Mostrando postagens com marcador Catequese. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Catequese. Mostrar todas as postagens

28 de março de 2013

Vamos caprichar na catequese familiar?



Em nossas meditações e catequeses familiares com as crianças aqui em casa utilizamos variadas ferramentas para tentar conseguir prender a atenção e despertar o interesse dos nossos pequenos. Um recurso muito usado é o da “historinha”, operacionalizado de várias maneiras. Trata-se de fazermos um roteiro simples (a maioria das vezes espontâneo mesmo) do tema a ser tratado e, com o auxílio de objetos variados irmos retratando os pontos que queremos abordar. Para tal, utilizamos objetos variados, artesanatos, computador e tudo o mais que o Espírito inspirar em termos de criatividade!
Por exemplo, essa semana fomos trabalhar o tema da amizade de Jesus com Marta, Maria e Lázaro. Fizemos um roteiro que incluía a passagem de Marta e Maria, da ressurreição de Lázaro e também a unção em Betânia numa história resumida, contada numa linguagem acessível a eles. Usando bonecos Max Steel e Barbies representamos os personagens; para colocar Marta trabalhando, usamos um escovão; com um pedaço de atadura e uma caixa, fizemos Lázaro saindo do sepulcro; para a unção em Betânia, pegamos um vidro grande de perfume e por aí fomos encenando.
Numa outra ocasião, trabalhando o tema do Domingo de Ramos, usamos o “burrinho do Shrek” que veio no Mc Lanche Feliz, um desenho pequeno de Jesus, panos de pratos para serem os mantos e bonequinhos de jornal desenhados por eles mesmos em meio a ramos de capim colhidos do quintal para representarem o povo que recebia o Senhor em Jerusalém.
Em outro ano, para meditarmos na última Ceia, usamos uma caixa de ovos para ser a base da mesa e imprimimos desenhos dos apóstolos e de Jesus. Pedimos às crianças que colorissem os personagens e utilizamos o artesanato para apresentar esse ensino a elas (retiramos desse site: http://catholicicing.com/holy-thursday-last-supper-craft/).
Já usamos PowerPoint, vídeos do YouTube, confeccionamos o Círio pascal com um vela de 7 dias e batom; fizemos a via sacra com cartões que eram colados num mural conforme íamos meditando; preparamos uma cruz de isopor na qual colocamos vários cartõezinhos representando atitudes negativas (pecaminosas) nossas que pesavam na Cruz de Jesus... Teria muitos outros exemplos, mas esses já são o suficiente para demonstrar que basta um pouco de criatividade para tornar um momento de catequese familiar mais interativo e significativo para nossos pequenos! 
Que tal encenar a história da Páscoa para seus filhos assim esse ano? Prepare seu roteiro, não o estenda muito, faça-o resumido, separe os objetos que possam servir para ilustrar sua história, reúna as crianças, reze e mãos à obra! Garanto que eles irão gostar e que se lembrarão desses momentos em família sempre...

24 de março de 2013

Sugestão de Atividade para Catequese Infantil - Domingo de Ramos


A sugestão de hoje é uma atividade de artes para complementar a catequese das crianças a respeito do Domingo de Ramos (fizemos o ano passado com as crianças). Em primeiro lugar, nada faria sentido se não houvesse o esforço de levar as crianças na Missa de Ramos, participar da Procissão e reforçar a catequese sobre o Evangelho. Muitas vezes não é fácil levar as crianças, ainda mais com procissão, mas esse tipo de vivência fica guardada na memória das crianças, elas vão se habituando a essa vivência comunitária e passa a ser algo natural na experiência familiar. Isso já até virou uma espécie de bordão meu: "Levemos nossas crianças para a Igreja!"

Acreditamos que o uso dos 5 sentidos e do lúdico na aprendizagem, mesmo que seja na catequese, só pode trazer benefícios para a assimilação dos conteúdos e auxiliar na abertura dos coraçõezinhos para os tesouros da fé que buscarmos transmitir, seja para nossos catequisandos, seja para nossos filhos.

Essa atividade é muito simples, na verdade. É mais um momento de descontração em complemento à catequese. Numa cartolina (ou papel pardo) fizemos o jumentinho e os ramos do Evangelho de hoje (Lc 19, 28-40) usando tinta cinza (ou marron), preta e verde e respectivamente um pé, dedinhos e mãos. Com o pé fizemos o rosto do jumentinho, com os dedinhos fizemos os detalhes do animal e, por fim, com as mãos fizemos os ramos. No nosso caso, as crianças finalizarm com um pouco de branco para o grande olho que fizeram e a pontinha da boca. As crianças gostaram muito, se divertiram, foi um momento familiar de alegria e intimidade com muita simplicidade. 

No fim, fizemos um mural com todas as atividades feitas em cada dia da Semana Santa que aos poucos procurarei compartilhar aqui pelo Blog. Essa aí do jumentinho foi tirada do site catholicicing.com. 

Vivamos bem a Semana Santa, inserindo as crianças nesses mistérios tão preciosos de nossa Fé!


27 de fevereiro de 2013

A Última Catequese do Papa Bento XVI



Catequese 
Praça São Pedro
Quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Boletim da Santa Sé
Fonte: Canção Nova Notícias
Venerados irmãos no Episcopado e no Sacerdócio!
Ilustres Autoridades!
Queridos irmãos e irmãs!
Agradeço-vos por terem vindo em tão grande número para esta minha última Audiência geral.
Obrigado de coração! Estou realmente tocado! E vejo a Igreja viva! E penso que devemos também dizer um obrigado ao Criador pelo tempo belo que nos doa agora ainda no inverno.
Como o apóstolo Paulo no texto bíblico que ouvimos, também eu sinto no meu coração o dever de agradecer sobretudo a Deus, que guia e faz crescer a Igreja, que semeia a sua Palavra e assim alimenta a fé no seu Povo. Neste momento a minha alma se expande para abraçar toda a Igreja espalhada no mundo; e dou graças a Deus pelas “notícias” que nestes anos do ministério petrino pude receber sobre a fé no Senhor Jesus Cristo, e da caridade que circula realmente no Corpo da Igreja e o faz viver no amor, e da esperança que nos abre e nos orienta para a vida em plenitude, rumo à pátria do Céu.
Sinto levar todos na oração, um presente que é aquele de Deus, onde acolho em cada encontro, cada viagem, cada visita pastoral. Tudo e todos acolho na oração para confiá-los ao Senhor: para que tenhamos plena consciência da sua vontade, com toda sabedoria e inteligência espiritual, e para que possamos agir de maneira digna a Ele, ao seu amor, levando frutos em cada boa obra (cfr Col 1,9-10).
Neste momento, há em mim uma grande confiança, porque sei, todos nós sabemos, que a Palavra de verdade do Evangelho é a força da Igreja, é a sua vida. O Evangelho purifica e renova, traz frutos, onde quer que a comunidade de crentes o escuta e acolhe a graça de Deus na verdade e vive na caridade. Esta é a minha confiança, esta é a minha alegria.
Quando, em 19 de abril há quase oito anos, aceitei assumir o ministério petrino, tive a firme certeza que sempre me acompanhou: esta certeza da vida da Igreja, da Palavra de Deus. Naquele momento, como já expressei muitas vezes, as palavras que ressoaram no meu coração foram: Senhor, porque me pedes isto e o que me pede? É um peso grande este que me coloca sobre as costas, mas se Tu lo me pedes, sobre tua palavra lançarei as redes, seguro de que Tu me guiarás, mesmo com todas as minhas fraquezas. E oito anos depois posso dizer que o Senhor me guiou, esteve próximo a mim, pude perceber cotidianamente a sua presença. Foi uma parte do caminho da Igreja que teve momentos de alegria e de luz, mas também momentos não fáceis; senti-me como São Pedro com os Apóstolos na barca no mar da Galileia: o Senhor nos doou tantos dias de sol e de leve brisa, dias no qual a pesca foi abundante; houve momentos também nos quais as águas eram agitadas e o vento contrário, como em toda a história da Igreja, e o Senhor parecia dormir. Mas sempre soube que naquela barca está o Senhor e sempre soube que a barca da Igreja não é minha, não é nossa, mas é Sua. E o Senhor não a deixa afundar; é Ele que a conduz, certamente também através dos homens que escolheu, porque assim quis. Esta foi e é uma certeza, que nada pode ofuscá-la.  E é por isto que hoje o meu coração está cheio de agradecimento a Deus porque não fez nunca faltar a toda a Igreja e também a mim o seu consolo, a sua luz, o seu amor.
Estamos no Ano da Fé, que desejei para reforçar propriamente a nossa fé em Deus em um contexto que parece colocá-Lo sempre mais em segundo plano. Gostaria de convidar todos a renovar a firme confiança no Senhor, a confiar-nos como crianças nos braços de Deus, certo de que aqueles braços nos sustentam sempre e são aquilo que nos permite caminhar a cada dia, mesmo no cansaço. Gostaria que cada um se sentisse amado por aquele Deus que doou o seu Filho por nós e que nos mostrou o seu amor sem limites. Gostaria que cada um sentisse a alegria de ser cristão. Em uma bela oração para recitar-se cotidianamente de manhã se diz: “Adoro-te, meu Deus, e te amo com todo o coração. Agradeço-te por ter me criado, feito cristão…”. Sim, somos contentes pelo dom da fé; é o bem mais precioso, que ninguém pode nos tirar! Agradeçamos ao Senhor por isto todos os dias, com a oração e com uma vida cristã coerente. Deus nos ama, mas espera que nós também o amemos!
Mas não é somente a Deus que quero agradecer neste momento. Um Papa não está sozinho na guia da barca de Pedro, mesmo que seja a sua primeira responsabilidade. Eu nunca me senti sozinho no levar a alegria e o peso do ministério petrino; o Senhor colocou tantas pessoas que, com generosidade e amor a Deus e à Igreja, ajudaram-me e foram próximas a mim. Antes de tudo vós, queridos Cardeais: a vossa sabedoria, os vossos conselhos, a vossa amizade foram preciosos para mim; os meus Colaboradores, a começar pelo meu Secretário de Estado que me acompanhou com fidelidade nestes anos; a Secretaria de Estado e toda a Cúria Romana, como também todos aqueles que, nos vários setores, prestaram o seu serviço à Santa Sé: são muitas faces que não aparecem, permanecem na sombra, mas propriamente no silêncio, na dedicação cotidiana, com espírito de fé e humildade foram para mim um apoio seguro e confiável. Um pensamento especial à Igreja de Roma, a minha Diocese! Não posso esquecer os Irmãos no Episcopado e no Sacerdócio, as pessoas consagradas e todo o Povo de Deus: nas visitas pastorais, nos encontros, nas audiências, nas viagens, sempre percebi grande atenção e profundo afeto; mas também eu quis bem a todos e a cada um, sem distinções, com aquela caridade pastoral que é o coração de cada Pastor, sobretudo do Bispo de Roma, do Sucessor do Apóstolo Pedro. Em cada dia levei cada um de vós na oração, com o coração de pai.
Gostaria que a minha saudação e o meu agradecimento alcançasse todos: o coração de um Papa se expande ao mundo inteiro. E gostaria de expressar a minha gratidão ao Corpo diplomático junto à Santa Sé, que torna presente a grande família das Nações. Aqui penso também em todos aqueles que trabalham para uma boa comunicação, a quem agradeço pelo seu importante serviço.
Neste ponto gostaria de agradecer verdadeiramente de coração todas as numerosas pessoas em todo o mundo, que nas últimas semanas me enviaram sinais comoventes de atenção, de amizade e de oração. Sim, o Papa não está nunca sozinho, agora experimento isso mais uma vez de um modo tão grande que toca o coração. O Papa pertence a todos e tantas pessoas se sentem muito próximas a ele. É verdade que recebo cartas dos grandes do mundo – dos Chefes de Estado, dos Líderes religiosos, de representantes do mundo da cultura, etc. Mas recebo muitas cartas de pessoas simples que me escrevem simplesmente do seu coração e me fazem sentir o seu afeto, que nasce do estar junto com Cristo Jesus, na Igreja. Estas pessoas não me escrevem como se escreve, por exemplo, a um príncipe ou a um grande que não se conhece. Escrevem-me como irmãos e irmãs ou como filhos e filhas, com o sentido de uma ligação familiar muito afetuosa. Aqui pode se tocar com a mão o que é a Igreja – não uma organização, uma associação para fins religiosos ou humanitários, mas um corpo vivo, uma comunhão de irmãos e irmãs no Corpo de Jesus Cristo, que une todos nós. Experimentar a Igreja deste modo e poder quase tocar com as mãos a força da sua verdade e do seu amor é motivo de alegria, em um tempo no qual tantos falam do seu declínio. Mas vejamos como a Igreja é viva hoje!
Nestes últimos meses, senti que as minhas forças estavam diminuindo e pedi a Deus com insistência, na oração, para iluminar-me com a sua luz para fazer-me tomar a decisão mais justa não para o meu bem, mas para o bem da Igreja. Dei este passo na plena consciência da sua gravidade e também inovação, mas com profunda serenidade na alma. Amar a Igreja significa também ter coragem de fazer escolhas difíceis, sofrer, tendo sempre em vista o bem da Igreja e não de si próprio.
Aqui, permitam-me voltar mais uma vez a 19 de abril de 2005. A gravidade da decisão foi propriamente no fato de que daquele momento em diante eu estava empenhado sempre e para sempre no Senhor. Sempre – quem assume o ministério petrino já não tem mais privacidade alguma. Pertence sempre e totalmente a todos, a toda a Igreja. Sua vida vem, por assim dizer, totalmente privada da dimensão privada. Pude experimentar, e o experimento precisamente agora, que se recebe a própria vida quando a doa. Antes disse que muitas pessoas que amam o Senhor amam também o Sucessor de São Pedro e estão afeiçoadas a ele; que o Papa tem verdadeiramente irmãos e irmãs, filhos e filhas em todo o mundo, e que se sente seguro no abraço da vossa comunhão; porque não pertence mais a si mesmo, pertence a todos e todos pertencem a ele.
O “sempre” é também um “para sempre” – não há mais um retornar ao privado. A minha decisão de renunciar ao exercício ativo do ministério não revoga isto. Não retorno à vida privada, a uma vida de viagens, encontros, recepções, conferências, etc. Não abandono a cruz, mas estou de modo novo junto ao Senhor Crucificado. Não carrego mais o poder do ofício para o governo da Igreja, mas no serviço da oração estou, por assim dizer, no recinto de São Pedro. São Benedito, cujo nome levo como Papa, será pra mim de grande exemplo nisto. Ele nos mostrou o caminho para uma vida que, ativa ou passiva, pertence totalmente à obra de Deus.
Agradeço a todos e a cada um também pelo respeito e pela compreensão com o qual me acolheram nesta decisão tão importante. Continuarei a acompanhar o caminho da Igreja com a oração e a reflexão, com aquela dedicação ao Senhor e à sua Esposa que busquei viver até agora a cada dia e que quero viver sempre. Peço-vos para lembrarem-se de mim diante de Deus e, sobretudo, para rezar pelo Cardeais, chamados a uma tarefa tão importante, e pelo novo Sucessor do Apóstolo Pedro: o Senhor o acompanhe com a sua luz e a força do seu Espírito.
Invoquemos a materna intercessão da Virgem Maria Mãe de Deus e da Igreja para que acompanhe cada um de nós e toda a comunidade eclesial; a ela nos confiemos, com profunda confiança.
Queridos amigos! Deus guia a sua Igreja, a apoia mesmo e sobretudo nos momentos difíceis. Não percamos nunca esta visão de fé, que é a única verdadeira visão do caminho da Igreja e do mundo. No nosso coração, no coração de cada um de vós, haja sempre a alegre certeza de que o Senhor está ao nosso lado, não nos abandona, está próximo a nós e nos acolhe com o seu amor. Obrigado!
BENTOXVI_assinatura

17 de fevereiro de 2013

Catequese Familiar: Meditação dos Evangelhos da Quaresma com as crianças



Pela graça do sacramento do matrimônio, os pais receberam a responsabilidade e o privilégio de evangelizar os filhos. Desde tenra idade devem iniciá-los nos mistérios da fé, de que são os "primeiros arautos". (...)  A educação da fé por parte dos pais deve começar desde a mais tenra infância. Faz-se já quando os membros da família se ajudam mutuamente a crescer na fé pelo testemunho duma vida cristã, de acordo com o Evangelho. A catequese familiar precede, acompanha e enriquece as outras formas de ensinamento da fé. Os pais têm a missão de ensinar os filhos a rezar e a descobrir a sua vocação de filhos de Deus. (Catecismo da Igreja Católica, §2225-2226)


Como já temos o costume de fazer, meu marido e eu, preparamos uma catequese doméstica com as crianças sobre os Evangelhos dos Domingos da Quaresma. Sentimos que uma simples ilustração desperta muito mais a atenção e curiosidade delas para o que pretendemos passar e as partilhas ficam riquíssimas! Elas expõe mais as suas dúvidas, pedem exemplos, contam "causos"... enfim, o difícil é finalizar a meditação! Para todos nós, eles e nós dois como pais, cada vez mais essas catequeses são um momento de aprendizado, entrosamento familiar, intimidade! E tudo isso na presença de Jesus e de Maria! Nos disponibilizamos a ensiná-los, mas quem sempre aprende algo somos nós! Deus age em nós enquanto pais quando servimos a Deus no serviço aos nossos filhos: os filhos contribuem para o crescimento dos seus pais na santidade. (CIC § 2227) 
Recomendamos muito, preparem esses momentos com suas crianças! Esforcem-se por catequizá-las com amor! Custa tão pouco, em meia hora organizamos essa apresentação de power point usando imagens do google (acesse nesse álbum da nossa página no Facebook: ) e nos surpreendemos com a interação que vivenciamos com eles. Valeu muito a pena. SEMPRE vale muito a pena! Como diria o meu segundo filho, o José Luiz: "Uma Santa e abençoada Quaresma pra vocês!" :)

15 de dezembro de 2012

O amor de Cristo pela infância ilumina e idealiza o período do Natal




PAPA PAULO VI
ANGELUS
Domingo, 4 de Janeiro de 1970

As crianças polarizam o nosso interesse, neste período que vai do Natal à Epifania. O presépio e os presentes dos Reis Magos são para elas. Os grandes fazem-se pequenos, partilhando a sua alegria. É a estação das crianças, dos adolescentes e dos jovens. É uma quadra linda, cheia de sentimentos humanos, repleta de poesia. A inocência e a alegria pairam no ar. A bondade e a esperança reflorescem nos corações, nas casas de família e um pouco também nas ruas das cidades.
E para nós tudo isto se explica, assumindo um valor que transcende esta festa da infância. E o próprio Jesus Menino, Jesus criança que nos convida a tomar parte nela. Esta primeira etapa da existência humana tornou-se imensamente amável, mais do que já o era por si mesma, pelo fato de Cristo, o Homem-Deus, ter querido percorrê-la, no itinerário da sua vida. Um mistério nela se reflete: o mistério da Encarnação.
Já os antigos diziam que se deve à criança uma grande reverência. O cristianismo dirá mais ainda. Dirá que a vida de cada criança é sagrada, quer durma ainda no seio materno, quer tenha já entrado nas nossas casas, nas nossas escolas, nas nossas igrejas, e particularmente quando é vítima da doença ou da fome. Um amor que transcende o plano natural, o amor de Cristo pela infância, ilumina e idealiza este período da vida. Cristo, diz São Leão Magno, ama a infância, que Ele, no início da sua vida, fez sua, no espírito e no corpo. Notai bem: no espírito e no corpo. Depois, tornou-a mestra, exemplo e reflexo misterioso de uma presença espiritual, típica e implorante: «se não vos tornardes como crianças, não entrareis no reino dos céus... » e « o bem que tiverdes feito ao mais pequenino dos meus irmãos, a mim o fizestes ».
Por isso, é este o tempo de querer bem, em Cristo, às crianças, aos adolescentes e aos jovens. É o tempo de rezar por eles, pelos seus pais, pelas famílias. Bem sabeis quanta necessidade há de oração por estas intenções. Vamos rezar também por todos aqueles que querem bem às crianças, pelos seus professores e educadores, e, em particular, pelos catequistas. Vamos rezar pelos centros, obras e associações que se dedicam, com amor e inteligência, à formação pura, sã, autêntica e cristã da infância. Que Maria, a Mãe bem-aventurada, esteja com todos nós!

13 de dezembro de 2012

O Natal anunciado com alegria aos pequeninos



Por Rachel Abdalla*


Criança gosta daquilo que lhe é próprio, ou seja, da realidade vista sob a ótica pura e inocente dos fatos que presencia, e dos desejos que sente, principalmente aqueles associados à alegria. Por isso, o que devemos apresentar sobre Jesus às crianças deve ser alegre e ter o jeito e o tamanho delas.
Com base nos ensinamentos que Ele nos deixou nos Evangelhos, toda fala deve ter uma conotação verdadeira, porém, precisa ser colocada de modo lúdico, ou seja, na linguagem que a criança se envolve e participa, criando assim, um vínculo entre aquilo que ouve e vive.
Ao falar para os pequeninos sobre o nascimento de Jesus, os pais e catequistas podem fazer uma correlação deste dia com o nascimento deles, relembrando a alegria e a emoção, a preparação e a expectativa da chegada de uma criança ao mundo. Aqui, no caso, no Natal, de um pequenino muito especial, por ser o Filho de Deus.
Quando o anjo Gabriel vai anunciar à Maria que ela será a Mãe do Filho de Deus, sua saudação inicia-se com a palavra grega khaire que significa 'alegra-te', porque a novidade que vem é motivo de muita alegria! Vai nascer um menino, uma criança vem ao mundo! É, pois, com essa mesma alegria do anjo, ao anunciar Jesus a Maria, que nós devemos também anunciá-Lo ao mundo e, especialmente, às crianças.
Mas, onde está a alegria? Como mostrá-la aos pequeninos?
O motivo de alegria para Maria era o de ter o Senhor em seu ventre, e para nós é o fato de Jesus ter nascido entre os homens. Com relação às crianças, podemos inseri-las no contexto da família, dos amigos, dos parentes como uma relação de amor entre todos. Afinal, ser feliz é ter um encontro com o amor! Deus é Amor e nós nos encontramos com este Amor na pessoa de Jesus. Ao mostrarmos Jesus como um Menino, estamos colocando-O no mesmo contexto em que vivem as crianças.
É interessante, neste processo evangelizador, despertar nelas algo a mais sobre o Menino Jesus como, por exemplo, falar como Ele nasceu; que chorava, mas que também era risonho; como seriam as suas feições a partir das características do seu povo; quando começou a andar, o que gostava de comer, quem eram seus amiguinhos, qual era a sua brincadeira preferida... enfim, fazer colocações simples que não interferem na verdade e podem ser apresentadas conforme a expectativa da criança, do momento dela, afinal, Jesus era uma criança comum, mesmo sendo Deus, e cresceu como todos nós, dentro de uma realidade humana e limitada. Assim, elas crescerão com Jesus, gradativamente, de modo simples e natural.
Neste tempo do Natal, fale sobre Jesus e ensine o Amor às crianças, sendo alegre como elas são! Essa linguagem elas compreendem!
Feliz Natal!

*Rachel Lemos Abdalla é Fundadora e Presidente da Associação Católica Pequeninos do Senhor e Coordenadora da Catequese de Famílias da Paróquia Nossa Senhora das Dores em Campinas, São Paulo; apresenta o 'Programete Pequeninos do Senhor', dentro do Programa 'Povo de Deus' da Arquidiocese de Campinas, na Rádio Brasil Campinas; e é membro da 'Equipe de Trabalho' do 'Ambiente Virtual de Formação' da Arquidiocese de Campinas.

Fonte: Zenit

12 de dezembro de 2012

O Advento e o Natal com as crianças


O Advento é uma excelente oportunidade para a catequese familiar com as crianças! É nosso papel enquanto pais e responsáveis “empolgá-los” com esse tempo maravilhoso e há várias maneiras de fazer isso: a decoração, os símbolos cristãos, as devoções, as orações em família... Hoje gostaria de deixar algumas sugestões para aproveitar com as crianças esse tempo especial.
O momento de enfeitar a casa pode ser uma ótima atividade de férias! A família pode se unir para reaproveitar os enfeites de natal ou organizar/confeccionar novos, com artesanato, sucata (o que daria já uma boa conversa sobre reciclagem e reutilização em detrimento ao consumismo sugerido pelas propagandas comerciais)... Os tradicionais pisca-piscas evocam a Luz que é Cristo, a quem se atribui na liturgia a profecia de Isaías no capítulo 9, versículo 1 (O povo que andava nas trevas, viu uma grande luz!), ou o belíssimo hino o 1º capítulo de João ([O Verbo] era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem. Jo 1, 9) entre outras tantas menções que podem ser trabalhadas na linguagem das crianças.
Um grande sucesso entre a molecada costuma ser a árvore de Natal. Por que não começar explicando o seu significado cristão? Confira o que ensinou o caríssimo Beato João Paulo II no Angelus de 19/12/2004 sobre o tema e explique para os pimpolhos de um jeito que eles possam entender:

(A Árvore de Natal)... também é uma antiga tradição, que exalta o valor da vida porque na estação invernal, a árvore sempre verde se torna um sinal da vida que não perece. Geralmente, na árvore adornada e aos pés da mesma são colocados os dons de Natal. Assim, o símbolo torna-se eloquente também em sentido tipicamente cristão: evoca à mente a "árvore da vida" (cf. Gn 2, 9), figura de Cristo, supremo dom de Deus à humanidade. Por conseguinte, a mensagem da árvore de Natal é que a vida permanece "sempre verde", se se torna dom: não tanto de coisas materiais, mas de si mesmo: na amizade e no carinho sincero, na ajuda fraterna e no perdão, no tempo compartilhado e na escuta recíproca.

Outra opção é a Coroa do Advento, que pode ser feita em família, com a participação do pai, da mãe e dos filhos! Excelente oportunidade para tratar da Liturgia dos quatro domingos do Advento com os pequenos! Confira nessa postagem no site de Dom Henrique Soares da Costa (www.domhenrique.com.br ), bispo auxiliar da Arquidiocese de Aracaju- SE (muito atuante na internet, aliás) essa sugestão para “Rito para a Coroa do Advento em família”, que ainda apresenta uma ótima explicação para o simbolismo da Coroa: http://migre.me/clqZD
Existem tantos símbolos que tem a ver com um Natal mais próximo de Cristo e com o papai noel em 2º, 3º, 4º planos!... Os sinos, a Guirlanda, estrelas, anjos, ovelhinhas e pastores, velas... A própria Bíblia! Sem falar no Presépio... E se, ao invés de enfatizar os símbolos pagãos e importados da cultura norte-americana nos enfeites (neve, botas, papais noéis, etc), nós trabalhássemos toda a riqueza da simbologia cristã? Cada símbolo é uma porta que se abre à oração e nossas crianças podem perfeitamente se envolver nessa mística também!
Desde o ano passado, aqui em casa, desenvolvemos o Calendário do Natal. A ideia é fazer a contagem regressiva até a noite de Natal e ir empolgando mesmo as crianças com a proximidade dessa data especial. Esse ano, ao invés de só marcarmos os dias que vão passando, estamos tentando trabalhar a liturgia diária também. A cada estrelinha do calendário, uma breve reflexão sobre um trecho da liturgia do dia! 

Na internet encontrei tantas opções encantadoras! Disponibilizo aqui esses dois links:

22 de dezembro de 2011

O Filho de Deus nasce ainda "hoje"




Bento XVI reflete sobre o mistério do Natal durante a Audiência Geral desta quarta-feira
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 21 de dezembro de 2011(ZENIT.org) - Apresentamos as palavras pronunciadas pelo Santo Padre Bento XVI aos fiéis e peregrinos presentes na Aula Paulo VI, durante a Audiência Geral nesta manhã. No final da Catequese em italiano o Papa pronunciou um resumo da mesma em diversas línguas e saudou os presentes.

***

Queridos irmãos e irmãs,

Tenho o prazer de recebê-los nessa Audiência Geral  a poucos dias da celebração do Natal do Senhor. A saudação frequente na boca de todos nesses dias é “Feliz Natal! Boas festas natalícias!”. Façamos isso de modo que, mesmo na sociedade de hoje, a troca de saudações não perca seu profundo significado religioso, e a festa não seja absorvida pelos aspectos exteriores, que essas toquem as cordas do coração. Certamente, os sinais externos são bonitos e importantes, desde que não nos afastem, mas ajudem-nos a viver o Natal no seu sentido verdadeiro, sagrado e cristão, de modo que também nossa alegria não seja superficial, mas profunda.

Com a liturgia do Natal, a Igreja apresenta-nos o grande mistério da Encarnação. O Natal, de fato, não é simplesmente o aniversário do nascimento de Jesus, é isso também, e é mais do que isso, é a celebração de um Mistério que marcou e continua a marcar a história do homem - Deus veio habitar em meio a nós (cf. Jo 1,14), tornou-se um de nós;  um mistério que afeta a nossa fé e a nossa existência, um Mistério que vivemos concretamente nas celebrações litúrgicas, sobretudo na Santa Missa. 

Qualquer um poderia se questionar: como poderia viver agora, este evento que aconteceu há tanto tempo? Como posso participar ativamente no nascimento do Filho de Deus que aconteceu há mais de mil anos atrás? Na Santa Missa de Natal, repetiremos no salmo responsorial: “Hoje nasceu para nós o Salvador”. Esse advérbio de tempo “hoje”, usado repetidamente em todas as celebrações de Natal, se refere ao evento do nascimento de Jesus e a salvação que a Encarnação do Filho de Deus traz. 

5 de maio de 2011

A oração em todas as épocas

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 4 de maio de 2011 (ZENIT.org) - Apresentamos, a seguir, a catequese dirigida pelo Papa aos grupos de peregrinos do mundo inteiro, reunidos na Praça de São Pedro para a audiência geral.
***
Queridos irmãos e irmãs:
Hoje eu gostaria de iniciar uma nova série de catequeses. Após as catequeses sobre os Padres da Igreja, sobre os grandes teólogos da Idade Média, sobre as grandes mulheres, eu gostaria de escolher agora um tema muito importante para todos nós: o da oração, de maneira específica a cristã, isto é, a oração que Jesus nos ensinou e que a Igreja continua nos ensinando. É em Jesus, de fato, em quem o homem se capacita para se aproximar de Deus, com a profundidade e a intimidade da relação de paternidade e de filiação. Junto aos primeiros discípulos, com humilde confiança, nós nos dirigimos agora ao Mestre e lhe pedimos: "Senhor, ensina-nos a orar" (Lucas 11, 1).
Nas próximas catequeses, aproximando-nos da Sagrada Escritura, da grande tradição dos Padres da Igreja, dos mestres de espiritualidade, da liturgia, queremos aprender a viver ainda mais intensamente nossa relação com o Senhor, quase uma "Escola de Oração". Sabemos bem que, de fato, a oração não se dá por garantida: é necessário aprender a rezar, quase adquirindo novamente esta arte; inclusive os que estão muito avançados na vida espiritual sentem sempre a necessidade de entrar na escola de Jesus para aprender a rezar com autenticidade. Recebemos a primeira aula do Senhor através do seu exemplo. Os Evangelhos descrevem Jesus em diálogo íntimo e constante com o Pai: é uma comunhão profunda, daquele que veio ao mundo não para fazer a sua vontade, mas a do Pai, que o enviou para a salvação do homem.
Nesta primeira catequese, como introdução, eu gostaria de propor alguns exemplos de oração presentes nas culturas antigas, para revelar como, praticamente sempre e em todos os lugares, os homens se dirigiram a Deus.