Mostrando postagens com marcador São Francisco de Assis. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador São Francisco de Assis. Mostrar todas as postagens

25 de dezembro de 2011

DEUS APARECEU COMO CRIANÇA




Homilia de Bento XVI durante a missa da noite de Natal de 2011

CIDADE DO VATICANO, domingo, 25 de dezembro de 2011 (zenit.org) – Apresentamos a seguir o texto integral da homilia pronunciada no sábado de noite na Basílica Vaticana por Bento XVI durante a Missa da Solenidade do Natal do Senhor 2011.
***
Amados irmãos e irmãs!
A leitura que ouvimos, tirada da Carta do Apóstolo São Paulo a Tito, começa solenemente com a palavra «apparuit», que encontramos de novo na leitura da Missa da Aurora: «apparuit – manifestou-se». Esta é uma palavra programática, escolhida pela Igreja para exprimir, resumidamente, a essência do Natal. Antes, os homens tinham falado e criado imagens humanas de Deus, das mais variadas formas; o próprio Deus falara de diversos modos aos homens (cf. Heb 1, 1: leitura da Missa do Dia). Agora, porém, aconteceu algo mais: Ele manifestou-Se, mostrou-Se, saiu da luz inacessível em que habita. Ele, em pessoa, veio para o meio de nós. Na Igreja antiga, esta era a grande alegria do Natal: Deus manifestou-Se. Já não é apenas uma ideia, nem algo que se há-de intuir a partir das palavras. Ele «manifestou-Se». Mas agora perguntamo-nos: Como Se manifestou? Ele verdadeiramente quem é? A este respeito, diz a leitura da Missa da Aurora: «Manifestaram-se a bondade de Deus (…) e o seu amor pelos homens» (Tt 3, 4). Para os homens do tempo pré-cristão – que, vendo os horrores e as contradições do mundo, temiam que o próprio Deus não fosse totalmente bom, mas pudesse, sem dúvida, ser também cruel e arbitrário –, esta era uma verdadeira «epifania», a grande luz que se nos manifestou: Deus é pura bondade. Ainda hoje há pessoas que, não conseguindo reconhecer a Deus na fé, se interrogam se a Força última que segura e sustenta o mundo seja verdadeiramente boa, ou então se o mal não seja tão poderoso e primordial como o bem e a beleza que, por breves instantes luminosos, se nos deparam no nosso cosmos. «Manifestaram-se a bondade de Deus (…) e o seu amor pelos homens»: eis a certeza nova e consoladora que nos é dada no Natal.
Na primeira das três leituras desta Missa de Natal, a liturgia cita um texto tirado do livro do Profeta Isaías, que descreve, de forma ainda mais concreta, a epifania que se verificou no Natal: «Um Menino nasceu para nós, um filho nos foi concedido. Tem o poder sobre os ombros, e dão-lhe o seguinte nome: “Conselheiro admirável! Deus valoroso! Pai para sempre! Príncipe da Paz!” O poder será engrandecido numa paz sem fim» (Is 9, 5-6). Não sabemos se o profeta, ao falar assim, tenha em mente um menino concreto nascido no seu período histórico. Mas isso parece ser impossível. Trata-se do único texto no Antigo Testamento, onde de um menino, de um ser humano, se diz: o seu nome será Deus valoroso, Pai para sempre. Estamos perante uma visão que se estende muito para além daquele momento histórico apontando para algo misterioso, colocado no futuro. Um menino, em toda a sua fragilidade, é Deus valoroso; um menino, em toda a sua indigência e dependência, é Pai para sempre. E isto «numa paz sem fim». Antes, o profeta falara duma espécie de «grande luz» e, a propósito da paz dimanada d’Ele, afirmara que o bastão do opressor, o calçado ruidoso da guerra, toda a veste manchada de sangue seriam lançados ao fogo (cf. Is 9, 1.3-4).
Deus manifestou-Se… como menino. 

23 de outubro de 2011

Bendito



Benditas sejam as dificuldades que nos agridem e fazem pensar.
Benditas sejam as horas que gastamos em função do bem eterno. 
Bendito seja quem nos maltrata à primeira vista e nos ajuda a melhorar. Bendito seja que não nos conhece e não acredita em nós.
Bendito seja quem nos compara com vagabundos e indolentes.Bendito seja quem nos expulsa, como párias ou fanáticos.
Bendito seja a mão que nos nega o cumprimento.
Bendito seja quem quer nos esquecer, impaciente.
Bendito seja quem nos nega o pão de cada dia.
Bendito seja quem nos ataca por ignorância e covardia.
Bendito seja quem nos exprimenta no correr do tempo.
Bendito seja quem nos faz chorar nos caminhos.
Bendito seja quem não agrada no momento.
Bendito seja quem exige de nós a perfeição.
Benditos sejam os que nos maltratam o coração porque, verdadeiramente, são estes, meus filhos, os nosso vigilantes e os que nos ajudam a seguir o Cristo com maior segurança, pois Deus, através deles, nos ajuda na auto educação, de maneira que fiquem abertas todas as portas para o Amor Universal.

Esta oração foi ditada por Francisco à Frei Leão, após a negativa do Papa Inocencio III de recebê-lo.
 "Se for realmente importante para a Igreja como ele diz, ele voltará" –
foram as palavras do Papa ao Bispo que recebeu Francisco.

4 de outubro de 2011

Da Carta a todos os fiéis, de São Francisco de Assis




(Séc.XIII)

Devemos ser simples, humildes e puros

O Pai Altíssimo anunciou a vinda do céu do tão digno, 
tão santo e glorioso Verbo do Pai,
através de seu santo, Gabriel, à santa e gloriosa Virgem Maria, 
em cujo seio recebeu a
verdadeira carne de nossa humanidade e fragilidade. 
Ele quis, no entanto, sendo incomparavelmente mais rico, 
escolher a pobreza junto com a sua santíssima mãe. 
Nas vésperas de sua paixão, celebrou a Páscoa com os discípulos. 
Depois, orou ao Pai dizendo: Pai, se for
possível, afaste-se de mim este cálice (Mt 26,39).
Pôs, contudo, sua vontade na vontade do Pai. 
E a vontade do Pai era que seu Filho bendito e
glorioso, dado a nós e nascido para nós, 
se oferecesse em sacrifício e vítima no altar da cruz,
pelo seu próprio sangue. 
Sacrifício não para si, por quem tudo foi feito, mas por nossos
pecados, deixando-nos o exemplo para lhe seguirmos as pegadas (cf. 1Pd 2,21). 
E quer que todos nos salvemos por ele e 
o acolhamos com coração puro e corpo casto.

Hino - São Francisco

Senhor, a vós cantamos
um hino de louvor,
louvando o vosso santo
perfeito servidor

Fiel seguiu a Cristo,
deixando as alegrias,
riquezas e prazeres
que o mundo oferecia.

Humilde, obediente,
a vós se consagrou;
do corpo a castidade
por Cristo conservou.

Buscou a vossa glória,
unido a vós somente,
com todo o ser entregue
do amor ao fogo ardente..

A vós na terra preso
por grande caridade,
no céu, feliz, triunfa
por toda a eternidade.

Seguindo o seu exemplo,
possamos caminhar
e um dia, a vós, Trindade,
louvor sem fim cantar.