5 de maio de 2016

No mês de Maria, um testemunho por dia: nº 05




O primeiro ministério pelo qual eu servi na Renovação Carismática Católica é o que se chama hoje em dia Ministério de Música e Artes, mas naquela época se denominava "Secretaria Davi". O nome do meu grupo era "Bailando no Espírito", fundado pela serva Marlúcia Lopes de Carvalho, hoje missionária da Comunidade Canção Nova e nossa área era, como sugere o nome do grupo, a dança. Desde 4 anos de idade eu dançava Balé e nesta época eu já trabalhava dando aulas. Surgiu então, por um convite desta irmã, a oportunidade de estar contribuindo neste trabalho missionário no qual passei 6 anos evangelizando através da arte da dança. 
Este serviço, posso afirmar sem medo, foi a minha escola de devoção mariana. Já a Marlúcia, que coordenou o grupo por muitos anos antes de seguir para a sua vocação, era muito devota de Maria e tinha com ela uma relação muito próxima e especial. Aquilo nos encantava, nos inspirava e motivava a seguir pelo mesmo caminho. Éramos jovens no início da caminhada na obra de Deus e nossa líder nos ensinou e incentivou a oração diária do Rosário, a oração do Ofício da Imaculada, a Consagração, enfim, todas as práticas devocionais a Virgem Maria que exercíamos com amor e piedade e conservamos até nos dias de hoje. 
Muitas e muitas vezes éramos convidadas a preparar alguma coreografia que homenageasse Maria Santíssima e era com muito amor que corríamos atrás de tudo o necessário para andar na condução do que o Espírito Santo havia inspirado em nossas orações. Com pouco dinheiro, mandamos fazer um figurino básico no qual íamos alterando os adereços; fazíamos objetos cenográficos (terços enormes, asas de anjos); íamos na Rádio Nova Aliança produzir as trilhas sonoras; ensaiávamos exaustivamente. 
Sempre recebíamos um retorno muito positivo de quem nos assistia. Inúmeras vezes éramos abordadas ao final dos eventos com testemunhos de pessoas emocionadas, tocadas, realmente evangelizadas e alcançadas pela mensagens transmitidas pela arte. De modo especialíssimo isso acontecia nas coreografias relacionadas a Maria! 
Dançando para a Mãe e com a Mãe, aprendíamos a ser mais devotas e mais filhas! Nosso amor por ela realmente crescia e amadurecia, nossa relação com ela se aproximava e cansamos de ver seu cuidado e providência em nossas performances. Com todo o sacrifício que eram essas missões aprendemos a dar sem esperar nada em troca, fazíamos mesmo tudo por amor a Jesus, a Maria e ao povo de Deus. 
Essa experiência com toda certeza enraizou nossa fé em Jesus por meio de Maria e nos capacitou para servir na RCC, na Igreja, na vida. Éramos um grupo de jovens mocinhas e até os dias de hoje conservamos a amizade nascida da fé, instensificada na arte, fundada na devoção a Nossa Senhora. Uma das minhas melhores amigas, a Karla Martins, foi desta experiência que brotou nossa amizade. Ainda hoje somos amigas e comadres. Minha cunhada, Tauana Rolim, casada com meu irmão Marcos, foi minha aluna de Balé e  companheira neste ministério. Além dessas muitas outras guardo no coração: Fabiana Ferreira Lima, Ana Paula Cosmo, Thaise Ribeiro... Todas devotíssimas de Maria! Foram viagens divertidas, aventuras em todo tipo de "palco", sangue nos dedos dos pés, risadas e lágrimas. Sem contar nos meninos que ocasionalmente nos auxiliavam dançando ou carregando muito material: meu marido Juliano, meus irmãos Marcos e Márcio Morais, Fabiano Joaquim, André Luiz Araújo... Quantas vezes minha mãe Maria do Socorro literalmente nos socorria com os figurinos e também meu pai Luiz com as caronas e "patrocínios"! As famílias inteiras se envolviam nas missões, intercediam, prestigiavam... Até o coordenador da RCC Brasília na época, hoje Padre Wilker Bandeira Claret nos auxiliava muito, orava conosco, nos ajudava no discernimento e sempre convidava para dançar nos grandes eventos da RCC como o Vem Louvar e Rebanhão.
Muitos momentos especiais! Parei apenas quando fiquei grávida da minha filha Clara. Aliás, a última vez que dancei pelo "Bailando" foi num dia 12 de Outubro, no palco da Missa da Solenidade em honra a Nossa Senhora Aparecida na Esplanada dos Ministérios em Brasília, ano de 2003, no momento da homenagem dos jovens a Mãe Aparecida. Estava grávida de 6 meses e dancei como Nossa Senhora de Nazaré, grávida do Menino Jesus. 
Sou muito grata a Deus por tudo que aprendi nesses anos na companhia da Virgem Maria e na de minhas companheiras e amigos nessa escola que a Divina Providência me brindou por este ministério! Obrigada, Mãe, por todos os momentos de fé, de dor, de sacrifício, de júbilo, de missão, de oração, de estudo, de disciplina! Obrigada por cada coração tocado, por cada identificação, por cada sensibilização dos teus filhos por meio deste singelo oferecimento nosso. Obrigada principalmente pelo que o Espírito Santo realizou em mim, por meio da sua intercessão, ó cheia de Graça! Obrigada, Mãe! 

4 de maio de 2016

No mês de Maria, um testemunho por dia: nº 04


Eu nasci católica, foi batizada e fui criada na tradição católica. Mas como é muito comum no Brasil, especialmente no estado de Goiás, simultaneamente era educada na doutrina espírita e frequentava seus rituais. Na adolescência, após ter feito a 1ª Comunhão, me afastei definitivamente da Igreja Católica e optei pelo Kardecismo, me aprofundando em seus ensinamentos e leituras e suas práticas e fui rejeitando mais e mais o catolicismo a ponto de não fazer a Crisma da época correta. Precisava ser coerente: se tinha tantos questionamentos ao catolicismo não fazia sentido "Confirmar" meu Batismo. 
Um desses questionamentos era a devoção mariana. Não entendia tanto amor, tanta veneração à Mãe de Jesus, me incomodava com os exageros do povo simples e a maneira como muitas vezes demonstrava suas piedades, pois muitas vezes me passava a impressão de ser supersticiosa e desproporcional essa relação com a Mãe de Jesus. Me deixei influenciar por argumentos protestantes e tomava as dores de Jesus, a quem sempre admirei mesmo no espiritismo. Respeitava Maria, mas achava que não era necessária tanta devoção, que os católicos abusavam. Pensava, na minha ignorância e falta de amor que tudo bem tratar com indiferenaça a Mãe de Jesus!
Aos 16 anos tive a oportunidade de fazer um encontro de Grupo Jovem e lentamente ir retornando para casa, numa conversão realmente mais gradual e consciente. Logo tive contato com a Renovação Carismática Católica e, neste contexto, me via constantemente em situações em que me defrontava com a devoção mariana, palestras e pregações sobre Maria, livros sobre a verdadeira devoção, Cenáculos, momentos marianos de todas as formas, como é costume da RCC. 
Fui assim tomando consciência de que o que mais pesava na minha aparente rejeição ao modo como os católicos tratavam Maria era o total desconhecimento ao que a Igreja orientava a esse respeito! Me prendia mais ao que as pessoas realizavam, muitas vezes em sua ignorância, sua simplicidade e baseados em costumes equivocados transmitidos por gerações do que na Voz da Igreja com respeito a doutrina sobre o papel de Maria na economia da salvação! Foi realmente uma redescoberta interessante e uma espécie de mal estar espiritual foi tomando conta de mim. Explico. A menininha que amava a Mãezinha do Céu na infância tinha chegado à adolescência rebelde e implicado com sua Mãe Celeste. Estava então, pelo menos da minha parte, um "climão" entre mim e Maria. Não da parte dela, certamente, que sempre me amou, protegeu, cuidou... Mas sabe quando você trata alguém que ama mal e depois fica todo sem graça para se desculpar e retomar a relação? Tipo isso... Eu estava sem graça com Maria por causa dos questionamentos que surgiam em minha cabeça por influência de pessoas que ignoravam a realidade completa da fé católica, julguei muita gente por amar Maria, falei muitas coisas constrangedoras dela, enfim... Eu estava sem graça com Maria.
Um dia, numa reunião de oração na casa de uns servos especiais do Grupo de Oração, Luciana e Haroldo (posteriormente meus padrinhos de casamento), estávamos clamando a efusão do Espírito Santo com seus carismas como é de praxe na orações da RCC. Eu estava bem no comecinho da caminhada, ainda muito imatura e insegura no uso dos carismas, mas no momento da oração o Espírito Santo me suscitou uma visualização de Maria com os braços estendidos para mim e, das suas mãos abertas surgia uma lindíssima rosa vermelha desabrochando. 
Recebi aquela visualização clamando pelo dom do discernimento dos espírito e implorando ao Senhor que me esclarecesse se era coisa humana ou celestial. Tinha muita dificuldade em aceitar que o Espírito se manifestava na minha pobreza e imaturidade. E como era uma visão de Maria... Vixeee!!! Aí é que complicou mais!! 
Depois do momento de silêncio as pessoas foram partilhando suas moções e nada de ninguém falar sobre rosa ou sobre Maria. Então decidi me calar. Mas Luciana insistiu perguntando se ninguém mais tinha recebido nenhuma outra inspiração. E eu, caladinha. Até que Luciana se voltou para mim, me olhou nos olhos e perguntou diretamente se eu não tinha recebido nenhuma visualização. Fiquei muda, sem querer partilhar e sem querer mentir! No que ela disparou: "Você não visualizou uma rosa vermelha não? Por que a visualização que eu tive foi de Maria indo na sua direção e te entregando uma rosa vermelha se desabrochando, para que não haja mais no seu coração nenhuma dúvida sobre o amor que ela tem por você!"
Misericórdia! Meu coração quase parou. Só fui capaz de dizer "confirmo!" e ainda levei uma bronca: "Pois quando o Espírito te mostrar algo, partilhe! Pois nem sempre Ele vai querer mostrar para outra pessoa para ela te cobrar a moção não!" Rapaaazzz... Depois dessa, foi como que um abraço de reconciliação entre mim e a Mãezinha do Céu! Diluiu-se imediatamente todo e qualquer mal estar e embaraço da minha parte, senti-me eleita e amada, e mais: PERDOADA por Maria! Realmente senti que devia pedir perdão a ela por tanto imaturidade e ignorância e pedi: "Perdão, Mãe! Eu aceito essa rosa, seu perdão e seu amor! Vamos recomeçar!"
Desde esse dia, nunca mais questionei a devoção mariana de ninguém: quer amar Maria: AME! Quer honrar a Mãe de Jesus: HONRE! Eu aqui do meu lado nunca mais economizei amor, honra, respeito, devoção, admiração, carinho, NADA para a Mãe do meu Senhor! Repito como Isabel: donde me vem a honra de que venha a mim a MÃE DE NOSSO SENHOR E SALVADOR?! 
Hoje sou católica convicta, praticante, eucarística, carismática e mariana! Me Crismei na catequese de adultos, me casei na Igreja, sirvo a Deus com meu marido e meus filhos e nossa família é propriedade de Jesus, pelas mãos de Maria! Procuro viver e propagar a verdadeira devoção a Santíssima Mãe de Deus, a começar na minha casa pelos meus filhos mas também nos meus trabalhos como pregadora e formadora da Renovação Carismática Católica! Sou feliz e realizada com minha fé, na companhia sempre doce e amorosa da Mãe Imaculada! Te amo, Maria!! LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO E SUA MÃE, MARIA SANTÍSSIMA! 


3 de maio de 2016

No mês de Maria, um testemunho por dia: nº 03


Não obstante as piadinhas machistas, devo admitir que, por seu mulher ou não, não sou a melhor motorista do mundo. Desde que tirei a carteira não escondo de ninguém que não curto muito dirigir e nem tenho essa habilidade toda no volante. Talvez exatamente por isso nunca-jamais-demodoalgum-never saio de carro sem me recomendar a Nossa Senhora, sem pedir sua bênção, sua proteção. Especialmente nos últimos anos em que sou a "mãetorista" dos meus filhos. 
Não é raro eu fazer alguma "barberagem" por aí pelo trânsito e já até ter me confessado por isso, mas fui orientada pelo sacerdote que ser ruim de roda não é um pecado, mas uma cruz, um espinho na carne. Realmente não é por maldade ou má fé, é uma mistura de incapacidade motora com distração em nível severo, medo, afobação, total falta de noção espaço-temporal e talvez um bocadinho de sangue goiano correndo pelas veias...
Foi no trânsito que, com a maior certeza, passei as maiores humilhações da minha vida e sei que se Nossa Senhora permitiu e permite, é para o meu bem, para a minha santificação, para que eu seja humilde, dependente da graça divina, calma e em constante treino de atenção e prudência.
A maior parte das vezes, acho que sigo as lições do alto, já que nunca me acidentei gravemente e Nossa Senhora sempre tem me livrado e protegido. Jamais dirigi embriagada (raramente eu bebo!), evito ao máximo mexer no celular no trânsito (paro sempre se for realmente necessário, mas normalmente desligo ou deixo a Clarinha, minha filha, como "co-pilota do celular"), sou a "chata do cinto de segurança" da minha família, mas se há uma ocasião onde eu tenho que pedir perdão, me retratar, abaixar a cabeça por meus erros... essa ocasião é no trânsito, atrás de um volante! Humilde e silenciosa, como Maria, pois quem erra tem que baixar a crista e simplesmente pedir perdão, pagar o prejuízo e tentar não cometer o mesmo erro de novo.
Todos nossos carros são sempre consagradíssimos a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, benzidos constantemente com água benta, carregam o terço no retrovisor não por superstição, mas por serem constantemente locais de oração da família. Toda manhã, indo para a escola com as crianças, a oração da manhã já é agradável rotina com as vozinhas deles rezando e cantando: "Mãezinha do Céu", "Bom dia Maria de Deus", "Vem, vem, vem, Espírito Santo", "Eu sou a ovelhinha e Jesus é o pastor", que são as "mais pedidas"! A cada saída em outros horários fazemos o sinal da Cruz, "Chagas abertas", "Maria, passa na frente", etc. E muitas são as vezes em que vamos todos rezando o terço com as rádios católicas ou só a gente mesmo.
Com o trânsito cada vez mais inchado e louco de Brasília, clamo sempre carinhosamente por ela sob os íntimos títulos de Mãe, Rainha e Vencedora do Engarrafamento; Nossa Senhora das Vagas; Maria Mãe dos motoristas cansados, etc. 
Entendo que a devoção mariana não deve ser apenas na Igreja, mas sim na vida, no cotidiano, especialmente nas áreas onde mais somos frágeis e vulneráveis. A Mãe do Céu já me provou que sua presença em minha vida é constante, realmente como Mãe, e não só nas grandes necessidades da minha história. Ela está constantemente cuidando de mim, me protegendo, me livrando, me ensinando, a mim e à minha família. Obrigada, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, por estar constantemente sendo meu socorro, meu auxílio, minha Mãezinha! 

2 de maio de 2016

No mês de Maria, um testemunho por dia: nº 02


Continuando as partilhas testemunhais sobre minha relação com Nossa Senhora neste Mês Mariano, não posso deixar de mencionar a presença de Maria (e inevitavelmente de São José também) no meu matrimônio com meu esposo Juliano. Desde nossa amizade existe a marca da presença dos dois nas orações do terço, nas devoções, no trabalho pastoral...ihhh!! São muitas e muitas histórias...
Quando começamos de fato a namorar cada encontro nosso, fosse pessoalmente, fosse por telefone, sempre havia pelo menos uma pequena oração do Pai Nosso, Ave Maria e um "São José, rogai por nós"! Começamos a desenvolver o hábito da oração do terço em comum, da oração do ofício, da consagração, já encenamos Maria e José (ou Maria e Gabriel) tantas vezes durante o namoro que perdi as contas...
No noivado intensificamos a consagração e acredito que foi pela condução de Maria que fomos capazes de chegar ao altar em meio às crises e dúvidas tão comuns nesse período do relacionamento. Nossa Senhora da Divina Providência realmente providenciou tudo o necessário para nosso enlace, desde a compra de nossa primeira casinha, o vestido dos meus sonhos, a data, a decoração da Igreja e o buquê... cada detalhe tem uma história da mão de Maria providenciando tudo de maneira realmente sobrenatural, nos moldes das Bodas de Caná. O vinho novo e melhor surgiu para nós, por graça de Nosso Amado Jesus, por pedido amoroso da Mãe, não tenho dúvidas. 
A festa de casamento, que não teríamos condições de fazer, ganhamos dos familiares e da comunidade integralmente! Do bolo, ao salão, comidinhas, bebidas, lembrancinhas... E até uma daminha de honra que não havia conseguido antes, providencialmente veio da cidade de Jataí-GO com uma das minhas madrinhas, minha priminha Anna Clara com meus tios Aparecida e Ciro (de saudosa memória). 
Não houve nada que Nossa Senhora, junto com seu caro protetor José, deixou faltar para nós por ocasião de nosso casamento. Nosso relacionamento sempre foi colocado sob sua amorosa proteção e, assim como aquele casal em Caná, Maria cuidou de tudo, do começo até os dias de hoje, sempre clamando pela ação de Nosso Senhor Jesus por nós... E nada faltou: nem unção, nem vinho, nem festa, nem graça espiritual. Por que a Mãe é assim, cuida de todas as áreas. Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo que daCruz nos deu tao amorosa e cuidadosa Mãe! Bendita seja a Mãe de Deus e nossa, sempre tão atenta às nossas necessidades e anseios! Valei-nos sempre, São José, protetor das nossas famílias como foi da família de Nazaré! Jesus, Maria e José: minha família sempre foi, é e para sempre vossa será!

1 de maio de 2016

No mês de Maria, um testemunho por dia: nº 01



O Espírito Santo me inspirou, por ocasião do Mês Mariano, a partilhar por este Blog um testemunho por dia sobre minha relação com a Virgem Maria. Preciso iniciar mencionando que desde bebêzinha minha mãe biológica, que aliás se chama Maria do Socorro, já havia me consagrado a Nossa Senhora da Medalha Milagrosa. 
Desde a infância eu sempre achava em todos os cantos das minhas coisas (mochilas, malas, sacolas, gavetas, pastas, porta-trecos, escrivaninhas, livros, sapatilhas do balé, etc) muitas e muitas medalinhas e, embora não entendesse muita coisa, sabia que era a "Mãezinha do Céu" e que tinham sido colocadas por minha mãe Socorro. Em sua simplicidade, minha mãe pretendia consagrar todas as áreas da minha vida sob a proteção de Nossa Senhora. Ela sempre me dizia que assim como ela tinha protegido o menino Jesus ia sempre me proteger na minha vida, em meus passos, em meus caminhos...
Já na juventude e participando da Renovação Carismática Católica, uma grande serva de Deus (hoje missionária da Comunidade Canção Nova), outra "Socorrinha" em minha vida (Maria do Socorro Barbosa) em oração recebeu pelo dom carismático de ciência uma visualização de Nossa Senhora das Graças envolvendo minha vida de maneira extraordinária e excepcional, desde o ventre da minha mãe até aqueles dias. Confirmei partilhando essa particularidade da devoção da minha mãe com Nossa Senhora da Medalha Milagrosa desde a minha mais tenra infância.
De lá para cá, de fato as promessas de Nossa Senhora a Santa Catarina de Labouré de que as graças seriam abundantes na vida dos que empunhassem com fé o objeto de devoção tem se cumprido em minha vida, nas grandes e pequenas coisas. Assim pretendo partilhar com vocês durante esse mês um testemunho por dia, para manifestar como Deus em sua misericórdia dá a graça aos humildes (Tg 4, 6) àqueles que se confiam à Sua Mãe. 

13 de abril de 2016

Salmo 130


(Este cântico de confiança reflete o estado de ânimo de alguém que, certamente não tem conflitos internos, se entrega com humildade e sem reserva à providência divina.)*






1.Cântico das peregrinações. De Davi. Senhor, meu coração não se enche de orgulho, meu olhar não se levanta arrogante. Não procuro grandezas, nem coisas superiores a mim.
2.Ao contrário, mantenho em calma e sossego a minha alma, tal como uma criança no seio materno, assim está minha alma em mim mesmo.
3.Israel, põe tua esperança no Senhor, agora e para sempre.

*Comentários da Bíblia Sagrada, Ed. Vozes

10 de abril de 2016

PARA TUDO! Você precisa ler a Amoris Laetitia!


Preciso compartilhar com vocês o meu encantamento com a nova Exortação Apóstólica de Francisco, a Amoris Laetitia, “a Alegria do amor”, que título mais fofo, diga-se de passagem! Como de costume, recebi a notícia da sua apresentação pelo Facebook e fui logo compartilhando e acessando. Após os dois Sínodos sobre a Família convocados pelo Papa em 2014 e 2015, ele então organiza e apresenta seus resultados e análises ao Clero, aos esposos cristãos e a todos os fiéis esta pérola de sua produção pontifícia.

Estava eu, no Hospital Brasília, após procedimento cirúrgico de retirada de vesícula, bem tranquilamente perfurada no abdômen e feliz com todos os analgésicos administrados pela competente equipe hospitalar, quando, após a “dieta branda” gentilmente liberada pelo meu eficiente e especialmente bem humorado na ocasião cirurgião Dr. Orlando Farias, vendo meu celular me recordei da recente apresentação do documento. Em meio a várias postagens de Whatsapp dizendo que tudo tinha corrido bem na cirurgia para família e amigos, resolvi trocar o Globo Repórter, um programa que sou fã, pela leitura de um artigo da Rádio Vaticano que exibia de maneira geral o conteúdo do documento papal.

O artigo em questão informava que a Exortação tinha nove capítulos e trazia um pequeno resumo do conteúdo de cada um. Logo fiquei mais interessada ainda, posto que, antes de mais nada, família é um assunto que sempre me seduziu. Em segundo lugar, apreciei muito a maneira como foi organizado o texto, os pontos elegidos para cada capítulo e a abordagem do Papa sobre cada um. E por último, uma foto do Papa Francisco rindo até se virar um pouco para trás diante de um casal de noivos já me enterneceu e me atraiu para o pensamento: como eu amo esse Papa! Tenho que ler logo essa carta para não correr o risco de me atrapalhar na imensidão das outras leituras que preciso fazer!


Enfim, caí no sono. Mas por volta das 23hs, um pouco mais um pouco menos, veio me despertar a técnica de enfermagem com a medição dos sinais vitais e administração de mais abençoados medicamentos. Resultado: perdi o sono. Pedi então ao meu amado acompanhante, meu marido Juliano, que pegasse para mim meu computador para que eu pudesse, sei lá, dar uma olhadinha sem compromisso na Amoris Laetitia, até que o sono voltasse. Para resumir: a leitura foi tão maravilhosa que não consegui parar de ler até que o dia amanhecesse e eu tivesse concluído! Não obstante o Papa tenha recomendado logo no início da carta que, por causa da sua extensão, que fosse lida aos poucos, foi mal, Francisco: não deu!

A cada parágrafo o Espírito ia me recordando situações muito íntimas, do meu próprio casamento e da criação dos meus filhos. Também ia pensando nos inúmeros casais que me procuram com dificuldades e crises familiares e matrimoniais e sonhando: “preciso dar essa encíclica para fulano; preciso ler isso com beltrano, isso tem tudo a ver com o que ela está passando”, etc... Fiquei almejando um clube do livro com essa exortação com meus amigos casados, planejando e já me frustrando com a provável falta de adesão da parte deles (nunca temos tempo para nada na correria que vivemos!)... Mas, de fato, fiquei tão animada com o conteúdo que já me pus a planejar alguma maneira de divulgar esse tesouro que é a Amoris Laetitia!

E a primeira maneira, mais simples, é exatamente essa: uma postagem no Blog para passar a todos que, por acaso ou por Providência leem essas linhas, toda a minha empolgação com essa Exortação Apostólica Pós-Sinodal ! Gente, LEIAM! Impressionante o quanto é prática, concreta, pastoral, quase uma receita para refletir e agir da parte de Deus, por meio do Papa, para a Igreja de hoje e penso que não só para a Igreja, mas para toda e qualquer família, de qualquer lugar e qualquer tempo, em especial na parte em que se dirige aos cônjuges e aos filhos. Se você for solteiro(a): LEIA. Se for casado: LEIA. Se tiver filhos: LEIA. Se for filho: LEIA. Se for católico(a): LEIA. Se for só cristão: LEIA. Se for ateu, espírita, budista, esotérico ou tudo junto e misturado: VALE A PENA LER.

Com certeza não vou desistir de propor o clube do livro, ainda que não saia nada. Pelo menos meu marido vai ler, ahhh se vai! rs rs rs... Já tenho algumas pessoas a quem vou comprar e dar de presente e, se mesmo assim eles não fizerem a leitura, aí já é problema deles: eu fiz minha parte! Sinto, do fundo do coração, que as palavras dessa Exortação não podem passar despercebidas: elas precisam chegar aos seus destinatários! Nenhuma palavra daquela pode cair por terra! Essas reflexões e orientações precisam chegar em seu destino: nossos corações, nossos casamentos, nossas casas, nossa comunidades! Façamos algo nesse sentido: empenhemo-nos em ler, estudar, divulgar, compartilhar essa riqueza espiritual da Amoris Laetitia!

"Pai de Misericórdia, neste ano jubilar, que Teu Espírito de sabedoria conduza seus filhos, os casais, as famílias, o clero, as comunidades para a leitura e vivência da Amoris Laetitia! Que Tua Vontade para as família nos dias de hoje seja conhecida, seja compartilhada, seja anunciada, seja divulgada e chegue aos corações das pessoas! Isto eu te peço pelo nome santo e poderoso de Seu Filho e Nosso Senhor Jesus Cristo, por meio da intercessão da Santa família de Nazaré, Nossa Senhora e São José, amém!" 

Link para acessar a Exortação Amoris Laetitia: http://w2.vatican.va/content/dam/francesco/pdf/apost_exhortations/documents/papa-francesco_esortazione-ap_20160319_amoris-laetitia_po.pdf 

8 de abril de 2016

Repouso no Espírito e Renovação Carismática


Na Renovação Carismática, encontram-se várias manifestações do poder do Espírito Santo, que de início espantaram grandemente, mas que são agora mais facilmente admitidas como autênticas; é assim com o dom das línguas, das curas, a Efusão do Espírito, a imposição das mãos.
Mas há um fenômeno sobrenatural menos conhecido, que se torna cada vez mais frequente na Renovação Carismática: é o repouso no Espírito. Depois de um estudo atento sobressai, sem equívoco possível, que esta experiência encontra o seu fundamento na teologia.
Com efeito, o repouso no Espírito reveste-se das características do arrebatamento (que é uma espécie de êxtase) salvo na sua causa imediata, que é o pedido feito a Deus, numa oração apropriada.
Convém lembrar que se encontra uma situação semelhante no Batismo do Espírito. Com efeito, este favor espiritual era normalmente concedido àqueles que faziam progressos notáveis na vida espiritual, enquanto que agora é recebido até pelos pecadores, por vezes de um modo instantâneo, na sequência de uma oração feita por outros para esse fim. É assim, também, para o repouso no Espírito. Outrora, apenas se encontrava (pelo menos na maior parte das vezes) nas pessoas avançadas na vida espiritual; pelo contrário, nos nossos dias, a oração ao Espírito Santo obtém-no até para os pecadores.
Como é um arrebatamento, o repouso no Espírito é da mesma família da ordem extática, mas não arrasta consigo a santificação da pessoa nalguns instantes. Esta experiência mística é destinada a favorecer uma vida cristã mais fervorosa ou uma conversão do coração.
Habitualmente, o arrebatamento verifica-se em pessoas avançadas na vida espiritual, ou, como dizia Santa Teresa d'Ávila, que atingiram as sextas moradas do castelo interior. Não se chega, portanto, de um pulo, ao período do êxtase ou do arrebatamento; em geral este é precedido de uma série de etapas de contemplação infusa, das quais a menos elevada é chamada por Santa Teresa d'Ávila "oração de contemplação".
Lembremo-nos de que há três graus no êxtase:
1) O êxtase simples, quando este se produz lentamente, ou se não é muito forte;
2) O deslumbramento, quando o êxtase é súbito e violento;
3) O voo do espírito, quando, como diz Santa Teresa d'Ávila, "age de tal maneira que o espírito parece verdadeiramente sair do corpo".
Ora, as características do deslumbramento encontram-se no repouso no Espírito, salvo, evidentemente, o grau avançado de vida espiritual. Com efeito, acontece que Deus concede uma tal experiência espiritual a pessoas de virtude vulgar, ou a principiantes na vida espiritual, a fim de os atrair a Si.
O repouso no Espírito resulta, mais frequentemente, da imposição das mãos, ou pelo menos de um toque da mão na cabeça, embora esse gesto não seja sempre necessário. A pessoa começa a vacilar, para finalmente cair devagarinho para trás. Esta queda é causada por uma graça tão poderosa do Espírito Santo que o corpo já não pode suportá-la e, então, as suas forças abandonam-no. Contudo, é preciso esclarecer que a queda não é obrigatória e não condiciona, necessariamente, a recepção da graça. Por outro lado, aqueles que não "caem" são afetados por uma vertigem não desagradável, tremuras ou pernas debilitadas, mas estas manifestações físicas são impregnadas de doçura e de paz. A sensação interior de repouso no Espírito parece existir também nas pessoas que não caem.

16 de fevereiro de 2016

A Utopia


A utopia está lá no horizonte. 
Aproximo-me dois passos, 
ela se afasta dois passos. 
Caminho dez passos e o
 horizonte corre dez passos. 
Por mais que eu caminhe, 
jamais alcançarei. 
Para que serve a utopia? 
Serve para isso: 
para que eu não deixe de caminhar. 
(Fernando Birri citado por Eduardo Galeano)

10 de janeiro de 2016

A Fé que realiza sonhos

Ganhei de uma querida irmã de muitos anos de amizade e caminhada, de presente de Natal, o livro "A fé que realiza sonhos - História de João Marcos, discípulo de Pedro e autor do segundo Evangelho", do Frei Ildo Perondi (Ed. Palavra e Prece). O livro conta em forma de narrativa, tendo o evangelista Marcos como personagem principal e narrador, a história de como foi redigido o Evangelho de São Marcos, a partir de suas memórias, da catequese de Pedro e de uma peregrinação à Terra Santa. 
Embora o roteiro seja fictício, o autor procura traçar um relato que explane a personalidade de Marcos, sua intenção com o Evangelho que organizou, seu estilo e características. O enredo é encantador e o livro é de muito fácil leitura e alcança o propósito do autor, que é despertar a curiosidade e interesse pela leitura e aprofundamento do texto bíblico.

Frei Ildo, de forma poética e singela, coloca os primórdios da Igreja como um sonho de pessoas tocadas pela experiência do encontro pessoal com Cristo e impulsionadas pela euforia de Sua Ressurreição. Um sonho que para se tornar realidade necessitou da ação, do movimento daqueles que se atreveram a sonhar os sonhos de Deus, e o combustível desse dinamismo na evangelização é sem dúvida a fé e a submissão total à Vontade Divina pela condução do Espírito Santo. 

Nesse período de comecinho do ano, costumo me colocar em oração e escuta para colher do Espírito Santo as moções particulares que me conduzirão ao longo de todo o período dos próximos meses. É impossível ignorar, já de antemão, o Ano da Misericórdia instituído pelo Papa Francisco, iniciado dia 8 de Dezembro de 2015 com a abertura da Porta Santa em Roma. E essa imagem da porta tem se apresentado diante de mim como uma oportunidade de adentrar na Vontade de Deus em minha Vida. 

No 1º Grupo de Oração em que servi neste ano de 2016, diante do Santíssimo exposto, em adoração, o Senhor me recordava o trecho de Apocalipse 3, 8:

Conheço as tuas obras: eu pus diante de ti uma porta aberta, que ninguém pode fechar; porque, apesar de tua fraqueza, guardaste a minha palavra e não renegaste o meu nome.

A porta aberta me remete a oportunidades. Possibilidade de entrar e sair. Jesus afirma que Ele é a porta (Jo 10, 7.9) e que estreita é essa porta (Mt 7, 13s). Mas também o discernimento que Ele me dá é que a dádiva dessa porta aberta diante de mim é a passagem de uma vida sob o comando da minha vontade para uma vida sob o império da Vontade Dele. Eu que sempre fui (e ainda sou) uma control freak não só de mim mesma mas de tudo ao meu redor, por vezes fico insegura quando percebo que não estou com as rédeas. Em minha oração ouvi: 

"Até hoje você viveu como bem quis. Mas agora você viverá como EU quiser. Eu te conduzirei pela MINHA VONTADE. Não tenha medo." 

Essa querida amiga que me presenteou com o livro do Frei Ildo, Hélida, mais conhecida como Florzinha por seu jeito meigo de ser, puxou um canto da Celina Gomes que gosto muito (com sua belíssima voz que ainda verei num CD, se Deus quiser), o qual ouvi de uma maneira totalmente nova graças a unção daquele momento de adoração:

Posso... Tudo posso... Naquele que me fortalece! 
Nada nem ninguém no mundo vai me fazer desistir. 
Quero, tudo quero, sem medo entregar meus projetos... 
Deixar-me guiar nos caminhos que Deus desejou para mim e ali estar!... 
Vou perseguir tudo aquilo que Deus já escolheu pra mim
Vou persistir, e mesmo nas marcas daquela dor
Do que ficou, vou me lembrar
E realizar o sonho mais lindo que Deus sonhou
Em meu lugar estar à espera de um novo que vai chegar
Vou persistir, continuar a esperar e crer
E mesmo quando a visão se turva e o coração só chora
Mas na alma, há certeza da vitória

Início de ano. O Espírito me fala de sonhos que se renovam e se realizam pela fé. De grandes obras que se concretizam quando passamos pela Porta da Vontade Misericordiosa de Deus aberta diante de nós como fez Pedro e Marcos, e todos os outros discípulos do Mestre que levaram adiante o sonho de Deus na Igreja. E eu afirmo com toda humildade e absoluta certeza que eu nunca me arrependi de confiar na condução de Deus em minha vida, mesmo que a primeira vista e num nível superficial tenha me causado sofrimento, pois este sempre foi fecundo e nunca vivido sem paz. Eu prefiro mil vezes sofrer plantada na Vontade de Deus do que me iludir num pseudo bem estar do comodismo das minhas efêmeras e limitadas vontades que me paralisam num egocentrismo na maioria das vezes emburrecedor. 

Afirmo e reafirmo com o Pai Nosso: seja feita a Vossa Vontade em minha vida, na vida da minha família, nos meus projetos pessoais e especialmente nas missões que me confiar na obra do Reino dos Céus! Eu estarei em meu lugar à espera do novo que vai chegar e, com a Sua Graça, vou persistir, continuar, esperar, crer, certa de que o Senhor tem reservado para mim as vitórias que nem mereço, mas que alcanço graças a Sua Misericórdia. Não temerei em minha pequenez, mas confiarei que o Senhor nunca me abandonou e nem vai me abandonar, e que a porta jamais se fechará.

Que você, que lê esse blog hoje pela Providência Divina, possa perceber essa porta aberta diante de você também nesse ano que se inicia e ter a convicção de que ela não será fechada, não importa quão fraco você seja, contanto que você persevere em guardar a Palavra Divina e assumir o Nome do Senhor Jesus em sua vida. Uma porta sempre aberta à sua frente, única via para o Caminho que Deus desejou para você, que conduz para sua felicidade plena: a Vontade Misericordiosa do Pai, manifestada em Jesus nosso Salvador e concretizada por uma vida de intimidade com o Espírito Santo por meio da Fé. Uma fé que realiza os únicos sonhos que valem a pena nessa existência tão breve nesta terra: os sonhos que Deus sonhou para nós. É o que eu peço pelo Nome de Jesus, sob a intercessão de Nossa Senhora Aparecida... Amém!