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15 de dezembro de 2012

O amor de Cristo pela infância ilumina e idealiza o período do Natal




PAPA PAULO VI
ANGELUS
Domingo, 4 de Janeiro de 1970

As crianças polarizam o nosso interesse, neste período que vai do Natal à Epifania. O presépio e os presentes dos Reis Magos são para elas. Os grandes fazem-se pequenos, partilhando a sua alegria. É a estação das crianças, dos adolescentes e dos jovens. É uma quadra linda, cheia de sentimentos humanos, repleta de poesia. A inocência e a alegria pairam no ar. A bondade e a esperança reflorescem nos corações, nas casas de família e um pouco também nas ruas das cidades.
E para nós tudo isto se explica, assumindo um valor que transcende esta festa da infância. E o próprio Jesus Menino, Jesus criança que nos convida a tomar parte nela. Esta primeira etapa da existência humana tornou-se imensamente amável, mais do que já o era por si mesma, pelo fato de Cristo, o Homem-Deus, ter querido percorrê-la, no itinerário da sua vida. Um mistério nela se reflete: o mistério da Encarnação.
Já os antigos diziam que se deve à criança uma grande reverência. O cristianismo dirá mais ainda. Dirá que a vida de cada criança é sagrada, quer durma ainda no seio materno, quer tenha já entrado nas nossas casas, nas nossas escolas, nas nossas igrejas, e particularmente quando é vítima da doença ou da fome. Um amor que transcende o plano natural, o amor de Cristo pela infância, ilumina e idealiza este período da vida. Cristo, diz São Leão Magno, ama a infância, que Ele, no início da sua vida, fez sua, no espírito e no corpo. Notai bem: no espírito e no corpo. Depois, tornou-a mestra, exemplo e reflexo misterioso de uma presença espiritual, típica e implorante: «se não vos tornardes como crianças, não entrareis no reino dos céus... » e « o bem que tiverdes feito ao mais pequenino dos meus irmãos, a mim o fizestes ».
Por isso, é este o tempo de querer bem, em Cristo, às crianças, aos adolescentes e aos jovens. É o tempo de rezar por eles, pelos seus pais, pelas famílias. Bem sabeis quanta necessidade há de oração por estas intenções. Vamos rezar também por todos aqueles que querem bem às crianças, pelos seus professores e educadores, e, em particular, pelos catequistas. Vamos rezar pelos centros, obras e associações que se dedicam, com amor e inteligência, à formação pura, sã, autêntica e cristã da infância. Que Maria, a Mãe bem-aventurada, esteja com todos nós!

12 de dezembro de 2012

O Advento e o Natal com as crianças


O Advento é uma excelente oportunidade para a catequese familiar com as crianças! É nosso papel enquanto pais e responsáveis “empolgá-los” com esse tempo maravilhoso e há várias maneiras de fazer isso: a decoração, os símbolos cristãos, as devoções, as orações em família... Hoje gostaria de deixar algumas sugestões para aproveitar com as crianças esse tempo especial.
O momento de enfeitar a casa pode ser uma ótima atividade de férias! A família pode se unir para reaproveitar os enfeites de natal ou organizar/confeccionar novos, com artesanato, sucata (o que daria já uma boa conversa sobre reciclagem e reutilização em detrimento ao consumismo sugerido pelas propagandas comerciais)... Os tradicionais pisca-piscas evocam a Luz que é Cristo, a quem se atribui na liturgia a profecia de Isaías no capítulo 9, versículo 1 (O povo que andava nas trevas, viu uma grande luz!), ou o belíssimo hino o 1º capítulo de João ([O Verbo] era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem. Jo 1, 9) entre outras tantas menções que podem ser trabalhadas na linguagem das crianças.
Um grande sucesso entre a molecada costuma ser a árvore de Natal. Por que não começar explicando o seu significado cristão? Confira o que ensinou o caríssimo Beato João Paulo II no Angelus de 19/12/2004 sobre o tema e explique para os pimpolhos de um jeito que eles possam entender:

(A Árvore de Natal)... também é uma antiga tradição, que exalta o valor da vida porque na estação invernal, a árvore sempre verde se torna um sinal da vida que não perece. Geralmente, na árvore adornada e aos pés da mesma são colocados os dons de Natal. Assim, o símbolo torna-se eloquente também em sentido tipicamente cristão: evoca à mente a "árvore da vida" (cf. Gn 2, 9), figura de Cristo, supremo dom de Deus à humanidade. Por conseguinte, a mensagem da árvore de Natal é que a vida permanece "sempre verde", se se torna dom: não tanto de coisas materiais, mas de si mesmo: na amizade e no carinho sincero, na ajuda fraterna e no perdão, no tempo compartilhado e na escuta recíproca.

Outra opção é a Coroa do Advento, que pode ser feita em família, com a participação do pai, da mãe e dos filhos! Excelente oportunidade para tratar da Liturgia dos quatro domingos do Advento com os pequenos! Confira nessa postagem no site de Dom Henrique Soares da Costa (www.domhenrique.com.br ), bispo auxiliar da Arquidiocese de Aracaju- SE (muito atuante na internet, aliás) essa sugestão para “Rito para a Coroa do Advento em família”, que ainda apresenta uma ótima explicação para o simbolismo da Coroa: http://migre.me/clqZD
Existem tantos símbolos que tem a ver com um Natal mais próximo de Cristo e com o papai noel em 2º, 3º, 4º planos!... Os sinos, a Guirlanda, estrelas, anjos, ovelhinhas e pastores, velas... A própria Bíblia! Sem falar no Presépio... E se, ao invés de enfatizar os símbolos pagãos e importados da cultura norte-americana nos enfeites (neve, botas, papais noéis, etc), nós trabalhássemos toda a riqueza da simbologia cristã? Cada símbolo é uma porta que se abre à oração e nossas crianças podem perfeitamente se envolver nessa mística também!
Desde o ano passado, aqui em casa, desenvolvemos o Calendário do Natal. A ideia é fazer a contagem regressiva até a noite de Natal e ir empolgando mesmo as crianças com a proximidade dessa data especial. Esse ano, ao invés de só marcarmos os dias que vão passando, estamos tentando trabalhar a liturgia diária também. A cada estrelinha do calendário, uma breve reflexão sobre um trecho da liturgia do dia! 

Na internet encontrei tantas opções encantadoras! Disponibilizo aqui esses dois links:

Sobre a Árvore de Natal

 

(A Árvore de Natal)... também é uma antiga tradição, que exalta o valor da vida porque na estação invernal, a árvore sempre verde se torna um sinal da vida que não perece. Geralmente, na árvore adornada e aos pés da mesma são colocados os dons de Natal. Assim, o símbolo torna-se eloquente também em sentido tipicamente cristão: evoca à mente a "árvore da vida" (cf. Gn 2, 9), figura de Cristo, supremo dom de Deus à humanidade. Por conseguinte, a mensagem da árvore de Natal é que a vida permanece "sempre verde", se se torna dom: não tanto de coisas materiais, mas de si mesmo: na amizade e no carinho sincero, na ajuda fraterna e no perdão, no tempo compartilhado e na escuta recíproca.
(Beato João Paulo II no Angelus de 19/12/2004)

A Coroa do Advento



**Texto de Dom Henrique Soares da Costa, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Aracaju-SE

A coroa do Advento faz parte da antiga tradição católica. Todavia não se conhecem as suas verdadeiras origens. Sabe-se que as populações germânicas pré-cristãs usavam guirlandas com velas acesas durante os frios e escuros dias de dezembro, inverno duro no hemisfério norte, como sinal de esperança da volta dos dias quentes e claros da primavera. Na Escandinávia, durante o inverno, colocavam-se, durante o inverno, velas acesas ao redor de uma roda e se ofertavam orações ao deus da luz para girar a roda da terra para o lado do sol com o objetivo de prolongar os dias e fazer voltar o calor.
Na Idade Média, os cristãos adaptaram essa tradição e usavam as guirlandas de Advento como parte da preparação espiritual para o Natal. Afinal, Cristo é a luz do mundo que afugenta as trevas do pecado e faz resplandecer a luz da verdade e do amor. No século XVI, tanto entre católicos como entre protestantes havia muitos ritos em torno da coroa de Advento.
Seu simbolismo é muito belo. A coroa é feita de ramos verdes de plantas que no inverno europeu não perdem as folhas, significando a continuidade da vida e a esperança. A forma circular da coroa simboliza a eternidade de Deus, que não possui início nem fim, a imortalidade do cristão e a vida eterna em Cristo. Também os pinhões e as nozes usadas para decorar a coroa representam a vida e a ressurreição.
As quatro velas representam as quatro semanas do Advento. Há uma tradição muito bela, segundo a qual cada semana representa mil anos; as velas representam, portanto, os quatro mil anos que vão de Adão e Eva até o nascimento de Jesus, nosso Salvador. A cor roxa desse tempo significa a vigilância na busca da conversão. Podem-se usar as velas de cor natural ou, então, três roxas e uma rosa, que deve ser acesa no terceiro domingo, o Domingo da Alegria pela alegria de chegar à metade do Advento, fazendo-se próximo o Santo Natal. A progressiva iluminação da coroa significa a espera e a esperança que marcaram a primeira vinda do Cristo e a nossa esperança e desejo da sua segunda vinda para salvar, julgando os vivos e os mortos.
No primeiro domingo do Advento acende-se a primeira vela e se recita juntos a oração. A cada domingo seguinte acender-se-á uma vela a mais. Pode-se também colocar uma vela maior ao centro da coroa, simbolizando o Cristo. Esta vela é acesa na noite do vinte e quatro de dezembro.