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24 de maio de 2015

Conversando sobre proposta de regulamentação de Aborto nas 12 primeiras semanas


(Postagem da fanpage do Senado Federal do dia 4 de Maio de 2015 "Sugestão de iniciativa popular propõe regulamentar o aborto voluntário realizados pelos SUS dentro das 12 primeiras semanas de gestação" gera a conversa transcrita abaixo.)

EU: Totalmente contra regulamentar crimes. Mil vezes não ao aborto!

Da Costa: Não concorda, não faça, simples.

EU: Não concordo, não faço e me manifesto contra o quanto eu quiser. #FomosTodosFeto

Maria: Essa lógica do “não concorda não faça” pode ser usada para todos os crimes e ainda sim não estamos legalizando assassinato.

Eu: Sou conta o assassinato, a pena de morte e o aborto. Contra, mil vezes contra e vou falar.

Russi: Mas é a favor da pena de vida das mães que sobrevivem aos abortos clandestinos e dos(as) filhos(as) que ficam ai jogados pelo mundo, muito bonito.

Eu: Não sou não. Não sou a favor de nada disso e SOU CONTRA O ABORTO. Pela lógica do "não é favor do aborto não faça um" poderíamos dizer "não quer morrer fazendo um aborto clandestino, não faça um", não aborte. Não existe um único ser humano que não tenha sido feto, mesmo antes de 12 semanas. Ninguém no Brasil pode ser condenado à morte, o feto, ser humano em potência também não. Jamais concordarei com isso e felizmente a maioria dos brasileiros também não. Toda criança brasileira é da conta de todo nós sim, as "jogadas nas ruas" e as que as próprias mães querem matar.

Matos: Não faz sentido! Você sendo contra a legalização do aborto faz com que mulheres sejam obrigadas a recorrer ao aborto clandestino, isso é um absurdo.  Sua "opinião" afeta milhares de mulheres, pense!

Eu: E a sua "opinião" a favor da legalização do aborto afeta milhares de seres humanos condenados a morte sem ao menos terem tido um julgamento. Você não era um ser humano antes das 12 semanas de gestação? Era sim. E o aborto afeta para sempre quem recorre a ele, seja ele clandestino ou legal, disso ninguém fala.

Da Rosa: Claro que afeta quem recorre. Principalmente quando ela morre, mas quem liga, afinal...  Quem mandou abortar, né? E os filhos que ela deixou, quem cuida? Ninguém cuida, né? Não é problema nosso depois que nasceram. Só antes, antes eu vou dar “pitaco” no útero de todo mundo!

Eu: É problema nosso, é problema de todos. Certamente você tem feito sua parte pelas crianças abandonadas, assim como eu tenho procurado fazer a minha e precisamos cobrar isso do Estado e das instituições. Se você acha que para minimizar as consequências que vem para aqueles que comentem crimes a solução é regulamentar ou legalizar o crime, você tem o direito a sua opinião, mas eu discordo totalmente de você e vou manifestar minha discordância. Eu dou “pitaco”, você dá “pitaco”, todo mundo pode dar “pitaco”. Ainda somos livres para dar “pitaco”.

Matos: É ridículo você querer mandar no útero alheio.

Figueira: "É ridículo você querer mandar no útero alheio." Mais ridículo é você querendo matar filho!!

Eu: Você pode achar o que quiser de mim, da minha opinião, mas felizmente posso expressá-la. Não existe outra maneira ainda das pessoas passarem a existir, a não ser no útero de suas mães, se elas não assassinarem seus filhos pelo motivo que for.

Matos: "Assassinarem"!... Na boa, sugiro que se informe mais sobre o tema.

Eu: Um ser vivo em vias de amadurecimento no útero de sua mãe não é um tumor no corpo dela e nem um órgão do seu corpo, mas outro indivíduo com DNA 100% distinto do de sua mãe. Qualquer manual de embriologia explicita isso, talvez VOCÊ devesse se informar mais sobre o tema. Pode achar ridículo o que quiser achar. Sou contra e sempre que puder, me manifestarei contra. Não existe solução fácil para problema difícil. Regulamentar ou legalizar um crime por que do exercício dele as pessoas morrem é que não faz sentido. É triste as pessoas morrerem por terem cometido um crime? É lastimável. É aceitável as pessoas morrerem sem terem cometido crime nenhum, apenas existirem no útero de suas mães? É uma tragédia que não pode ser ignorada.

Garofollo: Eu estou com 13 semanas de gestação e ouvi o coração do embrião logo na 6ª semana... Hoje o bebê mexe as perninas, abre e fecha a mãozinha e a põe na boca, etc... Fico com dor no peito em imaginá-lo sendo arrancado vivo de dentro de mim... Eu era a favor do aborto antes de me tornar mãe, não sou mais. Só minha opinião mesmo...

Eu: Aborto não faz com que a mulher deixe de ser mãe, só a faz mãe de um filho morto, e morto com o aval dela. CONTRA O ABORTO. O que se defende é o direito inalienável a vida de todo e qualquer brasileiro, mesmo se sua mãe for contra esse direito, por qualquer motivo.

Takeshi: Você considera "assassinato" o ato de desligar os aparelhos de uma pessoa que teve morte cerebral? Se você respondeu não, então não pode considerar o aborto de um feto de até 12 semanas um assassinato. Com 12 semanas o feto não possui o sistema nervoso central formado, logo não possui cérebro. OBS.: Até mesmo a Itália, com quase 90% da sua população sendo católica, permite o aborto até 12 semanas de gestação.

Eu: Uma coisa é desligar os aparelhos de alguém que de forma irreversível não poderá mais se manter vivo sem ajuda destes. Outra muitíssimo diferente é impedir que alguém venha a desenvolver seu sistema nervoso naturalmente destruindo sua integridade física. Não concordo e nunca concordarei que alguém no momento mais vulnerável de sua existência seja eliminado por vontade de terceiros, seja pelo critério que for. E o fato de outros países aceitarem essa desumanidade não é parâmetro para que eu concorde e aceite destinar dinheiro dos impostos dos brasileiros para que isso se realize pelo SUS, que não tem condições nem de atender os casos de diagnósticos de câncer com a urgência necessária, que dirá de promover o aborto até a 12ª semana.

Matos: Gente, esqueçam! Quem pensa assim só pode ainda achar que a proibição faz com que mulheres não abortem, e pior, compactua com as centenas de mortes das mulheres que ocorrem no ano.

Eu: Obviamente a proibição de crime nenhum faz com que as pessoas deixem de cometê-lo, e igualmente deixem de sofrer as consequências de suas condutas, mas não é por isso que eu vou me posicionar a favor do ato criminoso e legalizar ou regulamentar o que infringe a lei e os direitos humanos com o aval do Estado, especialmente o direito inalienável de qualquer brasileiro de continuar existindo e poder nascer, mesmo que sua mãe queira negar e eliminar sua existência, sua vida.

Vianna: E as crianças que passam fome, maus-tratos, estupradas, você é a favor?

Eu: Não sou a favor de maus-tratos, exploração, violência contra crianças de maneira nenhuma. Sou contra qualquer tipo de violação de seus direitos, especialmente o direito à vida desde o momento em que nem mesmo sua própria mãe quer protegê-la e que ela mesma não pode fazer nada para se defender.

Takeshi: Então você concorda que, com 12 semanas, um feto não é vivo, mas uma possibilidade de ser vivo. Por mais que nossa medicina esteja avançada, ainda não sabemos bem como funciona o nosso cérebro, por exemplo. Existem casos de diagnóstico de morte cerebral em que o paciente "ressuscitou". Assim como existem inúmeros casos de aborto espontâneo mesmo depois de 12 semanas, ou mesmo o feto não desenvolver o tubo neural. Por fim, ninguém aqui está incentivando o aborto. Mas que, quem queria, por motivos inúmeros, tenha acesso a psicólogos, médicos e procedimentos onde, em vez perdemos duas vidas, possamos perder uma ou nenhuma. A legalização do aborto em praticamente todos os países diminuíram o número de abortos. Vide o casos do Uruguai, Alemanha, Itália, Áustria, entre outros.

Eu: Não concordo que com 12 semanas um feto não é vivo! Até mesmo os vírus são considerados seres vivos pela Biologia! Que é um ser vivo penso que não haja dúvida, obviamente é vivo, mas em potência de desenvolvimento. Muito se questiona se já seria um "ser humano", ou um cidadão que tivesse já direitos a serem assegurados. Eu acredito que sim, mesmo os seres humanos que não são "plenos" biologicamente (as pessoas com deficiência, por exemplo, ou idosos, doentes ou mesmo as crianças que, quando saem dos úteros de suas mães passam meses, anos em dependência, em desenvolvimento) precisam ter seus direitos respeitados a começar pelo direito inalienável a vida, sem o qual nenhum outro direito é necessário. Quando se defende a regulamentação/legalização do aborto sem dúvidas há incentivo, talvez não proselitismo, mas há sim incentivo tácito. Creio que muitos que defendem a possibilidade do aborto não sejam favorável a ele em teoria, mas existem grupos e pessoas que lucrariam muito com essa indústria como tem lucrado nos países citados, explorando economicamente mulheres num momento provavelmente de maior desespero em sua vida (pelo que tenho visto em minha experiência com essas mulheres). Não pretendo dissuadir ninguém a mudar sua opinião sobre o tema e nem eu vejo nenhum argumento que me faça mudar meu pensamento, muito pelo contrário, continuo a repetir: SOU CONTRA A REGULAMENTAÇÃO/ LEGALIZAÇÃO DO ABORTO, para mim é crime e deve continuar sendo crime e a maioria do povo brasileiro concorda comigo, segundo recentes pesquisas.

Takeshi: Nenhum direito é absoluto. Tanto que se aborta legalmente no Brasil em dois casos. A regulamentação é necessária, tanto para conscientizar quanto para evitar riscos desnecessários à mãe. É contraditório permitir o aborto em caso de gravidez resultante de violência sexual, por danos psicológicos à mãe, e ser contra o aborto, contra a vontade da mãe!

Eu: Primeiro, há uma diferença entre legalização e não punição. O Código Penal Brasileiro não legaliza o aborto nessas situações, não diz que não é crime, apenas não estipula pena. Continua sendo crime e deve continuar sendo crime, na minha opinião. Eu não posso concordar com uma sociedade que apóia a vontade de uma mãe de impedir que seu filho deixe de existir com apoio das leis. Nenhum direito é absoluto, mas o direito a vida é INALIENÁVEL segundo a Constituição Federal, ou seja, não deve estar à disposição de terceiros, nem mesmo do próprio sujeito de direito. Apesar da personalidade jurídica se iniciar com o nascimento com vida, o Código Civil deixa claro que os direitos de todo cidadão brasileiro são protegidos desde a concepção. E como garantir ao feto o direito de herança (por exemplo) se não garantirmos o direito de existir, de viver, de vir a nascer, mesmo contra a vontade de sua mãe? Apesar dos pais serem os representantes legais dos filhos menores, inclusive dos não nascidos, uma das causas de perda desse poder é quando os pais agem contra os interesses dos filhos. Se as leis protegem o feto de ser prejudicado pelos próprios pais, MAIS CONTRADITÓRIO AINDA, na verdade, é confiar o direito fundamental à vida desse feto ao arbítrio de quem age obviamente em desfavor dos interesses dele... E olha que eu nem entrei no ponto da eugenia aqui...

Prado: Sou TOTALMENTE CONTRA! Quem não quiser filho que evite, simples assim.

Constante: PERCEBO QUE OS HUMANOS ESTÃO REGREDINDO! ABORTAR É UM ATO DESUMANO! É CRIME!

Eu: É crime e deve continuar sendo crime.

Takeshi: A Constituição prevê até a pena de morte. Ou seja, existe exceção para tudo. Não estamos discutindo a legalidade... Tanto que essa consulta é para mudar a legislação. Agora, se você pretende fechar os olhos à realidade de mulheres que irão fazer o aborto independentemente da legislação, fica complicado. Tenha isso em mente, existem e existirão mulheres que vão abortar. Isso não depende da sua convicção a cerca do tema. Agora, você é a favor ou contra uma flexibilização legal para permitir que essas mulheres tenham acompanhamento médico e psicológico para evitar mais mortes, sim ou não?


Eu: Existem e existirão homens que vão estuprar. Isso não depende da sua convicção acerca do tema. Agora, você é contra ou a favor de uma flexibilização legal para permitir que essas pessoas tenham acompanhamento médico e psicológico para evitar mais estupros, sim ou não? Existem assaltantes que vão assaltar e muitos deles vão morrer em consequência disso. Igualmente assassinos vão morrer. O que se discute com legalização/regulamentação ou descriminalização do aborto, e aliás, contra qualquer outra conduta considerada crime, são as violações de direitos de terceiros, no caso específico, o direito à vida do feto. Assim como nos outros casos: a lei diz que não se deve assaltar para proteger o direito ao patrimônio; a lei diz que não se deve estuprar para proteger o direito a dignidade sexual da mulher e eu acredito que a lei deva continuar a dizer que não se deve abortar, para proteger o direito a vida do nascituro. Sou contra, contra, mil vezes contra a flexibilização legal independente do fato das pessoas optarem por continuarem a cometer crimes. A exceção constitucional para a pena de morte se trata de um caso excepcional e não está disponível ao arbítrio sequer do Congresso Nacional por constituir-se clausula pétrea e sempre haverá casos excepcionais, como já existe inclusive na atual legislação sobre aborto. Para mim, no aborto, sempre alguém acaba morto, um ser humano, um cidadão brasileiro, mas os favoráveis a flexibilização das leis ignoram esse fato. Sou contra e continuo contra, discordamos irremediavelmente. Acho absolutamente positivo que haja acompanhamento médico e psicológico para se evitar que a mulher chegue ao ponto do aborto, mas isso não depende da mudança da legislação. 

30 de setembro de 2014

Aborto e o Grupo de Mães



Trascrevo uma reflexão (com adaptações) que fiz em um desses Grupo de Mães do Facebook, em diálogo sobre a questão do aborto.

O nome desse grupo é MÃES de Brasília. Todas nós celebramos a existência dos nossos filhos a partir do primeiríssimo momento em que soubemos que seríamos mães. Toda a equipe médica se dirigia a nós como mães desde o exame de sangue até a 1ª ecografia. Se houve a concepção, há vida, a mulher não é apenas mulher, mas passou a ser mãe. Nunca vou entender como a compreensão da maternidade pode mudar de acordo com as circunstâncias. Como um coração de mãe pode escolher entre um filho e outro assim? Eu simplesmente não entendo. Eu tenho 4 filhos, NUNCA seria capaz de escolher qual deles eu queria vivo ou morto. Pergunte a algum menino abandonado se ele prefere viver ou se você pode matá-lo para que ele não sofra. Existem os dilemas éticos mas NÃO EXISTE SOLUÇÃO FÁCIL PARA PROBLEMA DIFÍCIL. Discriminalização do aborto não é a solução. Mulheres morrem fazendo aborto ilegal? Triste realidade... Mas a melhor solução que se apresenta é legalizar o que é ilegal para resolver a questão? Por essa lógica então devemos legalizar o tráfico de drogas por que tem matado nossa juventude pelo consumo e pela comercialização ilegal? Não é uma solução inteligente e aceitável. No Brasil a pena de morte é proibida, cláusula pétrea da Constituição. Que eu saiba não há no código penal pena de morte quando seu pai é um estuprador (nem pro pai nem pro filho!). Direito da mulher sobre seu corpo? Não é difícil averiguar a informação de que desde o 1º segundo da concepção o óvulo fecundado tem um DNA absolutamente diferente do da mãe e do pai, é um terceiro indivíduo que sim, depende da mãe para se desenvolver, mas não pode ser classificado como um órgão da mãe ou um tumor. Nós, como mães, sabemos que esse indivíduo continuará em estado de "potência" e dependência por longos e longos anos, mas é um indivíduo, um ser humano, e eu acredito (e me permitam dizer pois graças a Deus vivemos num país laico e democrático), um FILHO DE DEUS, que consigo traz vida e promessas...
Aborto não apaga a maternidade da história da mulher, apenas faz dela a mãe de um filho morto. E só quem é mãe de um filho que morreu conhece essa dor. Quem é a favor do aborto, convido para conhecer comigo o grupo que acompanho de MÃES que abortaram (por variados motivos e aqui ao meu ver não cabe julgamento nosso) e ver com os próprios olhos o que o aborto faz com uma mulher, com sua vida, sua história, sua alma e seu coração... Muitas retiram seus filhos de suas vidas num momento de desespero e falta de apoio (inclusive do Estado!) mas eles jamais saem de suas cabeças, de suas almas, de seus corações... O impedimento desses filhos de se desenvolverem e nascerem, não faz com que eles não tenham existido e esse fato é uma tragédia no ser sensível de uma mulher, ou melhor, de uma mãe! Mata-se um filho e, embora continue a viver, sepulta-se para sempre uma mãe. Como legalizar a possibilidade de tamanha tragédia?
“Ah! Quem não é a favor do aborto que não faça um!” Quanta miséria intelectual, moral e espiritual nesse tipo de pensamento! Quanta superficialidade para tratar de um assunto tão denso e complexo! Como se a descriminalização do aborto fosse uma questão de foro íntimo e não abrangesse a instituição familiar e o tipo de sociedade que pretendemos construir e o próprio entendimento do que é a dignidade humana!
Em nosso país as pessoas não tem o direito de decidir a respeito da vida ou da morte de quem quer que seja, nem mesmo a Justiça pode decidir isso. A Mãe não pode decidir se o filho poderá continuar vivendo ou não por qualquer motivo que ela alegue. Nem mesmo se o feto (ou qualquer pessoa) matasse ou roubasse nem a mãe nem ninguém em nosso país poderia decidir por sua vida ou por sua morte. Ponto. Um feto na barriga de sua mãe já está com vida, embora ainda dependa dela para continuar vivendo.

6 de agosto de 2013

Escolhe, pois, a vida! Para os que crêem o aborto não é opção!


Por este  me dirijo a você que crê em Deus. Em outras ocasiões pretendo dialogar com aqueles que não crêem, mas este texto é para quem, em sua liberdade, tem fé na existência de Deus. 

Pela razão podemos saber que Deus existe. Quando meditamos na origem do universo, na perfeição da natureza, na complexidade do corpo humano... tudo isso nos faz meditar na existência de Deus, pois como poderia toda essa engrenagem de vida ter surgido do acaso? O intelecto não aceita a explicação superficial do acaso na origem de tudo pois nossa alma necessita de sentido metafísico! Somos seres transcendentes, e o acaso é pouco demais para nossa alma! Até mesmo o meio científico, após anos e anos sem conseguir explicar apenas pela ciência as questões das origens da vida e da aparente inteligência e intenção das coisas naturais recoloca a “hipótese de Deus” em pauta.

Também pela fé, apesar de não vermos, muitas vezes podemos sentir a ação de Deus em nossas vidas em tantos momentos de nossa história pessoal. Normalmente, se cremos em Deus hoje, é por que fomos desde cedo educados na fé, na mensagem que Ele nos deixou em sua Palavra, crescemos experimentando a proteção divina, sua providência e com certeza, se pensarmos bem, temos em nossa vida muitas coisas para agradecer a Deus.

Deus existe, mesmo para os que não crêem. Este texto, entretanto, como dito já no início, é para você que crê em Deus, que crê que Ele é o criador de tudo o que existe, das coisas visíveis e invisíveis. É uma proposta de meditação para você que acredita, guiado pela sua reflexão racional e também pelo exercício da sua fé que existe Alguém maior, origem e fim de tudo, que governa o universo e que ao mesmo tempo quer se relacionar de maneira pessoal com cada ser humano que sua onipotência faz surgir nesta terra e para o qual não podemos viras as costas.

Sim, cremos que Deus é potência e amor! Deus cria tudo por amor e, transbordando esse amor, quer se comunicar, se relacionar com sua criação, em especial o ser humano. A leitura atenta do relato da criação no livro do Gênesis (deixando claro que se trata de um hino litúrgico, uma poesia sobre a criação do mundo e não um tratado de geologia de como foi o surgimento de tudo o que existe) quer evidenciar esse amor transbordante de Deus que gera vida. Deus cria de maneira especial o ser humano e lhe infunde um tipo diferente de vida: uma vida não só biológica e natural, mas transmite-lhe seu próprio Espírito o fazendo assim Sua imagem e semelhança. Dotado de liberdade, este homem trazido à existência por Deus optou por não estar 100% aberto a todo esse amor divino. Na verdade nisto se resume o pecado: em virar as costas para o amor do Criador com sentimentos e atitudes que não incompatíveis com sua santidade!

Essa vontade infinita de Deus em se comunicar e relacionar com o ser humano chega ao ápice em sua Encarnação: cremos que Deus se fez homem por amor aos homens e viveu no meio de nós na pessoa de Jesus Cristo. Ele é que pega o ser humano desta posição (de costas para Deus) e é capaz de coloca-lo novamente de frente para Deus, para estar apto a receber toda plenitude de vida e de amor do Criador apresentado como nosso Pai. Jesus, Deus feito homem por amor, devolve ao ser humano a semelhança com o Criador, abre-lhe a porta de uma vida para além desta terra, uma vida eterna.

É Deus que nos dá essa vida natural que é apenas a menor parte da nossa existência! Fomos criados para a vida eterna ao lado de Deus e Jesus, com sua morte e ressurreição, abriu as portas da eternidade para o gênero humano. Essa vida na terra é para nós como uma gestação, este mundo é nosso útero, nossa morte na carne será o nosso verdadeiro parto para a vida verdadeira para a qual fomos criados. Precisamos passar por essa “gestação” buscando nos conformar (no sentido de “tomar a forma de”) a Jesus, modelo de homem apto a estar na eternidade com Deus por meio de uma adesão consciente à Salvação que nos trouxe.

Deus é nosso Criador! Deus é nosso Pai! Deus criou tudo o que existe e depois quis uma relação de amor com sua criação, em especial com o homem. E Deus atualiza sua obra criadora a cada dia que amanhece, a cada planta que surge nos campos, no movimento das águas que evaporam dos rios e mares para tornar a cair na terra com as chuvas. Seu Espírito renova constantemente a face da terra... Em especial, Deus atualiza seu poder criador e seu amor paternal cada vez que um óvulo é fecundado por um espermatozoide no ventre de uma mulher.

Esse texto, mais uma vez reitero, é para aqueles que creem nesse Deus, o único Deus criador de tudo, Pai de Nosso Senhor Jesus e por meio Dele, nosso Pai também. Esse Deus que continua a ‘criar’ o ser humano gerando-o nos ventres das mulheres e promovendo-as de fêmeas a “MÃES”. A partir da união de apenas duas células  e nunca sem a permissão de Deus, surge um novo ser humano. Deus transborda amor, Deus transborda vida! Pelo pecado a morte entrou no mundo, mas Deus, o nosso Deus é Deus de Vida e não de morte! Deus quer a vida e não a morte! Jesus venceu a morte com sua Cruz e nos possibilitou a vida eterna! O Espírito do Senhor é quem dá a vida a tudo que é vivo!

No feto,no embrião, que muitos chamam de mero amontoado de células, mero pedaço de DNA na tentativa de desumanizar a obra do amor de Deus no silêncio escuro do ventre feminino, há vida! Não uma vida apenas biológica e material, mas assim como na ilustração poética trazida pelo Gênesis, há vida soprada por Deus, uma vida diferente, racional, emocional, sobrenatural, espiritual, uma vida que já ali começa a ser imortal na alma! Uma vida para qual Deus tem sonhos, planos e missões! Mesmo que tenha sido gerada fora dos planos amorosos de Deus, Ele tem promessas para essa vida que se desenvolve de maneira misteriosa no interior de sua mãe.

Diz a música cujo link disponibiliei ao final deste texto que a vida é dom e ninguém a detém. De fato, aquelas células vão se multiplicando de maneira tão engenhosa, formando órgãos e aparelhos de uma maneira tão complexa que nos remete imediatamente a imensa sabedoria divina em engendrar sua criação. Perfeita é essa obra! Nenhuma máquina criada pela inteligência humana, por mais desenvolvida que seja, se aproxima da genialidade do corpo humano criado por Deus. Ele quer essa pequena vida que evolui aos poucos no útero e faz com que se desenvolva sem que a mãe que o contém tenha que fazer nada diretamente para que ele continue a se desenvolver! Se a mãe apenas continuar vivendo normalmente, se alimentando e respirando, essa vida progredirá! E essa vida terá o poder de trazer mais vida a tudo o que estiver em sua volta, pois vida gera vida!

Vida não é um conceito apenas biológico. O biológico é apenas parte da criação divina. Mesmo quem não crê em Deus sabe que o biológico tem começo e fatalmente terá um fim. Aqueles que creem em Deus sabem que a vida não termina com a morte física como dissemos acima: nossa alma teve um início, mas não terá fim já que foi infundida em nós imortal. Quando este corpo morrer, partiremos para a eternidade: a vida eterna com Deus, ou, se optarmos livremente por virarmos as costas para o seu infinito amor, a morte eterna sem Ele. Para a vida ou para a morte, a eternidade nos espera. Será nossa escolha passá-la de frente para Deus num abraço amoroso ou de costas para ele, num vazio e desespero sem fim...

Não existem estatísticas nessa área, mas creio que inúmeras pessoas que tiram as vidas de seus filhos pelo aborto creem em Deus. Acreditam que Ele é o criador, rezam o Pai Nosso, possivelmente frequentam alguma Igreja, procurarm ser pessoas boas, mas passam por momentos de medo e insegurança com a presença dessa vidinha que se desenvolve sem o controle deles. Sejam os pais, as mães ou avós, sejam quem for, muitas pessoas que fazem, ou sugerem, ou ajudam, ou permitem que um aborto seja feito são pessoas que acreditam que Deus existe. 

É a essas pessoas a quem eu quero-me dirigir por essa meditação: CREIA EM DEUS, ESCOLHA A VIDA! Você que crê em Deus, somente aquele que crê em Deus: UM ABORTO JAMAIS PODERÁ SER UM OPÇÃO para você ou para os que você ama! Honre a sua fé nesse Deus, confie Nele, respeite Sua atuação na história das pessoas e escolha a vida: SEMPRE! O Salmo 126 afirma que o filho é um dom, um presente de Deus, uma recompensa! Não vire as costas para o Seu amor! Um óvulo fecundado é uma prova de amor de Deus ao mundo! Aceitar e realizar um aborto é colocar vitória de Cristo sobre o pecado e a morte como algo desprezível. Aceitar e realizar um aborto é destruir os alicerces de um Templo a ser erguido em honra ao Espírito Santo. 

Médico e profissional de saúde que crê em Deus: escolham sempre a saúde, o bem estar, a vida dos seus pacientes! Não permita que a ambição financeira ou qualquer outro motivo que seja maior do que a fé que você tem no fato de que Deus existe, que Ele gera vida por amor! Viva de acordo com sua fé, atue profissionalmente de acordo com a sua fé! Não cale sua consciência, não cale seu coração, não cale sua alma! Não vire as costas para Deus que te vocacionou à medicina para fazer o bem e ajudar o próximo!

Avós, tios, irmãos, primos, amigos: vocês que crêem em Deus, não aconselhem e nem permitam nunca um aborto de uma criança que Deus destinou a fazer parte da sua vida! Faça a diferença na vida de quem está cogitando essa possibilidade: relembre-a que existe um Deus, o único Deus Criador e Pai, que está entregando essa vida desse filho nas mãos dela! Seja o apoio que ela precisa, seja a voz da Verdade e da Caridade na vida dessa pessoa! Não se omita, não seja promotor da morte na história dessas pessoas, não seja cúmplice desse crime! Não seja aquela pessoa que sugeriu a morte de um filho, talvez o único que essa pessoa vá gerar em sua vida inteira! Não seja aquela pessoa que vai acompanha-la a alguma clínica em que ao invés de promover a saúde e a vida do ser humano fatura economicamente em cima do desespero daqueles que se esqueceram que poderão sempre contar com Deus em suas vidas e que existem pessoas (como você!) que estarão sempre presentes para ajudar em tudo o que elas precisarem, QUE ELAS ÃO ESTÃO SOZINHAS! Não vire as costas para Deus que conta com a sua intervenção a favor da vida, a favor do amor!

Pai, uma única célula sua deu início a um milagre que ultrapassa o plano natural! Com esse filho Deus quer te ensinar tantas coisas sobre amar e ser amado! Com esse filho Deus te coloca numa posição semelhante à Dele com relação a você: Ele é seu Pai, confie Nele e aceite o seu amor! Não lhe vire as costas! Não permita que seu filho seja impedido de se desenvolver, de nascer, de viver! Você, que crê em Deus, seja homem à altura de Cristo e defenda seu filho, assuma-o, ame-o! Honre o Deus que te ama, que também te deu a vida e que está confiando aos seus cuidados esse pequeno e indefeso filho Dele! Deus te fez responsável sobre ele! Não queira ser assombrado pela memória de uma filha privada da vida, para a qual você deveria ter sido um herói! Não queira ser o carrasco de um filho para o qual você deveria ter sido o melhor amigo, modelo de hombridade! Não aceite essa injustiça, não viva com essa culpa! Escolha e lute pela vida do seu pequeno, da sua princesa: Deus conta com você! Não vire as costas para Deus!

Mãe, esta vida que passou a habitar no seu ventre trará sobre seu corpo e sua alma uma luz que jamais se apagará! Você permitindo ou não que esse filho ou filha se desenvolva dentro de você, essa luz de ter se tornado mãe ficará para sempre em você! Muitas mães que abortam seus filhos nunca mais encontram a paz por terem de conviver com essa luz eternamente em suas memórias, pois é uma luz que testemunha para todo o sempre que Deus esteve na sua carne gerando vida. Não lhe vire as costas, não se negue a receber esse dom, esse presente! Confie no amor de Deus! Permita que essa luz se acenda em seu ser para gerar mais vida para a sua vida! Não aborte seu filho ou filha! Permita que o coraçãozinho dele ou dela continue a bater! É a sua própria vida gerada em outro corpo, um pequeno corpinho que quer se desenvolver devagar e extraordinariamente no seu ventre pela ação das mãos de Deus no qual você crê! Se permita viver  talvez o único amor verdadeiramente incondicional de sua vida! Deixe ele ou ela entrar em sua vida, em sua história! Deus sabe que você é capaz de ser a mãe, a mamãezinha dessa criança, por isso te recompensou com a bênção que é ter um filho. Permita-se amar sem medidas, ter essa criança em seus braços, poder cheirá-la, pegar sua mãozinha, amamentar, perceber nela as semelhanças físicas da sua família... Deus te designou para viver a maternidade quando permitiu que a fecundação acontecesse dentro de você, independente das condições em que isso tenha ocorrido! Honre a fé que você tem em Deus! Honre a fé que Deus teve em você! Da mesma forma que essa fé que você tem em Deus jamais se apagará do mais profundo do seu coração, a presença de um filho em seu ventre será uma luz acesa eternamente na sua história! Que seja um luz de vida e não uma sinalização de uma morte autorizada por você! 

ESCOLHE, POIS, A VIDA! ELA TRAZ VIDA A VOCÊ TAMBÉM!
ENTENDE QUE A VIDA É DOM E NINGUÉM A DETÉM!
VEIO DE DEUS E PARA ELE VOLTARÁ!
ARRISCA-TE E ACOLHE A VIDA QUE O MUNDO PRECISA!

1 de agosto de 2013

Defenda o Nascituro

“Quando reina este mundo da feroz idolatria do dinheiro, se concentra muito no centro. E as pontas da sociedade, os extremos, são mal atendidos, não são cuidados, e são descartados. Até agora, vimos claramente como se descartam os idosos. (...) Então para sustentar esse modelo político mundial, estamos descartando os extremos.” Assim se expressou o Papa Francisco em entrevista vinculada no Brasil no dia 28 de julho de 2013. Ele nomeava que nessa realidade, num extremo ficavam os idosos, e no outro os jovens com o grande desafio do desemprego.

Difícil discordar do Papa, mesmo os não-católicos, mesmo os não-crentes. Entretanto, mais descartável que o extremo da juventude, numa extremidade ainda mais longínqua, eu vejo as crianças, os bebês, os nascituros, os fetos, os embriões. Eles também estão nessa lista de descarte das políticas atuais com o progressivo lobby abortista de grandes organizações com interesses comerciais, mídias seculares e sem compromisso com a moral e governos interessados em servir aos dois primeiros.

O nascituro é descartável, e a vida humana é relativizada. Questiona-se o direito da mãe e ignora-se o direito do filho. Chamam de direito da mulher, mas eu chamo de direito da mãe, pois desde o 1º segundo que a mulher contém em seu ventre um outro ser humano, ela não é mais apenas mulher, é MÃE, aceitando ela ou não, desejando ela ou não! 

É verdade que nem toda mãe tem a dignidade e consciência necessárias para ser portadora do milagre da gestação e existem aquelas pessoas superficiais que vociferam: “É contra o aborto, não faça um”! Mas quem se opõe ao aborto não é exatamente uma pessoa que só pensa em si mesma... Quem é provida sofre, e sofre muito por aqueles “brasilerinhos" que não podem se defender daquela que deveria ser sua protetora. Ninguém tem culpa da mãe e do pai que o gerou: nem de ter um pai estuprador, nem de estar dentro de uma mãe assassina, dependendo única e exclusivamente dela para viver... Quem os salvará da morte cruel se nem mesmo com a própria mãe podem contar?!

Os promotores da cultura do descarte e da morte ironizam a causa provida afirmando que ser contra o aborto faz parte de um suposto obscurantismo religioso e que mulheres morrem fazendo aborto clandestino. Ora, se a vida humana se resumisse a apenas uma questão religiosa, haveria esperança para a raça humana. Mas quando se relativa sob qualquer argumento quem deve morrer e quem deve viver, fundamentando para tal liberdade uma oposição ao obscurantismo daqueles que querem a vida, fica mais e mais difícil confiar no ser humano. Maldito o homem que confia no homem! **Maldito o eleitor que confiou na candidata?** Maldito o filho que confiar em sua mãe para que possa viver também?

Qual a diferença em matar o feto sob o argumento de ainda não é humano e não se matar o bebê, sob o argumento de que ainda não é nascido com vida? E não se matar a criança sob o argumento de que ainda não é capaz? E não se matar o adulto sob o argumennto de que ainda não é humano ou civilizado o suficiente para conviver entre nós? Alguém tem o contato da mãe do adulto? Podemos ligar para ela e pedir que mate o filho adulto, pois que ele sempre é potencia de algo que ainda pode se tornar? Qual a diferença? Descarta-se os extremos, como denunciou o Papa...

No dia de hoje, assistimos nossa presidente Dilma sancionar sem nenhum veto o PLC 3/2013, a lei que os organismos de cultura de morte tanto aguardavam no Brasil: a brecha para a legalização do aborto. Já circulam nas redes sociais postagens de luto, que afirmam que neste dia (1º de Agosto de 2013) foi legalizado o aborto no Brasil, mesmo que por vias transversas. Leia abaixo o texto da fanpage Cultura da Vida e entenda melhor o porquê da comoção provida.

Ao contrário do que a Folha e a grande mídia anuncia, Dilma não vai simplesmente sancionar lei que garante atendimento a vítimas de estupro. Não, é muito mais grave: Dilma vai sancionar lei que garante o Atendimento previsto em Norma Técnica do Ministério da Saúde - que prevê sim a prática do aborto - em qualquer mulher, em qualquer período gestacional QUE SIMPLESMENTE ALEGUE TER FEITO SEXO NÃO CONSENTIDO (uma expressão vaga e abstrata que abrange com facilidade uma infinidade de situações). Esta Norma Técnica que protocola o atendimento a mulheres vítimas de violência sexual garante aborto como parte do atendimento integral mesmo sem qualquer evidência de veracidade - Boletim de Ocorrência, Parecer de Legistas, Testemunhos - a toda a rede de Hospitais que atendem pelo SUS. Isso significa, na prática, a legalização do aborto no Brasil, precisando que a gestante apenas alegue ter feito sexo não consentido (sexo feito com enxaqueca, sob efeito de álcool, apenas para agradar o marido, etc) em qualquer Hospital que atende pelo SUS em qualquer tempo gestacional. Quer dizer: se um filho de 5 meses de gestação se apresentar um incômodo para a sua mãe, por qualquer motivo, bastará ela inventar uma história que qualifique a concepção deste seu filho como fruto de sexo não consentido, e ela deverá receber por essa lei aprovada, atendimento emergencial que inclui pelo protocolo da Norma Técnica, o abortamento. Entenda: apesar do PLC 03/2013 não mencionar a palavra Aborto, ela qualifica como Violência Sexual qualquer ato sexual não consentido e garante a essas mulheres o atendimento emergencial previsto na Norma Técnica do Ministério da Saúde. Por isso esse projeto de lei era chamado por muitos como um projeto Cavalo de Tróia, feito para enganar as pessoas e passar batido pela imprensa como um simples projeto feito para ajudar vítimas de estupro.

Em 2010, na ânsia ensandecida de ganhar votos de gregos e troianos, a senhora presidente havia prometido por escrito que não tomaria nenhuma iniciativa de propor alterações de pontos que tratassem da legislação do aborto. Não foi capaz de cumprir sua palavra, mostrando que o jogo político não sustenta máscaras por muito tempo. Nem todo governante tem o caráter de manter a palavra. Católicos, cristãos, não restam mais dúvidas. Já sabemos com toda a certeza em quem não votar nas próximas eleições.


Enquanto ainda era o Cardeal Bergoglio, o Papa Francisco afirmou: “Defenda o nascituro contra o aborto mesmo que te persigam, te caluniem, montem armadilhas para ti, te levem às barras do tribunal ou te matem”. Vivemos esse tempo, meus irmãos. Lutemos pela vida de TODOS, das cristãs e das feministas, as quais se tornam igualmente MÃES quando seus óvulos são fecundados por um espermatozoide. Lutemos pelas vidas das mães e de seus filhos, tendo eles sido concebidos num momento “oportuno” ou não, tendo sidos desejados ou não, amados ou não. Eles merecem a chance de viver, mesmo que não os conheçamos. Os nascituros estão no extremo da fragilidade e da vulnerabilidade humana. Na dependência de suas mães para existirem, se encontram num verdadeiro corredor da morte, julgados e condenados, sem direito a ampla defesa constitucional, num país onde a impossibilidade da pena de morte é cláusula pétrea. Seres humanos não podem ser descartáveis, sob nenhum argumento. A vida não pode ser relativizada. 

Oração pedindo a graça de uma gestação

Jesus, eu desejo fortemente ser mãe.
Porém, ou tenho um medo inconsciente ou meu corpo não quer corresponder a essa vontade.
Se for um desses casos, por favor, livra-me.
E eu recebo desde já a criança que deve chegar. Porém, se esta não for a Tua Vontade, quero gerar maturidade e tranquilidade suficientes para acolher o que de melhor tens para mim, mesmo que eu não entenda.
Contudo, Mestre, se chegou a hora de ser mãe, que Teu Sangue libere meu corpo e meus ossos para esse milagre. Eu perdoo meu pai e minha mãe, minha família e qualquer mal que tenha sido feito a mim quando bebê ou criança.
Eu creio, Senhor, naquilo que hoje só os meus olhos contemplam.
Amém.

(Comunidade Beatitudes)