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14 de outubro de 2014

Teste: Grau de Tolerância ao Discurso Divergente e Coerência Democrática

"Posso não concordar com o que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo."
 (Citação atribuída a Voltaire)

Numa democracia, teoricamente, todos tem voz, o diálogo é plural. Certo? Nem sempre... Faça o teste abaixo do seu  "Grau de Tolerância ao discurso Divergente e Coerância Democrática" e analise se você tem dois pesos e duas medidas quando se trata de debater suas convicções. 



Se você acha um absurdo que uma pessoa homossexual finja que não é homossexual em seu trabalho, na sua escola, no Congresso ou onde quer que seja, para ser coerente,não pode querer que alguém que se diz cristão igualmente finja que não é cristão em seu trabalho, sua escola, no Congresso ou onde quer que seja! Se você julga que a sexualidade de uma pessoa é algo que não deve ser reprimida ou disfarçada, por que a fé da pessoa deveria ser? Se você acha que a comunidade LGBT tem algo de positivo a manifestar para esse mundo e a sociedade e que tem o direito de se expressar, seja lá sobre o que for, e acha que é injustiça ser discriminada sem que ao menos ouçam o que se tem a dizer, por que condenar a religião, as Igrejas, a comunidade cristã quando se propõe a fazer o mesmo? Por que as minorias LGBT e outras devem ter espaço no debate político e os cristãos podem ser taxados de fundamentalistas e tomar um "cala a boca" sem chance do tal do "diálogo plural"? Por que a sociedade tem que aceitar a maneira de ver o mundo LGBT e "Deus me livre" de pastores e padres na política?! Por que tudo agora cai na categorização de "fobias" e as piadas sobre cristãos fazem parte da liberdade de expressão?  

Eu não entendo essa lógica e não aceito esses critérios. Ou somos uma democracia ou não. Ou temos liberdade de expressão ou não. Se o diálogo é plural todos deveriam poder emitir opinião mas a Igreja e os cristãos devem permanecer no fóro íntimo, não se misturar, não se meter. Vocês vão me desculpar, mas eu sou cristã e isso aqui ainda não é a Venezuela, nem Cuba! Eu vou falar, eu vou denunciar, eu vou anunciar, EU VOU PROFETIZAR! Essa é a essência da minha fé! Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura! Mc 16, 15 Essa é a verdade pela qual somos chamados a dar a vida! CRISTO É A VERDADE!  O Papa Bento XVI explica muito bem em sua Encícllica Caritas in Veritate, § 9: 

"A Igreja não tem soluções técnicas para oferecer e não pretende « de modo algum imiscuir-se na política dos Estados »; mas tem uma missão ao serviço da verdade para cumprir, em todo o tempo e contingência, a favor de uma sociedade à medida do homem, da sua dignidade, da sua vocação. Sem verdade, cai-se numa visão empirista e cética da vida, incapaz de se elevar acima da ação porque não está interessada em identificar os valores — às vezes nem sequer os significados — pelos quais julgá-la e orientá-la. A fidelidade ao homem exige a fidelidade à verdade, a única que é garantia de liberdade (cf. Jo 8, 32) e da possibilidade dum desenvolvimento humano integral. É por isso que a Igreja a procura, anuncia incansavelmente e reconhece em todo o lado onde a mesma se apresente. Para a Igreja, esta missão ao serviço da verdade é irrenunciável. A sua doutrina social é um momento singular deste anúncio: é serviço à verdade que liberta. Aberta à verdade, qualquer que seja o saber donde provenha, a doutrina social da Igreja acolhe-a, compõe numa unidade os fragmentos em que frequentemente a encontra, e serve-lhe de medianeira na vida sempre nova da sociedade dos homens e dos povos."

A Igreja, os cristãos não vão se calar. E nem os outros grupos deveriam! Obviamente dentro dos limites legais, mas se estes forem ultrapassados, pouco importa se a pessoa é homossexual ou cristão, posto que se tornou criminoso (não interessa a sexualidade e a crnça). Mas se você ama a liberdade, respeite a democracia! Seja coerente e exija que todos tenham voz! Ensine as crianças que todos podem ter suas opiniões e que devemos respeitar a liberdade de todos: isso sim é respeito à diversidade! Discorde dos homossexuais, discorde dos cristãos, mas mantenha a classe, mantenha a civilidade, mantenha a coerência, tenha apenas um peso e uma medida. 

14 de setembro de 2013

O diálogo no casamento


Escrevo hoje aos casais e a minha motivação é a grande quantidade de pessoas que tem me pedido oração por seus casamentos. E o interessante é que, pelo menos nesses casos em que as pessoas me procuram e relatam um pouco das suas dificuldades, 100% das crises tem uma causa comum: a falta de diálogo. Meu marido e eu, em 14 anos de relacionamento (um ano de namoro, um ano de noivado e 12 anos de casados), aprendemos (não sem muita labuta) que se relacionar sem dialogar é contra-producente, para dizer o mínimo. Graças a Deus, na caminhada de Igreja, o Senhor providencia sempre encontros para casais nos quais sempre é possível aprender a ser verdadeiros “ministros do sacramento do Matrimônio” através da oração, do carinho, da solicitude, mas especialmente, através do DIÁLOGO.

Nós já tivemos a oportunidade de viver por diversas vezes esses encontros um com o outro e os dois com Deus e podemos testemunhar como fez toda a diferença na nossa história. Como sempre, Deus em sua misericórdia, nos fazia lembrar os motivos que nos levaram a nos unirmos em uma só carne e nos conduzia a recordarmos tudo aquilo que nos levou a nos interessarmos um pelo outro. E mais, o Senhor nos ajudou a constatar que tudo isso ainda estava em nós! Melhor ainda, perceber que Ele já havia trabalhado muita coisa e que poderia acrescentar muito mais!

Hoje em dia, um pouco mais experimentados, nós aprendemos que a vida de casado não é apenas flores e arco-íris em nuvens cor-de-rosa, mas traz consigo os seus desafios, afinal, trata-se de unir duas histórias de vida distintas para forjar uma nova história, que não é nem a de um, nem a do outro as quais estávamos tão acostumados. Esse processo pode, às vezes, destacar mais os espinhos das flores e os ocasionais raios e trovoadas das nuvens cinzas... Isso aconteceu conosco e pudemos perceber que a principal causa dos desgastes, desentendimentos e mágoas residiam nos desvios do plano original, ou seja, ao invés de uma nova história, tentávamos juntos, cada um, escrever a sua. E sem contar pro outro! Aliás, o grande trunfo do exercício do DIÁLOGO para nós está centralizado justamente nessa expressão: “contar pro outro”. E contar com o outro!

É claro que isso tudo só é possível pela graça de Deus, pela consciência de que somos filhos de Deus e que Ele nos fez por amor e para o amor, mesmo nas dificuldades, principalmente quando vivemos em um tempo marcado pelo individualismo e egoísmo, no qual tudo, até as pessoas, são descartáveis. Sabemos que, como afirma a Palavra de Deus, a origem do amor é Deus (1 Jo 4, 7). E, se estamos casados, ainda mais essa vocação para o amor se evidencia em nosso dia-a-dia, pois o matrimônio é mais que uma mera escola de amor, está mais para um curso intensivo de como amar 24hs por dia, de segunda a domingo, sem pausas para folgas!