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3 de maio de 2015

Ser dócil ao Espírito Santo


Ser dócil é, humanamente, ser uma pessoa fácil de guiar, obediente, submissa. Na esfera da espiritualidade cristão, católica e carismática é, em primeiro lugar, ter uma relação verdadeira com o Espírito de Deus que habita no peito de cada batizado, ter uma amizade com Ele. Nessa intimidade, percebo Sua presença, ouço a Sua voz e identifico suas inspirações, moções e conduções para mim, seja no ministeriado seja na minha vida particular e como resposta de amor, de consideração pelo que Ele está me mostrando, me dizendo, eu “vou na Dele”: falo, faço, ajo conforme Ele está me revelando.

A docilidade deve ser vivida na perspectiva da adesão pela fé, pelo amor. Por que eu creio, eu atendo aos apelos do Espírito; por que eu amo, eu retribuo o amor que recebo Dele lhe obedecendo. Não obedecemos por medo, por obrigação, pois como diz São João “no amor não há temor” (1 Jo 4, 18), mas por que cremos e amamos, é uma resposta de fé e amor, consciente, exercida na liberdade.

Jesus era muito dócil ao Espírito Santo. Sua concepção foi obra do Espírito Santo que desceu sobre Maria e a cobriu com Sua sombra (Lc 1, 35). No seu Batismo pelo primo João, o Espírito pousa sobre Ele e o conduz ao deserto, para prepara-lo para a missão e Ele, dócil, vai. Era conduzido pelo Espírito em obras, palavras, no seu louvor, em suas formações, por onde andava, como fazias as coisas.

É preciso compreender que Jesus fazia tudo não por sua onipotência divina, posto que Filipenses 2, 6 deixa claro que Ele, embora fosse de condição divina, não tinha prevalecido de sua igualdade com Deus, mas pelo poder do Espírito Santo, sendo dócil a Ele e sendo usado por Ele. Era pela prática dos carismas em Seu ministério que realizava todas aquelas maravilhas. Ele usava dos carismas em sua condição humana (curas, milagres, exorcismos, multiplicações de pães e peixes, revelações, profecias), TUDO como ser humano revestido do Espírito Santo, sem deixar de ser Deus (sendo 100% homem e 100% Deus). Tudo isso para nos ensinar a sermos verdadeiros filhos de Deus, humanos, mas revestidos de poder e graça espirituais, sendo dóceis ao Espírito Santo. É promessa Dele: “Aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas”, por que é pelo mesmo Espírito Santo que revestia Jesus que isso acontece. Basta que sejamos dóceis e acreditemos, invoquemos o nome de Jesus e esperemos Nele.

Maria também foi dócil ao Espírito Santo! Na anunciação acreditou e se abriu a ação do Espírito em sua própria carne; por ser dócil foi até a prima Isabel sendo “transmissora” do Espírito Santo que abundava sem seu seio; sendo dócil e atenta às moções do Espírito para si mesma, para o Filho Jesus, seus próximos a quem sempre servia, agiu na unção nas Bodas de Caná; sendo dócil ao Espírito, guardava o que não entendia meditando em seu coração; aos pés da Cruz não se revoltou, mas sendo dócil ao Espírito Santo, se fez presente no martírio do Seu Filho dignamente; por fim, em Pentecostes, presidia o Cenáculo com os apóstolos.

Lendo os Atos dos Apóstolos percebemos o quanto os apóstolos e discípulos eram também dóceis e obedientes ao Espírito Santo e as obras maravilhosas advindas dessa postura deles! Pedro em seu discurso pós Pentecostes (Atos 2, 14-35) e em casa do pagão Cornélio (Atos 10); o 1º concílio de Jerusalém, no qual, embora discordando e debatendo, primaram pela unidade e ao que “parecia bem ao Espírito Santo (Atos 15, 28); Filipe de deixando conduzir na ocasião do Eunuco (Atos 8, 26ss) e muitas outras ocasiões.

De todas, destaco a docilidade heroica de Paulo que passou do extremo de perseguidor dos cristãos a perseguido por causa de Cristo. Desde a queda no caminho de Damasco, Paulo soube ser dócil ao Espírito Santo, defendia as moções colocadas em seu coração até diante de Pedro, só ia onde o Espírito indicava, muitas vezes com prejuízo das hostilidades, pedradas, açoites, prisões. Pregava, agia, curava, ressuscitava, escrevia, tudo sob a submissão completa da condução do Espírito Santo.

E na história da Igreja, quantos santos podemos ver também sendo dóceis ao Espírito Santo! Os primeiros mártires, os Padres, os grandes teólogos... São João Bosco e seus sonhos proféticos, os trabalhos com jovens infratores e a congregação; São Pio e o grande hospital Casa de Alívio do Sofrimento; São Francisco e a sua Ordem que, de fato, reconstruiu a Igreja; Santo Inácio de Loyola que com os jesuítas evangelizaram o Oriente e as Américas... São tantos exemplos que com certeza não poderia esgotá-los nesse texto... Recentemente pudemos ver nosso amado São João Paulo II sendo dócil ao Espírito em palavras, escritos, obras, gestos em seu pontificado até a morte e igualmente pudemos vislumbrar a docilidade ao Espírito na renúncia de Bento XVI.

E nós? Bom, de maneira muito concreta, ser dócil para alguém que se disponha a ser discípulo e missionário, ser ministro, evangelizador, ser dócil é antes de mais nada parar para estar com Ele, silenciar para ouvi-Lo, orar para discernir suas mensagens e por fim, renunciar às nossas opiniões e vontades para privilegiar o que colhemos da presença santa do Senhor a exemplo do próprio Jesus, Maria, os apóstolos e santos, mesmo em prejuízo próprio. Para ser dócil, na prática, é preciso se submeter ao Espírito e ser fiel até o fim.

Obviamente é preciso estar em estado de graça (sem pecados graves) e consequentemente em dia com a Confissão, com os sacramentos, a vida de oração, afinado com a prática dos carismas, estar habituado a renunciar a si mesmo e exercer a humildade. Entender que vale muito mais o que o Senhor acha do que nós achamos, que melhor é a vontade do Senhor que a nossa, que podemos confiar nas inspirações Dele (mesmo que não estejamos entendo no momento)... É um grande desafio, mas o Espírito vem em auxílio às nossas fraquezas (Rm 8, 26).

Experimentei já algumas vezes o ser dócil ao Espírito Santo e afirmo que antes de tudo é um exercício de confiança. Ninguém se submete livremente se não confiar. Ninguém confia se não amar. Algumas vezes já troquei o tema da pregação por sentir uma condução diferente, já pedi música diferente da que estava programada para a condução da oração, já calei, já falei, já defendi uma moção que me ardia no peito, fui orar por quem nem tinha pedido minha intercessão, já abracei, já telefonei, mandei mensagem, larguei meu emprego, terminei um namoro (quase noivado), mudei de país, preguei no Mc Donald’s, defendi mendigo em porta de Igreja, cantei música católica no consultório médico, levei um irmão embriagado da rua para sua casa, preguei pra professor que me dava carona, levei amigo gay para conversar com um bispo, deu livros católicos para irmãos separados... tudo na tentativa de ser dócil ao que o Espírito Santo estava me inspirando. Mesmo insegura, precisei ser dócil, precisei confiar e agir conforme os impulsos do Espírito.
Também já aconteceu de não ser dócil e amargar as consequências. Conto apenas uma: uma vez em oração o Senhor me pedia para ligar para um amigo querido e avisar-lhe que Satanás estava armando uma emboscada para ele, que ficasse atento e resistisse. Não tive coragem, tive aquele respeito humano que aprisiona e cristaliza a obra de Deus. Resultado: depois de um tempo sumido, ele veio me contar que naquela mesma noite em que o Senhor mandou que eu falasse e eu me calei, ele tinha tido uma queda feia, cometido um pecado gravíssimo, e que de fato, tinha caído numa cilada diabólica. Ficou deprimido e entrou numa grande noite escura em sua vida de fé. Lamentei muito minha covardia e insubmissão e pedi perdão a Deus e ao meu amigo.

Inegavelmente é indispensável o carisma do discernimento dos espíritos para ser dócil ao Verdadeiro Espírito, o Espírito de Deus. Mas recebendo esse carisma, é preciso ter coragem de ser fiel. O Espírito nos dá força! Ele nos conduz! Confiemos Nele! Sejamos dóceis...


22 de abril de 2015

A ESPIRITUALIDADE MISSIONÁRIA



A atividade missionária exige uma espiritualidade específica, que diz respeito de modo particular, a quantos Deus chamou a serem missionários.

Deixar-se conduzir pelo Espírito

Tal espiritualidade exprime-se, antes de mais, no viver em plena docilidade ao Espírito, e em deixar-se plasmar interiormente por Ele, para se tornar cada vez mais semelhante a Cristo. Não se pode testemunhar Cristo sem espelhar a Sua imagem, que é gravada em nós por obra e graça do Espírito. A docilidade ao Espírito permitirá acolher os dons da fortaleza e do discernimento, que são traços essenciais da espiritualidade missionária.

Paradigmático é o caso dos Apóstolos, que durante a vida pública do Mestre, apesar do seu amor por Ele e da generosidade da resposta ao Seu chamamento, se mostram incapazes de compreender as Suas palavras, e renitentes em segui-Lo pelo caminho do sofrimento e da humilhação. O Espírito transformá-los-á em testemunhas corajosas de Cristo e anunciadores esclarecidos da Sua Palavra: será o Espírito que os conduzirá pelos caminhos árduos e novos da missão.


Hoje a missão continua a ser difícil e complexa, como no passado, e requer igualmente a coragem e a luz do Espírito: vivemos tantas vezes o drama da primitiva comunidade cristã, que via forças descrentes e hostis “coligarem-se contra o Senhor e contra o seu Cristo” (At 4, 26). Como então, hoje é necessário rezar para que Deus nos conceda o entusiasmo para proclamar o Evangelho. Temos de perscrutar os caminhos misteriosos do Espírito e, por Ele, nos deixarmos conduzir para a verdade total (cf. Jo 16, 13).

Fonte: Carta Encíclica Redemptoris Missio, de São João Paulo II, § 87. 

9 de julho de 2013

O Espírito é quem age, é quem faz!



A passagem do Evangelho de São João, capítulo 3 sempre me intrigou. No versículo 8 Jesus explica para Nicodemos: "O vento sopra onde quer; ouves-lhe o ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece com aquele que nasceu do Espírito." 

Quando afirmamos que o Espírito é quem age e faz, lembro-me logo desse trecho belamente cantado na voz de Eugênio Jorge: "O vento sopra onde quer"... Também em 1 Cor 12, 6, São Paulo afirma que é Deus que, pelo Espírito, opera tudo em todos. 

Nessas duas passagens bíblicas podemos perceber que o Espírito é o protagonista nas ações, é Ele que sopra onde quer, é Ele que opera! Quando um batizado, servo de Deus abre seu coração e permite que o Senhor prevaleça nele com sua Vontade, Ele de fato age e faz. 


A título de exemplificação, poderíamos lançar um questionamento: quem corta? É o homem ou é a faca que ele usou? Poderíamos afirmar: é o homem, já que a faca sem ele nem se moveria. Por essa análise, a autoria da ação, o protagonismo da ação, não poderia ser transferido para o objeto inanimado. 

Poderíamos, então, fazer uma comparação: quando a pessoa age na unção e condução do Espírito, ela se torna uma espécie de objeto, uma ferramenta, ou, como gostamos de falar na RCC, um INSTRUMENTO nas mãos do Espírito. Assim, no caso, apesar de parecer que somos nós quem está fazendo e agindo, quem na verdade está é o Espírito. Como no exemplo citado, seríamos a faca, mas a mão que faz o corte é a mão do Espírito Santo. 

É claro que a ação sobrenatural não anula a nossa natureza. Na verdade não somos meras marionetes nas mãos de Deus. Nesse processo somos colaboradores da graça que age na natureza. Deus poderia fazer o que Ele quisesse sem nossa atuação? Claro que sim, visto que Ele é onipotente! Mas o mais interessante é que Ele sempre "quer precisar de nós"! Ele opta por realizar certas obras por meio de nós. De fato, Ele nos usa, ou poderíamos dizer, se utiliza da nossa colaboração, conforme o "beneplácito de sua Vontade"! Só porque Ele ama, só porque Ele quer! 

É Ele quem age, quem faz, quem movimenta, quem dá a vida, quem nos usa como melhor lhe aprouver, desde que lhe sejamos dóceis. Sabendo disso, o orgulho na obra de Deus não faz sentido. Nós somos apenas servos inúteis, fazemos apenas o que deveríamos fazer sob a condução do Espírito (Lc 17, 10). 

16 de abril de 2013

Vós sempre resististes ao Espírito Santo!




“Homens de cabeça dura, insensíveis e incircuncisos de coração e ouvido! Vós sempre resististes ao Espírito Santo!” (Atos 7, 51) Assim dizia Santo Estêvão, instantes antes de morrer por sua Fé em Cristo.

Sobre essa perícope, o Missal cotidiano da Assembleia Cristã (Ed. Paulus, pg. 383-384) ensina que o Proto-mártir evidencia em suas palavras toda a recusa e rejeição do povo que, em sua trágica aventura ao longo da história da salvação diz “não” a Deus. O ápice dessa negação é a Cruz para Cristo. Explica o Missal que “Estêvão não morre apenas por Cristo, morre como Cristo e com Ele”.

Jesus numa ocasião perguntou aos discípulos: “Para vocês, quem eu sou?” Foi Pedro, que também foi capaz de morrer por Cristo, como Cristo e com Cristo, que respondeu corretamente: “Tu és o Cristo!”. Diante dessa resposta, Jesus afirmou: “É necessário que o Filho do Homem padeça muitas coisas, seja rejeitado pelos anciãos, pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas. É necessário que seja levado à morte e que ressuscite ao terceiro dia. Se alguém quer vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me. Porque, quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem sacrificar a sua vida por amor de mim, salvá-la-á” (Lc 9, 22-24).

Que proposta complicada! Jesus nos manda renunciarmos a nós mesmos; o mundo manda que valorizemos a nós em primeiríssimo lugar, sempre mais e mais. Ele nos manda tomarmos a nossa cruz, Satanás quer nos influenciar o tempo inteiro para que lancemos fora nossas Cruzes e gozemos livremente dos prazeres dessa vida. O Mestre convida-nos a segui-Lo, mas nossa carne com suas concupiscências muitas vezes quer trilhar outros caminhos, e não O Caminho que é Ele mesmo: Jesus!

Por nós mesmos, jamais conseguiremos cumprir essa proposta de Jesus! Por nossos méritos, nunca conseguiremos nos renegar, tomar cruz nenhuma e nem seguir o Mestre! Somos fracos, medrosos, vaidosos demais, preocupados apenas com nosso bem-estar... Somos, como acusou Estêvão, de fato cabeças-dura, insensíveis e “incircuncisos de coração e ouvido”! Resistimos a Deus, resistimos a Cristo, resistimos ao Espírito Santo, recusamos a proposta que nos traz a Palavra de Deus!  Como renunciar a mim mesmo?  Nossa carne canta como o antigo rock nacional: “Eu me amo, eu me amo, não posso mais viver sem mim!” Como tomar cruz? CRUZ? Sacrifício causa-nos horror! Tudo o que buscamos nessa vida é não ter dores, não sofrer! Seguir Jesus?

Bom, somos cristãos... Daí, infere-se, queremos seguir Jesus. Ele mesmo explicita: SE ALGUÉM ME QUISER SEGUIR, só se quiser... Mas queremos segui-Lo bem tranquilos, com muito amor, muita luz, estrelinhas, numa rede tomando coca-cola, daqui do alto das nossas teorias, indo para a Igreja uma vez por semana, suportando uma homilia de no máximo 15 minutos, não perdoado mesmo quando nós também precisamos de perdão...
Como estamos próximos do Sinédrio e distantes de Estêvão!!!

Mas como poderemos nos assemelhar a sua heróica adesão a Cristo, chegando ao ponto do martírio? Como seria possível a nós, pobres mortais, pecadores, com nossas vidas tão corridas, sempre ocupados conosco mesmos? Essa questão parece um túnel sem a luz no fim do túnel!

A resposta é simples: estando cheios do Espírito Santo. Sem Ele, nada pode ser feito. Com Ele, o impossível se torna possível. Se assim não fosse, não nos teríamos garantido Jesus quando exclamou que maiores obras nós faríamos se tivéssemos fé, e que Ele nos enviaria o Espírito Paráclito, o Espírito da Verdade, que ficaria conosco eternamente, que permaneceria conosco e, mais do que isso, EM nós! (Jo 14, 12.16-17)

Em Atos capítulo 6, versículos 8, 10 e 15, e capítulo 7, versículo 55, podemos perceber como Estêvão estava cheio do Espírito Santo!

Estêvão, cheio de graça e fortaleza, fazia grandes milagres e prodígios entre o povo.
Não podiam, porém, resistir à sabedoria e ao Espírito que o inspirava.
Fixando nele os olhos, todos os membros do Grande Conselho viram o seu rosto semelhante ao de um anjo.
Mas, cheio do Espírito Santo, Estêvão fitou o céu e viu a glória de Deus e Jesus de pé à direita de Deus.

E nós?
Papa Francisco em mais uma de suas profundas homilias na Capela da Casa de Santa Marta (16/04/2013) no Vaticano, falando sobre esse trecho do Atos, afirmou: “Ao que parece, hoje o Espírito Santo nos incomoda, porque nos incentiva, empurra a Igreja para que vá adiante. E nós queremos que ele adormeça, queremos domesticá-lo, e isto não é bom porque Ele é Deus e é a força que nos consola, a força para prosseguirmos. Mas seguir avante dificulta... a comodidade é melhor!”

Com certeza não é assim que queremos evoluir na vida, não é assim que nos contentaremos em seguir a Cristo! Precisamos desestacionar! O Espírito quer nos mover, por que teimar em ficar paralisado, endurecidos, centrados em nós mesmos, focados nas nossas quedas? Levantemos, irmãos! Saiamos de nossas comodidades! Circuncidemos nossos corações e nossos ouvidos e, a partir de agora, paremos de uma vez por todas de resistir ao movimento do Espírito em nossas vidas! Renunciemos a toda imobilidade, espiritual ou humana em geral, tomemos nossas cruzes e sigamos o Mestre! Seguir implica em sair do lugar: avante! Obedeçamosas advertências do nosso Papa Francisco nessa mesma homilia citada acima: “Não oponhamos resistência ao Espírito. É Ele que nos liberta. Caminhemos na estrada da docilidade do Espírito Santo, no caminho da santidade da Igreja!”

É difícil? Claro! Se fosse fácil, o Reino de Deus já estaria implantado plenamente, mas não, não é fácil... É impossível? Com o Espírito, eu creio com toda fé: nada é impossível! Então repito as palavras de Moisés Azevedo, fundador da Comunidade Shalom: “Sim, Pai, não é fácil! Mas EU DESEJO, EU QUERO, EU VOU!”