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24 de abril de 2015

Permanecer no Senhor Jesus


Reunimo-nos semanalmente neste grupo de oração com um único objetivo: ANUNCIAR JESUS. Esse Jesus que na plenitude dos tempos veio ao mundo para nos libertar da escravidão do pecado e da morte e nos dar uma vida nova, voltada não para as coisas perecíveis e acontecimentos passageiros da existência, mas para as realidades eternas. Esse Jesus que é o mesmo ontem, hoje e sempre, que cura, que liberta, que consola, mas principalmente que NOS SALVA.
Ouvi recentemente uma frase do missionário da Canção Nova Marcio Mendes que tocou profundamente meu coração. Ele dizia: “Você veio aqui buscando cura, libertação, prodígios e milagres, mas eu quero te dizer que você vai voltar daqui levando SALVAÇÃO”! Meu Deus! Como a convicção com que foram ditas essas palavras me tocaram! E eu quero dizer isso a você também: “Não importa o que você pensa que te trouxe a esse grupo de oração hoje! Pode ter sido uma doença, um casamento em crise, dívidas, decepções, tribulações... E muitas vezes o GO é mesmo como que um ‘pronto-socorro espiritual’, mas eu tenho certeza de que tudo isso foram ‘iscas’ que o Senhor usou para te atrair com um propósito: ter um encontro pessoal contigo por meio da efusão do Espírito Santo! Amém?!”
Abra sua Bíblia no eEvangelho de João, capítulo 15, versículos de 1 a 7:
“Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que não der fruto em mim, ele o cortará; e podará todo o que der fruto, para que produza mais fruto. Vós já estais puros pela palavra que vos tenho anunciado. Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. O ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Assim também vós: não podeis tampouco dar fruto, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. Se alguém não permanecer em mim será lançado fora, como o ramo. Ele secará e hão de ajuntá-lo e lançá-lo ao fogo, e queimar-se-á. Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis tudo o que quiserdes e vos será feito.”
Queridos irmãos, sabemos que quando dois ou mais estão reunidos em nome de Jesus, Ele se faz presente no meio deles (Mt 18, 20). Que Jesus está no meio de nós é fato, podemos ter a certeza disso! Ele permanece no meio de nós conforme tinha prometido: “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo!” (Mt 28, 20) Ele está aqui, está conosco, permanece com cada um de nós e com a Igreja, sua esposa. Mas e nós? Temos permanecido com o Senhor?
Pelo sacramento do Batismo fomos enxertados nessa videira que é o Senhor e somos verdadeiramente seus ramos. Você já viu um enxerto? Sabe como é feito? Corta-se um pedaço da planta, pega-se o raminho a ser enxertado e amarra-se na planta com um barbante, uma cordinha ou fita. Jesus é essa planta e nós fomos enxertados nele, sem Ele, nada podemos fazer! Sem Ele não temos vida!
Lembro-me de uma partilha que ouvi de um rapaz que tinha visto em seu momento de oração um galhinho de planta e nesse galho tinha uma folhinha que, embora estivesse lá no galho, era a única que estava amarronzada e seca. Ele se aproximou para tentar entender e viu que aquela folhinha não estava unida ao galho, mas estava só perto dele, presa por meio de teias de aranha. Às vezes estamos perto do Senhor, mas não ligados a Ele, não permanecendo Nele. E o resultado disso? Secaremos e morreremos. Renegaremos a Salvação conquistada por Jesus por um altíssimo preço. Perderemos a vida eterna, seremos lançados fora no fogo. Isso é muito sério.
Pois sem permanecer em Jesus, nada poderemos fazer, não teremos vida em nós! É de Jesus que nos vem a vida! Sem a seiva da árvore, o ramo morre. Essa seiva são os sacramentos (Confissão, Unção, Eucaristia, etc) e a experiência da Efusão do Espírito Santo que nos dá a vida da graça, que suporta nossa existência. E esse barbante que nos prende, nós enxertos, à videira Jesus, é a comunidade. Sem esse barbante, como é difícil permanecer enxertado!! Ligados em Jesus! Por mais que busquemos sozinhos, é muito difícil...
Eu morei por quase um ano em Portugal e por diversos motivos, não consegui me inserir em nenhum trabalho pastoral por lá. Continuava buscando o Senhor nas Missas, na minha oração pessoal, mas como a falta da vivência em comunidade foi me murchando, me secando, me desanimando! Como é bom fazer um trabalho pastoral! Como é bom pertencer a uma comunidade, como isso alimenta nossa espiritualidade, a nossa fé!
Precisamos permanecer em Jesus! É esta a prova da nossa conversão: não em vivermos grandes momentos de emoções, de sensibilidade pela presença do Espírito Santo, mas em permanecermos Nele. Por isso alguns pregadores preferem usar a expressão “o início da minha conversão” posto que é algo que se vive progressivamente. Não é uma experiência de um dia, mas de toda uma vida em permanência insistente e perseverante no Senhor que nos dá a vida e salvação. A VERDADEIRA CONVERSÃO É PERMANECER NO SENHOR JESUS!
Conversão não é não pecar nunca mais! Disso não seremos capazes nessa terra. São João afirma que aquele que acha que não tem pecado se ilude e é mentiroso (1 Jo 1, 8), mas se trata antes de lutar para não cair, se trata de PERMANECER no Senhor, se arrependendo sempre, buscando a confissão com o firme propósito de não cair mais naquela tentação. Na oração do Pai Nosso, Jesus não nos ensinou a pedir “Pai, que não haja tentações na minha vida”, mas sim para que nós não caíssemos em tentação. Há uma luta dentro de nós entre o espírito e a carne e por causa disso não fazemos o bem que queremos mas sim o mal que não queremos (Rm 7, 19). Mesmo pecadores e fracos, não podemos desanimar e conscientemente fazer tudo ao nosso alcance para permanecermos no Senhor! O Papa Francisco diz que Deus nunca se cansa de nos perdoar, nós é que cansamos de pedir perdão. Devemos sempre nos arrepender, reconhecer nossos pecados na certeza de que “Deus é fiel e justo para nos perdoar os pecados e para nos purificar de toda iniquidade” (1 Jo 1, 9).
E tendo essa consciência, nada, NADA vai nos impedir de permanecer no Senhor. Assim como os apóstolos nos primeiros anos da Igreja, devemos lutar até o sangue, se for preciso, para permanecer no Senhor Jesus, pois é a nossa única opção de vida e salvação! Quanto sofreram os apóstolos! Tantas pedradas, açoites, calúnias, prisões, mortes violentas sofreram por amor a Jesus! Para permanecerem em Jesus! Nada impediu que eles permanecessem no Senhor! ELES PERMANECERAM NO SENHOR, não por causa dos prodígios e milagres que viam o Senhor realizar por meio deles, mas por causa DO SENHOR! Em Atos 8, 14 e seguintes vemos a história de Simão, o mago da Samaria que, maravilhado pelo poder do Espírito de Deus, manifestado através dos apóstolos, ofereceu dinheiro a eles em troca de receber esse poder. Mas Pedro e João, como permaneciam NO SENHOR, recusaram e denunciaram tamanho equívoco! Não havia dinheiro nesse mundo que valesse a pena perder a permanência em Jesus! E não há mesmo!
Nada vale a pena mais do que permanecer no Senhor! N-A-D-A!!! Nenhum dinheiro, nenhum prazer passageiro, nenhum projeto pessoal que custe a nossa permanência, a nossa união com Jesus vale a pena! Quando temos um encontro com o Senhor Jesus, quando fazemos a experiência do Batismo no Espírito Santo, passamos a ter a noção de que não nos pertencemos mais, SOMOS DELE! “Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis? Porque fostes comprados por um grande preço” (1 Cor 6, 19-20a). Somos Dele e nada pode nos separar mais.
“Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação? A angústia? A perseguição? A fome? A nudez? O perigo? A espada? estou persuadido de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem o presente, nem o futuro, nem as potestades, nem as alturas, nem os abismos, nem outra qualquer criatura nos poderá apartar do amor que Deus nos testemunha em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 8, 35.38-39).

Deus, em Jesus Cristo, jamais nos deixará, seu amor JAMAIS nos abandonará! Precisamos também nós, livremente, POR AMOR, fazer a nossa parte para permanecermos Nele. Como o Pai me ama, assim também eu vos amo. Perseverai no meu amor (Jo 15, 9). Só com as nossas forças humanas seria impossível, mas com Ele tudo é possível. Sem Ele, nada posso fazer, mas com Ele, eu posso! Tudo posso Naquele que me fortalece! 

29 de setembro de 2013

Quando Deus nos diz NÃO



Recentemente eu me deparei com uma situação pela qual orei muito, muito, sem desaminar nem desistir. Mobilizei muitas pessoas em intercessão por essa causa e clamei, clamei a Deus como a viúva fez com o juiz da parábola de Lucas 18, 1-8. Implorei a Deus que me atendesse, orei, jejuei, mas sua resposta foi “não”. Simples assim. Chorei, sofri, meus amigos que oravam comigo também. Muitos repetiam com sinceridade: “Somos humanos demais para entender”. Muito difícil de aceitar; entender então, impossível. Conversava com uma grande amiga que combateu comigo em oração por essa causa e ela partilhava sobre sua dor e incompreensão, sobre a revolta que foi brotando em seu coração... Eu comecei a fazer uma análise e uma metáfora que o Espírito ia me inspirando. 

Afinal, quem somos nós diante de Deus? Fé é isso: confiar quando não entendemos... O que é a nossa vontade diante da onisciência de Deus? Nós, que nem mesmo somos capazes de usar 100% do nosso cérebro, que hoje estamos vivos e amanhã, quem sabe? Que nem mesmo sabemos pedir como convém (Tg 4, 2-3)?

Veja bem, às vezes eu tenho o dia todo programado, como serão as atividades, os compromissos, os horários, etc. Vem o Zé, meu 2º filho que tem muita vontade, muita opinião, mas não sabe de nada dessa vida (5 anos!) e me pede algo que esteja fora de tudo o que planejei, organizei. Muitas vezes minha resposta tem que ser “não”, pois já tenho tudo planejado. Ele se revolta comigo, mas o que ele sabe da vida? Eu olho pra ele e digo (às vezes com dor no coração, pois ele queria tanto!): NÃO! Ele, chora, briga, faz birra... mas o que ele sabe da vida? O que ele sabe de tudo o que teremos que fazer? Nada...

E eu, como mãe, me imponho sobre ele, para o bem dele, segundo os planejamentos que eu tracei. Até entendo que ele se irrite, que fique emburrado, continuo amando pois ele é meu filho, meu filhinho... Sei que na hora certa ele entenderá! Muitas vezes eu olho para ele, penso em explicar o porquê do meu “não” mas penso: ele não entenderia, é só uma criança e está cego pela sua própria vontade. Então apenas digo: "Zé, confia na mamãe, eu sei o que estou fazendo!” Tenho até um bordão aqui em casa: "Vai na minha, que não tem errada! "Vai na minha, que tu se dá bem!" rs

Às vezes, em ocasiões simples como uma prova em nossos estudos e que pedimos a ajuda de Deus ou, situaçãoes mais importantes, como quando suplicamos pela saúde ou vida de um ente querido, recebemos de Deus uma resposta dura: um NÃO. E então, como crianças, nos revoltamos, pedimos explicações a Deus, brigamos, fazemos birra, esperneamos, ficamos magoados... Nós confiamos tanto! Pedimos tanto! Por que o “não”? Muitas vezes o que pedimos era justo, era necessário, era bom... aparentemente estava dentro de Sua Vontade! Como Ele pôde dizer “não” para nós? Ora, quando oramos a Deus suplicando por algo, não podemos perder de vista que pode haver pelo menos duas respostas possíveis: sim ou não.  Por que Ele me disse “não”? Ora, porque Ele é Deus! Pode responder como quiser! Ele sabe tudo, vê tudo, tem tudo em Suas mãos! Se confiamos Nele no “sim”, como não confiar Nele no “não”?

Gosto de pensar que Ele entende nossas reações, tem compaixão de nós, pois diante Dele, somos apenas crianças, não sabemos de nada, não conhecemos seus planos. Mas definitivamente, não podemos abusar da ternura e misericórdia divina. Não podemos dar vazão às nossas revoltas contra Ele! Jacó, de fato, lutou contra Deus (Gn 32, 22-30) mas existe um limite para o que é intimidade na oração e o que passa a ser blasfêmia. Deus é nosso Pai e Jesus afirma em Jo 15, 15 que passamos de servos a amigos, mas precisamos ter clara a nossa posição diante de Deus! Canta o Diácono Nelsinho Corrêa: “Deus é Deus e eu devo ser um adorador! Ele é o Rei e eu sou o servo...” O resultado de nossas lutas com Deus deve ser Sua bênção (assim como no caso de Jacó) e não a apostasia e a blasfêmia.

Quando meu amado filho, o José, extrapola em sua revolta pelo meu “não”, eu falo assim: "Zé, meu filho, confia na mamãe, eu sei o que estou fazendo! Não vamos brigar não, Zé! Pode chorar, pode achar ruim, só não grita! Não me falte com o respeito! Eu sou sua mãe, EU TE AMO, confia em mim...” E, se por acaso ele gritar, me desrespeitar, eu o obrigo a me olhar nos olhos, me pedir desculpas, me abraçar, me beijar e me fazer carinho (nunca menos do que tudo isso!)... Então, a gente se abraça e simplesmente muda de assunto, segue a vida.

Se você recebeu um grande e doloroso “NÃO” de Deus e, por causa disso, se revoltou, xingou, blasfemou, faltou com o respeito a Deus, tente isso! Procure-o na Confissão, peça desculpas! Mantenha seus olhos nos olhos Dele na Adoração ao Santíssimo Sacramento, abrace-O, beije-O na Santa Comunhão e, se quiser, chore, chore, chore no colo Dele com a confiança de que Ele sabe o que está fazendo, que Ele sabe o que está permitindo que aconteça em sua vida. Ele tem nossa história como um rolo desenrolado em Sua frente: passado presente e futuro... Já nós.... Bem, nós estamos no rolo!!! Como é que a gente vai saber? Mas Ele sabe! Nós podemos confiar Nele! Deitar no colo Dele, chorar, chorar, chorar... mas no colo Dele.

Sempre me toca muito o Mistério (veja bem, é um MISTÉRIO!) da agonia de Jesus no horto da Oliveira. Como Ele clamou, como Ele pediu, até o ponto de suar sangue: “Pai, afasta de mim este cálice! Mas faça-se a Sua Vontade!” E diz a Palavra que um anjo veio confortá-Lo (Lc 22, 43-44)! Que gigantesco “Não” Jesus recebeu... Na cruz gritou o Salmo: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” (Mt 27, 46). Se Jesus assim sofreu por ter recebido um "não", quanto mais nós!

Precisamos ter Fé que Ele tem tudo em Suas mãos, que Ele está no comando, mesmo quando coisas ruins acontecem, mesmo quando Ele nos diz “não”. Ora, o Catecismo da Igreja Católica em seu parágrafo 312 afirma que “do maior mal moral jamais praticado, como foi o repúdio e a morte do Filho de Deus, causado pelos pecados de todos os homens, Deus, pela superabundância da sua graça, tirou o maior dos bens: a glorificação de Cristo e a nossa redenção.” Santo Agostinho tem uma frase a qual em sempre me apeguei muito: “Deus todo-poderoso, sendo soberanamente bom, nunca permitiria que qualquer mal existisse nas suas obras se não fosse suficientemente poderoso e bom para do próprio mal, fazer surgir o bem”.

Devemos confiar tanto em Deus, mas tanto, até o ponto de ficarmos em paz quando Ele realizar a vontade Dele ao invés da nossa! Ops!? Mas não é isso mesmo que rezamos na oração do Pai Nosso? “Seja feita a Vossa vontade, assim na terra como no Céu”? É fácil na teoria, quando não estamos no horto das Oliveiras de nossas vidas... Mas que outra opção temos nós a não ser confiar Nele? Que outro caminho há para nós a não ser o caminho da Fé Nele, que é nosso Pai?

O Catecismo afirma no § 314: “Nós cremos firmemente que Deus é o Senhor do mundo e da história. Muitas vezes, porém, os caminhos da sua Providência são-nos desconhecidos. Só no fim, quando acabar o nosso conhecimento parcial e virmos Deus “face a face” (1 Cor 13, 12), é que nos serão plenamente conhecidos os caminhos pelos quais, mesmo através do mal e do pecado, Deus terá conduzido a criação ao repouso desse Sábado definitivo, em vista do qual criou o céu e a terra.”


Não é fácil! Todos nós somos um pouco o meu amado "Zé" quando ouvimos um “não” de Deus, nosso Pai, nosso Senhor, nosso Amigo... Mas Ele nos ama e um dia estaremos com Ele (essa é a nossa luta, essa é a nossa esperança!) numa circunstância onde não haverá nem morte, nem luto, nem grito, nem dor (Apo 21, 4) e aí sim, entenderemos tudo isso, todas as esperas, os aparentes fracassos, todos os "nãos" que Ele nos  deu. Confiemos Nele! Aceitemos os seus “nãos” da mesma forma que aceitamos os seus “sins”! Sigamos nossa vida com a firme esperança de que Ele prossegue com Seus planos em nossas vidas! Permaneçamos Nele, e Ele permanecerá em nós, até por que, sem Ele nada poderemos fazer! (Jo 15, 4-5)

8 de setembro de 2013

Ei! Deus quer contar com você!



Ei! Você! Sim, você mesmo(a) que lê essas linhas agora! Deus te ama e confia em você! Deus te ama e quer contar com você! Ele quer te usar como instrumento para colocar em prática vários planos Dele, Ele quer te confiar missões nas quais você terá o sentimento pleno de realização pessoal, mesmo talvez em meio a sacrifícios e grandes desafios. Ele não precisa de nada nem de ninguém para agir, mas QUER CONTAR COM VOCÊ!

Você tem que ser uma referência de Deus nos lugares por onde transita, seja sua casa, sua família, local de estudo ou trabalho, no trânsito, no mercado, na vizinhança, academia, até na balada! Talvez principalmente na balada... Pense aí nos locais que você frequenta, nas pessoas com as quais você convive. Deus quer que você seja sal e luz para esses filhos que Ele providencialmente colocou em seu caminho (Mt 5, 13-14) e que talvez jamais entrarão em uma Igreja para ouvir Sua Palavra. Você precisa se conscientizar que sua vida pode ser o único contato que algumas pessoas terão com o Evangelho! 

Ele quer que você seja aquela pessoa gentil que ajuda a velhinha a atravessar a rua; aquele jovem honesto que devolve o troco errado; a mulher digna que aconselha alguém a não pecar; aquele homem com H maiúsculo, que jamais trairia a confiança de ninguém. Deus te chama a ser mais que alguém que se conforme em simplesmente em dizer “Pagar com Visa é muito melhor” ao invés de sugerir amigavelmente outra opção realmente melhor para o próximo, mesmo que desconhecido. Ele conta com você para ajudar aqueles que são injustiçados bem na sua frente nas esquinas do cotidiano, sem ninguém para os defender.

Deus te chama hoje para ser aquela pessoa que quando chega, constrange os desonestos, os indecentes, os imorais, os pecadores sim (mesmo ciente da sua condição de pecador) mas pela sua simples presença, pelo simples fato da sua adesão comprometida a Deus! Não estou aqui te conclamando a ser como aqueles cavaleiros da época das cruzadas que sai com a Bíblia em punho como se fosse uma lança pronta para cometer alguma “violência proselitista” nos outros, NÃO! De jeito nenhum, pelo contrário! Você deve constranger como Jesus constrangia quando chegava, com seu testemunho de VERDADE, JUSTIÇA e especialmente, AMOR! Deve cativar com sua postura, seu sorriso, talvez até seus abraços, assim como o Papa Francisco. 

Você tem que ser aquela pessoa que todos saibam que podem contar com a sua ajuda, que podem contar com as suas orações, seus ouvidos para ouvir, seus ombros para chorar, sua opinião sincera e desinteressada, sua companhia, seus braços para ralar e até mesmo seu dinheiro se preciso for! Tem que ser aquela pessoa que vive tanto a sua fé que se torna mesmo um ícone de religiosidade, de civilidade, de sabedoria, de caridade!

Deus te chama hoje a ter tanta familiaridade com a Palavra e a Doutrina, que se torne aquela pessoa de quem os outros possam dizer: “Fulano deve saber responder isso”! Você tem que ser aquela pessoa de quem fala São Pedro em sua 1ª Carta, capítulo 3, versículo 15, que sabe dar sempre as razões de sua fé com suavidade e respeito, mas com plena convicção! Você tem que ser aquela pessoa que saiba trazer um trecho da Bíblia para a edificação, exortação ou consolo, oportuna ou inoportunamente, sempre em clima de diálogo amigável.

Deus te ama, Deus te chama, Deus quer precisar de você, Ele quer contar com você para ser fermento na massa onde quer que você esteja (Mt 13, 33)! Diga SIM a Deus! Diga como Maria: “Sou uma serva do Senhor, faça-se em mim, segundo a Sua Vontade”! “Sou um servo do Senhor, ajuda-me Pai, a ser Sua presença dentro dos círculos que eu frequento! Usa-me como instrumento de Sua Paz, de Seu amor! Opera em mim com Teu Espírito, para que onde quer que eu vá, as pessoas possam se recordar que existe um Deus de fato que é real, está vivo, que ama a cada um de nós, que tem cuidado de cada um de nós! Que ao olharem para mim, possam se recordar de Ti, dai-me essa dignidade, Pai, em nome de Jesus, no poder do Espírito Santo, amém!”

30 de agosto de 2013

Confiança no homem, confiança em Deus




 Estudei recentemente um trecho do Catecismo (§ 150) que diz:

"É justo e bom entregar-se totalmente a Deus e crer absolutamente no que Ele diz. Será vão e falso PÔR TAL FÉ EM ALGUMA CRIATURA." 

Jeremias 5, 7 diz: Maldito o homem que confia em outro homem, que da carne faz o seu apoio e cujo coração vive distante do Senhor!

O Salmo 145, 3 diz: Não coloqueis nos poderosos a vossa confiança, são apenas homens nos quais não há salvação.

Refletindo sobre isso, analisei que é impossível ter todas as expectativas alcançadas por pessoas que, como nós, são só "farofa", seres humanos pecadores, passíveis de errar e cair. 

Esperar que eles nunca nos decepcionem seria até injusto. A Bíblia e o Catecismo não querem que não confiemos em ninguém, mas apenas explicitar que o único digno de confiança total e irrestrita é Deus, que nunca falha em seus desígnios. 

Tenho percebido que quando estamos prestes a sermos "traídos" na confiança em que depositamos nas pessoas, A GENTE SENTE. Tem aí uma espécie de sexto sentido (na falta de uma expressão melhor) que acende uma luz de alerta dentro de nós... 

Devemos analisar bem, seguir nosso coração, orar, pedir a Deus que nos mostre... Devemos ficar atentos a esses sinais. E além disso, sempre uma boa conversa (de novo, o diálogo) pode evitar muita decepção... A Verdade liberta! A Verdade com Caridade, salva!

6 de agosto de 2013

Escolhe, pois, a vida! Para os que crêem o aborto não é opção!


Por este  me dirijo a você que crê em Deus. Em outras ocasiões pretendo dialogar com aqueles que não crêem, mas este texto é para quem, em sua liberdade, tem fé na existência de Deus. 

Pela razão podemos saber que Deus existe. Quando meditamos na origem do universo, na perfeição da natureza, na complexidade do corpo humano... tudo isso nos faz meditar na existência de Deus, pois como poderia toda essa engrenagem de vida ter surgido do acaso? O intelecto não aceita a explicação superficial do acaso na origem de tudo pois nossa alma necessita de sentido metafísico! Somos seres transcendentes, e o acaso é pouco demais para nossa alma! Até mesmo o meio científico, após anos e anos sem conseguir explicar apenas pela ciência as questões das origens da vida e da aparente inteligência e intenção das coisas naturais recoloca a “hipótese de Deus” em pauta.

Também pela fé, apesar de não vermos, muitas vezes podemos sentir a ação de Deus em nossas vidas em tantos momentos de nossa história pessoal. Normalmente, se cremos em Deus hoje, é por que fomos desde cedo educados na fé, na mensagem que Ele nos deixou em sua Palavra, crescemos experimentando a proteção divina, sua providência e com certeza, se pensarmos bem, temos em nossa vida muitas coisas para agradecer a Deus.

Deus existe, mesmo para os que não crêem. Este texto, entretanto, como dito já no início, é para você que crê em Deus, que crê que Ele é o criador de tudo o que existe, das coisas visíveis e invisíveis. É uma proposta de meditação para você que acredita, guiado pela sua reflexão racional e também pelo exercício da sua fé que existe Alguém maior, origem e fim de tudo, que governa o universo e que ao mesmo tempo quer se relacionar de maneira pessoal com cada ser humano que sua onipotência faz surgir nesta terra e para o qual não podemos viras as costas.

Sim, cremos que Deus é potência e amor! Deus cria tudo por amor e, transbordando esse amor, quer se comunicar, se relacionar com sua criação, em especial o ser humano. A leitura atenta do relato da criação no livro do Gênesis (deixando claro que se trata de um hino litúrgico, uma poesia sobre a criação do mundo e não um tratado de geologia de como foi o surgimento de tudo o que existe) quer evidenciar esse amor transbordante de Deus que gera vida. Deus cria de maneira especial o ser humano e lhe infunde um tipo diferente de vida: uma vida não só biológica e natural, mas transmite-lhe seu próprio Espírito o fazendo assim Sua imagem e semelhança. Dotado de liberdade, este homem trazido à existência por Deus optou por não estar 100% aberto a todo esse amor divino. Na verdade nisto se resume o pecado: em virar as costas para o amor do Criador com sentimentos e atitudes que não incompatíveis com sua santidade!

Essa vontade infinita de Deus em se comunicar e relacionar com o ser humano chega ao ápice em sua Encarnação: cremos que Deus se fez homem por amor aos homens e viveu no meio de nós na pessoa de Jesus Cristo. Ele é que pega o ser humano desta posição (de costas para Deus) e é capaz de coloca-lo novamente de frente para Deus, para estar apto a receber toda plenitude de vida e de amor do Criador apresentado como nosso Pai. Jesus, Deus feito homem por amor, devolve ao ser humano a semelhança com o Criador, abre-lhe a porta de uma vida para além desta terra, uma vida eterna.

É Deus que nos dá essa vida natural que é apenas a menor parte da nossa existência! Fomos criados para a vida eterna ao lado de Deus e Jesus, com sua morte e ressurreição, abriu as portas da eternidade para o gênero humano. Essa vida na terra é para nós como uma gestação, este mundo é nosso útero, nossa morte na carne será o nosso verdadeiro parto para a vida verdadeira para a qual fomos criados. Precisamos passar por essa “gestação” buscando nos conformar (no sentido de “tomar a forma de”) a Jesus, modelo de homem apto a estar na eternidade com Deus por meio de uma adesão consciente à Salvação que nos trouxe.

Deus é nosso Criador! Deus é nosso Pai! Deus criou tudo o que existe e depois quis uma relação de amor com sua criação, em especial com o homem. E Deus atualiza sua obra criadora a cada dia que amanhece, a cada planta que surge nos campos, no movimento das águas que evaporam dos rios e mares para tornar a cair na terra com as chuvas. Seu Espírito renova constantemente a face da terra... Em especial, Deus atualiza seu poder criador e seu amor paternal cada vez que um óvulo é fecundado por um espermatozoide no ventre de uma mulher.

Esse texto, mais uma vez reitero, é para aqueles que creem nesse Deus, o único Deus criador de tudo, Pai de Nosso Senhor Jesus e por meio Dele, nosso Pai também. Esse Deus que continua a ‘criar’ o ser humano gerando-o nos ventres das mulheres e promovendo-as de fêmeas a “MÃES”. A partir da união de apenas duas células  e nunca sem a permissão de Deus, surge um novo ser humano. Deus transborda amor, Deus transborda vida! Pelo pecado a morte entrou no mundo, mas Deus, o nosso Deus é Deus de Vida e não de morte! Deus quer a vida e não a morte! Jesus venceu a morte com sua Cruz e nos possibilitou a vida eterna! O Espírito do Senhor é quem dá a vida a tudo que é vivo!

No feto,no embrião, que muitos chamam de mero amontoado de células, mero pedaço de DNA na tentativa de desumanizar a obra do amor de Deus no silêncio escuro do ventre feminino, há vida! Não uma vida apenas biológica e material, mas assim como na ilustração poética trazida pelo Gênesis, há vida soprada por Deus, uma vida diferente, racional, emocional, sobrenatural, espiritual, uma vida que já ali começa a ser imortal na alma! Uma vida para qual Deus tem sonhos, planos e missões! Mesmo que tenha sido gerada fora dos planos amorosos de Deus, Ele tem promessas para essa vida que se desenvolve de maneira misteriosa no interior de sua mãe.

Diz a música cujo link disponibiliei ao final deste texto que a vida é dom e ninguém a detém. De fato, aquelas células vão se multiplicando de maneira tão engenhosa, formando órgãos e aparelhos de uma maneira tão complexa que nos remete imediatamente a imensa sabedoria divina em engendrar sua criação. Perfeita é essa obra! Nenhuma máquina criada pela inteligência humana, por mais desenvolvida que seja, se aproxima da genialidade do corpo humano criado por Deus. Ele quer essa pequena vida que evolui aos poucos no útero e faz com que se desenvolva sem que a mãe que o contém tenha que fazer nada diretamente para que ele continue a se desenvolver! Se a mãe apenas continuar vivendo normalmente, se alimentando e respirando, essa vida progredirá! E essa vida terá o poder de trazer mais vida a tudo o que estiver em sua volta, pois vida gera vida!

Vida não é um conceito apenas biológico. O biológico é apenas parte da criação divina. Mesmo quem não crê em Deus sabe que o biológico tem começo e fatalmente terá um fim. Aqueles que creem em Deus sabem que a vida não termina com a morte física como dissemos acima: nossa alma teve um início, mas não terá fim já que foi infundida em nós imortal. Quando este corpo morrer, partiremos para a eternidade: a vida eterna com Deus, ou, se optarmos livremente por virarmos as costas para o seu infinito amor, a morte eterna sem Ele. Para a vida ou para a morte, a eternidade nos espera. Será nossa escolha passá-la de frente para Deus num abraço amoroso ou de costas para ele, num vazio e desespero sem fim...

Não existem estatísticas nessa área, mas creio que inúmeras pessoas que tiram as vidas de seus filhos pelo aborto creem em Deus. Acreditam que Ele é o criador, rezam o Pai Nosso, possivelmente frequentam alguma Igreja, procurarm ser pessoas boas, mas passam por momentos de medo e insegurança com a presença dessa vidinha que se desenvolve sem o controle deles. Sejam os pais, as mães ou avós, sejam quem for, muitas pessoas que fazem, ou sugerem, ou ajudam, ou permitem que um aborto seja feito são pessoas que acreditam que Deus existe. 

É a essas pessoas a quem eu quero-me dirigir por essa meditação: CREIA EM DEUS, ESCOLHA A VIDA! Você que crê em Deus, somente aquele que crê em Deus: UM ABORTO JAMAIS PODERÁ SER UM OPÇÃO para você ou para os que você ama! Honre a sua fé nesse Deus, confie Nele, respeite Sua atuação na história das pessoas e escolha a vida: SEMPRE! O Salmo 126 afirma que o filho é um dom, um presente de Deus, uma recompensa! Não vire as costas para o Seu amor! Um óvulo fecundado é uma prova de amor de Deus ao mundo! Aceitar e realizar um aborto é colocar vitória de Cristo sobre o pecado e a morte como algo desprezível. Aceitar e realizar um aborto é destruir os alicerces de um Templo a ser erguido em honra ao Espírito Santo. 

Médico e profissional de saúde que crê em Deus: escolham sempre a saúde, o bem estar, a vida dos seus pacientes! Não permita que a ambição financeira ou qualquer outro motivo que seja maior do que a fé que você tem no fato de que Deus existe, que Ele gera vida por amor! Viva de acordo com sua fé, atue profissionalmente de acordo com a sua fé! Não cale sua consciência, não cale seu coração, não cale sua alma! Não vire as costas para Deus que te vocacionou à medicina para fazer o bem e ajudar o próximo!

Avós, tios, irmãos, primos, amigos: vocês que crêem em Deus, não aconselhem e nem permitam nunca um aborto de uma criança que Deus destinou a fazer parte da sua vida! Faça a diferença na vida de quem está cogitando essa possibilidade: relembre-a que existe um Deus, o único Deus Criador e Pai, que está entregando essa vida desse filho nas mãos dela! Seja o apoio que ela precisa, seja a voz da Verdade e da Caridade na vida dessa pessoa! Não se omita, não seja promotor da morte na história dessas pessoas, não seja cúmplice desse crime! Não seja aquela pessoa que sugeriu a morte de um filho, talvez o único que essa pessoa vá gerar em sua vida inteira! Não seja aquela pessoa que vai acompanha-la a alguma clínica em que ao invés de promover a saúde e a vida do ser humano fatura economicamente em cima do desespero daqueles que se esqueceram que poderão sempre contar com Deus em suas vidas e que existem pessoas (como você!) que estarão sempre presentes para ajudar em tudo o que elas precisarem, QUE ELAS ÃO ESTÃO SOZINHAS! Não vire as costas para Deus que conta com a sua intervenção a favor da vida, a favor do amor!

Pai, uma única célula sua deu início a um milagre que ultrapassa o plano natural! Com esse filho Deus quer te ensinar tantas coisas sobre amar e ser amado! Com esse filho Deus te coloca numa posição semelhante à Dele com relação a você: Ele é seu Pai, confie Nele e aceite o seu amor! Não lhe vire as costas! Não permita que seu filho seja impedido de se desenvolver, de nascer, de viver! Você, que crê em Deus, seja homem à altura de Cristo e defenda seu filho, assuma-o, ame-o! Honre o Deus que te ama, que também te deu a vida e que está confiando aos seus cuidados esse pequeno e indefeso filho Dele! Deus te fez responsável sobre ele! Não queira ser assombrado pela memória de uma filha privada da vida, para a qual você deveria ter sido um herói! Não queira ser o carrasco de um filho para o qual você deveria ter sido o melhor amigo, modelo de hombridade! Não aceite essa injustiça, não viva com essa culpa! Escolha e lute pela vida do seu pequeno, da sua princesa: Deus conta com você! Não vire as costas para Deus!

Mãe, esta vida que passou a habitar no seu ventre trará sobre seu corpo e sua alma uma luz que jamais se apagará! Você permitindo ou não que esse filho ou filha se desenvolva dentro de você, essa luz de ter se tornado mãe ficará para sempre em você! Muitas mães que abortam seus filhos nunca mais encontram a paz por terem de conviver com essa luz eternamente em suas memórias, pois é uma luz que testemunha para todo o sempre que Deus esteve na sua carne gerando vida. Não lhe vire as costas, não se negue a receber esse dom, esse presente! Confie no amor de Deus! Permita que essa luz se acenda em seu ser para gerar mais vida para a sua vida! Não aborte seu filho ou filha! Permita que o coraçãozinho dele ou dela continue a bater! É a sua própria vida gerada em outro corpo, um pequeno corpinho que quer se desenvolver devagar e extraordinariamente no seu ventre pela ação das mãos de Deus no qual você crê! Se permita viver  talvez o único amor verdadeiramente incondicional de sua vida! Deixe ele ou ela entrar em sua vida, em sua história! Deus sabe que você é capaz de ser a mãe, a mamãezinha dessa criança, por isso te recompensou com a bênção que é ter um filho. Permita-se amar sem medidas, ter essa criança em seus braços, poder cheirá-la, pegar sua mãozinha, amamentar, perceber nela as semelhanças físicas da sua família... Deus te designou para viver a maternidade quando permitiu que a fecundação acontecesse dentro de você, independente das condições em que isso tenha ocorrido! Honre a fé que você tem em Deus! Honre a fé que Deus teve em você! Da mesma forma que essa fé que você tem em Deus jamais se apagará do mais profundo do seu coração, a presença de um filho em seu ventre será uma luz acesa eternamente na sua história! Que seja um luz de vida e não uma sinalização de uma morte autorizada por você! 

ESCOLHE, POIS, A VIDA! ELA TRAZ VIDA A VOCÊ TAMBÉM!
ENTENDE QUE A VIDA É DOM E NINGUÉM A DETÉM!
VEIO DE DEUS E PARA ELE VOLTARÁ!
ARRISCA-TE E ACOLHE A VIDA QUE O MUNDO PRECISA!

10 de julho de 2013

Sobre bolos e sonhos



Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada. (Rm 8, 18)

Temos aspirações, desejos, necessidades, sonhos! Mas muitas vezes encontramos inúmeros desafios para alcançá-los. Passamos por provações, frustrações, decepções... Queremos para agora, para já! Mas a vida nos faz esperar, esperar e esperar! Tudo isso pode nos causar sofrimentos e desânimo, vem a vontade de desistir de nossos sonhos, nos sentimos sozinhos e cansados... Às vezes não temos retorno nenhum dos nossos esforços! Oramos, pedimos a Deus, mas nossos sonhos não viram realidade! Provavelmente até passe pelas nossas cabeças: será que Deus não está vendo isso? Será que Ele não tem ouvido minhas orações, não tem visto toda a minha luta para alcançar esses meus sonhos?

Eu vejo tudo isso que a gente vem lutando, vem rezando, vem sofrendo em nossas vidas na tentativa de alcançar nossos sonhos como a preparação de um bolo.

Em primeiro lugar vamos atrás da receita, para termos a segurança do que precisamos e como devemos proceder. Na vida em Cristo, nossa “receita” é a Palavra de Deus, a Bíblia e a Tradição, explicadas a nós com segurança pelo Magistério da Igreja. Ali saberemos tudo o que precisamos para fazer nossos sonhos se concretizarem e como devemos agir para tal. Se usarmos outros ingredientes que não estão sendo solicitados ali, ou o colocarmos em medidas diferentes, ou até mesmo não seguimos a ordem sugerida, nosso “bolo” pode não ficar bom, nossos sonhos podem ficar prejudicados não se concretizando conforme a Vontade de Deus!

Com a receita em mãos, temos que adquirir os ingredientes e equipamentos que precisaremos para fazer esse bolo. Na vida espiritual, poderíamos imaginar que os ingredientes indispensáveis para alcançarmos nossos sonhos são os dons do Espírito Santo que, utilizados com consciência, um a um, formam a massa do nosso ser, do nosso agir no mundo, da nossa missão. Os equipamentos que integram e moldam esses dons que afloram em nós são os Sacramentos. Somente por eles podemos vislumbrar nossos sonhos se tornando realidade, conforme os planos de Deus para nossa vida! Com o Batismo recebemos o Espírito Santo em nós e começam a ser gerados seus dons, como sementes. Num processo de maturação, a Crisma faz aflorar os setes dons, como brotos dessas sementes, precisam ser cultivados, pois são nossos ingredientes! Confissão e Eucaristia são o que garantem a vida e a qualidade desses ingredientes de sonhos em nossas vidas! Ordem e o Matrimônio são a potência máxima da concretização dos sonhos, integrando tudo, transformando na prática os dons em vida, em realidade. A unção dos enfermos poderia ser vista como um ajuste nessa massa, se por acaso ela apresentasse alguma necessidade de regulação.

Essas duas etapas costumam ser muito trabalhosas. Não é fácil ter o conhecimento dessa receita nem muito menos segui-la a risca! Os ingredientes são difíceis de conseguir! É preciso buscar, “ralar”, “corre atrás”, se esforçar... Os equipamentos estão sempre à disposição, mas ter “as manhas” de manuseá-los corretamente, fazer bom uso deles, não é tarefa simples! É grande nossa luta para preparar essa massa! Nos esforçamos e fazemos o melhor que podemos para que o bolo saia perfeito! Assim também é grande nossa luta para alcançar nossos sonhos! Ralamos, corremos, batalhamos da melhor forma possível para que eles se tornem realidade! E depois... Bem... E depois? E depois que já fizemos tudo ao nosso alcance para alcançar nossos sonhos?!?

O próximo passo seria o forno! É preciso colocar essa massa no forno para que ela se transforme pela ação do calor! Essa etapa é mais demorada. É nessa etapa que poderíamos nos cansar, nos desmotivar, querer desistir. Por que quando chega esse ponto, tudo o que cabia a nós fazer na busca de alcançar nossos sonhos já foi feito. Tudo o que nos resta é esperar. Sentimo-nos muitas vezes de mãos atadas! Rezamos, clamamos, queremos o resultado, queremos a concretização do nosso sonho... mas existe um tempo para que a massa do bolo asse e este fique pronto! É inútil querer apressar o forno, ou acusar o formo de “fazer corpo mole” para assar! Poderíamos nos sentar em frente ao forno e ficar gritando: me dá meu bolo! Anda! Rápido! Eu quero! Agora! Eu fiz tudo certo, segui a receita, usei os ingredientes e aparelhos corretos, já te dei a massa... AGORA ME DÁ MEU BOLO! Eu preciso do meu bolo! Sonhei tanto com ele!...”. Nada disso apressaria o processo de assar daquela massa pela qual nos esforçamos tanto. Quantas vezes fazemos isso em nossas orações, em nossas partilhas e desabafos! Faz algum sentido esse comportamento?

Duas hipóteses poderiam fazer com que a etapa do forno não chegue ao seu objetivo, ou seja, o bolo fofinho, quentinho e cheiroso: 1. Faltar o gás ou a energia que fornece o calor para assar o bolo; 2. Abrir o forno e tirar de lá a massa que estava assando Na 1ª hipótese eu vejo que esse calor é o próprio Deus que, em sua providência, faz a semente germinar sob a terra, o bebê se desenvolver no ventre de sua mãe, o bolo assar e o sonho se concretizar. Por um motivo ou por outro, acredito que por desígnio de Deus que não nos é dado entender, vez por outra a semente não germina, o bebê para de se desenvolver, o bolo não assa, o sonho não se concretiza. Confiemos em Deus, façamos outras massas, tenhamos outros sonhos! Ele sabe de tudo, Ele nos ama, e sabe o que é melhor para nós! Peguemos outras receitas naquelas fontes que citamos acima, aprimoremos os ingredientes, recorramos aos utensílios de novo, e coloquemos as massas no forno quantas vezes forem necessárias! Os sonhos são o combustível da vida: não podemos abrir mão de sonhar! Não fiquemos chorando sob as massas cruas e soladas da nossa história: sonhemos novos sonhos com confiança em Deus!
Na 2ª hipótese, vejo uma sabotagem que pode ter origem na ação de terceiros ou, pior, a origem pode ser nós mesmos! Se alguém retirar a massa do forno ela não chegará a ser bolo! Enquanto esperamos, precisamos ter cuidado com o forno, não deixar ninguém que não é responsável por nossos sonhos de “butuca”, espiando, vigiando nossos sonhos, a não ser que seja alguém que sabe de todo o trabalho que tivemos para ver esse sonho se realizar, pessoas que queiram o nosso bem, que torcem por nós!  E quantos sonhos nossos são sabotados por nós mesmos?! Por ansiedade, por impaciência, por falta de fé, abrimos o forno, fazemos o bolo “solar”, jogamos o trabalho de tanto tempo fora!... Precisamos ficar de vigília, esperando com paciência, pois o bolo tem seu tempo de assar.

Não acredito em sonhos que se realizam automaticamente, sem luta, sem suor, lágrimas e até sangue. Não acredito em sonhos instantâneos, sem espera, sem sofrer as demoras de Deus! O que eu creio é que quando lutamos, oramos e esperamos: a obra de Deus acontece da melhor forma possível para nós, segundo a Vontade de Dele. Ainda que demore, colheremos os frutos do nosso trabalho, Deus realizará suas obras em nossa vida por sua imensa misericórdia! Eu acredito que mesmo que a gente sofra, isso não é nada comparado ao que Deus reserva para nós! Deus quer realizar nossos sonhos, meu irmão, minha irmã! Ele conta conosco para isso, com nossa colaboração, com nossa fé Nele, mas devemos crer que Ele quer realizar nossos sonhos de uma maneira até muito superior do que sonhamos! E será maravilhoso quando Ele realizar nossos sonhos, com a nossa colaboração!

Agora, mais maravilhoso ainda será quando ELE REALIZAR OS SONHOS DELE A NOSSO RESPEITO! Aí sim, mas do que alcançar nossos sonhos, alcançaremos a FELICIDADE COMPLETA! Afinal, se “os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada (Rm 8, 18)”, acredito da mesma forma que os sonhos alcançados na vida presente não terão nem comparação com os sonhos de Deus realizado em nós, aqui nesta terra, mas também no céu! Tenhamos confiança Nele: façamos nossa parte e esperemos por Seu tempo! Que nossos sonhos e (mais ainda) os sonhos de Deus se realizem: amém!

27 de maio de 2013

Martírio: o testemunho da fé

Conforme está enunciado em nossa Constituição Federal, artigo V, inciso VI, temos no Brasil liberdade religiosa, assim como em muitas partes do mundo. Mas ainda hoje, em pleno século 21, neste mesmo ano de 2013, há lugares em nosso planeta em que muitos cristãos são martirizados por causa da fé em Cristo. Não é difícil encontrar notícias recentes de ataques a cristãos, muitas vezes dizimando comunidades inteiras incendiadas ou fazendo verdadeira chacinas durante a Missa, em lugares como Iraque, Nigéria, Paquistão, Egito, a maioria de autoria de grupos extremistas islâmicos.
Essa não é a nossa realidade, mas o martírio de sangue ainda acontece no mundo, embora raramente ganhe destaque nas mídias sociais. Na Vigília de Pentecostes de 2013, o Papa Francisco afirmou: “Há mais mártires hoje do que nos primeiros séculos da Igreja. Sim, mais mártires! Irmãos e irmãs nossos, que sofrem! Levam a fé até ao martírio. Mas o martírio nunca é uma derrota; o martírio é o grau mais alto do testemunho que devemos dar. Nós estamos a caminho do martírio, de pequenos martírios: ao renunciar a isto, ao fazer aquilo... vamos a caminho. E eles, coitados, dão a vida, mas dão-na – acabámos de ouvir a situação no Paquistão – por amor de Jesus, testemunhando Jesus.”
Um colega de curso, Douglas Mazuco, explicitou seu entendimento sobre esse tema de uma forma excelente, que transcrevo a seguir:
“A palavra martírio vem do grego "martiyria" que quer dizer, testemunha. O chamado de Atos 1, 8 é um chamado que transcende o tempo, sendo sempre atual: ‘E descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria e até os confins do mundo’. Podemos, entender muito bem esse "sereis minhas testemunhas" por "sereis meus mártires". Somos convidados a testemunhar o Cristo em nossa vida, em nossa sociedade tão descrente. Não devemos nos ater apenas na proclamação, mas devemos viver o Evangelho e anunciá-lo à toda criatura. E, se isso custar a nossa vida, seria ainda muito pouco perto do que os mártires dos primeiros séculos fizeram. Somos chamados hoje a um martírio testemunhal, morrer para o mundo para anunciar para o mesmo que Jesus é a vida.”
 “Sereis minhas testemunhas = sereis meus mártires”. Em 2010, nosso querido papa emérito Bento XVI afirmou algo que eu, pessoalmente, tenho vivido muito (e imagino que possivelmente você, que lê agora este texto, também!), e guardado sempre em meu coração! Ele disse que hoje em dia vivemos um novo tipo de martírio, o da ridicularização e da exclusão. Pessoas que perdem o emprego por usarem um crucifixo no pescoço, jovens que são tidos como perdedores por viverem a castidade, juízes de paz que são obrigados a se demitirem por não aceitarem a realização de casamentos homoafetivos, médicos desqualificados profissionalmente por se oporem ao aborto, cristãos sempre retratados como corruptos, hipócritas ou imbecis na teledramaturgia, etc, etc...
É, meus irmãos, vivemos sim, tempos de martírio! Trágicos ou cotidianos, vermelhos ou brancos, mas martírio... Que Deus nos dê forças para que permaneçamos firmes na fé, preparados para de fato testemunhar que nada e nem ninguém pode nos separar do amor que Cristo manifestou por nós: nem a tribulação, nem nenhuma angústia, nem perseguição, ou fome, ou nudez, nem mesmo algum perigo ou espada! (Rom 8, 35) Que, como afirmava Tertuliano, todo martírio da Igreja, seja ele por derramamento de sangue ou por ridicularização, se converta sempre em semente de novos cristãos, amém!

21 de abril de 2013

A quem iríamos nós?




Todo mundo tem um trecho preferido da Bíblia. O meu é João 6. Explico.

Eu nasci católica, fui batizada e, apesar de meu pai ser espírita, minha mãe sempre buscou me conduzir nos caminhos da Igreja, me matriculou em escolas católicas, me fez fazer a catequese e a 1ª Comunhão. Nessa ocasião, tinham me explicado que o Pão e o Vinho oferecidos o altar da Missa eram o Corpo e o Sangue de Cristo, mas eu nunca tinha refletido mais profundamente sobre o que isso significava. A única coisa que batia forte no meu coração era que Jesus havia mandado “fazer isso em memória de Mim”. Então sempre pensava que tinha que ter consideração por esse pedido e, mesmo que na adolescência tenha optado por não fazer a Crisma (pois na época havia decidido que não seria mais católica), sempre assistia uma Missa de vez em quando, afinal, Ele havia pedido essa memória...

Quando em 1996 fiz o encontro do Grupo Jovem Imago Dei da minha comunidade e fui paulatinamente retornando à Igreja, recebia sempre explicações sobre o tema da Eucaristia, mas ainda não havia captado toda a grandeza dessa verdade. A partir de 1998, ingressando na RCC, no Grupo de Oração São Vicente, esses ensinamentos foram se aprofundando, tanto pelas próprias formações do movimento, quanto pelo acompanhamento dos irmãos. No Imago Dei e também na RCC sempre era levada a participar de inúmeras Missas e Adorações Eucarísticas, mas ainda persistia em mim a ideia do simbolismo do Pão e do Vinho apenas, além da memória requerida por Jesus.

Até que ganhei de presente um livrinho do Monsenhor Jonas Abib, fundador da Comunidade Canção Nova, intitulado “Caminho para a Santidade”. Em um dos seus capítulos, ele trata do tema da Eucaristia fundamentado justamente no Evangelho de São João, capítulo 6.

9 de abril de 2013

Carta a um amigo de fé que se afastou de Deus



Um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro. Nada é comparável a um amigo fiel, o ouro e a prata não merecem ser postos em paralelo com a sinceridade de sua fé. Um amigo fiel é um remédio de vida e imortalidade; quem teme ao Senhor, achará esse amigo. Quem teme ao Senhor terá também uma excelente amizade, pois seu amigo lhe será semelhante. (Eclo 6, 14-17)

Querido amigo, amado irmão,
A Providência Divina movimentou nossa história para que nossos caminhos se encontrassem nessa nossa passagem tão breve por esta terra. Eu creio que foi obra de Deus termos nos conhecido na Igreja e nos tornado, como diz a canção, “amigos pra sempre, dois amigos que nasceram pela fé”. Eu acredito no sopro do Espírito Santo que movimenta várias vidas conectadas, formando como que uma "onda de realização da Vontade Divina". Creio que ter te conhecido nesse contexto de espiritualidade e fé tem um motivo, um propósito divino.
Para mim, você é mais que um amigo, em Cristo somos irmãos (Prov 18, 24). Hoje o nosso Pai me pergunta como perguntou a Caim: “Onde está seu irmão?" E eu não posso responder como ele respondeu: “Não sei! Sou porventura eu o guarda do meu irmão?”(Gn 4,9).  Não posso fingir que sou indiferente ao que se passa com você. Se eu não me importasse com você, certamente nem estava perdendo tempo com essas reflexões, mas o caso é que eu me importo.
O que foi que aconteceu? O que Deus fez para que você se afastasse Dele? Por que as coisas do Céu foram perdendo a importância para você? Em que momento, o que antes você considerava como verdade, se tornou mentira? Quando foi que Maria deixou de ser sua Mãe? Por que as palavras de Jesus naquela época faziam tanto sentido e agora não fazem mais? Que acontecimento fez com que a Eucaristia que comungávamos juntos deixou de ser o Corpo e o Sangue de Cristo para você? O que tem alimentado a tua alma, irmão? O que tem preenchido o teu coração? Que sonhos você tem sonhado que excluem tanto assim as coisas de Deus?
Eu conheço teu coração, amado irmão. Sei que ele já foi terra boa para a semente da Palavra (Mt 13, 4-23). Sei por que já colhi dos frutos que você frutificou para a minha caminhada de conversão. Quantas e quantas vezes você foi referência de santidade e busca de Deus para mim, para tantos! Quantas e quantas vezes você foi a Voz de Deus para os meus ouvidos! Quantas e quantas vezes dos seus braços eu recebi os abraços do Mestre, eu vi a misericórdia Dele em seus olhos, você foi canal da ação do Espírito para mim, para tantos!... Eu conheço teu coração, irmão, mas o que há nele nos dias de hoje? Que pássaros tem comido as sementes da Palavra de Deus que foram lançadas no seu coração? Que pedras as tem enterrado, que sol as tem queimado, que espinhos a tem sufocado? Pois a semente foi lançada, chegou a frutificar, eu sou testemunha! Mas qual o lugar da Palavra de Deus na sua vida hoje, meu querido irmão?
Não entendo tanto cansaço, indisposição, tédio, até mesmo uma certa hostilidade sua no quesito viver a Fé... Cansar-se de Deus é desistir do único Amor Verdadeiro, é retirar o sentido da própria vida! Se afastando de Deus, você se afasta de si mesmo, se desfigura, te desconheço... E não digo isso como julgamento, apenas com saudade! Sinto sua falta nas Adorações, nas Vigílias, nas Missas, nos terços... Sinto falta da sua sabedoria me aconselhando sobre a Palavra. Sinto falta da unção do seu cantar. Sinto falta da ação do Espírito atuando em você em favor da minha conversão, da conversão de tantos irmãos...
Meu irmão, ouça o apelo de Deus pela boca de alguém que te ama muito: “Buscai o Senhor, já que ele se deixa encontrar; invocai-o, já que está perto!” (Is 55,6) O propósito dessa carta não é te dar nenhum sermão, é antes um desabafo... Desabafo de amigo! Se eu, que sou tão imperfeito (e você sabe o quanto!) sinto sua falta, imagine o coração de Jesus como não está pela sua ausência... Volta para o Senhor! O Senhor é bom! As coisas de Deus são agradáveis também! Volta para a comunidade! Você faz falta! Você é querido! Não se trata de cobrança, de pressão: é o coração falando... Venha, vamos caminhar juntos de novo nos caminhos da eternidade! Não precisa falar nada, não precisa explicar nada: simplesmente volte. E continuaremos de onde paramos, passo a passo com Jesus, amparados por Maria.

19 de fevereiro de 2013

Quaresma no Ano da Fé




Com a Quarta-feira de Cinzas, iniciamos a Quaresma e nossa preparação para a Páscoa. É tempo de ouvir e acolher com atenção renovada a Palavra de Deus, que nos chama ao encontro e à comunhão com o Deus misericordioso e salvador. É tempo de revisão, para avaliarmos como anda a nossa vida cristã e se cumprimos nossos compromissos batismais com Deus e com a Igreja, observando seus mandamentos.

Na Quaresma deste Ano da Fé, faço um convite especial para nos confrontarmos com a fé que recebemos e professamos com a Igreja.

1. Temos uma fé firme? Procuremos o encontro pessoal com Deus, na leitura da Palavra de Deus, nos sacramentos da Eucaristia e da Reconciliação? Peçamos a Deus, como os Apóstolos: “Senhor, aumenta a nossa fé!”. Dá-nos uma fé viva, que frutifique na esperança, na caridade e em toda obra boa!

2. Temos uma fé esclarecida, capaz de explicar a nós e aos outros o que cremos, enquanto católicos? Procuremos ler e estudar o Catecismo da Igreja Católica, que nos explica a fé da Igreja. A fé pouco esclarecida e que não tem raízes profundas e fortes, pode facilmente ser desviada ou perdida.

3. Abandonamos a fé, ou negamos alguma parte da fé da Igreja? Façamos penitência e peçamos o perdão de Deus. A infidelidade na fé é pecado contra Deus. É fechar as portas a Deus e afastar-se dele. Peçamos perdão a Deus pelos pecados contra a fé.

Em todo o caso, procuremos e peçamos a fé, pois é ela que nos possibilita entrar em comunhão com Deus e receber dele a vida. Deus não deixa de dar a fé a quem a pede.

Durante a Quaresma, preparemo-nos para fazer a renovação alegre e convicta de nossa fé, no Sábado Santo, durante a celebração da Vigília Pascal.

Para a Quaresma, aconselho a ler novamente minha Carta Pastoral – Senhor, aumentai a nossa fé – escrita para toda a Arquidiocese de São Paulo em vista do Ano da Fé. Se ainda não a tem em mãos, procurar no site da Arquidiocese de São Paulo (http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br/node/185010).
Boa Quaresma de 2013 a todos! Boa preparação para a Páscoa!

Cardeal Odilo Pedro Scherer

Arcebispo de São Paulo




Fonte: http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br/quaresma-no-ano-da-f%C3%A9

30 de janeiro de 2013

Porta Fidei - La Fede Della Chiesa




Na Mensagem do Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2011, o Papa Bento XVI afirma que o fenômeno da comunicação na era digital e as novas tecnologias, se usadas sabiamente, podem "contribuir para satisfazer o desejo de sentido, verdade e unidade que permanece a aspiração mais profunda do ser humano." (Leia a mensagem completa aqui mesmo o Blog neste link: http://www.eutenhodeusedeusmetem.blogspot.com.br/2013/01/verdade-anuncio-e-autenticidade-de-vida.html)

Na Carta Apostólica Porta Fidei (também aqui no Blog, acesse: http://www.eutenhodeusedeusmetem.blogspot.com.br/2012/03/porta-fidei.html) o Pontífice nos exorta e incentiva a estudar, nos formar, nos aprofundar em assuntos relativos a Fé, afirmando que neste ano "deverá intensificar-se a reflexão sobre a mesma, para ajudar todos os crentes em Cristo a tornarem mais consciente e revigorarem a sua adesão ao Evangelho, sobretudo num momento de profunda mudança como este que a humanidade está a viver."

Para unir tecnologia e "as coisas do alto", trago hoje mais uma dica: um aplicativo, disponível em português, para incentivar a vivência  do Ano da Fé: PORTA FIDEI - LA FEDE DELLA CHIESA. Com ele você poderá acompanhar todos os discursos do nosso amado Papa Bento XVI sobre o Ano da Fé, receber todos os dias uma meditação do Sumo Pontífice sobre o Credo, suas catequeses, as meditações do Angelus, acessar o Compêndio e o Catecismo da Igreja Católica, incluindo arquivos multimedia. Tudo isso na facilidade do seu celular! E, se já não fosse bom demais, é GRATUITO! Eu gostei, então #ficaadica!


25 de outubro de 2012

Ser de Cristo é ultrapassar nossos limites (Mesmo!) para levar a Fé e a Verdade aos eleitos



Na Carta de São Paulo a Tito, capítulo 1, versículo 1, o grande santo afirma: “Paulo, servo de Deus, apóstolo de Jesus Cristo para levar aos eleitos de Deus a fé e o profundo conhecimento da verdade que conduz à piedade”...
Eu cá da minha miséria, também me atrevo a repetir: “Manuela, mísera serva de Deus, microscópica apóstola de Jesus Cristo, para levar aos eleitos de Deus espalhados pela minha vida e meu modesto apostolado, a FÉ, e todo o conhecimento que tenho buscado a respeito da VERDADE na Palavra e no Magistério que conduz a vivência da piedade inspirada na moção do Espírito”... Num dado momento da minha vida, precisei assumir isso de verdade e não mais voltar atrás!
Estamos aqui justamente para isso: para levar essa FÉ e esse CONHECIMENTO DA VERDADE para os eleitos de Deus, ou seja, para nossa família, nossos amigos, nossa comunidade... Um dia adentramos pela Porta da Fé que o próprio Cristo abriu para nós em determinado momento de nossas vidas; entramos em contato com Aquele que é o DOADOR da FÉ, Aquele que é a própria VERDADE, e por causa dessa experiência somos impulsionados a transmitir esse conteúdo, essa vivência, esse Nome, essa proposta. Romanos 10, 14 expressa: “Como invocarão Aquele em quem não têm fé? E como crerão Naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão falar, se não houver quem pregue?” E podemos ir além: como serão convencidos se não houver quem viva de fato tudo isso? E como serão contagiados se não estiverem em contato com servos motivados, entusiasmados por essa causa?
Ora, esse saber, sentir, acreditar, confiar, é dom, é presente! Claro que sempre implica em uma atitude nossa, mas nunca é mérito nosso, é Deus quem dá! Como eu sempre digo, não se trata de algum esforço mental do tipo: “Agora eu vou aqui me concentrar, me esforçar, me focar e fazer força... para ter fé!” Não, absolutamente não. Meu papel é me abrir, estar vivendo em estado de graça, e o Espírito divino infunde essa Fé em mim, GARATUITAMENTE. Cabe a mim abraçar, nutrir, viver, fazer crescer, tornar atuante. Conforme o Catecismo da Igreja Católica § 153: