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28 de março de 2013

Vamos caprichar na catequese familiar?



Em nossas meditações e catequeses familiares com as crianças aqui em casa utilizamos variadas ferramentas para tentar conseguir prender a atenção e despertar o interesse dos nossos pequenos. Um recurso muito usado é o da “historinha”, operacionalizado de várias maneiras. Trata-se de fazermos um roteiro simples (a maioria das vezes espontâneo mesmo) do tema a ser tratado e, com o auxílio de objetos variados irmos retratando os pontos que queremos abordar. Para tal, utilizamos objetos variados, artesanatos, computador e tudo o mais que o Espírito inspirar em termos de criatividade!
Por exemplo, essa semana fomos trabalhar o tema da amizade de Jesus com Marta, Maria e Lázaro. Fizemos um roteiro que incluía a passagem de Marta e Maria, da ressurreição de Lázaro e também a unção em Betânia numa história resumida, contada numa linguagem acessível a eles. Usando bonecos Max Steel e Barbies representamos os personagens; para colocar Marta trabalhando, usamos um escovão; com um pedaço de atadura e uma caixa, fizemos Lázaro saindo do sepulcro; para a unção em Betânia, pegamos um vidro grande de perfume e por aí fomos encenando.
Numa outra ocasião, trabalhando o tema do Domingo de Ramos, usamos o “burrinho do Shrek” que veio no Mc Lanche Feliz, um desenho pequeno de Jesus, panos de pratos para serem os mantos e bonequinhos de jornal desenhados por eles mesmos em meio a ramos de capim colhidos do quintal para representarem o povo que recebia o Senhor em Jerusalém.
Em outro ano, para meditarmos na última Ceia, usamos uma caixa de ovos para ser a base da mesa e imprimimos desenhos dos apóstolos e de Jesus. Pedimos às crianças que colorissem os personagens e utilizamos o artesanato para apresentar esse ensino a elas (retiramos desse site: http://catholicicing.com/holy-thursday-last-supper-craft/).
Já usamos PowerPoint, vídeos do YouTube, confeccionamos o Círio pascal com um vela de 7 dias e batom; fizemos a via sacra com cartões que eram colados num mural conforme íamos meditando; preparamos uma cruz de isopor na qual colocamos vários cartõezinhos representando atitudes negativas (pecaminosas) nossas que pesavam na Cruz de Jesus... Teria muitos outros exemplos, mas esses já são o suficiente para demonstrar que basta um pouco de criatividade para tornar um momento de catequese familiar mais interativo e significativo para nossos pequenos! 
Que tal encenar a história da Páscoa para seus filhos assim esse ano? Prepare seu roteiro, não o estenda muito, faça-o resumido, separe os objetos que possam servir para ilustrar sua história, reúna as crianças, reze e mãos à obra! Garanto que eles irão gostar e que se lembrarão desses momentos em família sempre...

25 de março de 2013

O TRÍDUO SAGRADO DA PÁSCOA: JESUS MORTO, SEPULTADO, RESSUSCITADO




Um olhar de conjunto
“Ó abismo da riqueza, da sabedoria e da ciência de Deus! Como são insondáveis seus juízos e impenetráveis seus caminhos!… Porque tudo é Dele, por Ele e para Ele. A Ele a glória pelos séculos! Amém” (Rm 11, 33.36).
A expressão de maravilha e de louvor por parte do apóstolo diante do mistério da aliança irrevogável de Deus com Israel – aliança que vai além da sua infidelidade – e do chamado dos pagãos a participarem da sua plena realização na morte e ressurreição de Cristo, bem interpreta os sentidos mais profundos da Igreja ao celebrar o solene Tríduo Pascal. Este evento Pascal é a fonte divina e perene da sua vida, assim como do caminho espiritual desenvolvido ao longo do ano litúrgico. A Igreja nos convida a entrar em atitude de maravilha e adoração.
O Tríduo Sagrado inicia-se na tarde da quinta-feira santa, com a celebração da Ceia do Senhor, e acaba com as segundas Vésperas do dia da Páscoa. A Igreja contempla com fé e amor e celebra o mistério único e indivisível do seu Senhor Morto (Sexta-feira Santa), Sepultado (Sábado Santo) e Ressuscitado (Vigília e dia de Páscoa).
Com o Tríduo Pascal chegamos ao coração da história inteira e ao escopo da própria criação. A luz Pascal deste Santo Tríduo ilumina a vida de Jesus, sua missão desde seu nascimento e o projeto salvífico de Deus no seu desenvolvimento histórico: desde a criação e através das relações especiais da aliança com os patriarcas e os profetas, testemunhadas pelo Antigo Testamento. Na morte e ressurreição de Jesus e na efusão do Espírito, aquele projeto se revela em todo seu sentido profundo, e inicia a etapa radicalmente nova desta história que caminha rumo a seu cumprimento no fim dos tempos (cf. Ef 1,1-14; Cl 1, 15-20).
As pessoas que foram regeneradas na fé e no amor pelo batismo receberam as potencialidades e a vocação a viver como homens e mulheres “partícipes da vida do Ressuscitado”, partilhando a mesma energia divina de Cristo no Espírito (cf. Ef 2, 4-8; Cl 3, 1-4: 5-11).
As celebrações do Tríduo são particularmente ricas de gestos, movimentos, Palavra proclamada e comentada, cantos, silêncios. Tudo converge para nos aproximarmos com coração aberto e íntima devoção ao mistério da morte e da ressurreição de Cristo e da nossa participação a ele, por graça. O que mais nos surpreende é descobrir, mais uma vez, o amor gratuito com que Deus nos amou, e fica nos amando, até doar seu próprio Filho por nós e nele doar-nos sua própria vida: “para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3, 16), como nos lembra o evangelista. Surpreendidos ainda mais pelo feito que “não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele quem nos amou e enviou-nos seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados” (1 Jo 4, 10).
O extremo esvaziamento do Verbo encarnado, na morte de cruz e no silêncio do sepulcro, abre o caminho para uma nova história, em prol de cada um e do mundo inteiro. “Batizados em Cristo Jesus, é na sua morte que fomos batizados. Portanto pelo batismo nós fomos sepultados com ele na morte, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também nós vivamos vida nova” (Rm 6, 3-4).
Celebramos em maneira indivisível a Páscoa pessoal de Jesus e a Páscoa de seu corpo vivo que é a Igreja e cada um de nós, a caminho na esperança da renovação plena e definitiva.
Os três dias do Tríduo sagrado constituem a trama articulada e unitária do único e mesmo mistério pascal de Jesus e da Igreja. Cada dia, com a especificidade da sua linguagem ritual, põe a tônica sobre uma etapa ou aspecto do caminho pascal de Jesus. A forma narrativa dos acontecimentos destaca que a ação de Deus em Jesus se insere na realidade humana com suas aberturas e resistências, até a dramática recusa do seu amor. Mas o amor de Deus não se deixa vencer pelo mal e o pecado: “Antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13, 1).
Cada um dos três dias nos proporciona a oportunidade de nos mergulharmos em diferentes aspectos do mistério pascal. Contudo, também é conveniente oferecer ao início algumas sugestões de caráter geral. Talvez elas possam ajudar a colocar e viver cada celebração na visão unitária do mistério pascal, assim como a Igreja o contempla e no-lo transmite através das celebrações. De cada dia pode-se destacar um ou outro elemento, útil para evidenciar a continuidade interior do Tríduo.    
     
Quinta-feira Santa:

18 de abril de 2011

ORIGEM E SIGNIFICADO DA SEMANA SANTA

Recebi este texto compartilhado no twitter pelo Pe. Carlos Henrique (@pe_carlos) da Paróquia do Divino Espírito Santo, Ouro Branco - RN, postado em seu Blog "Comentário do Evangelho do Domingo - Homilia Dominical" (http://pecarlos.blogspot.com/). É interessante como fica clara a fidelidade da Igreja às práticas espirituais que remontam aos primórdios do cristianismo e que cada celebração da "Semana Sem Comparação" (a Semana Santa), tem um porquê. Que possamos nós viver cada momento desta Semana incomparável com toda alma, toda consciência, todo coração. 


A “Semana Santa” surgiu já nos primórdios do cristianismo quando as comunidades cristãs em Jerusalém se reuniam, na Sexta-feira e no Sábado, mediante rigoroso jejum, recordando o sofrimento e a morte de Jesus, ou seja, rememorando “os dias em que nos foi tirado o esposo” (diebus in quibus ablatus est sponsus: Cf. Mt 9,15; Mc 2,20). Dessa forma, se preparavam para a festa da Páscoa, no Domingo, em que celebravam a memória da ressurreição de Jesus.
Posteriormente, a observância do jejum passou a ser praticada também na Quarta-feira para lembrar o dia em que os chefes judaicos decidiram prender Jesus, isto é, “porque nesse dia começaram a tramar a morte do Senhor” (propter initum a Iudaeis consilium de proditione Domini: Cf. Mc 3,6; 14,1-2; Lc 6,11; 19,47; 20,19a; 22,2).
Tudo isto ocorria mais fortemente em Jerusalém porque provavelmente ali permaneciam mais vivas as lembranças dos últimos dias de Jesus. Essas solenidades passaram a ser imitadas pelas Igrejas do Oriente e depois pelas Igrejas europeias. Esses dias eram também de descanso para todos os servos e escravos. Em algumas Igrejas em Jerusalém eram celebradas todas as noites vigílias solenes com orações e leituras bíblicas, e com a celebração da Eucaristia. Em meados do Século III, já se observava o jejum em todos os dias da Semana Santa.
A importância da Semana que antecede a festa da Páscoa está evidenciada claramente através dos diversos nomes dados a essa época litúrgica ao longo dos primeiros séculos: “Hebdomada Paschalis”(Semana da Páscoa); “Hebdomada Authentica” (Semana “sem comparação” ou que “tem uma importância toda sua, em si e por si mesma”); “Hebdomada Maior” (Semana Maior); e, por fim, “Hebdomada Sancta” (Semana Santa). As cerimônias litúrgicas particulares da Semana Santa começaram a desenvolver-se a partir do século IV. Resumidamente, a Semana Santa assim se desdobra:

14 de abril de 2011

Espiritualidade ou Chocolate? Qual é seu compromisso para essa Quaresma?

Compartilho um texto muito coerente de João Paulo Veloso, Seminarista da Arquidiocese de Palmas, Coordenador Nacional do Ministério para Seminaristas da RCC sobre a secularização da maior das festas cristãs: a Páscoa. Ótima reflexão para nossas práticas na vida concreta e um sério chamado para recristianzarmos a Páscoa, em especial evidenciando para nossas crianças e jovens a riqueza e beleza desse que é muito mais que um feriado. É excepicional oportunidade para testemunharmos e convidarmos nossos familiares e amigos ao recolhimento e ao jejum na quinta e na sexta e empolgarmos nossos filhos com a "Missa do Fogo" e todos os seus detalhes no sábado. Enfim, que o Domingo dos domingos não se resuma a ovos de chocolate, mas que a Missa de Páscoa seja o grande momento do dia, quiçá do ano!
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Estamos na época de aproveitar as promoções de ovos de chocolate nos supermercados?

Não! Para nós, cristãos, a maior festa da Igreja não pode ser minimizada a quilos de chocolate e troca de ovos entre os amigos e parentes.

Semelhante ao Natal, não podemos ceder ao apelo comercial, que também ganha destaque nesse tempo de Quaresma.

Páscoa é tempo de renovar nossas esperanças e nos aproximarmos de Jesus, que é nosso único Salvador.

Vamos fazer o possível para que, cada vez mais, a Páscoa retorne a seu sentido real.

Vamos espalhar essa idéia de espiritualidade entre os amigos e também entre as crianças. Essa proposta pode ser aderida também entre os nossos compromissos de Quaresma. VAMOS RECRISTIANIZAR A PÁSCOA! Vamos conversar e mostrar as pessoas que é sim possível viver uma Páscoa mais santa!

Vamos recristianizar a Páscoa!