Mostrando postagens com marcador Pregação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pregação. Mostrar todas as postagens

23 de maio de 2015

Pregar com amor


Deus sempre fala por Amor, Jesus pregou por amor. E seus discípulos, como devem pregar? Estas palavras nos levam a questionar: o que deve motivar o evangelizador a pregar e o que significa, em que consiste, pessoalmente, anunciar a Boa Nova com amor. Afinal, é preciso, antes de tudo, fazer a reflexão: por que eu me disponho a anunciar a Boa Nova? Por que é que eu estou nessa?
O que deve motivar o pregador a pregar, na minha opinião, é a experiência de amor que fez em sua vida, primeiro com Deus e depois com os irmãos. Deus me amou tanto, me perdoou, me curou, libertou... isso é maravilhoso! Uma vida nova, plena de amor, repleta de sentido... Todos deveriam poder experimentar isso!
            Sentimos então o chamado a anunciar essas verdades que são as únicas que podem fazer as pessoas verdadeiramente felizes. Anunciar essas verdades com amor significa me colocar no lugar das pessoas que estão recebendo esse meu anúncio, me lembrar que um dia já estive na situação de ouvinte, de ovelha perdida, com minhas dúvidas, medos, pecados e que um dia, por meio de alguém que pregava, me encontrei com esse Senhor que veio para nos dar vida em abundância, um sentido novo para viver.
            Por isso devemos anunciar a Boa Nova, este é o motivo: Deus nos amou primeiro, fomos capacitados a retribuir esse amor, essa experiência mudou nossas perspectivas para sempre, e todos deveriam poder vivenciar isso. Que o Espírito Santo possa nos usar sempre para tal, afinal, o Espírito é amor que une o Pai e o Filho e que se derrama sobre nós. Que nunca nos coloquemos a anunciar, pregar a Palavra levados por outro sentimento diferente do amor.
            Isso não quer dizer que, por conta de um sentimento de afeto, devamos cultivar o respeito humano e mitigar a força da verdade da Palavra de Deus, ou seja: por medo de ferir os sentimentos das pessoas ou desagradar certos grupos, lançar mão de “um discurso politicamente correto feito pra adocicar o Evangelho e ao contrário do que se pretende, prestar um desfavor a fé”, nas palavras de um sacerdote amigo meu, Pe. Luciano Carvalho. O Papa Bento XVI em sua Encíclica Caritas in Veritate afirma que “a verdade há-de ser procurada, encontrada e expressa na ‘economia’ da caridade, mas esta por sua vez há de ser compreendida, avaliada e praticada sob a luz da verdade. (...) Sem verdade, a caridade cai no sentimentalismo.” Não é no sentimentalismo que Deus age com profundidade, mas no poder da Verdade iluminada pelo Amor.
Grande desafio equilibrar esses dois pratos da balança, a verdade e o amor no exercício da evangelização, no momento do anúncio da Palavra! Só conduzidos pelo Espírito conseguiremos, assim como Jesus conseguiu conciliar perfeitamente em sua missão. Nesta balança, o amor tem prioridade, pois é o caminho mais excelente de todos; o maior dos dons é a caridade (1Cor 12, 31. 13, 13), mas a verdade não pode ser mitigada! 
Aprendi com o ministério de intercessão da RCC que a oração mais eficaz pelo outro é aquela que é feita de uma pessoa que ama para outra que é amada, em Espírito e em verdade. Da mesma forma, a pregação eficaz é aquela movida pelo amor, justificada no amor (a Deus e aos ouvintes) e executada com amor, igualmente em Espírito e em verdade. Como está escrito em 1 Cor 13 que mesmo que nós falássemos as línguas dos homens e dos anjos, sem amor, nossas palavras seriam como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine, que nossa pregação não valeria nada, seria inútil... Mas quando pregamos a verdade com amor, nossa pregação se torna útil não só para quem ouve, mas antes e muito mais para nós mesmos que pregamos, pois o ouvido mais próximo da nossa boca é o nosso. Eu tenho feito a experiência de pregar me vendo na multidão, pregar primeiro pra mim mesma e tenho colhido muitos frutos dessa prática.

            Ainda assim muitos obstáculos aparecem nessa caminhada do apostolado, nessa missão de anunciar, com amor, a Verdade que emana da Palavra de Deus para a salvação dos irmãos. Muitas vezes nos falta esse amor no ministério da pregação, em nossa missão em geral! Anunciamos a Palavra para tantas pessoas sofridas, oprimidas de todos os lados, pressionadas pelas exigências cotidianas! Nossa pregação deve ser totalmente imbuída da Verdade da Revelação, mas principalmente, deve ser expressada com respeito, com benignidade, compaixão, com ardor vinda do próprio Espírito de Amor! Como evangelizadores, precisamos transbordar amor e não ser mais um peso no coração de nossos irmãos e não ser um martelo na cabeça deles de acusação, julgamento e condenação. Verdade dita com Amor toca, converte, transforma, liberta! 
Novamente o Papa Emérito Bento XVI vem nos dizer que o amor pode nos ser exigido pois antes nos é dado. São João esclarece: o amor vem de Deus! (1 Jo 4, 7) É tarefa de toda a vida para os cristãos, especialmente para os que são chamados a pregação, ao anúncio, ao apostolado, amar não apenas com palavras e com a língua, mas antes de mais nada por atos e em verdade (1 Jo 3,18). Que Deus nos faça evangelizadores, pregadores, apóstolos do amor, por amor e com amor. Não de sentimentalismos e do respeito humano, mas com o amor verdadeiro que deseja o bem do outro ainda que isso contrarie suas vontades e questione seu proceder. Em nome de Jesus, amém!

5 de maio de 2015

Curados para servir


Precisamos ser curados? Sim, em todas as áreas de nossas vidas! O pecado original deformou em nós a imagem de Deus, fazendo com que adoecêssemos, nos corrompêssemos, nos deteriorássemos biológica, psicológica e espiritualmente. Mas nossa Deus é Deus de vivos e não de mortos, Jesus veio para nos trazer vida e vida em abundância, o Espírito Santo Criador renova a face da terra e nos faz ser homens e mulheres novos e novas.

Em Marcos 1, 40 vemos aquele episódio em que o leproso se aproxima de Jesus e afirma, de joelhos, suplicando com toda fé: “Se queres, podes me curar!” A Palavra diz que Jesus se compadeceu dele! Teve pena, teve piedade, se comoveu com sua fé e respondeu: “EU QUERO!”

Jesus nos quer curados. CURADOS PARA SERVIR. É sua vontade que tenhamos vida e vida plena! Excepcionalmente o Senhor permite e usa de alguma enfermidade ou situação para algum propósito misterioso, mas via de regra, as doenças, os transtornos psicológicos, os sofrimentos emocionais, as opressões espirituais não são a vontade de Deus para nossa vida! ELE PODE E QUER NOS CURAR!

Então no versículo 41 o Senhor Jesus estende a mão, toca aquele homem e ordenou que ele fosse curado. A doença da lepra abandonou aquele corpo por ordem de Jesus; o corpo daquele homem obedeceu a ordem da palavra de Jesus e imediatamente se transformou, suas células reagiram, o funcionamento dos seus órgãos se modificaram, pelo poder da Voz do Senhor! Aleluia!

A Palavra diz que o homem ficou limpo e foi purificado. Quando Jesus cura, ele não apenas cura o corpo, ele alcança a alma, o espirito das pessoas, ele as SALVA, os livra e perdoa os pecados, ele as enche de vida, não só vida biológica, mas também e principalmente a vida espiritual, VIDA ETERNA. Aquela que nem mesmo a morte pode atingir!

E nessa noite o Senhor vem aqui pelo poder do Seu Espírito para dizer: EU QUERO QUE CADA UM DE VOCÊS SEJAM CURADOS E LIMPOS PELO MEU AMOR. CURADOS PARA SERVIR, POIS HÁ MUITOS QUE PRECISAM DE VOCÊS! EU QUERO QUE CADA UM AQUI SEJA TRANSFORMADO, LIBERTO, E SALVO! QUE ME ACEITE COMO SALVADOR, CREIA EM MIM, E QUE SEJA PLENIFICADO EM TODAS AS ÁREAS DE SUA VIDA.

O que aconteceu com o homem depois de se encontrado com Jesus? Ele foi curado! E para quê? Para continuar na mesma vida que vinha levando? Não! A Palavra diz no versículo 45 que aquele homem começou a divulgar e a propagar o que Jesus havia feito com Ele e a reação das pessoas foi tão grande e positiva que Jesus nem podia mais entrar nas cidades publicamente, que ele se conservava fora das cidades e as pessoas iam atrás Dele! Ô, glória!!! Que maravilhoso!


Esse homem se tornou um evangelizador com um testemunho pessoal de encontro com Jesus! E assim com a gente também! Seremos curados hoje pela misericórdia de Jesus para que possamos servi-Lo, anuncia-Lo aos outros e eles também possam passar pelo que passamos! LOUVADO SEJA O SENHOR JESUS, O MESMO ONTEM, HOJE E SEMPRE, QUE PODE E QUER NOS CURAR PARA QUE POSSAMOS SERVI-LO LIVREMENTE SARADOS, RESTAURADOS E SALVOS POR SUA MISERICÓRDIA! ALELUIA! LOUVADO SEJA! 

24 de abril de 2015

Permanecer no Senhor Jesus


Reunimo-nos semanalmente neste grupo de oração com um único objetivo: ANUNCIAR JESUS. Esse Jesus que na plenitude dos tempos veio ao mundo para nos libertar da escravidão do pecado e da morte e nos dar uma vida nova, voltada não para as coisas perecíveis e acontecimentos passageiros da existência, mas para as realidades eternas. Esse Jesus que é o mesmo ontem, hoje e sempre, que cura, que liberta, que consola, mas principalmente que NOS SALVA.
Ouvi recentemente uma frase do missionário da Canção Nova Marcio Mendes que tocou profundamente meu coração. Ele dizia: “Você veio aqui buscando cura, libertação, prodígios e milagres, mas eu quero te dizer que você vai voltar daqui levando SALVAÇÃO”! Meu Deus! Como a convicção com que foram ditas essas palavras me tocaram! E eu quero dizer isso a você também: “Não importa o que você pensa que te trouxe a esse grupo de oração hoje! Pode ter sido uma doença, um casamento em crise, dívidas, decepções, tribulações... E muitas vezes o GO é mesmo como que um ‘pronto-socorro espiritual’, mas eu tenho certeza de que tudo isso foram ‘iscas’ que o Senhor usou para te atrair com um propósito: ter um encontro pessoal contigo por meio da efusão do Espírito Santo! Amém?!”
Abra sua Bíblia no eEvangelho de João, capítulo 15, versículos de 1 a 7:
“Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que não der fruto em mim, ele o cortará; e podará todo o que der fruto, para que produza mais fruto. Vós já estais puros pela palavra que vos tenho anunciado. Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. O ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Assim também vós: não podeis tampouco dar fruto, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. Se alguém não permanecer em mim será lançado fora, como o ramo. Ele secará e hão de ajuntá-lo e lançá-lo ao fogo, e queimar-se-á. Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis tudo o que quiserdes e vos será feito.”
Queridos irmãos, sabemos que quando dois ou mais estão reunidos em nome de Jesus, Ele se faz presente no meio deles (Mt 18, 20). Que Jesus está no meio de nós é fato, podemos ter a certeza disso! Ele permanece no meio de nós conforme tinha prometido: “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo!” (Mt 28, 20) Ele está aqui, está conosco, permanece com cada um de nós e com a Igreja, sua esposa. Mas e nós? Temos permanecido com o Senhor?
Pelo sacramento do Batismo fomos enxertados nessa videira que é o Senhor e somos verdadeiramente seus ramos. Você já viu um enxerto? Sabe como é feito? Corta-se um pedaço da planta, pega-se o raminho a ser enxertado e amarra-se na planta com um barbante, uma cordinha ou fita. Jesus é essa planta e nós fomos enxertados nele, sem Ele, nada podemos fazer! Sem Ele não temos vida!
Lembro-me de uma partilha que ouvi de um rapaz que tinha visto em seu momento de oração um galhinho de planta e nesse galho tinha uma folhinha que, embora estivesse lá no galho, era a única que estava amarronzada e seca. Ele se aproximou para tentar entender e viu que aquela folhinha não estava unida ao galho, mas estava só perto dele, presa por meio de teias de aranha. Às vezes estamos perto do Senhor, mas não ligados a Ele, não permanecendo Nele. E o resultado disso? Secaremos e morreremos. Renegaremos a Salvação conquistada por Jesus por um altíssimo preço. Perderemos a vida eterna, seremos lançados fora no fogo. Isso é muito sério.
Pois sem permanecer em Jesus, nada poderemos fazer, não teremos vida em nós! É de Jesus que nos vem a vida! Sem a seiva da árvore, o ramo morre. Essa seiva são os sacramentos (Confissão, Unção, Eucaristia, etc) e a experiência da Efusão do Espírito Santo que nos dá a vida da graça, que suporta nossa existência. E esse barbante que nos prende, nós enxertos, à videira Jesus, é a comunidade. Sem esse barbante, como é difícil permanecer enxertado!! Ligados em Jesus! Por mais que busquemos sozinhos, é muito difícil...
Eu morei por quase um ano em Portugal e por diversos motivos, não consegui me inserir em nenhum trabalho pastoral por lá. Continuava buscando o Senhor nas Missas, na minha oração pessoal, mas como a falta da vivência em comunidade foi me murchando, me secando, me desanimando! Como é bom fazer um trabalho pastoral! Como é bom pertencer a uma comunidade, como isso alimenta nossa espiritualidade, a nossa fé!
Precisamos permanecer em Jesus! É esta a prova da nossa conversão: não em vivermos grandes momentos de emoções, de sensibilidade pela presença do Espírito Santo, mas em permanecermos Nele. Por isso alguns pregadores preferem usar a expressão “o início da minha conversão” posto que é algo que se vive progressivamente. Não é uma experiência de um dia, mas de toda uma vida em permanência insistente e perseverante no Senhor que nos dá a vida e salvação. A VERDADEIRA CONVERSÃO É PERMANECER NO SENHOR JESUS!
Conversão não é não pecar nunca mais! Disso não seremos capazes nessa terra. São João afirma que aquele que acha que não tem pecado se ilude e é mentiroso (1 Jo 1, 8), mas se trata antes de lutar para não cair, se trata de PERMANECER no Senhor, se arrependendo sempre, buscando a confissão com o firme propósito de não cair mais naquela tentação. Na oração do Pai Nosso, Jesus não nos ensinou a pedir “Pai, que não haja tentações na minha vida”, mas sim para que nós não caíssemos em tentação. Há uma luta dentro de nós entre o espírito e a carne e por causa disso não fazemos o bem que queremos mas sim o mal que não queremos (Rm 7, 19). Mesmo pecadores e fracos, não podemos desanimar e conscientemente fazer tudo ao nosso alcance para permanecermos no Senhor! O Papa Francisco diz que Deus nunca se cansa de nos perdoar, nós é que cansamos de pedir perdão. Devemos sempre nos arrepender, reconhecer nossos pecados na certeza de que “Deus é fiel e justo para nos perdoar os pecados e para nos purificar de toda iniquidade” (1 Jo 1, 9).
E tendo essa consciência, nada, NADA vai nos impedir de permanecer no Senhor. Assim como os apóstolos nos primeiros anos da Igreja, devemos lutar até o sangue, se for preciso, para permanecer no Senhor Jesus, pois é a nossa única opção de vida e salvação! Quanto sofreram os apóstolos! Tantas pedradas, açoites, calúnias, prisões, mortes violentas sofreram por amor a Jesus! Para permanecerem em Jesus! Nada impediu que eles permanecessem no Senhor! ELES PERMANECERAM NO SENHOR, não por causa dos prodígios e milagres que viam o Senhor realizar por meio deles, mas por causa DO SENHOR! Em Atos 8, 14 e seguintes vemos a história de Simão, o mago da Samaria que, maravilhado pelo poder do Espírito de Deus, manifestado através dos apóstolos, ofereceu dinheiro a eles em troca de receber esse poder. Mas Pedro e João, como permaneciam NO SENHOR, recusaram e denunciaram tamanho equívoco! Não havia dinheiro nesse mundo que valesse a pena perder a permanência em Jesus! E não há mesmo!
Nada vale a pena mais do que permanecer no Senhor! N-A-D-A!!! Nenhum dinheiro, nenhum prazer passageiro, nenhum projeto pessoal que custe a nossa permanência, a nossa união com Jesus vale a pena! Quando temos um encontro com o Senhor Jesus, quando fazemos a experiência do Batismo no Espírito Santo, passamos a ter a noção de que não nos pertencemos mais, SOMOS DELE! “Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis? Porque fostes comprados por um grande preço” (1 Cor 6, 19-20a). Somos Dele e nada pode nos separar mais.
“Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação? A angústia? A perseguição? A fome? A nudez? O perigo? A espada? estou persuadido de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem o presente, nem o futuro, nem as potestades, nem as alturas, nem os abismos, nem outra qualquer criatura nos poderá apartar do amor que Deus nos testemunha em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 8, 35.38-39).

Deus, em Jesus Cristo, jamais nos deixará, seu amor JAMAIS nos abandonará! Precisamos também nós, livremente, POR AMOR, fazer a nossa parte para permanecermos Nele. Como o Pai me ama, assim também eu vos amo. Perseverai no meu amor (Jo 15, 9). Só com as nossas forças humanas seria impossível, mas com Ele tudo é possível. Sem Ele, nada posso fazer, mas com Ele, eu posso! Tudo posso Naquele que me fortalece! 

20 de abril de 2015

Desculpa tomar seu tempo, mas precisava te falar!

O Papa Bento XVI um dia se desculpou numa entrevista em que os organizadores tinham destinado a ele tão pouco tempo para falar naquela ocasião que ele iria optar por falar das coisas "que são" em detrimento das coisas "que não são". Então já inicio esse texto me desculpando:



Precisava te falar sobre o bem, sobre fé, sobre o que realmente importa! Optemos sempre por falar das coisas "que são": verdade, vida, caminho, amor, Jesus, Jesus, Jesus!... Seja num vídeo, seja num twitter, seja no face ou no blog. Seja na escola, na balada, no esporte/academia, no supermercado, no almoço da família...

São Paulo afirmava aos Coríntios: Eu cri, por isto falei (2 Cor 4, 13). Nós cremos? Jesus faz parte da nossa vida? Nós acreditamos, concordamos com o que Ele propõe nos Evangelhos? Nós temos fé de que Ele não está morto mas vive e voltará? Temos confiança de que Ele nos ama, cuida de nós e quer que todos se salvem? Nossa vida está permeada do Evangelho? Então devemos falar, oportuna e inoportunamente (2 Tim 4, 2), sempre com educação e paciência, simplesmente por que isso faz parte de nossa vida, por que isso é essencial para nós.

Muitas vezes, por respeito humano nos calamos, nos omitimos ou até disfarçamos nossas convicções traindo a nós mesmos e também Aquele que cremos. O livro do Eclesiástico nos traz muitos versículos preciosos sobre esse tema, dos quais destaco os seguintes:

“Meu filho, aproveita-te do tempo, evita o mal; para o bem de tua alma, não te envergonhes de dizer a verdade, pois há uma vergonha que conduz ao pecado, e uma vergonha que atrai glória e graça. Em teu próprio prejuízo não te mostres parcial, não mintas em prejuízo de tua alma. Não tenhas complacência com as fragilidade do próximo, não retenhas uma palavra que pode ser salutar, não escondas tua sabedoria pela tua vaidade. Pois a sabedoria faz-se distinguir pela língua; o bom senso, o saber e a doutrina, pela palavra do sábio; e a firmeza, pelos atos de justiça. Não contradigas de nenhum modo a verdade.” (Eclo 4, 23-30)

Precisamos assumir que, pelo Batismo, temos o dever de anunciar e denunciar. Não é fácil ser profeta, mas se não falarmos as pedras hão de falar! (Lc 19, 49). Sabemos que o mundo e os que são do mundo não vão gostar, mas felizmente temos liberdade religiosa e de expressão em nosso país e temos que aproveitar! As trevas nos odiarão por falarmos de luz, mas não podemos calar. Uma amiga uma vez me disse e disso eu nunca me esqueci: “o mundo não vai calar o pecado, não vai calar a violência, não vai calar a promiscuidade... e nós é que temos que silenciar?” De jeito nenhum. Me desculpa, mas eu precisava te falar de fé!

Não podemos calar e temos que nos preparar para as consequências desse falar. O discípulo não é maior o que o Senhor e se perseguiram Jesus, se o hostilizaram, se o recriminaram, prenderam e mataram, precisamos saber o que nos espera. “Se fôsseis do mundo, o mundo vos amaria como sendo seus. Como, porém, não sois do mundo, mas do mundo vos escolhi, por isso o mundo vos odeia. Lembrai-vos da palavra que vos disse: O servo não é maior do que o seu senhor. Se me perseguiram, também vos hão de perseguir” (João 15, 19-20). “Sereis entregues aos tormentos, matar-vos-ão e sereis por minha causa objeto de ódio para todas as nações. Muitos sucumbirão, trair-se-ão mutuamente e mutuamente se odiarão. Levantar-se-ão muitos falsos profetas e seduzirão a muitos. E, ante o progresso crescente da iniqüidade, a caridade de muitos esfriará. Entretanto, aquele que perseverar até o fim será salvo” (Mt 24, 9-13). Seremos considerados chatos, inconvenientes, caretas, carolas, fanáticos, fundamentalistas, mas precisamos falar, precisamos anunciar, precisamos postar, comentar, precisamos denunciar e anunciar! Me desculpa, mas precisava te falar do que meu coração transborda (Mt 12, 34)!

No livro do profeta Jeremias, capítulo 20, versículo 7, há uma poesia que, descontextualizada, parece apenas uma grande declaração de amor ao Senhor: “Seduziste-me, Senhor; e eu me deixei seduzir! Dominastes-me e obtiveste triunfo.” Que lindo! A relação tão íntima do profeta com Deus! Mas se contextualizarmos esses versículos, perceberemos que se trata antes de um lamento, de uma queixa cheia de dor do profeta. Nos versículos seguintes, ele continua: “Cada vez que falo é para proclamar a aproximação da violência e devastação. E dia a dia a palavra do Senhor converte-se para mim em insultos e escárnios. E, a mim mesmo, eu disse: Não mais o mencionarei e nem falarei em seu nome.” (Jr 20, 8-9a)

Muitas vezes exercer o múnus de profeta é desgastante. Nadar contra a corrente pode ser desanimador. Se lermos a história de Jeremias, por exemplo, vemos que seu próprio povo, seus consanguíneos, seus amigos se irritaram com ele, o insultaram, o prenderam, açoitaram, jogaram-no numa cisterna e ele sofreu muito, inclusive prefigurando Jesus. Muitas vezes eu e você nos vemos nessa situação de sermos excluídos em nossa própria família, sermos insultados na vizinhança, zombados entre os amigos, perseguidos no trabalho. Gradativamente sofremos o martírio! O martírio da ridicularização de que tanto falava Bento XVI. E, para alguns irmãos, até mesmo o martírio vermelho mais cruel e violento como temos acompanhado na África e Oriente Médio.

Mesmo assim, vou insistir: Desculpa, precisava te falar de Deus! Que outra opção tenho? Que outra opção temos a não ser insistir nesse “assunto”? Pois conhecemos a Verdade! Conhecemos o Caminho! Conhecemos a Vida! Conhecemos a Luz! Nós vimos o Senhor! Somos suas testemunhas! Sabemos que Ele é poder, que Ele é misericórdia, que Ele é a única salvação! O Senhor vive em nós, queima em nós, nos movimenta, nos incomoda, nos inspira, nos exorta: como não falar? E o profeta Jeremias expressa isso muito bem: “Mas em meu seio havia um fogo devorador que se me encerrara nos ossos. Esgotei-me em refreá-lo, e não o consegui.” (Jr 20, 9b)

Por isso, meu irmão e minha irmã, eu te incito: FALA. Aproveite as oportunidades que Deus te dá e FALA. Aproveite os tempos e espaços que te são concedidos e leve o Evangelho, leve a Palavra de Deus. Se for o whatsapp, aproveite. Se for o twitter, então tuíte Deus mais que todo o resto! Se for a fila da padaria, na viagem de ônibus, no post do facebook, com o microfone do seu grupo de oração, no terço em família... FALA! ANUNCIA! Fale de Jesus, fale da Bíblia, fale da fé que você vive!

Obviamente é condição sine qua non para o anúncio a busca sincera em viver a Palavra, a intimidade com a Sagrada Escritura, a vida de oração pessoal, o serviço na comunidade, o testemunho de vida! O Santo Papa Francisco tuitou recentemente: “Podemos levar o Evangelho aos outros, se ele permear profundamente a nossa vida.” Se sua caminhada é instável, pelo amor de Deus: se cale. Procure primeiro viver antes de querer falar qualquer coisa. Como afirma o mainstream e com toda razão “as palavras convencem mas o testemunho arrasta”. São Francisco dizia: “Pregue sempre o Evangelho, e quando for necessário, use palavras.” Com que moral pretendemos ser profetas, alardeando os ciscos nos olhos dos outros e ignorando as traves dos nossos? (Mt 7, 5) 

Não se trata de sermos perfeitos, disso não seremos capazes nessa terra. São João afirma que aquele que acha que não tem pecado se ilude e é mentiroso (1 Jo 1, 8), mas se trata antes de lutar para não cair. Na oração do Pai Nosso, Jesus não nos ensinou a pedir “Pai, que não haja tentações na minha vida”, mas sim para que nós não caíssemos em tentação. Há uma luta dentro de nós entre o espírito e a carne e por causa disso não fazemos o bem que queremos mas sim o mal que não queremos (Rm 7, 19). Mesmo pecadores, devemos lutar para sermos dignos de anunciar a Palavra! Devemos desejar e buscar sermos perfeitos como o Pai Celeste é perfeito (Mt 5, 48). Devemos sempre nos arrepender, reconhecer nossos pecados na certeza de que “Deus é fiel e justo para nos perdoar os pecados e para nos purificar de toda iniquidade” (1 Jo 1, 9). Sim, eu sei, sou cheia de defeitos, luto muito contra minhas más tendências e caio frequentemente, mas desculpa: eu vou te falar de Céu, vou de falar de conversão, vou te falar de PHN (por hoje não vou pecar)!

Nossa fraqueza não pode ser desculpa para que nos omitamos da nossa obrigação de falar, de denunciar as obras das trevas e anunciar a bondade de Deus. As pessoas necessitam da Palavra! É como diz a música: “Tantas vidas a salvar, se não for por mim, por quem será?”! Precisamos sim, fazer de tudo para que sejamos “irrepreensíveis e inocentes, filhos de Deus íntegros no meio de uma sociedade depravada e maliciosa, onde devemos brilhar como luzeiros no mundo, a ostentar a Palavra da vida” (Fl 2, 15-16), tendo consciência da nossa miséria e confiando que Deus age em nossa fraqueza em favor de seus filhos dispersos e perdidos. Mas “como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão falar, se não houver quem pregue” (Rm 10, 14)? É preciso superar a timidez, o medo, as falsas humildades e assumir com coragem o anúncio daquilo que cremos e falar, escrever, teclar.

Pago um preço alto por ser fiel aos meus princípios e não me omitir. Dói a rejeição e a hostilidade, mas durmo em paz à noite. Eu sinto muitas vezes o temor de polemizar, de desagradar, mas tento fazer um filtro (pensando em utilidade e conveniência) e mesmo temendo ofender quem eu amo para ser autêntica e coerente, falo assim mesmo muitas coisas. Eu amo muitas pessoas das quais discordo e entendo que elas também tem o direito de discordar de mim e de manifestar essa discordância como quiserem, seja cara a cara, seja virtualmente. Não me ofendo e apenas espero reciprocidade... Vou pedindo desculpas, vou pedindo licença e vou falando, agradando ou desagradando, não posso me calar: ...“precisava te falar uma coisa!”...

Analiso constantemente minha conduta, meu testemunho e realmente me vejo em meio a grandes dilemas encarando minhas misérias e o quanto ainda sou indigna da Palavra que muitas vezes me vejo a anunciar, mas simplesmente não posso me calar e nem desistir, pois dentro de mim existe aquele fogo devorador de que “reclamava” Jeremias, vivo, incômodo que não me deixa em paz! Existe no meu coração uma Voz que não se cala e que me provoca quando vejo mentiras, injustiças, leviandades. Existe na minha mente uma Luz que não se conforma em assistir pessoas se destruindo no pecado, se desviando do Caminho que as fará verdadeiramente felizes e indo em direção às trevas.

E no mais, é nosso dever e salvação dá glórias e Deus e ser mensageiro de Sua Vontade e não das minhas fugazes opiniões: “Anunciar o Evangelho não é glória para mim; é uma obrigação que se me impõe. Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho! Se o fizesse de minha iniciativa, mereceria recompensa. Se o faço independentemente de minha vontade, é uma missão que me foi imposta (1 Cor 9, 16-17).

As coisas que vivi com o Senhor me “obrigam” a anunciá-Lo. É uma obrigação de amor, de gratidão, de consideração. Como não anunciar depois de tudo o que vivemos juntos, depois de tudo o que Ele já fez em minha vida e na vida de minha família? Como não anunciar a Palavra depois de tudo o que já vi o Senhor realizar no meio do seu povo? Então eu falo, me desculpa, mas eu vou falar. Perdoem-me os ouvintes, leitores, pessoas que convivem comigo. Preciso viver minha fé, e preciso falar de Deus. Eu O amo! Eu sou Dele e Ele é meu. Preciso falar e falarei. 

1 de fevereiro de 2015

Sobre caniços rachados e chamas fumegantes


Isaías 42, 1-3: "Eis meu Servo que eu amparo, meu eleito ao qual dou toda a minha afeição, faço repousar sobre ele meu espírito, para que leve às nações a verdadeira religião. Ele não grita, nunca eleva a voz, não clama nas ruas. Não quebrará o caniço rachado, não extinguirá a mecha que ainda fumega. Anunciará com toda a franqueza a verdadeira religião; não desanimará, nem desfalecerá, até que tenha estabelecido a verdadeira religião sobre a terra, e até que as ilhas desejem seus ensinamentos." Esta é a passagem de Isaías que se intitula o Servo, e que  a cerca de 700 anos antes de Cristo, já O anunciava. Expressa a missão do Messias, o Ungido pelo Espírito de Deus: levar às nações a verdadeira religião.
Descreve o jeito de ser de Jesus e a maneira como Ele agirá, a maneira como ele levará a termo essa missão que assumiu: com simplicidade, mansidão, gradativamente, e com uma persistência digna de nota. O objetivo Dele é levar a verdadeira religião a todo mundo, mas como, de que maneira Ele optou por fazer isso? Resposta: sem gritar, sem elevar a voz, sem clamar nas ruas. Ou seja, como se anuncia alguma coisa sem se exaltar? Sendo! Jesus foi o mensageiro, mas mais do que isso, Ele era a própria mensagem. Sua vida, seu testemunho, seu ser... Ele era a Verdadeira Religião. ELE É A VERDADEIRA RELIGIÃO.
Quando diz: não quebrará o caniço rachado, ora... imagine um caniço rachado! Um caniço é um pedaço de cana, mas fininho. Imagine uma varetinha, pequena, fina, frágil, e além de tudo, rachada. Para que serve um caniço rachado? Numa visão superficial e pragmática, diríamos logo: “não serve para nada! Quebra logo e joga fora!” Pois bem, "o Servo" descrito por Isaías, Jesus nosso Salvador, não quebrará o caniço rachado.
Imagine uma chama, bem fraquinha, quase morrendo... só fumengando, só soltando aquela tênue fumacinha, quase apagando mas ainda acesa. Pois bem, "o Servo", Jesus, não extinguirá essa chama, ele não apagará essa pequena chaminha que já solta fumaça e tende a apagar, mas não se extingue. Nosso Senhor não foi e não é do tipo que quebra, extingue as coisas ainda que muito frágeis e quase acabando, não é do tipo que aniquila nada, mas restaura, reconstrói, ajeita. Seu Inimigo sim, veio para matar, roubar e destruir (Jo 10,10), mas o Senhor é construtor! Mais que isso: ele é a pedra angular! (Mt 21, 42; Atos 4, 11)
Quando diz que anunciará com toda a franqueza a verdadeira religião, supomos que não iludirá o caniço sobre sua condição “rachada” e nem disfarçará para a chama sua vulnerabilidade, mas seguirá anunciando a verdade que liberta pois Ele mesmo É A VERDADE (Jo 14, 6). A condição dos caniços e chamas não fará com que Ele desanime, nem desfaleça, até que tenha cumprido seu objetivo. Nossa humanidade tende a desistência. Facilmente taxamos as pessoas de “pau que nasce torto”; as situações de “não tem mais jeito” mas o Senhor não. Ele não desanimará nem desfalecerá enquanto não tiver “religado” todos e cada um a sua origem e seu fim (posto que religião etimologicamente significa religar).

Para isso Cristo veio, para religar-nos ao Pai, nosso Criador: ninguém vai ao Pai senão por meio Dele (Jo 14, 6). Com Sua Paixão, Morte e Ressurreição estabeleu a verdadeira religião sobre essa terra e encarregou todos que Nele creem de anunciar até os confins da terra, dando testemunho de sua fé, sob a ação do mesmo Espírito que o ungiu (Atos 1,8). Com isso precisamos nos comprometer e ter essa fé de que nós mesmos temos jeito sim! Mesmo se nos sentirmos como caniços rachados e chamas fumegantes, Ele jamais desanima e desfalece: ELE NÃO DESISTIRÁ DE NÓS. E nós não devemos desistir de nós mesmos, das pessoas que amamos, do nosso casamento, da nossa família, da comunidade, da evangelização. Temos que ser imitadores desse “Servo” descrito em Isaías, temos que ser imitadores de Cristo (Ef 5,1), não apenas como servos, mas como filhos muito amados de Deus, como amigos pessoais Dele (Jo 15, 15), temos que imitar sua maneira de agir e sua persistência para alcançarmos esse que deve ser o nosso objetivo nº 1 de vida: estabelecer a verdadeira religião sobre a terra e vivâ-la dignamente até que alcancemos a Jerusalém Celeste na volta do Senhor.  

20 de junho de 2013

Pregação e Oração



(Trecho da pregação do Advento de 2011, do Frei Raniero Cantalamessa.)

A jornada de Jesus era um entrecruzar-se admirável de oração e pregação. Ele não rezava apenas antes de pregar, mas rezava para saber o que pregar, para buscar na oração o que anunciar ao mundo. “O que digo, é como o Pai o disse a mim” (Jo 12,50). Era dali que surgia em Jesus a “autoridade” que tanto impressionava em seu falar.


O esforço por uma nova evangelização está exposto a dois perigos. Um deles é a inércia, a preguiça, o não fazer nada e deixar que os outros façam tudo. 

E o outro é se lançar num ativismo humano febril e vazio, com o resultado de perder pouco a pouco o contato com a fonte da palavra e da sua eficácia. 

Mas como ficar tranquilos pregando enquanto tantas exigências reclamam a nossa presença? Como não correr enquanto a casa está pegando fogo? 

Imaginemos o que aconteceria com um corpo de bombeiros que corresse para apagar um incêndio e, quando chegasse ao local, percebesse que não trouxe nos reservatórios nenhuma gota d’água. 

Somos nós, quando corremos para pregar sem rezar.

4 de março de 2013

Frutifiquemos


O Evangelho do 3º Domingo da Quaresma (Ano C), Lucas 13, 1-9, traz a Parábola da Figueira. Ao meditar sobre ela, uma expressão me vem à cabeça: "É preciso mostrar serviço!" Como insiste o sempre bem-humorado, porém sempre ungido, Diácono Nelsinho Corrêa da Comunidade Canção Nova, o cristianismo não é feito de "geladeiras consagradas", anjos voadores com harpas e cabecinha inclinada, ou "sentimentalóides" apaixonados por um "Cristo-pessoal-intransfirível", desconectado de tudo o que estiver além do meu mundinho particular. Não, meus irmãos, o cristianismo não é isso! Ele é constituído de pessoas de carne e osso num mundo material, num dado momento histórico, numa comunidade concreta, que tiveram um encontro verdadeiro com esse Mestre e por causa disso, buscam multiplicar todo o conteúdo referente a Ele, com amor e verdade, com fé, mas também com obras! São Tiago no capítulo 2 de sua carta, a partir do versículo 13 e seguintes, expressa de maneira ultra objetiva a indissolubilidade da realidade "fé-obras", de modo que eu entendo que, quando o dono da vinha espera frutos de sua figueira, quando o Pai Celeste espera que eu frutifique pela ação do Espírito Santo, Ele quer muito mais do que ideias, sentimentos, emoções ou opiniões: Ele quer ver serviço. Ele quer anúncio, quer evangelização, quer missão, mas também quer uma conversão sincera, uma busca constante de santidade, a caridade em obras e verdade. 
Frutifiquemos, irmãos! Frutifiquemos, pois o tempo está passando e não sabemos quando nosso prazo findará. A Banda Dom tem uma música que eu gosto muito, chamada "Quanto tempo você tem" (Veja no link letra e vídeo http://letras.mus.br/banda-dom/205476/), cujo refrão fica martelando na minha cabeça: "Quanto tempo você tem? Será que você sabe quanto dura a vida? Tem que aproveitar o dom pra fazer o bem!"
O texto do Evangelho afirma que, antes de "reclamar" de qualquer coisa, o dono da vinha deixou o "barco correr" por três anos. Há quanto tempo estamos inutilizando a terra do Senhor sem mostrar serviço, seja Fé, seja Obras, ou seja ambos, como deveria ser? Ainda mais um ano é dado à figueira para que mostre "a que veio" e penso que, se estamos aqui, eu e você, eu digitando essas reflexões e você as lendo, é que nosso ano extra de "lambuja misericordosa" do Senhor começa a contar de agora. Eu tenho percebido isso em minha vida, quero que você perceba na sua também: o Senhor quer ver serviço. Isso, obviamente não podemos empreender só na carne, só na base da nossa disciplina ou força de vontade. Sem a abertura ao Espírito, o doador dos dons, os frutos não podem frutificar, não os frutos espirituais! Outros frutos, talvez...
Nos abramos à ação do Espírito e frutifiquemos com urgência! Não motivados a priori pelo medo de sermos cortados e excluídos da vinha do Senhor, simplesmente. Mas antes de mais nada para não decepcionarmos Aquele que nos criou, amou, cuidou, adubou, nos destinou e capacitou a darmos inúmeros frutos para nossa própria vida e para o mundo, nos deu infinitas chances para frutificarmos sem que lhe déssemos nenhum prova de gratidão e retribuição em contrapartida. Sim, pois se Ele nos exige os frutos, sendo Justo como é, é por que sabe que nunca nos faltou Sua ajuda para que o fizéssemos. Frutifiquemos! Por uma questão de justiça à graça que nunca nos falta: frutifiquemos! 
Na Missa, quando o Corpo sacrificado de Nosso Senhor se eleva nas mãos do Sacerdote dizemos: "Creio, Senhor, mas aumentai minha fé!" Possamos dizer e cumprir a partir de hoje: "Creio, Senhor, mas aumentai minha fé e também as minhas obras!"
A Virgem Maria, que em sua Virgindade pôde ser fecunda pela graça de Deus seja nossa advogada e protetora, amém!

25 de outubro de 2012

Ser de Cristo é ultrapassar nossos limites (Mesmo!) para levar a Fé e a Verdade aos eleitos



Na Carta de São Paulo a Tito, capítulo 1, versículo 1, o grande santo afirma: “Paulo, servo de Deus, apóstolo de Jesus Cristo para levar aos eleitos de Deus a fé e o profundo conhecimento da verdade que conduz à piedade”...
Eu cá da minha miséria, também me atrevo a repetir: “Manuela, mísera serva de Deus, microscópica apóstola de Jesus Cristo, para levar aos eleitos de Deus espalhados pela minha vida e meu modesto apostolado, a FÉ, e todo o conhecimento que tenho buscado a respeito da VERDADE na Palavra e no Magistério que conduz a vivência da piedade inspirada na moção do Espírito”... Num dado momento da minha vida, precisei assumir isso de verdade e não mais voltar atrás!
Estamos aqui justamente para isso: para levar essa FÉ e esse CONHECIMENTO DA VERDADE para os eleitos de Deus, ou seja, para nossa família, nossos amigos, nossa comunidade... Um dia adentramos pela Porta da Fé que o próprio Cristo abriu para nós em determinado momento de nossas vidas; entramos em contato com Aquele que é o DOADOR da FÉ, Aquele que é a própria VERDADE, e por causa dessa experiência somos impulsionados a transmitir esse conteúdo, essa vivência, esse Nome, essa proposta. Romanos 10, 14 expressa: “Como invocarão Aquele em quem não têm fé? E como crerão Naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão falar, se não houver quem pregue?” E podemos ir além: como serão convencidos se não houver quem viva de fato tudo isso? E como serão contagiados se não estiverem em contato com servos motivados, entusiasmados por essa causa?
Ora, esse saber, sentir, acreditar, confiar, é dom, é presente! Claro que sempre implica em uma atitude nossa, mas nunca é mérito nosso, é Deus quem dá! Como eu sempre digo, não se trata de algum esforço mental do tipo: “Agora eu vou aqui me concentrar, me esforçar, me focar e fazer força... para ter fé!” Não, absolutamente não. Meu papel é me abrir, estar vivendo em estado de graça, e o Espírito divino infunde essa Fé em mim, GARATUITAMENTE. Cabe a mim abraçar, nutrir, viver, fazer crescer, tornar atuante. Conforme o Catecismo da Igreja Católica § 153:

6 de maio de 2011

Pregação: O Senhorio de Jesus em nossas famílias

Lc 19, 1-10: Zaqueu recebe Jesus

Desta perícope, queremos destacar duas idéias principais do versículo 5: 1ª idéia: “desce depressa”; 2ª idéia: “é preciso que eu fique hoje em tua casa”.

Aquela bela música do Reges Danese, “Faz um milagre em mim”, diz: “Entra na minha casa…”, mas em Lucas, não é Zaqueu que, de cima da árvore, convida Jesus e sim Jesus que diz: “É preciso que eu fique hoje em tua casa” (19, 5)*. Jesus é que se convida e entra em sua casa, Ele é quem tem a iniciativa. Ele quer isso muito mais do que nós mesmos poderíamos querer, pois nos ama infinitamente e nos quer com Ele, nós e a cada um de nossas casas. Naquele dia, FOI JESUS que quis ir à casa de Zaqueu, e HOJE, novamente é Ele que quer ir à nossa casa.

Mas nós também queremos e precisamos. Sentimos esse desejo em nossos corações: É preciso que Jesus fique na minha família. A nossa casa precisa ser do Senhor. Nossa família toda precisa ser inteiramente do Senhor. Unicamente dEle. Este é o clamor do povo: ''Quero Deus, necessito de Deus na minha família''. E temos visto isso em nossa realidade, ao nosso redor, famílias necessitadas de Jesus e buscando a restauração de seus familiares, de suas casas.
Jesus nos diz hoje: Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei em sua casa e cearemos, eu com ele e ele comigo (Apo 3, 20). Ele não nos diz “No fururo, virei à sua porta e baterei”. Não! A frase está no tempo presente: Ele está à nossa porta hoje, agora, batendo! E dizendo: É preciso que eu fique hoje em tua casa! Desce, depressa! Abra a porta e eu entrarei em sua casa!

18 de abril de 2011

Pregação: Deus nos quer marianos e eucarísticos

1.   Creio. … na Santa Igreja Católica…  Esse ‘na’ significa: creio no que ela diz, ensina; mas também, creio em Deus ‘dentro’ dela. Não me focarei em me defender, nem em me explicar sobre os questionamentos protestantes. Meu foco será a minha fé: sou católica, e conseqüentemente sou eucarística e sou mariana.  Papa Pio XII: “A fé da Igreja é esta: que um só e o mesmo é o Verbo de Deus e o Filho de Maria, que sofreu na cruz, que está presente na Eucaristia, e que reina no céu.”
2.   Dom Bosco, o santo dos jovens, fundador da Família Salesiana, recebia com freqüência revelações de Deus através de sonhos. Eram verdadeiros sonhos proféticos. Certa noite sonhou com um mar tremendamente tempestuoso onde um barco era agitado pelas ondas e cercado de inimigos que o atacavam por todos os lados. Aproximando a visão, ele pôde ver que naquele barco, além dos tripulantes que lutavam para mantê-lo no meio da borrasca, havia bispos e cardeais e bem na proa do barco estava o papa de pé e de braços abertos. Em seguida, Dom Bosco percebe que, de repente, surge um vento soprando sobre as velas que a tripulação procura manter estendidas, e conduz aquele grande barco numa determinada direção. Dom Bosco não tem mais dúvida: aquele barco é o barco da Igreja. Daí ele entendeu também o porquê daquela tempestade e dos inimigos que o atacavam. Pouco tempo depois percebe que o barco, conduzido por aquele vento (que ele logo entende, é o vento do Espírito Santo), aporta no meio de duas grandes e fortes colunas. Em cima de uma está uma linda imagem de Nossa Senhora, a Auxiliadora dos cristãos, e sobre a outra um enorme ostensório com Jesus presente na Eucaristia. No momento em que o barco se posiciona entre Maria e a Eucaristia, a tempestade, num instante, se dissipa e os inimigos, que atacavam ferozmente o barco da Igreja, fogem espavoridos e se faz uma grande calmaria.
3.   Nossa opção é por sermos cristãos eucarísticos e marianos. Deus nos quer eucarísticos e marianos, pois Ele quer nos dar a proteção e a paz conforme o sonho de Dom Bosco.
4.   Nossa opção é levar Maria em consideração em nossa relação com Deus, uno e trino: nosso Pai-Amor; com Jesus, nosso Salvador e com o Espírito Santo, nosso santificador.  Em Maria, a Santíssima Trindade teve a moradia mais bela e acolhedora entre todos os homens e mulheres. Gal 4, 4 -7 a: Mas quando veio a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, que nasceu de uma mulher e nasceu submetido a uma lei, a fim de remir os que estavam sob a lei, para que recebêssemos a sua adoção. A prova de que sois filhos é que Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai! Portanto já não és escravo, mas filho. Esse mesmo Espírito que Deus enviou a nossos corações e que chama dentro de nós Deus de Pai foi Ele de quem o anjo falou quando explicava a concepção do Filho do Altíssimo no ventre de Maria: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. (Luc 1, 32.35) 
5.   Por isso eu digo como o anjo a José: Não temas receber Maria, o que nela foi gerado provém do Espírito santo, da mesma forma que o Espírito Santo desce sobre as espécies eucarísticas e as transforma em corpo e sangue de Jesus.
6.   Nossa opção como cristãos é nos subordinar à Palavra de Deus a respeito de Maria e da Eucaristia.

Pregação: A Armadura do Cristão (Efésios 6, 10-18)



1. Combate Espiritual
2. Não contra homens, mas contra o Diabo. É preciso ter  Visão espiritual para perceber que esta é uma batalha sobrenatural.
3. 1 Ped 5, 8: Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar. Resisti-lhe fortes na fé.
4. Diabo existe: O mal, conforme nos ensina o Catecismo da Igreja Católica, não é uma abstração, mas é uma pessoa, e tem nome: o anjo decaído do céu. Sua missão: matar, roubar e destruir.(Jo 10, 10). Matar-> vida; Roubar-> bens; Destruir-> tudo o que construirmos.
5. Única maneira de o encardido mover esse copo (qualquer coisa): usando a sua mão. Ele é puro espírito, só age através de nós.
6. A partir do momento em que você foi batizado, entrou em combate, e deixou o Inimigo furioso. A partir do momento que  teve um encontro pessoal com Jesus, vc passou a incomodar o Inimigo de Deus, pois antes, quando você não se importava com as coisas de Deus, vivia no pecado, vc não era problema para o Diabo, você já estava a serviço dele.. Mas quando você passou pro lado de Deus, ele ficou furioso, talvez até tenha atacado mais forte.
7. Estamos  em combate, você queira ou não: qual sua situação? Você pode estar em 3 situações:

Pregação: Louvor


Conceito: "Reconhecimento de distinção; homenagem, exaltação dos méritos de alguém, elogio; demonstração de gratidão, agradecimento."

  • Eclo 39,19-20: Cantai cânticos e bendizei o Senhor nas suas obras. Dai ao seu nome magníficos elogios, glorificai-o com a voz de vossos lábios, com os cânticos de vossos lábios e a música das harpas.
  • Sl 65, 2-4.8: Cantai a glória de seu nome, rendei-lhe glorioso louvor. Dizei a Deus: Vossas obras são estupendas! Tal é o vosso poder que os próprios inimigos vos glorificam. Diante de vós se prosterne toda a terra, e cante em vossa honra a glória de vosso nome. Bendizei, ó povos, ao nosso Deus, publicai seus louvores.
- Homens e mulheres que louvam são homens e de fogo, capazes de incendiar outros corações. O louvor gera um estado de ânimo que contagia a todos que estão ao redor.

25 de março de 2011

Pregação: Amor Fraterno

Não tenhais medo dos relacionamentos humanos. É Cristo mesmo que nos ama através dos nossos verdadeiros amigos. João Paulo II

Jo 15, 12-17: "Disse Jesus: Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos. Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai. Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça. Eu assim vos constituí, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vos conceda. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros."
  • Esse discurso de Jesus abre (vs. 12) e se encerra (vs. 17) com o mandamento de Jesus: "Amai-vos / uns aos outros / como eu vos amei."
  • O mandamento é Dele: pois deu não só com palavras mas também com a vida. 
  • Duas idéias principais nesse trecho da Oração Sacerdotal: 
  1. Tema Amigos: lei da amizade vai até a entrega da vida. // discípulos serão amigos de Jesus se observarem seus mandamentos. // Jesus considera discípulos"amigos" (e não apenas servos) pois confiou a eles tudo o que ouviu do Pai.
  2. Tema Eleição: Tudo é iniciativa de Deus (D. Terra). 
> Sinóticos: mandamento de Jesus é amor ao próximo (todos os homens, inclusive inimigos).
> Evangelho de João: mandamento de Jesus é amor recíproco entre os discípulos, COMUNIDADE (sem excluir amor universal). Tem um motivo: espelha-se o amor fraterno na participação na corrente de amor que une o Pai e o Filho. A partir dessa experiência íntima, passa-se ao próximo nível da abertura ao amor para os de fora, pois "nisto conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros" (Jo 13, 35).

Mas o que é amar? 

14 de março de 2011

Pregação: Seguir, renunciar a si e tomar a cruz

Esquema de Pregação ministrada no Grupo de Oração São Vicente:

Perícope: Lc 9, 22-25: “É preciso que o Filho do Homem padeça muito e seja rejeitado pelos anciãos e sumos sacerdotes e pelos escribas, que seja morto e ressuscitado ao 3° dia. Dizia a todos: ‘Se alguém quiser seguir-me, negue-se a si mesmo, tome a cruz cada dia e me siga. Pois quem quiser salvar a vida vai perdê-la, mas quem perder a vida por amor de mim, esse a salvará. O que aproveita o homem ganhar o mundo todo, se vier a perder-se ou sofrer prejuízo?’”

Pregação: o Combate Espiritual

 Esquema de pregação ministrada no Grupo de Oração São Vicente.

1. Realidade:
• Existe um combate: D. Terra; Apo 12, 7-8 (Houve uma batalha no céu. Miguel e seus anjos tiveram de combater o Dragão. O Dragão e seus anjos travaram combate mas não prevaleceram. E já não houve lugar no céu para eles.)
• Não combater: ser vencido.