Mostrando postagens com marcador amizade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amizade. Mostrar todas as postagens

21 de maio de 2016

No mês de Maria, um testemunho por dia: nº 21


A devoção à Nossa Senhora me proporcionou a adorável experiência do "Terço nas casas", uma das maneiras mais simples e eficazes de evangelização que conheço. A simples oração do Terço toca as famílias visitadas, abre-lhes o coração tantas vezes adormecido para a espiritualidade, prepara o terreno para o anúncio do Evangelho, proporciona a fraternidade!...
Dentro da vivência de ser Igreja, desde sempre, pude participar desse modo ímpar de ser católica, tanto recebendo a Capelinha da Mãe Peregrina na nossa infância, as novenas, as "pastorais" do grupo jovem nas casas dos membros, nos asilos, capelas, visitas aos enfermos, consagração dos lares com a RCC, enfim... São muitas as memórias de momentos de muita singeleza, mas também muita unção, sob a proteção de Maria, com o auxílio da oração do Terço. 
Quantas restaurações de casamentos pude testemunhar por uma simples oração do Terço nas casas! Famílias sendo reconstruídas, curas de doenças, bênçãos alcançadas, superação de dolorosos processos de luto, filhos voltando para a Igreja, conversões de pessoas de uma vida de crime... Um Terço rezado com fé, amor e entrega, unido a um anúncio destemido da Palavra de Deus: receita simples para experienciar milagres! 
Uma das atividades que gostaria de destacar desta prática maravilhosa é o que denominamos o "Cenáculo dos Amigos". Num momento muito oportuno inspirado por Deus, resolvemos reunir um grupo de bons e velhos amigos que se conheceram na Igreja, no trabalho com o Grupo Jovem, ao redor da Palavra e de Nossa Senhora para revivermos essa amizade nascida pela fé. Visitamos as casas uns dos outros, envolvemos as famílias, combinamos lanchinhos especiais e o resultado foi um resgate de uma convivência fraterna mais próxima, de uma comunhão que sentíamos tanto a falta desde que todos nós nos tornamos "adultos" e a correria da vida foi nos afastando em termos de convívio, mas nunca em termos de afetividade. Momentos de renovação espiritual e partilhas riquíssimas nos aproximaram ainda mais e não tenho dúvidas que mais uma vez, isso foi obra de Maria em minha vida, em nossas vidas! 
Maria, como Mãe bondosa, se compraz em ver seus filhos unidos, ajudando-se mutuamente, "embaixo de suas asas", e escuta atenta da Palavra Divina, em amoroso exercício de devoção. Tenho certeza que cada encontro que tivemos (e os que ainda teremos!) serão pura Providência para nossas almas, nossas amizades, benefícios para nossas famílias e para as intenções que depositamos aos pés da Virgem em oração, e que muitos frutos colheremos dessa ação! Louvado seja Nossa Senhor Jesus Cristo: para sempre seja louvado e sua Mãe Maria Santíssima!  

9 de abril de 2013

Carta a um amigo de fé que se afastou de Deus



Um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro. Nada é comparável a um amigo fiel, o ouro e a prata não merecem ser postos em paralelo com a sinceridade de sua fé. Um amigo fiel é um remédio de vida e imortalidade; quem teme ao Senhor, achará esse amigo. Quem teme ao Senhor terá também uma excelente amizade, pois seu amigo lhe será semelhante. (Eclo 6, 14-17)

Querido amigo, amado irmão,
A Providência Divina movimentou nossa história para que nossos caminhos se encontrassem nessa nossa passagem tão breve por esta terra. Eu creio que foi obra de Deus termos nos conhecido na Igreja e nos tornado, como diz a canção, “amigos pra sempre, dois amigos que nasceram pela fé”. Eu acredito no sopro do Espírito Santo que movimenta várias vidas conectadas, formando como que uma "onda de realização da Vontade Divina". Creio que ter te conhecido nesse contexto de espiritualidade e fé tem um motivo, um propósito divino.
Para mim, você é mais que um amigo, em Cristo somos irmãos (Prov 18, 24). Hoje o nosso Pai me pergunta como perguntou a Caim: “Onde está seu irmão?" E eu não posso responder como ele respondeu: “Não sei! Sou porventura eu o guarda do meu irmão?”(Gn 4,9).  Não posso fingir que sou indiferente ao que se passa com você. Se eu não me importasse com você, certamente nem estava perdendo tempo com essas reflexões, mas o caso é que eu me importo.
O que foi que aconteceu? O que Deus fez para que você se afastasse Dele? Por que as coisas do Céu foram perdendo a importância para você? Em que momento, o que antes você considerava como verdade, se tornou mentira? Quando foi que Maria deixou de ser sua Mãe? Por que as palavras de Jesus naquela época faziam tanto sentido e agora não fazem mais? Que acontecimento fez com que a Eucaristia que comungávamos juntos deixou de ser o Corpo e o Sangue de Cristo para você? O que tem alimentado a tua alma, irmão? O que tem preenchido o teu coração? Que sonhos você tem sonhado que excluem tanto assim as coisas de Deus?
Eu conheço teu coração, amado irmão. Sei que ele já foi terra boa para a semente da Palavra (Mt 13, 4-23). Sei por que já colhi dos frutos que você frutificou para a minha caminhada de conversão. Quantas e quantas vezes você foi referência de santidade e busca de Deus para mim, para tantos! Quantas e quantas vezes você foi a Voz de Deus para os meus ouvidos! Quantas e quantas vezes dos seus braços eu recebi os abraços do Mestre, eu vi a misericórdia Dele em seus olhos, você foi canal da ação do Espírito para mim, para tantos!... Eu conheço teu coração, irmão, mas o que há nele nos dias de hoje? Que pássaros tem comido as sementes da Palavra de Deus que foram lançadas no seu coração? Que pedras as tem enterrado, que sol as tem queimado, que espinhos a tem sufocado? Pois a semente foi lançada, chegou a frutificar, eu sou testemunha! Mas qual o lugar da Palavra de Deus na sua vida hoje, meu querido irmão?
Não entendo tanto cansaço, indisposição, tédio, até mesmo uma certa hostilidade sua no quesito viver a Fé... Cansar-se de Deus é desistir do único Amor Verdadeiro, é retirar o sentido da própria vida! Se afastando de Deus, você se afasta de si mesmo, se desfigura, te desconheço... E não digo isso como julgamento, apenas com saudade! Sinto sua falta nas Adorações, nas Vigílias, nas Missas, nos terços... Sinto falta da sua sabedoria me aconselhando sobre a Palavra. Sinto falta da unção do seu cantar. Sinto falta da ação do Espírito atuando em você em favor da minha conversão, da conversão de tantos irmãos...
Meu irmão, ouça o apelo de Deus pela boca de alguém que te ama muito: “Buscai o Senhor, já que ele se deixa encontrar; invocai-o, já que está perto!” (Is 55,6) O propósito dessa carta não é te dar nenhum sermão, é antes um desabafo... Desabafo de amigo! Se eu, que sou tão imperfeito (e você sabe o quanto!) sinto sua falta, imagine o coração de Jesus como não está pela sua ausência... Volta para o Senhor! O Senhor é bom! As coisas de Deus são agradáveis também! Volta para a comunidade! Você faz falta! Você é querido! Não se trata de cobrança, de pressão: é o coração falando... Venha, vamos caminhar juntos de novo nos caminhos da eternidade! Não precisa falar nada, não precisa explicar nada: simplesmente volte. E continuaremos de onde paramos, passo a passo com Jesus, amparados por Maria.

27 de maio de 2011

O valor da amizade: Jesus, o amigo que nunca atraiçoa

 Tenho a consciência de que ninguém nesta vida jamais será mais meu amigo que Jesus de Nazaré. E esforço-me diariamente para corresponder a Seu amor e amizade. Tenho a a consciência de que, por amor a Ele, preciso procurar ser amiga de todos: os que simpatizo e os que não; os que me fazem bem e os que não; os que correspondem minha amizade e os que não... Por amor a Jesus, me esforço no apostolado da amizade pelos amigos que valem a pena e pelos que me deixam na mão também, pois é isso que Jesus me ensina com seu exemplo. E faço uma oração:  "Senhor, dai-me a graça de ser uma amiga verdadeira mesmo quando não houver reciprocidade; que eu possa encontrar em meus amigos o perdão para as minhas imperfeições nesta caminhada de afetividade e que haja para mim, por parte deles, igualmente esta complacência; que a alegria da convivêcia fraterna seja minha motivação para o anúncio de Teu Reino; que tua amizade seja meu alimento na busca de ser uma pessoa melhor: para os 'próximos' mais próximos e para Ti, Senhor!" Amém!




– Jesus, “o amigo que nunca atraiçoa”. NEle aprendemos o verdadeiro valor da amizade.
– A amizade é um grande bem humano que podemos sobrenaturalizar. Qualidade da verdadeira amizade.
– Apostolado com os amigos.

I. NINGUÉM TEM MAIOR AMOR do que aquele que dá a vida pelos seus amigos. Vós sois meus amigos [...]. Já não vos chamo servos [...], mas chamei-vos amigos1, diz-nos o Senhor no Evangelho da Missa.
Jesus é o nosso Amigo. NEle os Apóstolos encontraram a sua melhor amizade. Era alguém que os amava, a quem podiam comunicar as suas penas e alegrias, a quem podiam fazer perguntas com toda a confiança. Sabiam bem o que Ele desejava exprimir quando lhes dizia: Amai-vos uns aos outros... como eu vos amei2. As irmãs de Lázaro não encontraram melhor título que o da amizade para solicitarem a sua presença: o teu amigo está doente3, mandam dizer-lhe, cheias de confiança.