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4 de maio de 2013

Oração antes de uma operação




Meu Pai,
Tu és o meu refúgio, o único refúgio.
Eu te clamo, Senhor, para fazeres com que tudo corra bem em minha operação e para que me concedas cura e ajuda.
Guia a mão do cirurgião afim de que ele tenha êxito. Eu agradeço a Ti, Senhor, por que sei que os médicos são teus instrumentos e ajudadores. Nada pode acontecer-me, exceto o que está decidido para mim, no teu amor, ó Pai.
Toma-me em teus braços agora, durante as próximas horas e nos dias que virão. Poderei assim repousar completamente no Senhor, mesmo quando estiver inconsciente. Permite que eu me comporte durante a operação de maneira que não desonre o teu nome. Se, pela tua graça, eu acordar depois da operação, meus primeiros pensamentos e palavras serão de agradecimento ao Senhor.
À medida que entrego todo o meu ser a ti nesta operação, permite que minha vida inteira esteja em tua luz. Não quero submeter-me a esta operação sem confessar todos os meus pecados a ti e, se necessário, também a outros. Quero receber o teu perdão.
Senhor Jesus, aguardo tudo o que deva acontecer comigo, com o conhecimento consolador de que sou teu e tu és meu. Nada poderá separar-me do teu amor, seja na vida ou na morte.
Amém.
(Pe. Alberto Gambarini)

8 de abril de 2013

Oração na enfermidade




O Catecismo da Igreja Católica explica em seu parágrafo 1508 sobre cura e doença:

O Espírito Santo dá a algumas pessoas um carisma especial de cura para manifestar a força da graça do ressuscitado. Todavia, mesmo as orações mais intensas não conseguem obter a cura de todas as doenças. Por isso, São Paulo deve aprender do Senhor que "basta-te a minha graça, pois é na fraqueza que minha força manifesta todo o seu poder" (2Cor 12,9), e que os sofrimentos que temos de suportar podem ter como sentido "completar na minha carne o que falta às tribulações de Cristo por seu corpo, que é a Igreja" (Cl 1,24).

Jesus disse: “Eu vim para que todos tenham vida, e vida plena” (Jo 10,10). A Palavra ensina (Mt 8, 17) que a profecia de Isaías 53, 4 que diz “Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e carregou nossas doenças” se aplica a Jesus. Ainda assim Jesus não curou (e não cura) todos os doentes. O Catecismo, nos parágrafos 1505-1506, esclarece ainda:

Suas curas eram sinais da vinda do Reino de Deus. Anunciavam uma cura mais radical: a vitória sobre o pecado e a morte por sua Páscoa. Na cruz, Cristo tomou sobre si todo o peso do mal e tirou o "pecado do mundo" (Jo 1,29). A enfermidade não é mais do que uma conseqüência do pecado. Por sua paixão e morte na cruz, Cristo deu um novo sentido ao sofrimento, que doravante pode configurar-nos com Ele e unir-nos à sua paixão redentora. Cristo convida seus discípulos a segui-lo, tomando cada um sua cruz. Seguindo-o, adquirem uma nova visão da doença e dos doentes.

Essa configuração do doente e de Cristo é tão radical que em Mt 25, 36. 39-40 Jesus afirma que o que fizermos a um enfermo, estaremos fazendo a Ele próprio. Acho que Deus “sabe o que faz” quando permite que experimentemos em nossa história os dois lados: o do doente e o do que cuida/convive com um doente. 

Uma vez um médico me esclareceu em tom de brincadeira, mas baseado na sua experiência profissional, parafraseando Euclides da Cunha (que escreveu a célebre frase “O sertanejo é, antes de tudo, um forte”): “O doente é, antes de tudo, um chato.”