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29 de maio de 2016

No mês de Maria, um testemunho por dia: nº 29


A gestação e o parto são momentos especiais para toda mãe. Muitas vezes, eles se convertem em momentos de tensão e preocupação, pois embora seja um processo natural, sabemos que muitas coisas podem acontecer. Mas não podemos passar por eles com sentimentos negativos, com pessimismo, pois são etapas inigualáveis na vida da mulher! Não podemos permitir que essa fase tão especial nos traga depois lembranças amargas! No que depender de nós, nossas memórias das gestações com que o Senhor nos abençoar e dos nossos partos serão momentos de muito amor, de alegria, vividos na consciência da gratidão que devemos ter a Deus por tão grande graça!  Precisamos viver cada momento com simplicidade, com calma, com todos os cuidados necessários, mas com felicidade, com otimismo, com paz, na presença de Jesus e de Maria! 
Desde a gravidez da Clarinha, foi assim que o Espírito Santo foi me conduzindo: para ser leve, confiante, aberta, paciente, serena, feliz com o momento! E assim cada uma das outras também! Tive minhas dificuldades em determinados episódios, mas não me deixei abater nem durante as gestações, nem nos momentos dos partos. Esperava desde a 1ª vez e tinha me preparado para um parto normal, sonhava em experienciar o rompimento da bolsa, as contrações e tudo o mais que vemos nos filmes e novelas. Infelizmente, nunca soube o que é nada disso: minha bolsa nunca rompeu, os ossos dos meus quadris nunca se moveram, nunca dilatei nenhum centímetro, nunca senti nenhuma contração, (mesmo esperando até a 42ªsemana no caso da Clarinha), em nenhum dos meus filhos! 
Existe toda uma discussão hoje em dia sobre as cesárias desnecessárias e o parto humanizado, mas eu, infelizmente nunca pude vivenciar um momento como esse. Ao invés de me entristecer e mortificar, louvo a Deus por todos os profissionais que me acompanharam em meus pré-natais, esperando comigo, analisando minha situação e a do bebê, agindo com profissionalismo e prudência para que tudo acontecesse da melhor maneira possível para que meus tesouros viessem ao mundo com saúde e segurança e eu também estivesse bem para cuidar deles.  Louvado seja Deus pela medicina que ajuda mulheres como eu no sonho de ser mãe! 
É impossível não me recordar da gestação de Nossa Senhora quando estou vivendo minhas próprias gestações. Toda sua entrega em meio a tantas pressões, toda sua confiança em Deus, a providência divina agindo em seu favor, sua simplicidade e pobreza... Sempre me vem tudo isso à mente quando penso em fazer grandes coisas, projetos "megalomãeníacos": badalados chás de fraldas, enxovais luxuosos, decorações exageradas para o quartinho... tudo isso perde o sentido quando contraponho com o modelo de Maria e José! Acabo sempre optando pelo "menos é mais", inspirada na Sagrada Família, buscando a eles como exemplo! 
E é incrível como experimento a providência divina nestes períodos! Quantas doações, presentes, dos pequenos detalhes até as grandes coisas: tudo envolvido por uma graça especial mesmo de fraternidade com meus familiares que me ajudam, com meus amigos que me cercam de orações e cuidados, com a comunidade da Igreja que nunca deixa de estar presente nesses momentos! Somos sim abertos à vida, abertos aos filhos que o Senhor quiser nos mandar, pois experimentamos na concretude do cotidiano que Ele é nosso PASTOR e nunca nos deixa faltar nada! Do desejo de comer canjica que a irmã da RCC faz deliciosamente como ninguém, às fraldas que ganhamos sempre dos amigos, até o berço novinho que chega da comadre! Nada, nada nos falta! Ele nos manda seus filhos, nós o acolhemos honrados e fiéis, e Ele providencia, junto ao nosso trabalho e sacrifícios e à caridade dos irmãos, tudo para sua chegada! 
Sempre, SEMPRE louvo e agradeço imensamente quando trago à minha mente o quanto sou favorecida por poder fazer tudo o que faço e ter minhas gestações e partos da maneira como tenho tido, pois ainda que com toda simplicidade, é sempre tão mais confortável do que o que Maria e José dispuseram! A possibilidade do plano de saúde, do acompanhamento médico hospitalar com uma equipe sempre tão competente, em espaços tão limpinhos e organizados! É um contraste enorme com a gruta de Belém, a manjedoura e as faixinhas que envolveram o bebê Jesus! Sempre me emociono com isso, agradeço e peço perdão a Sagrada Família, por tantas mães e bebês que ainda hoje repetem as faltas de condições experimentadas em nosso sistemas de saúde, vítimas da injustiça social, produtos das corrupções políticas! Clamo misericórdia para as tantas Marias, Josés e Jesuzinhos que nascem ainda em situações piores que as de Belém naquela ocasião sublime! Ó, Senhor, misericórdia... Mas sei que, mesmo em situações difíceis, o Senhor não está ausente, e a graça surge, sempre surge, assim como surgiu para José e Maria, como surge para mim e, através dos projetos que ajudamos sempre que podemos, surgem também para essas mãezinhas necessitadas...
Todas as minhas gestações foram fonte de bênção na minha história, até as que não foram adiante! Não existem palavras que possam agradecer a Deus pela permissão que nos deu de sermos co-criadores com Ele! Cada desconforto é uma bênção, cada peculiaridade desse período é vivida numa perspectiva que jamais pode se limitar a um entendimento somente humano, pois é um verdadeiro milagre sobrenatural! Um ser humano completo e perfeito, se desenvolvendo dentro de mim sem que eu tenha controle nenhum sobre sua evolução?! É uma graça muito grande! É um mistério que nos ultrapassa para além de toda cognição, de toda psicologia, de todo entendimento biológico, ou emocional, ou até mesmo antropológico, filosófico ou teológico: é divino! É obra divina! 
Todos os meus partos foram momentos especialíssimos, cercados de cuidados, amor, ajuda, orações, presenças amigas... Sabe quando alguém te pergunta sobre os momentos mais felizes de sua vida? Eu me lembro das minhas gestações e dos meus partos! Foram até o momento quatro cesarianas e não tive nunca do que me queixar! Até quando algo aparentemente não "dava certo", estávamos sempre tão envolvidos num clima de paz, de proteção divina, que na memória ficou só a sensação de tempos de aconchego, de intimidade, uma sensação morninha em tom pastel, como se fosse um sonho bom... Não estou romanceando, é a verdade do meu coração. Felicidade não é sinônimo de perfeição segundo nossos planos particulares, felicidade não é ausência de dores ou sofrimentos! Felicidade, que possamos entender de uma vez por todas, não é tudo acontecer exatamente do jeito que queremos! Felicidade é a paz que vem da presença de Jesus e de Maria junto a nós, seja esses momentos como forem, esta é a verdadeira felicidade! 
Tenho visto muitas mulheres bem à vontade ultimamente (especialmente pelas redes sociais) a reclamar destes períodos, se queixar da gravidez, do parto, do puerpério, da amamentação, fazendo uma amargurada "denúncia" de que não é tudo um mar-de-rosas, que é sofrido, que é horrível, que ninguém comenta o quanto é difícil, mimimi etc e tal. Tenho pena destas! Em seu auto-centrismo estão na busca hedonista de serem servidas, de serem poupadas, de terem aquela visão tão negativa própria de quem é mimado e nunca está satisfeito mesmo recebendo tudo na mão e se ressente estando agora no lugar de quem tem que oferecer e não de quem recebe!  Vivem de suas faltas de experiência em se doar e da incapacidade de se alegrar mais em dar do que em receber! Que contrassenso: se auto-intitular "empoderada" por arrogante pseudo-sinceridade e se comportar de maneira tão miseravelmente fraca, se vitimizando pelas vicissitudes do que são simplesmente ossos do ofício! Alô-ôu, mulherada! Pára, que tá feio! Empoderada mesmo é quem sabe ser feliz, mesmo nas adversidades! Quanto mais mimimi, menos poder: vamos ser felizes! Vamos olhar com visão positiva, com a força, com a garra, com o otimismo que só as mães  de verdade, as "mãe-leoas" conseguem ter nas batalhas da vida! 
Não me refiro àquelas mulheres que realmente têm problemas sérios nestas etapas, mas à essas que acham que ser mãe é continuar sendo o centro de sua existência (Ô, coitadas!). Lamento por essas! Quando nos tornamos mães, nunca mais estaremos em primeiro lugar! As que buscam isso, de duas uma: ou serão eternamente infelizes tentado ser o centro de suas existências de novo, ou serão sempre amargas pelo lugar privilegiado que perderam de suas antigas vidas antes da maternidade, com grande chance de cobrarem de seus filhos (que não pediram para nascer) pela "felicidade perdida"! Pobres filhos dessas tristes mães! 
A receita da felicidade na maternidade é a consciência de que uma vida de doação se inicia logo na concepção e esta vida é boa, nos completa, é nossa vocação, nossa missão maior, a realização da nossa existência! Nunca mais será sobre mim somente, mas sobre nós, sobre a família, para sempre! Se entendermos isso, e formos capazes de ver a beleza disso: toda amargura vai embora! Toda dificuldade se transforma em desafio a ser superado com amor e por amor! Todo egoísmo se modifica em doação! Quem tiver dificuldade em viver isso, deve refletir seriamente ANTES de se tornar mãe... Ou você acha que estas (gestação e parto) são as fases mais difíceis da maternidade? Amaaaddaaa!!! Estas são talvez as fases mais trabalhosas, os primeiros meses, as madrugadas, cólicas e amamentação mas é bem provável que nem sejam as que mais vão exigir de nós como mães, exigir nossa força, nossos sacrifícios, nosso empenho! Seremos mães por toda a vida!! Isto é só o começo! É como os jogos de video game: cada fase é mais desafiadora que a anterior!
Pois eu não vou nem mentir, eu amei e amo cada etapa, 100%! Para mim é tão bom, tão especial, que até o que é ruim é bom! kkkkkkk Os enjôos são chatos? Óbvio que sim! Mas vou ficar lamentando? Ah, véi, pára com isso! Curta o momento! É hora de comer uva azeda, chupar picolé de limão, comer bala de gengibre! Aproveita! O inchaço incomoda? Coloca as pernas pra cima, faz hidroginástica, drenagem linfática, peça massagem ao maridão: aproveita como puder! Querida, isso é natural, vai rolar: sossega seu coração e procure soluções que amenizem! Tira da sua boca as reclamações inúteis! Você vai ganhar peso? Sim, óbvio! Faça de tudo para cuidar da alimentação, reze, medite, respire, faça suas receitas preferidas, peça às pessoas que te mimem, peça à mamãe os quitutes da infância: aproveita! Retire da sua gravidez toda reclamação, toda murmuração, todo mimimi: tenha em sua mente Nossa Senhora, a gestação dela, tudo o que ela passou, o parto que ela teve e SEJA GRATA, SEJA MULHER DE LOUVOR! Louve a Deus, seja uma mulher positiva, otimista, de oração, de louvor e depois poderá testemunhar o impacto que isso tudo teve na personalidade do seu bebê! Mamãe de louvor: bebê calmo, alegre, que se alimenta bem, que dorme bem! Faça o teste! 
Consagre sua gestação e seu parto a Maria Santíssima! Dialogue muito com o pai do bebê, orem juntos e peça a proteção de São José para ele! Converse, cante para seu bebê: é a vez dele agora! Não foque tanto em você, pense no seu milagrezinho aí, dentro de você! Encha seu dia a dia de coisas boas e bonitas, na simplicidade de suas possibilidades, ainda que tudo esteja difícil, que nada tenha acontecido como você tinha planejado, LEMBRE-SE DE MARIA! Ela se abriu, disse sim, confiou e valeu a pena. Vai valer a pena pra mim também, CADA VEZ QUE EU FOR ABENÇOADA COM UM NOVO FILHO, eu creio! E vai valer a pena pra você também, acredite! 
Repita constantemente: eu sou abençoada por esta gravidez, OBRIGADA, JESUS! Eu serei abençoada em meu parto, ME ABENÇOE, NOSSA SENHORA DO BOM PARTO! Minha recuperação será muito feliz! A amamentação será cheia da graça de Deus! Serão momentos de paz, na presença de Jesus e de Maria! Minha família se completará em graças e bênçãos com esse bebê! Eu abençoo o meu ventre! Eu abençoo o meu filho, os irmãozinhos, o meu marido, o meu casamento, a nossa família! Eu te entrego, Senhor, o meu médico(a) toda a equipe! Eu te consagro, Maria, o momento do parto, cada detalhe, cada medicamento, cada instrumento! 
Ore! Ore muito, clame, louve! Abençoando sempre, nunca murmurando, pois a reclamação atrai a maldição! Abençoe, não amaldiçoe! Seja grata, seja otimista, seja mulher de louvor, seja corajosa como Maria! Você foi escolhida para viver um milagre! Fique honrada! Se alegre! Encare, como Maria! Deixa Deus cumprir os desígnios Dele em sua história, como fez com Maria! Sua gestação terá impacto na humanidade inteira: cada filho de Deus que nasce nesta terra tem uma promessa divina vinculada a ele, tem uma missão nesta terra! E você e o pai dele foram escolhidos por Deus para serem os guardiões desse tesouro, desse mistério de amor! Tenha uma postura digna da sublimidade do momento! 
Não pare nas dificuldades, erga a cabeça, sobe no salto (ou melhor, na sapatilha ou rasteirinha, mais adequadas para o nosso estado!), CONFIA EM DEUS! Ele é nosso PASTOR, não vai nos abandonar! Maria sabe o que é estar grávida, o que é dar à luz, ela estará sempre conosco! Abra a mente para a alegria que vem de Deus, abra o coração para o amor que o Espírito Santo faz brotar desse momento! Não passe esses momentos especiais com medo, com raiva, deprimida: deixa Deus fazer deles os mais felizes da sua vida! Pois esta é a vontade Dele para você e para mim, nestes tempos especiais! 
Que Deus nos abençoe! Que Maria nos proteja! 

18 de maio de 2016

No mês de Maria, um testemunho por dia: nº 18


Agora gostaria de partilhar sobre uma experiência interessante e dolorosa na minha vivência de devoção mariana: receber um "não" de Nossa Senhora. Já recebi alguns e foram aprendizados inesquecíveis, que mudaram minha essência e marcaram profundamente minha história e minha relação com Deus e Nossa Senhora. Vou registrar aqui apenas dois episódios específicos, talvez os mais significativos para mim e, embora não sejam os únicos, penso que ilustram bem o tema. 
Minha primeira gestação, como já partilhei neste Blog, eu perdi entre o 3º e 4º mês. Fui fazer uma ecografia de rotina e foi constatado que o bebê tinha parado de se desenvolver, não havia mais batimentos cardíacos. Foi algo totalmente inesperado e devastador: uma tristeza inenarrável. Lembro-me de que saímos da clínica, meu esposo e eu, direto para a Capela do Santíssimo no Santuário Dom Bosco e de que chorei sem pudor e sem comedimento. Chamava por Jesus e por Maria e me sentia completamente abandonada por eles. Posteriormente foi-nos dado um diagnóstico de aborto espontâneo sem que nada explicasse o porquê deste acontecimento. Depois de alguns anos batizamos esse anjinho de "Antônio", nosso primeiro. 
Após isso, fiquei meio que paralisada, travada: não refleti muito, não rezei muito, apenas me permiti sofrer. A vida continuou e lembro-me de que, sozinha na minha casa, com o passar do tempo, fui percebendo espiritualmente a presença do Sagrado Coração de Jesus e do Imaculado Coração de Maria ao meu lado, cuidando de mim, me consolando, acariciando, pacificando. Eles nunca tinham me abandonado, mas meus olhos estavam cegos pelo sofrimento para perceber Jesus e Maria perto de mim durante todo o ocorrido...
Passando o tempo, nova gestação (da Clarinha, já partilhada aqui neste blog), tudo correu maravilhosamente bem. Fiquei tensa e apreensiva durante toda gravidez, cercando cada etapa com oração, clamores e súplicas e fazendo um esforço consciente para ter fé e confiança em Jesus e em Maria. Tudo correu muitíssimo bem, gravidez, parto, amamentação à princípio com dificuldades, mas enfim progredindo tranquilamente. Só louvores e ação de graças à intercessão da Mãe Celeste e a providência do Senhor Jesus. É fácil o relacionamento quando nossas vontades são atendidas do jeitinho que sonhamos, que achamos que precisamos, não é mesmo?
Transcorreram alguns anos e me vi novamente grávida. Ficamos muito felizes mas fomos para as primeiras ecografias ainda tensos pelo trauma da primeira experiência. Tudo estava bem, para nossa alegria! E a gravidez foi avançando. Até que surgiu um pequeno sangramento que deixou a obstetra temerosa. Recomendou-me repouso absoluto, deitada 24hs, na esperança de que isso fosse algo passageiro. Consegui uma licença no trabalho, mudei-me para a casa da minha mãe para que ela me ajudasse com a Clarinha (que tinha só 2 aninhos) e cuidasse de mim. Juliano, meu esposo, fazia o que podia, mas estava trabalhando muito naquela ocasião, viajando e muito ocupado. 
Infelizmente os dias passavam e o sangramento ao invés de diminuir com o repouso só aumentava. Lembro-me que rezava sem parar, minha família rezava, a comunidade rezava, mas reinava o silêncio. E uma imagem recorrente me incomodava e feria, uma imagem que me vinha em visualização pela oração e também constantemente em sonhos: em um local totalmente escuro, apenas era possível distinguir Nossa Senhora Aparecida e eu. Nesse contexto eu falava e falava sobre variadas coisas com a Mãe Aparecida mas ela apenas se mantinha séria e calada. Falava sobre o clima, e nada. Falava sobre o trabalho do meu esposo, nadinha. Pedia, clamava por aquela gestação, por aquele bebê, apenas o silêncio. E essa cena se repetia, se repetia, se repetia... e me deixava confusa e penalizada. Ela apenas me olhava e nada dizia... Qual era o significado disso? Pressentia o pior.
Por fim, do 4º para o 5º mês de fato recebi a infeliz notícia: não havia mais batimentos cardíacos, era preciso apenas esperar que meu próprio organismo expulsasse o bebê ou fazer uma curetagem (como foi no caso do Antônio). "Catarina" (foi assim que a chamamos) saiu sozinha depois de um tempo e soubemos posteriormente que uma toxoplasmose tinha sido a responsável por aquele infortúnio. Realmente ficou um vazio, um gosto amargo, até uma certa mágoa com Nossa Senhora Aparecida, e uma depressão me fez refletir gravemente sobre minha vida, meu chamado e entrar em profundo momento de oração e escuta.
Entendi que aquela imagem recorrente indicava que eu tinha recebido um eloquente, embora taciturno, "NÃO" em respostas às minhas orações. Pedi, supliquei, implorei, e a resposta foi "NÃO". Na minha cabeça não se tratava de capricho e nem de merecimento, apenas de justiça com a bebêzinha e misericórdia para conosco, mas enfim, a resposta  ao meu foi clamor foi "NÃO". Como mudam os sentimentos e interfere nos relacionamentos o fato das coisas não acontecerem exatamente como queremos, não é mesmo? 
Foi preciso um tempo para que eu me reerguesse e me superasse desse episódio. Apesar de tudo, este foi o "NÃO" que me ensinou mais sobre a verdadeira devoção a Nossa Senhora do que todas as palestras, pregações, estudos, livros, cursos e orações que tinha feito na vida. Ser devoto é aceitar os "sins" e os "nãos" que a Virgem nos der com o mesmo amor, com a mesma veneração, a mesma confiança. É saber que a Mãe tem autoridade, sabedoria e liberdade para atender nossas súplicas e repassá-las a Jesus, Nosso Senhor, conforme os planos divinos, os quais ela tem acesso por estar sempre em plena e perfeita comunhão com a Trindade na posição de Filha Imaculada, de Mãe do Filho e nossa e de Esposa do Divino Espírito Santo. Ela sabe o melhor para nós: ela é Mãe. 
Os filhos muitas vezes não entendem os planejamentos dos pais, o que é necessário para eles naquele momento, eles apenas querem receber o que pedem em suas imaturidades e inocências. Vejo isso diariamente com meus próprios filhos: quantos "nãos" tenho que dar a eles constantemente! Eles se entristecem, se sentem injustiçados, não entendem, mas eu sei o porquê de cada "sim" e cada "não". Às vezes até explico quando é conveniente, às vezes entendo que é inútil tentar explicar pois no momento eles não terão a capacidade de entender... 
E em todos esses "nãos" que dou às minhas crianças, percebendo por vezes a revolta e decepção que provocam, apenas silencio e muitas vezes os abraço para que saibam que podem confiar em mim, pois sei o que estou fazendo em minha posição de mãe e responsável por eles. Assim também é Nossa Senhora e Nosso Senhor conosco, tal qual essa imagem de Nossa Senhora e o Papa João Paulo II, hoje já santo, que coloquei para ilustrar o início dessa postagem. 
Assim, meus irmãos e minhas irmãs, por mais sofrido, doloroso, e aparentemente injusto que possa parecer os "nãos" que Jesus e Maria nos der, saibamos ter olhos espirituais para os acontecimentos de nossas vidas e resultados de nossas orações. Sejamos verdadeiros devotos quando recebermos o que pedimos e quando não recebermos, quando a resposta for afirmativa, negativa e também quando for "espere". Honremos nossa Mãe e nosso Pai nos "sins" e nos "nãos" que deles recebemos, confiando que ela só faz o que Ele disser, e que Ele sabe até quantos cabelos tem a nossa cabeça: nós não sabemos, não entendemos, mas eles sabem e, se nossa vida está entregue a eles, podemos confiar. 



Depois desse evento, já tendo Clarinha 4 aninhos, fiquei grávida do José Luiz e tudo foi maravilhoso! E depois dele veio o João Francisco e foi mais tranquilo ainda! Em seguida veio o Tiago Inácio e, melhor, impossível! E porque Ele é Senhor da Vida e Vida em abundância, agora fomos premiados de novo com mais um, Paulo Bento que vem por aí! Pois Jesus e Maria não se alegram em nos negar bênçãos e graças, mas sabem a melhor momento e melhor maneira de os fazer! 




Agora temos dois anjos intercessores na glória, nosso Antônio e nossa Catarina, diante de Deus, rogando sempre por nós, por nossa família e creio que o dia em que eu os puder conhecer na eternidade juntamente com o Senhor Jesus e a Mãe Celeste, sera o ápice de felicidade da minha existência. Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo: PARA SEMPRE SEJA LOUVADO, E SUA MÃE, MARIA SANTÍSSIMA! 

1 de agosto de 2013

Oração pedindo a graça de uma gestação

Jesus, eu desejo fortemente ser mãe.
Porém, ou tenho um medo inconsciente ou meu corpo não quer corresponder a essa vontade.
Se for um desses casos, por favor, livra-me.
E eu recebo desde já a criança que deve chegar. Porém, se esta não for a Tua Vontade, quero gerar maturidade e tranquilidade suficientes para acolher o que de melhor tens para mim, mesmo que eu não entenda.
Contudo, Mestre, se chegou a hora de ser mãe, que Teu Sangue libere meu corpo e meus ossos para esse milagre. Eu perdoo meu pai e minha mãe, minha família e qualquer mal que tenha sido feito a mim quando bebê ou criança.
Eu creio, Senhor, naquilo que hoje só os meus olhos contemplam.
Amém.

(Comunidade Beatitudes)