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17 de março de 2013

Oração Santa Catarina de Siena ao Preciosíssimo Sangue de Jesus




Preciosíssimo sangue; 
oceano da divina misericórdia:
Derramai-vos sobre nós!

Preciosíssimo sangue; 
a mais pura oblação:
Obtenha-nos toda a graça!

Preciosíssimo sangue; 
auxílio e refúgio dos pecadores:
Purificai-nos!

Preciosíssimo sangue; 
delícia das almas santas:
Guiai-nos! Amém!

Fonte: www.derradeirasgracas.com

3 de março de 2013

Atualizar a Conversão


Quaresma: tempo de penitência, de purificação, de conversão. Não é fácil tarefa. O cristianismo não é um caminho cômodo; não basta estar na Igreja e deixar que os anos passem. Na nossa vida, na vida dos cristãos, a primeira conversão - esse momento único, que cada um de nós recorda, em que advertimos claramente tudo o que o Senhor nos pede - é importante; mas ainda mais importantes e mais difíceis são as conversões sucessivas. É preciso manter a alma jovem, invocar o Senhor, saber ouvir, descobrir o que corre mal, pedir perdão.
São Josemaria Escrivá

1 de fevereiro de 2013

Dez conselhos de São João Bosco aos pais




1. Valorize o seu filho. Quando respeitado e estimado, o jovem progride e amadurece.

2. Acredite no seu filho. Mesmo os jovens mais ´difíceis´ trazem bondade e generosidade no coração.

3. Ame e respeite o seu filho. Mostre a ele, claramente, que você está ao seu lado, olhe-o nos olhos. Nós é que pertencemos a nossos filhos, não eles a nós.

4. Elogie seu filho sempre que puder. Seja sincero: quem de nós não gosta de um elogio?

5. Compreenda seu filho. O mundo hoje é complicado, rude e competitivo. Muda todo dia. Procure entender isto.Quem sabe ele está precisando de você, esperando apenas um toque seu.

6. Alegre-se com o seu filho. Tanto quanto nós, os jovens são atraídos por um sorriso; a alegria e o bom humor atraem os meninos como mel.

7. Aproxime-se de seu filho. Viva com o seu filho. Viva no meio dele.Conheça seus amigos. Procure saber onde ele vai, com quem está. Convide-o a trazer seus amigos para a sua casa. Participe amigavelmente de sua vida.

8. Seja coerente com o seu filho. Não temos o direito de exigir de nosso filho atitudes que não temos. Quem não é sério não pode exigir seriedade. Quem não respeita, não pode exigir respeito.O nosso filho vê tudo isso muito bem, talvez porque nos conheça mais do que nós a ele.

9. Prevenir é melhor do que castigar o seu filho. Quem é feliz não sente a necessidade de fazer o que não é direito. O castigo magoa, a dor e o rancor ficam e separam você do seu filho. Pense, duas, três, sete vezes, antes de castigar. Nunca com raiva. Nunca.

10. Reze com seu filho. No princípio pode parecer “estranho”. Mas a religião precisa ser alimentada. Quem ama e respeita a Deus vai amar e respeitar o seu próximo. “Quando se trata de educação não se pode deixar de lado a religião”.


19 de março de 2012

Guarda fiel e providente

 Dos Sermões de São Bernardino de Sena, presbítero

(Sermo 2, de S.Ioseph:Opera7,16.27-30)
(Séc.XV)



É esta a regra geral de todas as graças especiais concedidas a qualquer criatura racional: quando a providência divina escolhe alguém para uma graça particular ou estado superior, também dá à pessoa assim escolhida todos os carismas necessários para o exercício de sua missão.

Isto verificou-se de forma eminente em São José, pai adotivo do Senhor Jesus Cristo e verdadeiro esposo da rainha do mundo e senhora dos anjos. Com efeito, ele foi escolhido pelo Pai eterno para ser o guarda fiel e providente dos seus maiores tesouros: o Filho de Deus e a Virgem Maria. E cumpriu com a máxima fidelidade sua missão. Eis por que o Senhor lhe disse:
Servo bom e fiel! Vem participar da alegria do teu Senhor! (Mt 25,21).

Consideremos São José diante de toda a Igreja de Cristo: acaso não é ele o homem especialmente escolhido,por quem e sob cuja proteção se realizou a entrada de Cristo no mundo de modo digno e honesto? Se, portanto, toda a santa Igreja tem uma dívida para com a Virgem Mãe, por ter recebido a Cristo por meio dela, assim também, depois dela, deve a São José uma singular graça e reverência.

Ele encerra o Antigo Testamento; nele a dignidade dos patriarcas e dos profetas obtém o fruto prometido. Mas ele foi o único que realmente possuiu aquilo que a bondade divina lhes tinha prometido.

E não duvidemos que a familiaridade, o respeito e a sublimíssima dignidade que Cristo lhe tributou, enquanto procedeu na terra como um filho para com seu pai, certamente também nada disso lhe negou no céu, mas antes, completou e aperfeiçoou.

Por isso, não é sem razão que o Senhor lhe declara: Vem participar da alegria do teu Senhor!

Embora a alegria da felicidade eterna penetre no coração do homem, o Senhor preferiu dizer: Vem participar da alegria. Quis assim insinuar misteriosamente que a alegria não está só dentro dele, mas o envolve de todos os lados e o absorve e submerge como um abismo sem fim.

Lembrai-vos de nós, São José, e intercedei com vossas orações junto de vosso Filho adotivo; tornai-nos também propícia vossa Esposa, a santíssima Virgem, mãe daquele que vive e reina com o Pai e o Espírito Santo pelos séculos sem fim. Amém.

23 de dezembro de 2011

O ignorado Natal



Texto de E. Ramon (Fonte: Blog Vocacionados Menores http://migre.me/7gN08) 

Às vésperas de uma das festas mais importantes e solenes da Sagrada Liturgia, o Natal vem sendo ignorado ano após ano.
Dia desses eu ia em um ônibus a um lugar e não pude deixar de ouvir a conversa de duas moças:
- Pois é, menina! Chegou o Natal!
- Ah, eu nem ligo muito pro Natal. Eu gosto mais é do Ano Novo.
- Já eu não ligo pra nenhum e nem outro.
- É mesmo? Ah, eu não dou bola pro Natal porque não tem nada pra fazer neste dia. No ano novo a gente se agita mais.
- É, tem razão...
- Vou descer no próximo ponto. Tchau. Fica com Deus.
- Vai com Ele. Deus abençoe.
Confesso que fiquei intrigado. A primeira coisa que me veio à mente é: como alguém que não dá a mínima para o Natal roga a Deus que abençoe alguém?


7 de dezembro de 2011

O amor deseja ardentemente ver a Deus



Vendo o mundo oprimido pelo temor, Deus procura continuamente chamá-lo com amor, convidá-lo com a sua graça, segurá-lo com a caridade, abraçá-lo com afeto.
Por isso, purifica com o castigo do dilúvio a terra que se tinha inveterado no mal; chama Noé para gerar um mundo novo; encoraja-o com palavras afetuosas, concede-lhe sua confiante amizade, o instrui com bondade acerca do presente e anima-o com sua graça a respeito do futuro. E já não se limita a dar-lhe ordens mas, tomando parte no seu trabalho, encerra na arca toda aquela descendência que havia de perdurar por todos os tempos, para que esta aliança de amor acabasse com o temor da servidão e se conservasse na comunhão de amor o que fora salvo com a comunhão de esforços.
Por esse motivo chama Abraão dentre os pagãos, engrandece seu nome, torna-o pai dos crentes, acompanha-o em sua viagem, protege-o entre os estrangeiros, cumula-o de bens, exalta-o com vitórias, dá-lhe a garantia de suas promessas, livra-o das injúrias, torna-se seu hóspede, maravilha-o com o nascimento de um filho que ele já não podia esperar. Tudo isso a fim de que, cumulado de tantos benefícios, atraído pela grande doçura da caridade divina, aprendesse a amar a Deus e não mais temê-lo, a honrá-lo com amor e não com medo.
Por isso também, consola em sonhos a Jacó quando fugia, desafia-o para um combate em seu regresso e na luta aperta-o nos braços, para que não temesse, porém, amasse o instigador do combate.
Por isso ainda, chama Moisés na própria língua e fala-lhe com afeto paterno, convidando-o a ser o libertador de seu povo.
Em todos esses fatos que relembramos, de tal modo a chama da caridade divina inflamou o coração dos homens e o inebriamento do amor de Deus penetrou os seus sentidos que, cheios de afeto, começaram a desejar ver a Deus com os olhos do corpo.
Deus, que o mundo não pode conter, como o olhar limitado do homem o abrangeria? Mas o que deve ser, o que é possível, não é a regra do amor. O amor ignora as leis, não tem regra, desconhece medida. O amor não desiste perante o impossível, não desanima diante das dificuldades.
O amor, se não alcança o que deseja, chega a matar o que ama; vai para onde é atraído, e não para onde deveria ir. O amor gera o desejo, cresce com ardor e pretende o impossível. E que mais?
O amor não pode deixar de ver o que ama. Por isso todos os santos consideravam pouca coisa toda recompensa, enquanto não vissem a Deus.
Por isso mesmo, o amor que deseja ver a Deus, vê-se impelido, para além de todo raciocínio, pelo fervor da piedade.
Por isso Moisés se atreve a dizer: Se encontrei graça na vossa presença, mostrai-me o vosso rosto (Ex 33,13.18). Por isso, diz também o salmista: Não me escondais a vossa face (Sl 26,9). Por isso, enfim, até os próprios pagãos, no meio de seus erros, modelaram ídolos, para poderem ver com seus próprios olhos o objeto de seu culto.
 (São Pedro Crisólogo, bispo, século V)

1 de novembro de 2011

Mensagem do Papa Bento XVI para o dia de todos os Santos (2010)

Bento XVI: Santidade é imprimir Cristo em si
Intervenção no Angelus


CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 1 de Novembro de 2010 (ZENIT.org)

Apresentamos a intervenção que Bento XVI dirigiu hoje, solenidade de Todos os Santos, ao rezar ao meio-dia o Angelus junto aos peregrinos na praça de São Pedro, em 1º de Novembro de 2010.
***

Queridos irmãos e irmãs:
A solenidade de Todos os Santos, que hoje celebramos, convida -nos a elevar o olhar ao Céu e a meditar sobre a plenitude da vida divina que nos espera. “Somos filhos de Deus, e o que seremos ainda não se manifestou” (1 Jo 3, 2): com essas palavras, o Apóstolo João assegura-nos a realidade da nossa futura relação com Deus, assim como a certeza do nosso destino futuro. 

Como filhos amados, por esse motivo, recebemos também a graça para suportar as provas desta exigência terrena, a fome e a sede de justiça, as incompreensões, as perseguições (Cf. Mt 5, 3 -13), e ao mesmo tempo herdamos já desde agora o que se promete nas bem-aventuranças evangélicas, “nas quais resplandece a nova imagem do mundo e do homem que Jesus inaugura” (Bento XVI, Gesù di Nazaret, Milão 2007, 95). 

A santidade, imprimir Cristo em si mesmo, é o objetivo da vida do cristão. O beato Antonio Rosmini escreve: "O Verbo tinha-se impresso nas almas dos seus discípulos com o seu aspecto sensível... e com as suas palavras... tinha dado aos seus esta graça... com a qual a alma percebe imediatamente o Verbo” (Antropologia soprannaturale, Roma 1983, 265-266). E nós experimentamos com antecedência o dom da beleza da santidade cada vez que participamos da Liturgia eucarística, em comunhão com a “multidão imensa” dos bem-aventurados, que no Céu aclamam eternamente a salvação de Deus e do Cordeiro (Cf. Ap 7, 9-10). "À vida dos Santos, não pertence somente a sua biografia terrena, mas também o seu viver e agir em Deus depois da morte. Nos Santos, torna-se óbvio como quem caminha para Deus não se afasta dos homens, antes pelo contrário torna-se-lhes verdadeiramente vizinho (Deus caritas est, 42).

Consolados por esta comunhão da grande família dos santos, amanhã comemoraremos todos os fiéis defuntos. A liturgia de 2 de Novembro e o piedoso exercício de visitar os cemitérios recordam-nos que a morte cristã forma parte do caminho de assimilação a Deus e que desaparecerá quando Deus for tudo em todos. Se bem que a separação dos afetos terrenos é certamente dolorosa, não devemos ter medo dela, porque quando está acompanhada da oração de sufrágio da Igreja, não pode quebrar os profundos laços que nos unem em Cristo. Neste sentido, São Gregório de Nisa afirmava: “Quem criou tudo com sabedoria, deu esta disposição dolorosa como instrumento de libertação do mal e possibilidade para participar nos bens esperados (De mortuis oratio, IX , 1, Leiden 1967, 68).
Queridos amigos, a eternidade não é “uma sucessão contínua de dias do calendário, mas algo parecido com o instante repleto de satisfação, onde a totalidade nos abraça e nós abraçamos a totalidade” (Spe Salvi, 12) do ser, da verdade, do amor.

Encomendemos à Virgem Maria, guia segura para a santidade, a nossa peregrinação para a pátria celestial, enquanto invocamos a sua maternal intercessão pelo descanso eterno de todos os nossos irmãos e irmãs que adormeceram na esperança da ressurreição.
[Traduzido por ZENIT
©Libreria Editrice Vaticana]

23 de outubro de 2011

Bendito



Benditas sejam as dificuldades que nos agridem e fazem pensar.
Benditas sejam as horas que gastamos em função do bem eterno. 
Bendito seja quem nos maltrata à primeira vista e nos ajuda a melhorar. Bendito seja que não nos conhece e não acredita em nós.
Bendito seja quem nos compara com vagabundos e indolentes.Bendito seja quem nos expulsa, como párias ou fanáticos.
Bendito seja a mão que nos nega o cumprimento.
Bendito seja quem quer nos esquecer, impaciente.
Bendito seja quem nos nega o pão de cada dia.
Bendito seja quem nos ataca por ignorância e covardia.
Bendito seja quem nos exprimenta no correr do tempo.
Bendito seja quem nos faz chorar nos caminhos.
Bendito seja quem não agrada no momento.
Bendito seja quem exige de nós a perfeição.
Benditos sejam os que nos maltratam o coração porque, verdadeiramente, são estes, meus filhos, os nosso vigilantes e os que nos ajudam a seguir o Cristo com maior segurança, pois Deus, através deles, nos ajuda na auto educação, de maneira que fiquem abertas todas as portas para o Amor Universal.

Esta oração foi ditada por Francisco à Frei Leão, após a negativa do Papa Inocencio III de recebê-lo.
 "Se for realmente importante para a Igreja como ele diz, ele voltará" –
foram as palavras do Papa ao Bispo que recebeu Francisco.

4 de outubro de 2011

Da Carta a todos os fiéis, de São Francisco de Assis




(Séc.XIII)

Devemos ser simples, humildes e puros

O Pai Altíssimo anunciou a vinda do céu do tão digno, 
tão santo e glorioso Verbo do Pai,
através de seu santo, Gabriel, à santa e gloriosa Virgem Maria, 
em cujo seio recebeu a
verdadeira carne de nossa humanidade e fragilidade. 
Ele quis, no entanto, sendo incomparavelmente mais rico, 
escolher a pobreza junto com a sua santíssima mãe. 
Nas vésperas de sua paixão, celebrou a Páscoa com os discípulos. 
Depois, orou ao Pai dizendo: Pai, se for
possível, afaste-se de mim este cálice (Mt 26,39).
Pôs, contudo, sua vontade na vontade do Pai. 
E a vontade do Pai era que seu Filho bendito e
glorioso, dado a nós e nascido para nós, 
se oferecesse em sacrifício e vítima no altar da cruz,
pelo seu próprio sangue. 
Sacrifício não para si, por quem tudo foi feito, mas por nossos
pecados, deixando-nos o exemplo para lhe seguirmos as pegadas (cf. 1Pd 2,21). 
E quer que todos nos salvemos por ele e 
o acolhamos com coração puro e corpo casto.

Hino - São Francisco

Senhor, a vós cantamos
um hino de louvor,
louvando o vosso santo
perfeito servidor

Fiel seguiu a Cristo,
deixando as alegrias,
riquezas e prazeres
que o mundo oferecia.

Humilde, obediente,
a vós se consagrou;
do corpo a castidade
por Cristo conservou.

Buscou a vossa glória,
unido a vós somente,
com todo o ser entregue
do amor ao fogo ardente..

A vós na terra preso
por grande caridade,
no céu, feliz, triunfa
por toda a eternidade.

Seguindo o seu exemplo,
possamos caminhar
e um dia, a vós, Trindade,
louvor sem fim cantar.
 

11 de julho de 2011

Nada absolutamente prefiram a Cristo


Antes de tudo, quando quiseres realizar algo de bom, pede a Deus com oração muito insistente que seja plenamente realizado por ele. Pois já tendo se dignado contar-nos entre o número de seus filhos, que ele nunca venha a entristecer-se por causa de nossas más ações. Assim, devemos em todo tempo pôr a seu serviço os bens que nos concedeu, para não acontecer que, como pai irado, venha a deserdar seus filhos; ou também, qual Senhor temível, irritado com os nossos pecados nos entregue ao castigo eterno, como péssimos servos que o não quiseram seguir para a glória.

Levantemo-nos, enfim, pois a Escritura nos desperta dizendo: Já é hora de levantarmos do sono (cf. Rm 13,11). Com os olhos abertos para a luz deífica e os ouvidos atentos, ouçamos a exortação que a voz divina nos dirige todos os dias: Oxalá, ouvísseis hoje a sua voz: não fecheis os corações (Sl 94,8); e ainda: Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas (Ap 2,7).

21 de maio de 2011

Santa Bárbara, Virgem e Mártir

Análise – desfazendo preconceitos


Desde o mais célebre mártir até o mais obscuro, todos deram provas, perante a morte, de uma firmeza de ânimo e de uma serenidade que, independentemente da adesão à sua fé, suscitaram muitas vezes a maior admiração. (…) Fé absoluta em Jesus, esperança total na Promessa, caridade levada até o extremo da oblação de si mesmo: as três virtudes teologais efetivam-se no martírio com uma plenitude inigualável (ROPS, 1988, p. 186 e 189).
                Paira sobre a imagem de Santa Bárbara muito desconhecimento e algum sincretismo, o que possibilita certa desconfiança para os católicos que, vendo sua identificação com a figura de Iansã, entidade do candomblé muito popular em diversas localidades no Brasil, sentem-se confusos sobre o que de fato se refere à identidade católica da santa. As supertições da religiosidade popular são tantas que, sem uma pesquisa aprofundada de sua história e martírio, perde-se o sentido da devoção pelo modelo da fé vivida e testemunhada na figura em questão.
            Tal pesquisa encontra muitas dificuldades de ser empreendida, visto tratar-se de uma pessoa que viveu em tempos antiqüíssimos e cuja história ao longo dos anos se envolveu em relatos demasiado lendários. O fato de não figurar mais no Calendário Litúrgico da Igreja também dificulta seu conhecimento sob uma ótica cristã verdadeira, posto que sua memória litúrgica poderia ser um momento de catequese singular para os católicos, assim como ocorre nas missas dedicadas a outros santos.
            Contudo, a perseverança é mesmo caminho do êxito (Charles Chaplin). Se não se deixar se abater pelos obstáculos relacionados acima, o cristão pode encontrar no estudo sobre a vida de Santa Bárbara de Nicomédia, Virgem e Mártir da Igreja, um precioso testemunho de fé dos primeiros séculos do cristianismo, uma profunda mensagem espiritual para a vivência da fé em Cristo nos dias de hoje.

Relacionando a mensagem espiritual às Sagradas Escrituras

Conhecendo melhor e meditando sobre a história de Santa Bárbara de Nicomédia, alguns aspectos se destacaram. O primeiro deles foi o fato de que seu próprio pai foi o seu maior algoz na perseguição que sofreu para que renunciasse sua fé em Cristo. De fato, em Mt 10, 34-36, Jesus já afirmava: "Não julgueis que vim trazer a paz à terra. Eu vim trazer a divisão entre o filho e o pai, entre a filha e a mãe, e os inimigos do homem serão as pessoas da própria casa". A história de Santa Barbara ilustra perfeitamente essas palavras. No dilema entre a obediência ao seu pai e a fidelidade à fé, Bárbara optou por seguir à risca o Evangelho, confiando nas promessas Nele contido:

6 de maio de 2011

Santa Gianna Beretta Molla

Em vésperas de dia das mães, compartilho um exemplo do que é ser uma mãe de verdade. Em seguimento às palavras de Jesus, Gianna verdadeiramente amou: "Não há maior amor que que aquele que dá a vida por seus amigos" (Jo 15, 13). 

Que ela seja um exemplo concreto para nós mães, e nossa intercessora nesses tempos difíceis para uma mulher de Deus criar seus filhos dentro do Caminho da Vida, da Verdade.

Santa Gianna, rogai por nós!



Quem foi?



Gianna foi a sétima de trezes filhos, de uma família de classe média de Lombardia (norte da Itália), estudou medicina e se especializou em pediatria, profissão que atuou junto com sua tarefa de mãe de família.
Quem a conhecia diz que foi uma mulher ativa e cheia de energia, que conduzia seu próprio carro algo pouco comum nesses tempos, tocava piano e desfrutava indo com seu esposo aos concertos no conservatório de Milão.
O marido de Gianna, o engenheiro Pietro Molla, recordou há alguns anos a sua esposa como uma pessoa completamente normal, mas com uma indiscutível confiança na Providência.
Segundo o engenheiro Molla, o último gesto heróico de Gianna foi uma conseqüência coerente de uma vida gasta dia a dia na busca do cumprimento do Plano de Deus. "Quando se deu conta da terrível conseqüência de sua gestação e o crescimento de um fibroma lembra os esposo de Gianna sua primeira reação, racional, foi pedir que se salvasse a criança que tinha em seu ventre".

4 de maio de 2011

Oração de Santo Anselmo

Olha-me, Senhor,
escuta-me,
ilumina-me,
mostre-se a mim...
Desejando-Te, eu procurarei a Ti,
Procurando-Te, eu desejarei a Ti,
Amando-Te, encontrá-lo-ei, Senhor,
E encontrando-Te, eu Te amarei...
 

2 de maio de 2011

A bênção, João de Deus!

Oração

Ó Trindade Santa, nós Vos agradecemos por ter dado à Igreja o Beato João Paulo II e por ter feito resplandecer nele a ternura da vossa Paternidade, a glória da cruz de Cristo e o esplendor do Espírito de amor.

Confiando totalmente na vossa infinita misericórdia e na materna intercessão de Maria, ele foi para nós uma imagem viva de Jesus Bom Pastor, indicando-nos a santidade como a mais alta medida da vida cristã ordinária, caminho para alcançar a comunhão eterna Convosco. Segundo a Vossa vontade, concedei-nos, por sua intercessão, a graça que imploramos, na esperança de que ele seja logo inscrito no número dos vossos santos. 
Amém.

19 de março de 2011

O exemplo de São José é para todos nós um forte convite a desempenhar com fidelidade, simplicidade e humildade a tarefa que a Providência nos destinou. Penso antes de tudo, nos pais e nas mães de família, e rezo para que saibam sempre apreciar a beleza de uma vida simples e laboriosa, cultivando com solicitude o relacionamento conjugal e cumprindo com entusiasmo a grande e difícil missão educativa. Aos sacerdotes, que exercem a paternidade em relação às comunidades eclesiais, São José obtenha que amem a Igreja com afecto e dedicação total, e ampare as pessoas consagradas na sua jubilosa e fiel observância dos conselhos evangélicos de pobreza, castidade e obediência. Proteja os trabalhadores de todo o mundo, para que contribuam com as suas várias profissões para o progresso de toda a humanidade, e ajude cada cristão a realizar com confiança e com amor a vontade de Deus, cooperando assim para o cumprimento da obra da salvação. (Bento XVI)

18 de março de 2011

Verdadeira Consagração


Quando alguma coisa é consagrada, ela fica subtraída a todo outro uso a fim de ser empregada somente para o uso sagrado; assim se faz quando um objeto é destinado ao culto divino. Mas também pode ser uma pessoa, quando ela foi chamada por Deus para lhe render um culto perfeito. Por isso, deveis compreender que o verdadeiro ato de vossa consagração é o Batismo. Com este sacramento, instituído por Jesus, foi-vos comunicada a graça que vos insere numa ordem de vida superior à vossa, isto é, a ordem sobrenatural. (...) O fato que caracteriza o ato da consagração é a sua totalidade: quando o fazeis, ficais todos consagrados e para sempre. Quando vos peço a consagração ao meu Coração Imaculado é para fazer-vos compreender que deveis entregar-vos completamente a mim, de modo total e perene, para que eu possa dispor de vós, segundo a vontade de Deus. Deveis entregar-vos de modo completo, dando-me tudo; não deveis doar-me alguma coisa e, contudo, conservá-la para vós; deveis ser verdadeiramente todos meus. Além disso, não deveis entregar-vos a mim um dia sim e outro não, ou por um dado período de tempo, até quando quiserdes, mas para sempre. (...) Filhos prediletos, chamados a imitar Jesus em tudo (...), imitai-O também nesta sua completa entrega à Mãe Celeste. 

*Mensagem de Nossa Senhora ao Padre Stefano Gobbi no dia 25 de Março de 1984 (Retirado do Livro Aos sacerdotes,  filhos prediletos da Nossa Senhora, 17ª ed., pgs. 390-393)