PHN (por hoje não vou pecar)!

Nossa fraqueza não pode ser desculpa para que nos omitamos da nossa obrigação de falar, de denunciar as obras das trevas e anunciar a bondade de Deus. As pessoas necessitam da Palavra! É como diz a música: “Tantas vidas a salvar, se não for por mim, por quem será?”! Precisamos sim, fazer de tudo para que sejamos “irrepreensíveis e inocentes, filhos de Deus íntegros no meio de uma sociedade depravada e maliciosa, onde devemos brilhar como luzeiros no mundo, a ostentar a Palavra da vida” (Fl 2, 15-16), tendo consciência da nossa miséria e confiando que Deus age em nossa fraqueza em favor de seus filhos dispersos e perdidos. Mas “como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão falar, se não houver quem pregue” (Rm 10, 14)? É preciso superar a timidez, o medo, as falsas humildades e assumir com coragem o anúncio daquilo que cremos e falar, escrever, teclar.

Pago um preço alto por ser fiel aos meus princípios e não me omitir. Dói a rejeição e a hostilidade, mas durmo em paz à noite. Eu sinto muitas vezes o temor de polemizar, de desagradar, mas tento fazer um filtro (pensando em utilidade e conveniência) e mesmo temendo ofender quem eu amo para ser autêntica e coerente, falo assim mesmo muitas coisas. Eu amo muitas pessoas das quais discordo e entendo que elas também tem o direito de discordar de mim e de manifestar essa discordância como quiserem, seja cara a cara, seja virtualmente. Não me ofendo e apenas espero reciprocidade... Vou pedindo desculpas, vou pedindo licença e vou falando, agradando ou desagradando, não posso me calar: ...“precisava te falar uma coisa!”...

Analiso constantemente minha conduta, meu testemunho e realmente me vejo em meio a grandes dilemas encarando minhas misérias e o quanto ainda sou indigna da Palavra que muitas vezes me vejo a anunciar, mas simplesmente não posso me calar e nem desistir, pois dentro de mim existe aquele fogo devorador de que “reclamava” Jeremias, vivo, incômodo que não me deixa em paz! Existe no meu coração uma Voz que não se cala e que me provoca quando vejo mentiras, injustiças, leviandades. Existe na minha mente uma Luz que não se conforma em assistir pessoas se destruindo no pecado, se desviando do Caminho que as fará verdadeiramente felizes e indo em direção às trevas.

E no mais, é nosso dever e salvação dá glórias e Deus e ser mensageiro de Sua Vontade e não das minhas fugazes opiniões: “Anunciar o Evangelho não é glória para mim; é uma obrigação que se me impõe. Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho! Se o fizesse de minha iniciativa, mereceria recompensa. Se o faço independentemente de minha vontade, é uma missão que me foi imposta (1 Cor 9, 16-17).

As coisas que vivi com o Senhor me “obrigam” a anunciá-Lo. É uma obrigação de amor, de gratidão, de consideração. Como não anunciar depois de tudo o que vivemos juntos, depois de tudo o que Ele já fez em minha vida e na vida de minha família? Como não anunciar a Palavra depois de tudo o que já vi o Senhor realizar no meio do seu povo? Então eu falo, me desculpa, mas eu vou falar. Perdoem-me os ouvintes, leitores, pessoas que convivem comigo. Preciso viver minha fé, e preciso falar de Deus. Eu O amo! Eu sou Dele e Ele é meu. Preciso falar e falarei. 

15 de abril de 2015

Terço da Libertação


Na oração do Terço da Libertação, clamamos como o cego de Jericó (Lc 18, 35-43) para que o Senhor tenha piedade de cada um de nós e daqueles por quem intercedemos.

Clamamos como o leproso (Mc 1, 40-42) afirmado nossa fé de que Ele tem o poder de nos curar e que por isso cremos e pedimos.

Clamamos como os discípulos em meio às tempestades de nossas vidas: "Senhor, salva-nos, pois estamos perecendo!" (Mt 8, 25)

Clamamos que nos liberte pois cremos que Ele é Aquele que veio por em liberdade os cativos (Lc 4, 18).

E para os que não compreendem essa maneira de oração, explicamos que não se trata de vãs repetições posto que são repetições amorosas, cheias de fé e de insistência, obedecendo a Palavra que nos ensina orar sempre sem jamais deixar de fazê-lo (Lc 18, 1); orar sem cessar (1 Tes 5, 17).
O Livro Terço da Libertação de Regis e Maïsa Castro é recorde de vendas pela Ed. Raboni e contém inúmeros testemunhos maravilhosos de graças alcançadas por meio dessa prática devocional.



Passo a Passo do Terço da Libertação

1º Passo - Creio em Deus Pai

2º Passo - Nas contas maiores, onde geralmente é o Pai Nosso:

Se Jesus me libertar, serei verdadeiramente livre!

(Ou “Se Jesus nos libertar, nós seremos verdadeiramente livres!” e ainda “Se a oração for para outra pessoa diga: “Se Jesus libertar "nome da pessoa", ele/ela será verdadeiramente livre!”).

3º Passo - Nas contas menores, onde geralmente é a Ave Maria:

Jesus tem piedade de mim! Jesus cura-me! Jesus salva-me! Jesus liberta-me!

(Ou “Jesus tem piedade de nós! Jesus cura-nos! Jesus salva-nos! Jesus liberta-nos!” E ainda se a oração for para outra pessoa diga o nome dela “Jesus tende piedade de "nome da pessoa"!, etc).

4º Passo - Finalize o terço com a oração Salve, Rainha.