Mostrando postagens com marcador Maternidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Maternidade. Mostrar todas as postagens

3 de maio de 2018

RESPOSTA DE DOSTOIÉVSKI A UMA MÃE


Resposta de Dostoiévski à carta de uma mãe, em 27 de março de 1878:


Posso ver por sua carta que a senhora é uma boa mãe e se aflige com o desenvolvimento de seu filho. (…) A senhora deveria considerar as coisas por uma perspectiva mais simples. Pergunta-me, por exemplo: “O que é bom, e o que não é bom?” A que podem levar tais questões? (…) Seja boa, e faça seu filho perceber que a senhora é boa; deste modo sua obrigação para com ele cumprir-se-á inteiramente, pois assim lhe terá dado a convicção imediata de que as pessoas têm de ser boas. Seu filho então, por toda a vida, estimará a memória materna com grande reverência, e talvez mesmo com uma profunda emoção. E mesmo que a senhora faça algo errado – isto é, algo frívolo, mórbido ou até absurdo – seu filho cedo ou tarde o esquecerá e lembrar-se-á apenas das boas coisas. Tenha certeza: em geral, não há nada além que a senhora possa fazer por seu filho. E isso é de fato mais do que suficiente. A lembrança das boas qualidades de nossos pais – de seu amor à verdade, de sua retidão, da bondade de seu coração, de seu desprendimento da falsa vergonha e de sua constante relutância diante da mentira – tudo isto cedo ou tarde fará de seu filho uma nova criatura: acredite em mim.
Seu filho hoje está com oito anos; mostre-lhe o Evangelho, ensine-o a acreditar em Deus, e isto do modo mais ortodoxo possível. Eis um sine qua non. De outro modo a senhora não conseguirá fazer de seu filho um bom ser humano, mas na melhor das hipóteses um sofredor, e na pior um letárgico e indiferente “bem sucedido”, o que é um destino ainda mais deplorável. A senhora não encontrará em parte alguma algo melhor do que o Salvador, esteja certa.
Suponha que seu filho, aos dezesseis ou dezessete anos (após o contato com colegas de escola corrompidos), dirija-se à senhora ou ao seu esposo com a seguinte questão: “Por que eu devo te amar, e por que me dizes que este é meu dever?” Creia-me, nenhum conhecimento teórico poderá ajudá-la então; a senhora não saberá o que responder. Por isso é que deve tentar agir de modo que jamais ocorra a seu filho fazer-lhe semelhante pergunta. Isto, porém, só será possível se ele for ligado à senhora por um amor tal que impeça esse tipo de pergunta de lhe cruzar a cabeça. É verdade que na escola semelhantes pontos de vista talvez seduzam seu filho, mas a senhora com facilidade conseguirá separar o falso do verdadeiro; e mesmo que venha a deparar-se com a infeliz pergunta, poderá respondê-la com um simples sorriso e seguir tranquilamente fazendo seu melhor.
Se a senhora afligir-se exagerada e superfluamente com o destino de seus filhos, poderá acabar tornando-se um estorvo para eles e afetar seus nervos, e isto mesmo que haja entre vocês um amor imenso; de modo que a senhora deve ser cuidadosa e cultivar moderação em todas as coisas. Em sua carta, há a seguinte colocação: “Se eu viver para eles (isto é, para meu marido e meus filhos), será uma vida egoísta. Posso me dar ao luxo de viver egoisticamente quando ao meu redor há tantas pessoas a quem poderia ajudar?” Que pensamento inútil e descabido! O que a impede de viver para os outros e ser ao mesmo tempo uma boa mãe e esposa? Ao contrário, se a senhora viver também para os outros e dividir com eles seus bens terrenos e as emoções de seu coração, dará a seus filhos um radiante exemplo, e seu marido necessariamente a amará mais do que antes.
Creia-me: é imensamente importante e útil dar um bom exemplo mesmo em uma esfera de atividade limitada, pois deste modo podemos influenciar dúzias e centenas de pessoas. Seu objetivo de jamais desviar-se do caminho da verdade fará com que aqueles ao seu redor reflitam, assim influenciando-os. Isto por si só é um grande feito. Assim se pode fazer muito por todos.

6 de junho de 2016

Grandes histórias de amor


Amor não é preguiça. Amor é vencer a preguiça. Com filhos ou com esposa. É trocar a paz pela dedicação. É sair do conforto para atender alguém. É abdicar do calor das cobertas em nome do cuidado, é se antecipar em gentilezas e enfrentar o frio do inverno e dos pés descalços na cozinha.
Quem deseja dormir passando do meio-dia como fosse um eterno adolescente, ficar assistindo a séries ou futebol sem ser incomodado, deixar a bagunça se acumular para a chegada da faxineira, não lavar a louça até não encontrar mais copos e pratos limpos, permaneça solteiro. Não se case, não seja pai. Não gozará do luxo de duas horas de tranquilidade para ler ou boiar com os pensamentos. O intervalo de distração é de três minutos.
Família é perder o controle dos próprios horários. É madrugadão. É o equivalente a trabalhar como vigia ou segurança noite adentro, é assumir a condição de taxista nos momentos vagos.
Quando o filho é bebê, você terá que atender às cólicas, usará o gogó para desfiar as canções de ninar da época da vó e dar colo de um lado para o outro, incessantemente, com os faróis dos carros iluminando as janelas da sala. Quando o filho é criança, é acudir os pesadelos e de repente levar o pequeno para a cama de casal. Quando o filho é adolescente, é esperar o chamado para buscá-lo de carro nas festas.
Não conhecerá trégua. Não conhecerá moleza. O sono vem aos surtos, aos goles, aos poucos, em curvas, não ocorre em linha reta. O alarme do celular é o melhor amigo do homem de família. Há décadas que não sei o que é me espreguiçar lentamente, com os braços esticados para cima, ronronando, treinando posição de yoga e saudando o sol. Eu acordo de susto, com o coração aos pulos, determinado a cumprir tarefas. Nem penso muito, faço para depois pensar.
Tenho consciência de que amar é nunca mais ser egoísta, é renunciar ao individualismo e ao prazer de estar sozinho.
Foi uma decisão de uma vida feita na maior insignificância. Defini a minha paternidade e o meu casamento durante a segunda noite com a minha mulher. Ela estava com sede e pediu um copo d’água. Poderia fingir que não ouvi, poderia fingir sono profundo, poderia fingir que não era comigo, afinal a temperatura beirava os cinco graus. Mas empurrei o meu corpo para fora da cama, concluindo que ela merecia o meu esforço e que não custava nada oferecer um pouco de ternura.

Não duvide da banalidade. Levantar ou não para buscar o copo de água para a sua namorada é sempre onde começam grandes histórias de amor.
Autor: Carpinejar
Fonte: http://revistadonna.clicrbs.com.br/coluna/carpinejar-grandes-historias-de-amor/

29 de maio de 2016

No mês de Maria, um testemunho por dia: nº 29


A gestação e o parto são momentos especiais para toda mãe. Muitas vezes, eles se convertem em momentos de tensão e preocupação, pois embora seja um processo natural, sabemos que muitas coisas podem acontecer. Mas não podemos passar por eles com sentimentos negativos, com pessimismo, pois são etapas inigualáveis na vida da mulher! Não podemos permitir que essa fase tão especial nos traga depois lembranças amargas! No que depender de nós, nossas memórias das gestações com que o Senhor nos abençoar e dos nossos partos serão momentos de muito amor, de alegria, vividos na consciência da gratidão que devemos ter a Deus por tão grande graça!  Precisamos viver cada momento com simplicidade, com calma, com todos os cuidados necessários, mas com felicidade, com otimismo, com paz, na presença de Jesus e de Maria! 
Desde a gravidez da Clarinha, foi assim que o Espírito Santo foi me conduzindo: para ser leve, confiante, aberta, paciente, serena, feliz com o momento! E assim cada uma das outras também! Tive minhas dificuldades em determinados episódios, mas não me deixei abater nem durante as gestações, nem nos momentos dos partos. Esperava desde a 1ª vez e tinha me preparado para um parto normal, sonhava em experienciar o rompimento da bolsa, as contrações e tudo o mais que vemos nos filmes e novelas. Infelizmente, nunca soube o que é nada disso: minha bolsa nunca rompeu, os ossos dos meus quadris nunca se moveram, nunca dilatei nenhum centímetro, nunca senti nenhuma contração, (mesmo esperando até a 42ªsemana no caso da Clarinha), em nenhum dos meus filhos! 
Existe toda uma discussão hoje em dia sobre as cesárias desnecessárias e o parto humanizado, mas eu, infelizmente nunca pude vivenciar um momento como esse. Ao invés de me entristecer e mortificar, louvo a Deus por todos os profissionais que me acompanharam em meus pré-natais, esperando comigo, analisando minha situação e a do bebê, agindo com profissionalismo e prudência para que tudo acontecesse da melhor maneira possível para que meus tesouros viessem ao mundo com saúde e segurança e eu também estivesse bem para cuidar deles.  Louvado seja Deus pela medicina que ajuda mulheres como eu no sonho de ser mãe! 
É impossível não me recordar da gestação de Nossa Senhora quando estou vivendo minhas próprias gestações. Toda sua entrega em meio a tantas pressões, toda sua confiança em Deus, a providência divina agindo em seu favor, sua simplicidade e pobreza... Sempre me vem tudo isso à mente quando penso em fazer grandes coisas, projetos "megalomãeníacos": badalados chás de fraldas, enxovais luxuosos, decorações exageradas para o quartinho... tudo isso perde o sentido quando contraponho com o modelo de Maria e José! Acabo sempre optando pelo "menos é mais", inspirada na Sagrada Família, buscando a eles como exemplo! 
E é incrível como experimento a providência divina nestes períodos! Quantas doações, presentes, dos pequenos detalhes até as grandes coisas: tudo envolvido por uma graça especial mesmo de fraternidade com meus familiares que me ajudam, com meus amigos que me cercam de orações e cuidados, com a comunidade da Igreja que nunca deixa de estar presente nesses momentos! Somos sim abertos à vida, abertos aos filhos que o Senhor quiser nos mandar, pois experimentamos na concretude do cotidiano que Ele é nosso PASTOR e nunca nos deixa faltar nada! Do desejo de comer canjica que a irmã da RCC faz deliciosamente como ninguém, às fraldas que ganhamos sempre dos amigos, até o berço novinho que chega da comadre! Nada, nada nos falta! Ele nos manda seus filhos, nós o acolhemos honrados e fiéis, e Ele providencia, junto ao nosso trabalho e sacrifícios e à caridade dos irmãos, tudo para sua chegada! 
Sempre, SEMPRE louvo e agradeço imensamente quando trago à minha mente o quanto sou favorecida por poder fazer tudo o que faço e ter minhas gestações e partos da maneira como tenho tido, pois ainda que com toda simplicidade, é sempre tão mais confortável do que o que Maria e José dispuseram! A possibilidade do plano de saúde, do acompanhamento médico hospitalar com uma equipe sempre tão competente, em espaços tão limpinhos e organizados! É um contraste enorme com a gruta de Belém, a manjedoura e as faixinhas que envolveram o bebê Jesus! Sempre me emociono com isso, agradeço e peço perdão a Sagrada Família, por tantas mães e bebês que ainda hoje repetem as faltas de condições experimentadas em nosso sistemas de saúde, vítimas da injustiça social, produtos das corrupções políticas! Clamo misericórdia para as tantas Marias, Josés e Jesuzinhos que nascem ainda em situações piores que as de Belém naquela ocasião sublime! Ó, Senhor, misericórdia... Mas sei que, mesmo em situações difíceis, o Senhor não está ausente, e a graça surge, sempre surge, assim como surgiu para José e Maria, como surge para mim e, através dos projetos que ajudamos sempre que podemos, surgem também para essas mãezinhas necessitadas...
Todas as minhas gestações foram fonte de bênção na minha história, até as que não foram adiante! Não existem palavras que possam agradecer a Deus pela permissão que nos deu de sermos co-criadores com Ele! Cada desconforto é uma bênção, cada peculiaridade desse período é vivida numa perspectiva que jamais pode se limitar a um entendimento somente humano, pois é um verdadeiro milagre sobrenatural! Um ser humano completo e perfeito, se desenvolvendo dentro de mim sem que eu tenha controle nenhum sobre sua evolução?! É uma graça muito grande! É um mistério que nos ultrapassa para além de toda cognição, de toda psicologia, de todo entendimento biológico, ou emocional, ou até mesmo antropológico, filosófico ou teológico: é divino! É obra divina! 
Todos os meus partos foram momentos especialíssimos, cercados de cuidados, amor, ajuda, orações, presenças amigas... Sabe quando alguém te pergunta sobre os momentos mais felizes de sua vida? Eu me lembro das minhas gestações e dos meus partos! Foram até o momento quatro cesarianas e não tive nunca do que me queixar! Até quando algo aparentemente não "dava certo", estávamos sempre tão envolvidos num clima de paz, de proteção divina, que na memória ficou só a sensação de tempos de aconchego, de intimidade, uma sensação morninha em tom pastel, como se fosse um sonho bom... Não estou romanceando, é a verdade do meu coração. Felicidade não é sinônimo de perfeição segundo nossos planos particulares, felicidade não é ausência de dores ou sofrimentos! Felicidade, que possamos entender de uma vez por todas, não é tudo acontecer exatamente do jeito que queremos! Felicidade é a paz que vem da presença de Jesus e de Maria junto a nós, seja esses momentos como forem, esta é a verdadeira felicidade! 
Tenho visto muitas mulheres bem à vontade ultimamente (especialmente pelas redes sociais) a reclamar destes períodos, se queixar da gravidez, do parto, do puerpério, da amamentação, fazendo uma amargurada "denúncia" de que não é tudo um mar-de-rosas, que é sofrido, que é horrível, que ninguém comenta o quanto é difícil, mimimi etc e tal. Tenho pena destas! Em seu auto-centrismo estão na busca hedonista de serem servidas, de serem poupadas, de terem aquela visão tão negativa própria de quem é mimado e nunca está satisfeito mesmo recebendo tudo na mão e se ressente estando agora no lugar de quem tem que oferecer e não de quem recebe!  Vivem de suas faltas de experiência em se doar e da incapacidade de se alegrar mais em dar do que em receber! Que contrassenso: se auto-intitular "empoderada" por arrogante pseudo-sinceridade e se comportar de maneira tão miseravelmente fraca, se vitimizando pelas vicissitudes do que são simplesmente ossos do ofício! Alô-ôu, mulherada! Pára, que tá feio! Empoderada mesmo é quem sabe ser feliz, mesmo nas adversidades! Quanto mais mimimi, menos poder: vamos ser felizes! Vamos olhar com visão positiva, com a força, com a garra, com o otimismo que só as mães  de verdade, as "mãe-leoas" conseguem ter nas batalhas da vida! 
Não me refiro àquelas mulheres que realmente têm problemas sérios nestas etapas, mas à essas que acham que ser mãe é continuar sendo o centro de sua existência (Ô, coitadas!). Lamento por essas! Quando nos tornamos mães, nunca mais estaremos em primeiro lugar! As que buscam isso, de duas uma: ou serão eternamente infelizes tentado ser o centro de suas existências de novo, ou serão sempre amargas pelo lugar privilegiado que perderam de suas antigas vidas antes da maternidade, com grande chance de cobrarem de seus filhos (que não pediram para nascer) pela "felicidade perdida"! Pobres filhos dessas tristes mães! 
A receita da felicidade na maternidade é a consciência de que uma vida de doação se inicia logo na concepção e esta vida é boa, nos completa, é nossa vocação, nossa missão maior, a realização da nossa existência! Nunca mais será sobre mim somente, mas sobre nós, sobre a família, para sempre! Se entendermos isso, e formos capazes de ver a beleza disso: toda amargura vai embora! Toda dificuldade se transforma em desafio a ser superado com amor e por amor! Todo egoísmo se modifica em doação! Quem tiver dificuldade em viver isso, deve refletir seriamente ANTES de se tornar mãe... Ou você acha que estas (gestação e parto) são as fases mais difíceis da maternidade? Amaaaddaaa!!! Estas são talvez as fases mais trabalhosas, os primeiros meses, as madrugadas, cólicas e amamentação mas é bem provável que nem sejam as que mais vão exigir de nós como mães, exigir nossa força, nossos sacrifícios, nosso empenho! Seremos mães por toda a vida!! Isto é só o começo! É como os jogos de video game: cada fase é mais desafiadora que a anterior!
Pois eu não vou nem mentir, eu amei e amo cada etapa, 100%! Para mim é tão bom, tão especial, que até o que é ruim é bom! kkkkkkk Os enjôos são chatos? Óbvio que sim! Mas vou ficar lamentando? Ah, véi, pára com isso! Curta o momento! É hora de comer uva azeda, chupar picolé de limão, comer bala de gengibre! Aproveita! O inchaço incomoda? Coloca as pernas pra cima, faz hidroginástica, drenagem linfática, peça massagem ao maridão: aproveita como puder! Querida, isso é natural, vai rolar: sossega seu coração e procure soluções que amenizem! Tira da sua boca as reclamações inúteis! Você vai ganhar peso? Sim, óbvio! Faça de tudo para cuidar da alimentação, reze, medite, respire, faça suas receitas preferidas, peça às pessoas que te mimem, peça à mamãe os quitutes da infância: aproveita! Retire da sua gravidez toda reclamação, toda murmuração, todo mimimi: tenha em sua mente Nossa Senhora, a gestação dela, tudo o que ela passou, o parto que ela teve e SEJA GRATA, SEJA MULHER DE LOUVOR! Louve a Deus, seja uma mulher positiva, otimista, de oração, de louvor e depois poderá testemunhar o impacto que isso tudo teve na personalidade do seu bebê! Mamãe de louvor: bebê calmo, alegre, que se alimenta bem, que dorme bem! Faça o teste! 
Consagre sua gestação e seu parto a Maria Santíssima! Dialogue muito com o pai do bebê, orem juntos e peça a proteção de São José para ele! Converse, cante para seu bebê: é a vez dele agora! Não foque tanto em você, pense no seu milagrezinho aí, dentro de você! Encha seu dia a dia de coisas boas e bonitas, na simplicidade de suas possibilidades, ainda que tudo esteja difícil, que nada tenha acontecido como você tinha planejado, LEMBRE-SE DE MARIA! Ela se abriu, disse sim, confiou e valeu a pena. Vai valer a pena pra mim também, CADA VEZ QUE EU FOR ABENÇOADA COM UM NOVO FILHO, eu creio! E vai valer a pena pra você também, acredite! 
Repita constantemente: eu sou abençoada por esta gravidez, OBRIGADA, JESUS! Eu serei abençoada em meu parto, ME ABENÇOE, NOSSA SENHORA DO BOM PARTO! Minha recuperação será muito feliz! A amamentação será cheia da graça de Deus! Serão momentos de paz, na presença de Jesus e de Maria! Minha família se completará em graças e bênçãos com esse bebê! Eu abençoo o meu ventre! Eu abençoo o meu filho, os irmãozinhos, o meu marido, o meu casamento, a nossa família! Eu te entrego, Senhor, o meu médico(a) toda a equipe! Eu te consagro, Maria, o momento do parto, cada detalhe, cada medicamento, cada instrumento! 
Ore! Ore muito, clame, louve! Abençoando sempre, nunca murmurando, pois a reclamação atrai a maldição! Abençoe, não amaldiçoe! Seja grata, seja otimista, seja mulher de louvor, seja corajosa como Maria! Você foi escolhida para viver um milagre! Fique honrada! Se alegre! Encare, como Maria! Deixa Deus cumprir os desígnios Dele em sua história, como fez com Maria! Sua gestação terá impacto na humanidade inteira: cada filho de Deus que nasce nesta terra tem uma promessa divina vinculada a ele, tem uma missão nesta terra! E você e o pai dele foram escolhidos por Deus para serem os guardiões desse tesouro, desse mistério de amor! Tenha uma postura digna da sublimidade do momento! 
Não pare nas dificuldades, erga a cabeça, sobe no salto (ou melhor, na sapatilha ou rasteirinha, mais adequadas para o nosso estado!), CONFIA EM DEUS! Ele é nosso PASTOR, não vai nos abandonar! Maria sabe o que é estar grávida, o que é dar à luz, ela estará sempre conosco! Abra a mente para a alegria que vem de Deus, abra o coração para o amor que o Espírito Santo faz brotar desse momento! Não passe esses momentos especiais com medo, com raiva, deprimida: deixa Deus fazer deles os mais felizes da sua vida! Pois esta é a vontade Dele para você e para mim, nestes tempos especiais! 
Que Deus nos abençoe! Que Maria nos proteja! 

14 de maio de 2016

No mês de Maria, um testemunho por dia: nº 14


Esta é a Virgen Ama de Casa ou Nossa Senhora Dona de Casa, uma devoção que surgiu na Arquidiocese de Assunção, no Paraguai. Algumas fiéis que recomendavam seus trabalhos domésticos à Nossa Senhora tiveram essa inspiração e o Arcebispo Dom Edmundo Valenzuela aprovou a devoção e a imagem. Segundo o site ACI Digital "esta Virgem carrega o Menino Jesus em um braço e no outro uma bolsa que contém diversos frutos paraguaios. Aos seus pés, tem um cântaro e está vestida com uma túnica, enfeitada com 'ñandutí', renda paraguaia feita à mão, a qual simboliza as donas de casa" (Mais neste link: http://www.acidigital.com/noticias/nossa-senhora-das-donas-de-casa-ela-existe-e-trabalha-para-voce-49353/ ).
Eu sempre fui criada pelos meus pais para estudar e trabalhar. Desde cedo minha mãe (que é artesã de profissão, mas sempre dona de casa em primeiro turno) me ensinava o trabalho doméstico: cozinhar, lavar, passar, limpar, até costurar um pouco. Porém nunca me cobrava que eu o fizesse! A prioridade eram sempre os estudos, as leituras, os trabalhos, as pesquisas... no máximo me exigia um quarto limpo e organizado. Meu pai, do seu lado, sempre trabalhou muito para poder sempre termos uma ajudante em casa e assim, nos dedicarmos ao que ele chamava "o nosso trabalho": estudar e ir muito bem na escola. 
Assim fui crescendo e sempre me dedicando muito aos estudos, com vistas a ter boa qualificação profissional no futuro. Sem falsa modéstia, sempre fui aluna nota 10, mas sempre fui muuuuiito dedicada: minhas tardes eram sempre estudando e meu único hobby era a dança (com a qual gastava diariamente 2hs de segunda à sexta). Passei no vestibular para a UnB de primeira e já antes disso, ao 17 anos, comecei a trabalhar dando aulas de Balé em escolas. Desde sempre estudei e trabalhei simultaneamente e houve épocas que eram 2 (e até 3!) empregos, aulas, cursos, estágios, faculdade.
Comecei a namorar com meu hoje esposo Juliano e ele tinha o mesmo pensamento: que eu devia estar sempre estudando, me qualificando e buscando sempre uma melhor posição no mercado de trabalho. Quando me formei, já casados, me incentivou e apoiou a fazer uma especialização na minha área, montamos uma pequena escola de Balé nas salas da catequese de nossa Paróquia (com permissão do pároco, obviamente) e estava continuamente me inscrevendo em concursos públicos. Os dois melhores em que passei dentro da minha área (sou licenciada em Educação Física, especialista em Esporte Educacional), para a Secretaria de Educação do DF e para o Hospital Sarah Kubistschek, foram por insistência e suporte dele. 
Enfim, eu seguia nessa linha que me parecia óbvia e única para mim, dada a minha criação, ao senso comum que me cercava, a evolução que ia se desencadeando em minha vida. Mas eis que a vontade de Deus nem sempre é óbvia! Lembro-me que numa ocasião, antes de ter filhos, em oração no estacionamento do trabalho do Juliano, enquanto esperava sua saída, eu orava. Nesta oração, o Senhor me convidava a uma vida "escondida de tudo e de todos", apenas na companhia Dele, de Maria Santíssima e de José, a vida que Ele mesmo tinha levado em 30 anos de sua peregrinação nesta terra. Apesar de não ter entendido a dimensão daquele convite, aceitei de coração sincero. Apenas perguntava "como isso se dará?" e a resposta vinha em meu coração "Eu te conduzirei no momento certo". Naquele momento senti forte a presença de Jesus e de Maria naquele Chevette 77! Fiquei em paz e fui seguindo a vida. 
Mas eis que esse momento chegou quando eu menos esperava. Tinha tomado posse na Secretaria de Educação do DF como professora de Educação Física e trabalhava numa escola em Mestre D'armas em Planaltina. As condições não eram as melhores, mas eu já sabia disso, pois já havia trabalhado de contrato temporário na Secretaria e sabia como era a realidade da escola pública. Apesar disso, trabalhava da melhor maneira que podia e estava satisfeita, aguardando uma possibilidade de vir a ser transferida para Sobradinho e ficar mais perto de casa. Já tinha ficado grávida a 1º vez do Antônio, que perdi por um aborto espontâneo no 3º para o 4º mês de gestação. Em seguida veio a Clara, que tinha sido gerada com todo amor e teve uma gravidez sem problema nenhum, nascendo bela e fofa para a nossa consolação. Enquanto eu trabalhava, a Clarinha ficava aos cuidados da vovó Socorro, minha mãe.
Estava tudo mais ou menos esquematizado e as coisas corriam bem, conforme nossos planos humanos. E foi justamente nesse momento que o chamado do Senhor por aquela vida escondida se repetia no meu coração. Ainda não tinha a noção do que podia ser isto, mas aos poucos tudo foi se delineando com clareza: era um chamado para estar em casa, cuidando do meu lar, da minha filha, do meu esposo. Eu resistia àquilo e achava que era algo humano, talvez saudades da Clarinha (que eu tinha muito quando estava no trabalho), mas com certeza muito medo de me entregar à Providência Divina no quesito dinheiro, pois teria que abrir mão do meu salário que era muito bom. 
Fiquei vários meses em oração por aquilo e nem tinha coragem de conversar com meu esposo Juliano, pois imaginava que ele seria terminantemente contra, especialmente por causa da grana. Enfim, aconteceu que fiquei grávida novamente, desta vez da Catarina, minha doce Catarina. A gravidez corria bem até o 3º mês, quando comecei a ter sangramentos initerruptos. Consegui uma licensa no trabalho para ficar de repouso completo mas, infelizmente, do 4º pro 5º mês, perdemos nossa bebê por conta de uma toxoplasmose. Foi um baque muito forte para nós, entrei em depressão. 
Tenho ainda outro testemunho da presença de Maria neste momento que vou deixar para um próximo post, mas adianto que ela esteve comigo o tempo todo, o tempo todo, o tempo todo... Minha família e amigos próximos me apoiaram 100%, mas mesmo assim foi muito duro. Nesse momento eu e o Juliano nos aproximamos como nunca e eu tive coragem de partilhar coisas com ele e dialogar como nunca tinha tido. Foi numa dessas conversas que expus esse chamado que sentia há algum tempo à essa vida do lar, cuidando dele, da Clara, da casa. Para a minha surpresa, em nenhum momento ele se opôs! Apenas me questionou: "mas isso não tem muito a sua cara, você sempre foi de estudar e trabalhar!". Eu concordei, mas disse que, mesmo me sentindo insegura (especialmente com relação ao dinheiro), realmente sentia isto como um chamado divino, algo que Jesus me encaminhava e que Maria abençoava. Sentia especialmente a bênção de Nossa Senhora, realmente como um magnetismo para essa experiência que não tenho como explicar... Ele disse então que "OK!", que ele estava de acordo e que só queria uma coisa para a vida dele e para minha: a Vontade de Deus e a bênção da Virgem Maria! 
Ainda demorei alguns meses para tomar coragem. Queria apenas ter certeza de que era uma condução espiritual e não um efeito da depressão ou outra coisa qualquer. Por fim, respirei fundo, comuniquei na escola e pedi minha exoneração. Muitas e muitas pessoas me questionaram, me chamavam de louca, repreendiam Juliano. Poucas pessoas nos entenderam e acolheram. Nem mesmo pessoas de caminhada na Igreja, que pregavam sobre confiança e entrega a Deus, foram favoráveis a esta decisão e colocavam em cheque nosso discernimento e sabedoria, mas meu coração estava em paz. Estava pacificada como nunca estive antes em toda a minha vida! Aquela antiga música se tornou meu lema e finalmente fazia todo sentido para mim: "Essa paz que eu sinto em minha'alma... Não é por que tudo me vai bem... Essa paz que eu sinto em minha'alma... É por que eu sigo ao meu Senhor!... Não olho as circunstâncias: olho o seu amor!... Não me guio por vistas: alegre estou!... E ainda que a terra não floresça ou que a vide não dê os seus frutos... Ainda que os montes se lancem ao mar, ou que a terra trema, EU HEI DE CONFIAR!"... 
Entendi que foi exatamente isso que Maria fez: aceitou os planos de Outro, disse "sim", se entregou, se abandonou. E ora, ora, quem diria... eu também estava vivendo a experiência de Maria! Tendo meu esposo como protetor e guardião, justamente como São José! 
Não quero com isso afirmar que é somente esta a via que agrada a Deus e à Mãe Celeste. Entendo que TODA MULHER é mãe, esposa e dona de casa, mesmo as que trabalham fora (e encaram jornada dupla e tripla de trabalho em suas profissões e quando chegam em casa!), mesmo as que tem funcionárias e babás, pois nestes postos, ainda que em gerência, são insubstituíveis. Entendo que a muitas mulheres Jesus chama para missões estritamente espirituais mesmo quando as constituem médicas, professoras, pesquisadoras, políticas ou qualquer que seja a ocupação profissional, pois é como sal da terra e luz do mundo que as envia aos seus trabalhos! 
Apenas partilho que, para mim, o Senhor destinou a vida escondida nos moldes da Sagrada Família de Nazaré, com primazia absoluta da vocação ao Matrimônio e à Maternidade, não me excluindo outras missões, mas destacando essas vocações citadas para meu serviço, sacrifício, dedicação, com amor, com esmero, sem salário, sem promoções, sem férias nem tapinhas nas costas. 
Já vivo nesta moção há mais de 10 anos e testemunho: nunca nada nos faltou de material! Esse era meu grande medo e a fonte das recriminações das pessoas sobre nossa decisão. Depois da Clara tivemos mais 3 filhos, são 4 no total e Jesus, nosso Pastor, nunca deixou nada faltar das coisas que realmente importam. Não temos luxos, mas vivemos com relativo conforto, nossa vida é marcada pela Providência nos pequenos acontecimentos e nas grandes necessidades. O Senhor é fiel, quando chama, Ele sabe o "porquê" e o "como", e também o "até quando". Foi assim com Nossa Senhora e São José, e creio que será assim com Manuela e Juliano e com tantos outros que dizem "sim" aos planos pouco ortodoxos aos olhos do mundo da parte do Senhor. 
Assim me tornei dona de casa, como Maria! Confesso que tento, tento muito mesmo, mas sou ainda aprendiz nessa arte! Lembrem-se que não foi essa a minha formação! rsrsrs... Fui adquirindo experiência aos poucos, sempre ouvindo os conselhos da minha mãe (a maior expert da área que conheço!), aprendendo com os erros, pesquisando ideias em livros, na internet, contando com a ajuda eventual de ajudantes diaristas... e constantemente correndo atrás. As crianças, no dia a dia, tem a preferência suprema das atenções: deveres de casa, estudos, leituras, consultas, atividades e todas as outras mil coisas que se desencadeiam dessas. Aqui em casa os principais ensinamentos são, de fato, a vivência religiosa, a educação antes das outras atividades e o trabalho em equipe para tudo para todos, sem exceção, da mais velha ao pequeninho de 3 anos. 
E não posso me esquecer do maridão, pobrezinho, sempre na luta comigo no tal do "trabalho em equipe", na colaboração constante com as crianças e firme em seus estudos e trabalho, realizando tudo com a maior seriedade e profissionalismo possível, se desdobrando em mil para atender todas as demandas tanto quanto eu dentro de casa. Da mesma forma que ele me ajuda estendendo uma roupa, eu o ajudo preparando com ele seus planos de aula ou sua agenda de compromissos: somos um time! E temos aprendido a cada vez mais a termos nosso espaço e tempo para sermos um casal com amizade, intimidade, romantismo, espiritualidade (com e sem as crianças, na medida da Providência Divina!).
Quando vejo a vida que temos, tenho absoluta certeza da graça especialíssima da intercessão de Maria Santíssima por nós por nosso atendimento ao chamado de Deus para nossa família! Quando constato as Providências e Misericórdias em nossa vida financeira, não tenho dúvidas de fidelidade de Jesus que chama e sustenta, e transforma água em vinho bom por pedido de sua Mãe... Quando percebo as pequenas vitórias no "escondido da vida doméstica", certifico-me da presença de Nossa Senhora a me ensinar como Mãe e Mestra. 
Minha Mãe Celeste, minha única platéia, sempre me encorajando e motivando, orientado e incentivando! Nossa Senhora Dona de Casa, nunca imaginei que seria sua parceira de ocupação, mas o Espírito foi me conduzindo para essa nobre e desvalorizada missão para a qual nunca me preparei e na qual já estou há mais de uma década! Eu louvo a Deus: minha alma também glorifica ao Senhor e meu espírito também exulta de alegria pela vida que eu levo! Reconheço que jamais pensei que poderia ser feliz e realizada vivendo assim, mas eu sou! Nossa Senhora Dona de Casa, intercede por mim, para que sempre e cada vez mais eu possa me dedicar a esse ofício com saúde, força, disposição, organização, criatividade, sabedoria, serenidade, servindo minha família como também a Senhora serviu à sua! Dá-me sua bênção, companheira de missão! E obrigada por sua ajuda todos esses anos! Amém! 

12 de maio de 2016

Oração pelos filhos na Escola



Senhor, meu Deus, eu entro diante da tua presença neste momento para lhe pedir pelo dia de aula de meus filhos. Sei que o Senhor está com eles desde o momento em que chegam à escola até o momento que vem embora, aliás, em todos os segundos de sua vida! E eu te peço para que o Senhor os guarde e os proteja, dando sabedoria para entender o que é passado pela professora. Eu uso a autoridade do nome Santo do Senhor e me levanto contra todo mal, contra toda má influência, preguiça, acidente e qualquer problema que possa atingir meus filhos na escola, EM NOME DE JESUS! 
E ordeno que se afastem deles agora todo principado, potestade, espíritos de trevas deste mundo tenebroso, toda força espiritual do mal, pelo poder do nome de JESUS, ao qual todo joelho se dobra nos céus, na terra e nos infernos! E PROCLAMO COM TODA A MINHA FÉ QUE JESUS É O SENHOR DA VIDA DOS MEUS FILHOS! 
E imploro, por este mesmo nome poderoso, nome acima de todo nome, que eles tenham um dia abençoado na escola, um dia feliz. Que saibam agir com sabedoria, respeito, seriedade, em todos os momentos, com professores, funcionários e colegas, por uma abundante graça derramada por Seu Espírito Santo sobre eles, EM NOME DE JESUS, por intercessão da Virgem Maria! Que seus anjos da guarda os inspire bondade, coleguismo, atenção, obediência para com todos os superiores, funcionários, professores e colegas!

Senhor meu Deus, coloco também sob tua Santa e poderosa proteção a escola dos meus filhos. 
Senhor, meus filhos passam boa parte do tempo dentro daquele local e por isso sei que eles precisam da tua proteção enquanto estão lá. Santifica e proteja aquele espaço para que seja espaço de sadia convivência, aprendizado, crescimento e alegria. Creio e clamo que o Senhor os guarde e a todos que lá convivem com eles em todos os seus passos e onde eles estiverem. Abençoa os professores, que eles venham a ter amor pelo que fazem e paciência para lidarem com as crianças enquanto elas estão embaixo de seus cuidados; abençoa os funcionários que ali trabalham e os diretores e todos que de maneira direita ou indireta ali ficam. 
Não permita que ninguém mal intencionado adentre aquele lugar, PEÇO EM NOME DE JESUS! Abençoe todos os ambientes, objetos, protege cada criança que ali está, livra-os de todo e qualquer mal que queira se levantar contra eles e que eles estejam em segurança e proteção. Abençoa Senhor a escola, os alunos e os funcionários, EM NOME DE JESUS CRISTO, NOSSO SENHOR, PELO PODER DO ESPÍRITO SANTO, NA INTERCESSÃO DA VIRGEM SANTÍSSIMA! Amém! 

9 de maio de 2016

No mês de Maria, um testemunho por dia: nº 09


Assim como eu tive durante toda a minha infância o exemplo de minha mãe constantemente rezando o Terço em diferentes situações, também quis que meus filhos tivessem em mim esse modelo e essas memórias de nossos momentos de oração na infância deles.
Desde o ventre, cada uma das crianças provavelmente já estava habituada com a doce melodia das Ave-Marias, pois já há algum tempo a oração do terço é um compromisso meu com Nossa Senhora. "Um terço por dia", pelo menos, esse é meu lema. 
Na minha juventude, quando tinha mais tempo disponível, rezava o Rosário diariamente, mas com as exigências da criação dos filhos e a vida cada vez mai atarefada (são 4 irmãos) se tornou difícil, embora ainda possível de vez em quando. 
Assim, mesmo com essa dificuldade, naturalmente fui incluindo as crianças nesse propósito da oração do Terço. Muitas e muitas vezes é necessário alguns estratagemas, especialmente quando eles eram menores, mas ainda hoje também, para que eles "entrem na onda" da oração. Por exemplo, por várias vezes permiti que rezassem brincando. Eu ia rezando em voz alta enquanto eles, aos meus pés, rezavam de sua maneira, em meio a carrinhos, bonecas e lápis nas mãos. 
Outras vezes, para tentar variar um pouco e instigar-lhes o interesse, colocava um CD com a Oração do Terço, ou rezávamos com as Rádios ou TVs Católicas. Em outras ocasiões, procurava vídeos no YouTube com as contemplações dos mistérios onde eles podiam "assistir" também as imagens, o que ajuda bastante a entender o sentido da contemplação e prender a atenção deles. 
Rezar o Terço nas caminhadas, ou nos trajetos de carro, ou levá-los para ajudar nas vezes que rezamos em comunidade, ter uma capelinha em casa com velas e uma Cruz, ou imagem de Nossa Senhora... Tudo isso os atrai à oração.
Mas o que mais os motiva é, sem dúvida, o fato da oração do Terço ser uma rotina em família. Cada um tem seu tercinho e frequentemente, ganhar um terço novo e bonitinho, com as contas em formato de estrelas, corações, rosas, coloridos, etc, é a recompensa por algum bom comportamento, fato sempre desejado e festejado. 
Atualmente infelizmente não consigo rezar todos os dias o Terço com eles, mas separo alguns momentos do ano para fazer essa empreitada por um período de dias seguidos, como no Advento, Quaresma, ou no mês de Maio. E pelo menos frequentemente, alguns dias por semana, na medida do possível, estamos reunidos rezando o Terço. Os maiores já decoraram os mistérios, os pequenos são celebrados quando rezam direitinho. 
Enfim, meus filhos são educados para a oração, pois tudo nessa vida é aprendizado. Desde o ventre incutimos a devoção mariana na vida deles simplesmente por que não dá para escapar disso morando com a gente, vivendo aqui em casa. 
Rogo a Deus, nosso Senhor, que eles possam crescer neste costume, assimilando os ensinamentos que ele oferece, crescendo em estatura, sabedoria e graça, sob a proteção do manto sagrado da Mãe Celeste! É o que eu peço hoje, pelo nome santo de Jesus, por meio da intercessão da Imaculada Mãe e de seus anjinhos da guarda, amém! 

8 de maio de 2016

No mês de Maria, um testemunho por dia: nº 08


Hoje é Dia das Mães, então o Espírito me inspira a testemunhar como minha mãe Maria do Socorro é modelo da Mãe do Céu para mim. Sempre penso que, se minha mãe, que sei que é mulher "humana", ou seja, tem seus defeitos e qualidades, já me permite perceber a tamanho da bondade de Deus agindo pelo ser humano, imagine Maria Santíssima! Vou ilustrar, para que fique claro.
  1. Tudo o que eu coloco nas mãos da minha mãe Socorro ela me devolve muuuiitoo melhor do que eu entreguei! Por exemplo, há algum tempo atrás o liquidificador da minha mãe deu defeito e ela me pediu o meu emprestado. Na correria que é meu dia a dia, dei uma limpadinha superficial e deixei na casa dela. No dia seguinte ela me mandou o liquidificador de volta e eu até fiquei em dúvida se era mesmo o meu! Ela limpou tão bem "limpado" que o treco ficou até mais branco que quando novo (ele era meio bege originariamente)! Se eu deixo um cobertor lá ele volta mais macio e cheiroso do que quando comprei; se é uma panela de pressão, volta com borracha nova; se é um álbum de fotos, volta organizado com etiquetas; se são as crianças, eles voltam com as unhas cortadas, orelhas limpinhas, perfumados e sempre mais gordinhos! :) Isso me faz entender que, se com minha mãe é assim, também é com Maria Santíssima! Posso colocar o que quer que for em suas mãos, na confiança de que, no momento certo, ela me devolverá muuuuito melhor que eu entreguei! Precisamos aprender a confiar nossas "coisas" à Virgem Maria! Colocar tudo em suas mãos sem temer, ela sabe como providenciar o melhor para nós junto a Jesus! Entregue e se despreocupe: quando ela te devolver, você terá uma grande a agradável surpresa!
  2. Sempre que eu estou passando por alguma dificuldade pessoal, minha Mãe meio que "sente" e mesmo que eu não conte nada ou tente disfarçar, ela descobre. É incrível essa perspicácia e sensibilidade! Realmente tenho que crer que é algo espiritual, como um dom carismático específico da maternidade! É só ela olhar para mim que logo fala: "Você chorou! O que foi?" Ou "Fala logo, o que que tá pegando? Desembucha!" E não adianta falar "nada não, mãe! Eu, heim!?" que não cola. Ela já sacou tudo, já está vendo uma forma de ajudar ou pelo menos de rezar. Assim também é Nossa Senhora conosco. Muitas vezes nem é necessário fazer uma oração formal de súplica clamando sua intercessão que ela já "sacou tudo", já está "passando à frente, abrindo portas e portões", desatando os nós, pisando cabeças de serpentes e fazendo todo o possível para ajudar, intercedendo junto a Jesus, mediando todas as graças e bênção de que precisamos! Nem precisar falar nada, ela sabe.
  3. Em outros casos eu nem chego a ter consciência de que estou precisando de algo e minha mãe já se adiantou e organizou tudo para mim, sem que eu pedisse, de uma maneira muito melhor do que eu jamais teria feito. Por exemplo, numa ocasião nós estávamos muito sem dinheiro para fazer uma festinha de aniversário para meu filho João. Então compramos apenas um bolo, poucos salgados e uns refrigerantes só para não passar em branco. Combinamos apenas com avós e tios de cantar um "Parabéns" e pedi à minha mãe que a reunião fosse na casa dela. Isso aconteceu no mês de junho, num ano de Copa do mundo. Meus pais e irmãos sempre gostam de providenciar "adereços" verdes e amarelos para entrarem no clima do futebol, mas naquele ano o Brasil não foi muito pra frente na competição, de modo que sobrou muita coisa. Resultado: quando chegamos de tardinha, a sala estava toda verde e amarela, com balões, bandeirolas, cornetas, todo tipo de enfeite de futebol, bola, chuteira, etc que tinha sobrado da Copa. João, que já tinha sido avisado que seria só um bolo, quando viu tudo aquilo arregalou os olhos e ficou imensamente feliz pelo que a vovó tinha "aprontado"! E nós também! Foi uma festa pra lá de chique e animada, muito além das nossas expectativas, graças a vovó. Assim também age Nossa Senhora: o povo acha que vai ter uma festinha fajuta com um vinho mais ou menos e não fica sabendo que ele está para acabar! E ela já está reunindo os serviçais, separando as talhas, providenciando a água e "apressando" Jesus para realizar o milagre para nós! E o que esses dois organizam e empreendem é muito, muito superior do que poderia supor nosso alheamento e incapacidade! 
  4. Minha mãe é do tipo superprotetora, leoa com os filhotes. Ai de quem chegar perto de nós! Mas sempre soube nos corrigir para nossa evolução. Nunca nada passa em branco para ela: sempre me advertiu em meus erros, às vezes com firmeza, às vezes com jeitinho, às vezes com indiretas (ela adora essa modalidade! kkkkk), às vezes me deixando colher os frutos dos meus atos. Eu só sei de uma coisa: quando eu não escuto minha mãe, as chances de eu me arrepender são altíssimas! Além de amargar os prejuízos já posso me preparar para os inevitáveis "Mas eu avisei!", "Toma!", "Não ouve a mamãe... Olha aí!" É batata! Além de avisar, de corrigir, de orientar, de ser muitas vezes ignorada ela ainda tem que me colocar no colo depois que a lambança está feita e me consolar! Aí não é mole não, né? Mas eu posso estar tranquila pois ela mesmo assim nunca se omite e nunca me falta, com amor e (muitas vezes) com paciência! :) Da mesma forma acontece com Nossa Senhora, que é Mãe e Mestra. Aquela música tão linda da Irmã Kelly Patrícia canta: "Minha mãe é a Virgem Maria! É ela que agora vai me acolher, me abraçar, me perdoar, me compreender, me aclamar, me ensinar, me educar, me formar, me amar!" E é exatamente assim! Olha, conselho de amiga: não vale a pena descartar os ensinamentos e orientações nem de sua mãe quanto menos de Maria! Ela nos protege sempre mas como Mãe Celeste vai nos corrigir quando for preciso e precisamos estar atentos e ser obedientes! 
  5. Mais um último exemplo que queria destacar de semelhança entre minha mãe e Nossa Senhora para encerrar esta postagem (é preciso finalizar se não passaria uma eternidade aqui meditando nessas similaridades das duas!). Minha mãe sofre calada. Não reclama. Se doa por nós e não cobra nada para ela. De fato ela medita as coisas no coração e reza. Muitas vezes sente nossa falta, quer nossa presença, nossa companhia, mas fica na dela para não incomodar. Vez ou outra dá uma investidazinha, mas não força. Tentamos sempre corresponder, mas nem sempre conseguimos na correria do dia a dia atarefado! Sinto que estou sempre aquém do que ela merece em termos de carinho e de honra. Também com Nossa Senhora é assim: espera por nós, sente nossa falta, sente saudades, mas não força, não reclama, aguarda uma atitude nossa. Nos protege, nos livra, intercede constantemente por nós e sempre nos respeita. Que neste dia das Mães possamos receber do alto uma graça especial: a graça de sermos filhos melhores para nossas mães! Filhos melhores para Maria Santíssima! Que sejamos gratos e saibamos reconhecer os inúmeros sacrifícios que nossas mães fizeram e fazem por nós! Que empenhemos nossa vida e missão em retribuição ao imenso sacrifício de amor que Maria nos concedeu: a oferta de Seu amado Filho na Cruz para a remissão dos nossos pecados. Amém! 


10 de abril de 2016

PARA TUDO! Você precisa ler a Amoris Laetitia!


Preciso compartilhar com vocês o meu encantamento com a nova Exortação Apóstólica de Francisco, a Amoris Laetitia, “a Alegria do amor”, que título mais fofo, diga-se de passagem! Como de costume, recebi a notícia da sua apresentação pelo Facebook e fui logo compartilhando e acessando. Após os dois Sínodos sobre a Família convocados pelo Papa em 2014 e 2015, ele então organiza e apresenta seus resultados e análises ao Clero, aos esposos cristãos e a todos os fiéis esta pérola de sua produção pontifícia.

Estava eu, no Hospital Brasília, após procedimento cirúrgico de retirada de vesícula, bem tranquilamente perfurada no abdômen e feliz com todos os analgésicos administrados pela competente equipe hospitalar, quando, após a “dieta branda” gentilmente liberada pelo meu eficiente e especialmente bem humorado na ocasião cirurgião Dr. Orlando Farias, vendo meu celular me recordei da recente apresentação do documento. Em meio a várias postagens de Whatsapp dizendo que tudo tinha corrido bem na cirurgia para família e amigos, resolvi trocar o Globo Repórter, um programa que sou fã, pela leitura de um artigo da Rádio Vaticano que exibia de maneira geral o conteúdo do documento papal.

O artigo em questão informava que a Exortação tinha nove capítulos e trazia um pequeno resumo do conteúdo de cada um. Logo fiquei mais interessada ainda, posto que, antes de mais nada, família é um assunto que sempre me seduziu. Em segundo lugar, apreciei muito a maneira como foi organizado o texto, os pontos elegidos para cada capítulo e a abordagem do Papa sobre cada um. E por último, uma foto do Papa Francisco rindo até se virar um pouco para trás diante de um casal de noivos já me enterneceu e me atraiu para o pensamento: como eu amo esse Papa! Tenho que ler logo essa carta para não correr o risco de me atrapalhar na imensidão das outras leituras que preciso fazer!


Enfim, caí no sono. Mas por volta das 23hs, um pouco mais um pouco menos, veio me despertar a técnica de enfermagem com a medição dos sinais vitais e administração de mais abençoados medicamentos. Resultado: perdi o sono. Pedi então ao meu amado acompanhante, meu marido Juliano, que pegasse para mim meu computador para que eu pudesse, sei lá, dar uma olhadinha sem compromisso na Amoris Laetitia, até que o sono voltasse. Para resumir: a leitura foi tão maravilhosa que não consegui parar de ler até que o dia amanhecesse e eu tivesse concluído! Não obstante o Papa tenha recomendado logo no início da carta que, por causa da sua extensão, que fosse lida aos poucos, foi mal, Francisco: não deu!

A cada parágrafo o Espírito ia me recordando situações muito íntimas, do meu próprio casamento e da criação dos meus filhos. Também ia pensando nos inúmeros casais que me procuram com dificuldades e crises familiares e matrimoniais e sonhando: “preciso dar essa encíclica para fulano; preciso ler isso com beltrano, isso tem tudo a ver com o que ela está passando”, etc... Fiquei almejando um clube do livro com essa exortação com meus amigos casados, planejando e já me frustrando com a provável falta de adesão da parte deles (nunca temos tempo para nada na correria que vivemos!)... Mas, de fato, fiquei tão animada com o conteúdo que já me pus a planejar alguma maneira de divulgar esse tesouro que é a Amoris Laetitia!

E a primeira maneira, mais simples, é exatamente essa: uma postagem no Blog para passar a todos que, por acaso ou por Providência leem essas linhas, toda a minha empolgação com essa Exortação Apostólica Pós-Sinodal ! Gente, LEIAM! Impressionante o quanto é prática, concreta, pastoral, quase uma receita para refletir e agir da parte de Deus, por meio do Papa, para a Igreja de hoje e penso que não só para a Igreja, mas para toda e qualquer família, de qualquer lugar e qualquer tempo, em especial na parte em que se dirige aos cônjuges e aos filhos. Se você for solteiro(a): LEIA. Se for casado: LEIA. Se tiver filhos: LEIA. Se for filho: LEIA. Se for católico(a): LEIA. Se for só cristão: LEIA. Se for ateu, espírita, budista, esotérico ou tudo junto e misturado: VALE A PENA LER.

Com certeza não vou desistir de propor o clube do livro, ainda que não saia nada. Pelo menos meu marido vai ler, ahhh se vai! rs rs rs... Já tenho algumas pessoas a quem vou comprar e dar de presente e, se mesmo assim eles não fizerem a leitura, aí já é problema deles: eu fiz minha parte! Sinto, do fundo do coração, que as palavras dessa Exortação não podem passar despercebidas: elas precisam chegar aos seus destinatários! Nenhuma palavra daquela pode cair por terra! Essas reflexões e orientações precisam chegar em seu destino: nossos corações, nossos casamentos, nossas casas, nossa comunidades! Façamos algo nesse sentido: empenhemo-nos em ler, estudar, divulgar, compartilhar essa riqueza espiritual da Amoris Laetitia!

"Pai de Misericórdia, neste ano jubilar, que Teu Espírito de sabedoria conduza seus filhos, os casais, as famílias, o clero, as comunidades para a leitura e vivência da Amoris Laetitia! Que Tua Vontade para as família nos dias de hoje seja conhecida, seja compartilhada, seja anunciada, seja divulgada e chegue aos corações das pessoas! Isto eu te peço pelo nome santo e poderoso de Seu Filho e Nosso Senhor Jesus Cristo, por meio da intercessão da Santa família de Nazaré, Nossa Senhora e São José, amém!" 

Link para acessar a Exortação Amoris Laetitia: http://w2.vatican.va/content/dam/francesco/pdf/apost_exhortations/documents/papa-francesco_esortazione-ap_20160319_amoris-laetitia_po.pdf 

22 de maio de 2015

Jesus, o Centro da nossa Família


(Texto de Rafael Vitola Brodbeck compartilhado pelo Facebook)

Aqui em casa, as crianças NÃO estão no centro. Tampouco, nós, os pais, estamos. Quem está no centro de nosso lar é Cristo, Nosso Senhor. Tudo gira em torno d'Ele. Tudo é feito tendo em conta Suas vontades. Tudo é pensado a partir de Seus critérios.

Na prática, isso significa que não são as crianças quem vão definir os programas de TV ou a música que escutaremos no carro, nem mesmo o tipo de passeio que vamos realizar. Por outro lado, não significa que, por sermos os adultos, iremos assistir a tudo o que quisermos, sem levarmos em conta as necessidades dos pequenos, e nem que não faremos razoáveis e justas abdicações de nossas vontades em prol do bem estar ou até mesmo do prazer delas, quando entendemos possível e correto. Enfim, não implica não cedermos aos filhos, quando percebemos que não é capricho.

Equilíbrio e ponderação auxiliam na tomada de decisões, respeitando, claro, a dinâmica de cada família e suas circunstâncias e características próprias.

O que importa é que a criança não reine absoluta, não seja o centro da família e o fiel da balança na tomada de decisões, e que se evite, igualmente, que os pais, que precisam, sim, ser as autoridades do lar, transmutem o justo governo da casa em uma tirania.

Colocar o Senhor em Seu devido lugar - o centro não só da Igreja, como da família, verdadeira Igreja Doméstica - ajuda nesse processo (além de ser indispensável para que o lar seja realmente cristão).

É d'Ele, é n'Ele e é com Ele que pensamos, sentimos, decidimos e agimos. Sabemos que os filhos não são eternas crianças - a infância não é um fim em si mesmo, mas uma preparação para a vida adulta, e isso implica em treino, em disciplina, em estímulo, em motivação e em rigor aplicado com amor, o que não significa que devam ser miniadultos desde já. 

Sabemos que eles não são nossos. Mas também não são do mundo. São de Deus. Somos pais apenas por participarmos, por um decreto do Senhor, de Sua própria Paternidade divina. E só imitando a Deus, ao Deus Encarnado, que é Homem como nós, e entronizando-O como Rei e Senhor de nossa residência e das almas e corpos que lá vivem, teremos não apenas a vida eterna no céu, mas uma sua antecipação em felicidade cá na terra, com pais firmes e carinhosos, e filhos alegres, responsáveis, decididos e livres.

21 de janeiro de 2015

Sobre famílias numerosas



PERGUNTA: Há mulheres que, tendo já bastante filhos, não se atrevem a comunicar a chegada de mais um a seus parentes e amigos. Temem as críticas daqueles que sabendo existir a "pílula", pensam que a família numerosa é um atraso. Evidentemente, nas circunstâncias atuais, pode-se tornar difícil manter uma família com muitos filhos. Que nos pode dizer sobre isso?

RESPOSTA: Abençôo os pais que recebendo com alegria a missão que Deus lhes confia, têm muitos filhos. Convido os casais a não estancarem as fontes da vida, a terem senso sobrenatural e coragem para manter uma família numerosa, se Deus a envia.

Quando louvo a família numerosa, não me refiro àquela que é conseqüência de relações meramente fisiológicas, mas à que é fruto do exercício das virtudes cristãs, que tem um alto sentido da dignidade da pessoa e sabe que dar filhos a Deus não consiste só em gerá-los para a vida natural, exigindo também uma longa tarefa educadora: dar-lhes a vida é a primeira coisa, mas não é tudo.

Pode haver casos concretos em que a vontade de Deus — manifestada pelos meios ordinários — esteja precisamente em que uma família seja pequena. Mas são criminosas, anti-cristãs e infra-humanas, as teorias que fazem da limitação da natalidade um ideal ou um dever universal ou simplesmente geral.

Querer apoiar-se num pretenso espírito pós conciliar para ir contra a família numerosa seria adulterar e perverter a doutrina cristã. O Concílio Vaticano II proclamou que "entre os cônjuges, que assim cumprem a missão que lhes foi confiada por Deus, são dignos de menção muito especial os que, de comum acordo e refletidamente, se decidem com magnanimidade a aceitar e a educar dignamente uma prole numerosa" (Const. past. Gaudium et Spes, no 50). E Paulo VI, numa alocução pronunciada em 12 de Fevereiro de 1966, comentava: Que o Concílio Vaticano II, recentemente concluído, difunda entre os e esposos cristãos o espírito de generosidade para dilatarem o novo Povo de Deus... Recordem sempre que essa dilatação d o Reino de Deus e as possibilidades de penetração da Igreja na humanidade para levar a salvação — a eterna e a terrena — estão confiadas também à sua generosidade.

O número, por si só, não é decisivo: ter muitos ou poucos filhos não é suficiente para que uma família seja mais ou menos cristã. O que importa é a retidão com que se vive a vida matrimonial. O verdadeiro amor mútuo transcende a comunidade de marido e mulher e estende-se aos seus frutos naturais, os filhos. O egoísmo, pelo contrário, acaba rebaixando esse amor à simples satisfação do instinto, e destrói a relação que une pais e filhos. Dificilmente haverá quem se sinta bom filho — verdadeiro filho — de seus pais, se puder vir a pensar que veio ao mundo contra a vontade deles: que não nasceu de um amor limpo, mas de uma imprevisão ou de um erro de cálculo.

Dizia eu que, por si só, o número de filhos não é determinante. Contudo, vejo com clareza que os ataques às famílias numerosas provêm da falta de fé; são produto de um ambiente social incapaz de compreender a generosidade, um ambiente que tende a encobrir o egoísmo e certas práticas inconfessáveis com motivos aparentemente altruístas. Dá-se o paradoxo de que os países onde se faz mais propaganda do controle da natalidade — e a partir dos quais se impõe a sua prática a outros países — são precisamente aqueles que atingiram um nível de vida mais elevado. Talvez se pudessem tomar a sério seus argumentos de caráter econômico e social, se esses mesmos argumentos os movessem a renunciar a uma parte dos bens opulentos de que gozam, a favor dessas pessoas necessitadas. Enquanto não o fizerem, torna-se difícil não pensar que, na realidade, o que determina esses argumentos é o hedonismo e uma ambição de domínio político e de neocolonialismo demográfico.

Não ignoro os grandes problemas que afligem a humanidade, nem as dificuldades concretas com que pode deparar uma família determinada. Penso nisto com freqüência e enche-se de piedade meu coração de pai que, como cristão e como sacerdote, tenho obrigação de ter. Mas não é lícito procurar a solução por esses caminhos.


(São Josemaria Escrivá, Questões atuais do cristianismo -´
 A mulher na vida social do mundo e na vida da Igreja, ponto 94.)

19 de dezembro de 2014

Sugestão para Árvore de Natal Catequética

Esse ano pensei em comprar uma árvore de Natal nova, maior, enfeitar mais bonita. Mas pensei melhor e fiquei imaginando como iria protegê-la da curiosidade do meu caçula! Pensamos até em fazer uma espécie de cerca, meu marido cogitou eletrificá-la com as luzinhas para uma maior eficácia (brincadeira, gente, por favor)... 
Resumindo, refletindo melhor e sempre nessa busca de um Natal mais próximo do mistério da Encarnação naquela gruta em Belém, decidi que melhor mesmo era simplificar tudo. 
Peguei uma antiga mesa um pouco mais alta (para pelo menos dificultar as ações de exploração do bebê), encontrei a árvore velhinha e montei no canto da sala. Ano passado tinha unido aos enfeites tradicionais as fotos do bebê ao longo de seu primeiro aninho e usado na decoração da sua festinha de aniversário (que é em Novembro) e como todo mundo amou acabei deixando até o dia de Santos Reis. Depois me lembrei que tinha doado todos os enfeites de colocar na árvore e me cansei só de pensar em ter que enfrentar as lojas lotadas para comprar novos... 
Então, em meio às caixas de fitas e luzinhas que tinham sobrado encontrei uns adesivos para colocar em embrulhos de presente, do tipo "De:...; Para:..." com desenhos natalinos. Foi aí que veio a inspiração de colá-los em pregadores de roupa e espalhar pela árvore. Ao longo dos dias do Advento, fui trabalhando com as crianças palavras-chave de atitudes e sentimentos que representam o verdadeiro Natal. 





Aproveitamos as Missas do Advento, a presença da Coroa do Advento, o presépio (colocado numa bancada bem alta, a salvo, e que nesse ano fomos montando aos poucos até que esteja completo na noite de Natal), as meditações da Novena de Natal (esse ano usamos a da Canção Nova, muito simples, didática mas profunda) e os acontecimentos do dia-a-dia para ir paulatinamente escrevendo as palavras nos cartõezinhos. As crianças compraram a ideia e estão sempre atentas e sugerindo palavras e meditações para acrescentarmos na árvore de Natal. Por um Natal mais vivencial e menos comercial, esta é a minha sugestão! 

30 de setembro de 2014

Aborto e o Grupo de Mães



Trascrevo uma reflexão (com adaptações) que fiz em um desses Grupo de Mães do Facebook, em diálogo sobre a questão do aborto.

O nome desse grupo é MÃES de Brasília. Todas nós celebramos a existência dos nossos filhos a partir do primeiríssimo momento em que soubemos que seríamos mães. Toda a equipe médica se dirigia a nós como mães desde o exame de sangue até a 1ª ecografia. Se houve a concepção, há vida, a mulher não é apenas mulher, mas passou a ser mãe. Nunca vou entender como a compreensão da maternidade pode mudar de acordo com as circunstâncias. Como um coração de mãe pode escolher entre um filho e outro assim? Eu simplesmente não entendo. Eu tenho 4 filhos, NUNCA seria capaz de escolher qual deles eu queria vivo ou morto. Pergunte a algum menino abandonado se ele prefere viver ou se você pode matá-lo para que ele não sofra. Existem os dilemas éticos mas NÃO EXISTE SOLUÇÃO FÁCIL PARA PROBLEMA DIFÍCIL. Discriminalização do aborto não é a solução. Mulheres morrem fazendo aborto ilegal? Triste realidade... Mas a melhor solução que se apresenta é legalizar o que é ilegal para resolver a questão? Por essa lógica então devemos legalizar o tráfico de drogas por que tem matado nossa juventude pelo consumo e pela comercialização ilegal? Não é uma solução inteligente e aceitável. No Brasil a pena de morte é proibida, cláusula pétrea da Constituição. Que eu saiba não há no código penal pena de morte quando seu pai é um estuprador (nem pro pai nem pro filho!). Direito da mulher sobre seu corpo? Não é difícil averiguar a informação de que desde o 1º segundo da concepção o óvulo fecundado tem um DNA absolutamente diferente do da mãe e do pai, é um terceiro indivíduo que sim, depende da mãe para se desenvolver, mas não pode ser classificado como um órgão da mãe ou um tumor. Nós, como mães, sabemos que esse indivíduo continuará em estado de "potência" e dependência por longos e longos anos, mas é um indivíduo, um ser humano, e eu acredito (e me permitam dizer pois graças a Deus vivemos num país laico e democrático), um FILHO DE DEUS, que consigo traz vida e promessas...
Aborto não apaga a maternidade da história da mulher, apenas faz dela a mãe de um filho morto. E só quem é mãe de um filho que morreu conhece essa dor. Quem é a favor do aborto, convido para conhecer comigo o grupo que acompanho de MÃES que abortaram (por variados motivos e aqui ao meu ver não cabe julgamento nosso) e ver com os próprios olhos o que o aborto faz com uma mulher, com sua vida, sua história, sua alma e seu coração... Muitas retiram seus filhos de suas vidas num momento de desespero e falta de apoio (inclusive do Estado!) mas eles jamais saem de suas cabeças, de suas almas, de seus corações... O impedimento desses filhos de se desenvolverem e nascerem, não faz com que eles não tenham existido e esse fato é uma tragédia no ser sensível de uma mulher, ou melhor, de uma mãe! Mata-se um filho e, embora continue a viver, sepulta-se para sempre uma mãe. Como legalizar a possibilidade de tamanha tragédia?
“Ah! Quem não é a favor do aborto que não faça um!” Quanta miséria intelectual, moral e espiritual nesse tipo de pensamento! Quanta superficialidade para tratar de um assunto tão denso e complexo! Como se a descriminalização do aborto fosse uma questão de foro íntimo e não abrangesse a instituição familiar e o tipo de sociedade que pretendemos construir e o próprio entendimento do que é a dignidade humana!
Em nosso país as pessoas não tem o direito de decidir a respeito da vida ou da morte de quem quer que seja, nem mesmo a Justiça pode decidir isso. A Mãe não pode decidir se o filho poderá continuar vivendo ou não por qualquer motivo que ela alegue. Nem mesmo se o feto (ou qualquer pessoa) matasse ou roubasse nem a mãe nem ninguém em nosso país poderia decidir por sua vida ou por sua morte. Ponto. Um feto na barriga de sua mãe já está com vida, embora ainda dependa dela para continuar vivendo.

6 de agosto de 2013

Escolhe, pois, a vida! Para os que crêem o aborto não é opção!


Por este  me dirijo a você que crê em Deus. Em outras ocasiões pretendo dialogar com aqueles que não crêem, mas este texto é para quem, em sua liberdade, tem fé na existência de Deus. 

Pela razão podemos saber que Deus existe. Quando meditamos na origem do universo, na perfeição da natureza, na complexidade do corpo humano... tudo isso nos faz meditar na existência de Deus, pois como poderia toda essa engrenagem de vida ter surgido do acaso? O intelecto não aceita a explicação superficial do acaso na origem de tudo pois nossa alma necessita de sentido metafísico! Somos seres transcendentes, e o acaso é pouco demais para nossa alma! Até mesmo o meio científico, após anos e anos sem conseguir explicar apenas pela ciência as questões das origens da vida e da aparente inteligência e intenção das coisas naturais recoloca a “hipótese de Deus” em pauta.

Também pela fé, apesar de não vermos, muitas vezes podemos sentir a ação de Deus em nossas vidas em tantos momentos de nossa história pessoal. Normalmente, se cremos em Deus hoje, é por que fomos desde cedo educados na fé, na mensagem que Ele nos deixou em sua Palavra, crescemos experimentando a proteção divina, sua providência e com certeza, se pensarmos bem, temos em nossa vida muitas coisas para agradecer a Deus.

Deus existe, mesmo para os que não crêem. Este texto, entretanto, como dito já no início, é para você que crê em Deus, que crê que Ele é o criador de tudo o que existe, das coisas visíveis e invisíveis. É uma proposta de meditação para você que acredita, guiado pela sua reflexão racional e também pelo exercício da sua fé que existe Alguém maior, origem e fim de tudo, que governa o universo e que ao mesmo tempo quer se relacionar de maneira pessoal com cada ser humano que sua onipotência faz surgir nesta terra e para o qual não podemos viras as costas.

Sim, cremos que Deus é potência e amor! Deus cria tudo por amor e, transbordando esse amor, quer se comunicar, se relacionar com sua criação, em especial o ser humano. A leitura atenta do relato da criação no livro do Gênesis (deixando claro que se trata de um hino litúrgico, uma poesia sobre a criação do mundo e não um tratado de geologia de como foi o surgimento de tudo o que existe) quer evidenciar esse amor transbordante de Deus que gera vida. Deus cria de maneira especial o ser humano e lhe infunde um tipo diferente de vida: uma vida não só biológica e natural, mas transmite-lhe seu próprio Espírito o fazendo assim Sua imagem e semelhança. Dotado de liberdade, este homem trazido à existência por Deus optou por não estar 100% aberto a todo esse amor divino. Na verdade nisto se resume o pecado: em virar as costas para o amor do Criador com sentimentos e atitudes que não incompatíveis com sua santidade!

Essa vontade infinita de Deus em se comunicar e relacionar com o ser humano chega ao ápice em sua Encarnação: cremos que Deus se fez homem por amor aos homens e viveu no meio de nós na pessoa de Jesus Cristo. Ele é que pega o ser humano desta posição (de costas para Deus) e é capaz de coloca-lo novamente de frente para Deus, para estar apto a receber toda plenitude de vida e de amor do Criador apresentado como nosso Pai. Jesus, Deus feito homem por amor, devolve ao ser humano a semelhança com o Criador, abre-lhe a porta de uma vida para além desta terra, uma vida eterna.

É Deus que nos dá essa vida natural que é apenas a menor parte da nossa existência! Fomos criados para a vida eterna ao lado de Deus e Jesus, com sua morte e ressurreição, abriu as portas da eternidade para o gênero humano. Essa vida na terra é para nós como uma gestação, este mundo é nosso útero, nossa morte na carne será o nosso verdadeiro parto para a vida verdadeira para a qual fomos criados. Precisamos passar por essa “gestação” buscando nos conformar (no sentido de “tomar a forma de”) a Jesus, modelo de homem apto a estar na eternidade com Deus por meio de uma adesão consciente à Salvação que nos trouxe.

Deus é nosso Criador! Deus é nosso Pai! Deus criou tudo o que existe e depois quis uma relação de amor com sua criação, em especial com o homem. E Deus atualiza sua obra criadora a cada dia que amanhece, a cada planta que surge nos campos, no movimento das águas que evaporam dos rios e mares para tornar a cair na terra com as chuvas. Seu Espírito renova constantemente a face da terra... Em especial, Deus atualiza seu poder criador e seu amor paternal cada vez que um óvulo é fecundado por um espermatozoide no ventre de uma mulher.

Esse texto, mais uma vez reitero, é para aqueles que creem nesse Deus, o único Deus criador de tudo, Pai de Nosso Senhor Jesus e por meio Dele, nosso Pai também. Esse Deus que continua a ‘criar’ o ser humano gerando-o nos ventres das mulheres e promovendo-as de fêmeas a “MÃES”. A partir da união de apenas duas células  e nunca sem a permissão de Deus, surge um novo ser humano. Deus transborda amor, Deus transborda vida! Pelo pecado a morte entrou no mundo, mas Deus, o nosso Deus é Deus de Vida e não de morte! Deus quer a vida e não a morte! Jesus venceu a morte com sua Cruz e nos possibilitou a vida eterna! O Espírito do Senhor é quem dá a vida a tudo que é vivo!

No feto,no embrião, que muitos chamam de mero amontoado de células, mero pedaço de DNA na tentativa de desumanizar a obra do amor de Deus no silêncio escuro do ventre feminino, há vida! Não uma vida apenas biológica e material, mas assim como na ilustração poética trazida pelo Gênesis, há vida soprada por Deus, uma vida diferente, racional, emocional, sobrenatural, espiritual, uma vida que já ali começa a ser imortal na alma! Uma vida para qual Deus tem sonhos, planos e missões! Mesmo que tenha sido gerada fora dos planos amorosos de Deus, Ele tem promessas para essa vida que se desenvolve de maneira misteriosa no interior de sua mãe.

Diz a música cujo link disponibiliei ao final deste texto que a vida é dom e ninguém a detém. De fato, aquelas células vão se multiplicando de maneira tão engenhosa, formando órgãos e aparelhos de uma maneira tão complexa que nos remete imediatamente a imensa sabedoria divina em engendrar sua criação. Perfeita é essa obra! Nenhuma máquina criada pela inteligência humana, por mais desenvolvida que seja, se aproxima da genialidade do corpo humano criado por Deus. Ele quer essa pequena vida que evolui aos poucos no útero e faz com que se desenvolva sem que a mãe que o contém tenha que fazer nada diretamente para que ele continue a se desenvolver! Se a mãe apenas continuar vivendo normalmente, se alimentando e respirando, essa vida progredirá! E essa vida terá o poder de trazer mais vida a tudo o que estiver em sua volta, pois vida gera vida!

Vida não é um conceito apenas biológico. O biológico é apenas parte da criação divina. Mesmo quem não crê em Deus sabe que o biológico tem começo e fatalmente terá um fim. Aqueles que creem em Deus sabem que a vida não termina com a morte física como dissemos acima: nossa alma teve um início, mas não terá fim já que foi infundida em nós imortal. Quando este corpo morrer, partiremos para a eternidade: a vida eterna com Deus, ou, se optarmos livremente por virarmos as costas para o seu infinito amor, a morte eterna sem Ele. Para a vida ou para a morte, a eternidade nos espera. Será nossa escolha passá-la de frente para Deus num abraço amoroso ou de costas para ele, num vazio e desespero sem fim...

Não existem estatísticas nessa área, mas creio que inúmeras pessoas que tiram as vidas de seus filhos pelo aborto creem em Deus. Acreditam que Ele é o criador, rezam o Pai Nosso, possivelmente frequentam alguma Igreja, procurarm ser pessoas boas, mas passam por momentos de medo e insegurança com a presença dessa vidinha que se desenvolve sem o controle deles. Sejam os pais, as mães ou avós, sejam quem for, muitas pessoas que fazem, ou sugerem, ou ajudam, ou permitem que um aborto seja feito são pessoas que acreditam que Deus existe. 

É a essas pessoas a quem eu quero-me dirigir por essa meditação: CREIA EM DEUS, ESCOLHA A VIDA! Você que crê em Deus, somente aquele que crê em Deus: UM ABORTO JAMAIS PODERÁ SER UM OPÇÃO para você ou para os que você ama! Honre a sua fé nesse Deus, confie Nele, respeite Sua atuação na história das pessoas e escolha a vida: SEMPRE! O Salmo 126 afirma que o filho é um dom, um presente de Deus, uma recompensa! Não vire as costas para o Seu amor! Um óvulo fecundado é uma prova de amor de Deus ao mundo! Aceitar e realizar um aborto é colocar vitória de Cristo sobre o pecado e a morte como algo desprezível. Aceitar e realizar um aborto é destruir os alicerces de um Templo a ser erguido em honra ao Espírito Santo. 

Médico e profissional de saúde que crê em Deus: escolham sempre a saúde, o bem estar, a vida dos seus pacientes! Não permita que a ambição financeira ou qualquer outro motivo que seja maior do que a fé que você tem no fato de que Deus existe, que Ele gera vida por amor! Viva de acordo com sua fé, atue profissionalmente de acordo com a sua fé! Não cale sua consciência, não cale seu coração, não cale sua alma! Não vire as costas para Deus que te vocacionou à medicina para fazer o bem e ajudar o próximo!

Avós, tios, irmãos, primos, amigos: vocês que crêem em Deus, não aconselhem e nem permitam nunca um aborto de uma criança que Deus destinou a fazer parte da sua vida! Faça a diferença na vida de quem está cogitando essa possibilidade: relembre-a que existe um Deus, o único Deus Criador e Pai, que está entregando essa vida desse filho nas mãos dela! Seja o apoio que ela precisa, seja a voz da Verdade e da Caridade na vida dessa pessoa! Não se omita, não seja promotor da morte na história dessas pessoas, não seja cúmplice desse crime! Não seja aquela pessoa que sugeriu a morte de um filho, talvez o único que essa pessoa vá gerar em sua vida inteira! Não seja aquela pessoa que vai acompanha-la a alguma clínica em que ao invés de promover a saúde e a vida do ser humano fatura economicamente em cima do desespero daqueles que se esqueceram que poderão sempre contar com Deus em suas vidas e que existem pessoas (como você!) que estarão sempre presentes para ajudar em tudo o que elas precisarem, QUE ELAS ÃO ESTÃO SOZINHAS! Não vire as costas para Deus que conta com a sua intervenção a favor da vida, a favor do amor!

Pai, uma única célula sua deu início a um milagre que ultrapassa o plano natural! Com esse filho Deus quer te ensinar tantas coisas sobre amar e ser amado! Com esse filho Deus te coloca numa posição semelhante à Dele com relação a você: Ele é seu Pai, confie Nele e aceite o seu amor! Não lhe vire as costas! Não permita que seu filho seja impedido de se desenvolver, de nascer, de viver! Você, que crê em Deus, seja homem à altura de Cristo e defenda seu filho, assuma-o, ame-o! Honre o Deus que te ama, que também te deu a vida e que está confiando aos seus cuidados esse pequeno e indefeso filho Dele! Deus te fez responsável sobre ele! Não queira ser assombrado pela memória de uma filha privada da vida, para a qual você deveria ter sido um herói! Não queira ser o carrasco de um filho para o qual você deveria ter sido o melhor amigo, modelo de hombridade! Não aceite essa injustiça, não viva com essa culpa! Escolha e lute pela vida do seu pequeno, da sua princesa: Deus conta com você! Não vire as costas para Deus!

Mãe, esta vida que passou a habitar no seu ventre trará sobre seu corpo e sua alma uma luz que jamais se apagará! Você permitindo ou não que esse filho ou filha se desenvolva dentro de você, essa luz de ter se tornado mãe ficará para sempre em você! Muitas mães que abortam seus filhos nunca mais encontram a paz por terem de conviver com essa luz eternamente em suas memórias, pois é uma luz que testemunha para todo o sempre que Deus esteve na sua carne gerando vida. Não lhe vire as costas, não se negue a receber esse dom, esse presente! Confie no amor de Deus! Permita que essa luz se acenda em seu ser para gerar mais vida para a sua vida! Não aborte seu filho ou filha! Permita que o coraçãozinho dele ou dela continue a bater! É a sua própria vida gerada em outro corpo, um pequeno corpinho que quer se desenvolver devagar e extraordinariamente no seu ventre pela ação das mãos de Deus no qual você crê! Se permita viver  talvez o único amor verdadeiramente incondicional de sua vida! Deixe ele ou ela entrar em sua vida, em sua história! Deus sabe que você é capaz de ser a mãe, a mamãezinha dessa criança, por isso te recompensou com a bênção que é ter um filho. Permita-se amar sem medidas, ter essa criança em seus braços, poder cheirá-la, pegar sua mãozinha, amamentar, perceber nela as semelhanças físicas da sua família... Deus te designou para viver a maternidade quando permitiu que a fecundação acontecesse dentro de você, independente das condições em que isso tenha ocorrido! Honre a fé que você tem em Deus! Honre a fé que Deus teve em você! Da mesma forma que essa fé que você tem em Deus jamais se apagará do mais profundo do seu coração, a presença de um filho em seu ventre será uma luz acesa eternamente na sua história! Que seja um luz de vida e não uma sinalização de uma morte autorizada por você! 

ESCOLHE, POIS, A VIDA! ELA TRAZ VIDA A VOCÊ TAMBÉM!
ENTENDE QUE A VIDA É DOM E NINGUÉM A DETÉM!
VEIO DE DEUS E PARA ELE VOLTARÁ!
ARRISCA-TE E ACOLHE A VIDA QUE O MUNDO PRECISA!