25 de janeiro de 2013

Breve meditação: "No casamento, ame!"




Recebi esse texto hoje de uma amiga “fofa” e sempre presente em minha vida, intercessora e que frequentemente é para mim, no dizer do Pe. Fábio de Melo, como uma “via por onde o Sagrado me visita”. O nome do texto é “No casamento, ame”, e o autor é o Márcio Mendes, missionário da Comunidade Canção Nova. Disponibilizo o texto na íntegra no link ao final da postagem, mas gostaria de deixar umas impressões pessoais, algumas análises a partir das inspirações do autor. Os trechos em destaque foram copiados do texto; em seguida, as minhas reflexões. Vamos meditar um pouco em alguns mistérios do Sacramento do Matrimônio!

“Quando um homem e uma mulher se unem diante de Deus para formar uma família, seu relacionamento se transforma num instrumento de cura um para o outro.”

O Magistério ensina que os sacramentos da Reconciliação e Unção dos Enfermos são verdadeiramente sacramentos de cura e quando o sacerdote os ministra, Deus age curando (CIC § 1421-1421). A vida dos santos é repleta de testemunhos de curas milagrosas destes que, levando a sério o seguimento de Cristo, realizaram de fato as mesmas obras Dele, e ainda maiores (Jo 14, 12). Na RCC e em outros movimentos abertos aos carismas, quantas vezes vimos os prodígios do Senhor por meio da efusão do Espírito Santo realizando curas, tanto interiores, emocionais, psicológicas, como também físicas! Quando li esse trecho, me identifiquei totalmente e louvei muito a Deus pela graça do matrimônio em minha vida por inúmeras bênçãos, mas especificamente por ser também um sacramento de cura para mim, meu marido, nossa família. Tenho plena certeza que sou ministra de cura no exercício da minha vocação para o meu marido assim como ele é para mim. Percebo que este é um carisma que floresce naturalmente no contexto familiar. Eu não sou perfeita, preciso ainda de muita cura e libertação em diferentes áreas da minha vida e ninguém sabe mais disso do que o meu marido Juliano. Ele também já experimentou situações difíceis na vida que deixaram vazios e cicatrizes. Quantas e quantas vezes o Espírito agiu em minha vida através do Ju, seja revelando minhas deficiências, denunciando meus erros, exigindo uma atitude digna e respeitosa na relação ou no extremo oposto, sendo presença amorosa que compreende e acolhe, sendo o amigo que perdoa sempre e nunca desiste e até sendo um canal de alegria e paz por meio de um bom humor e cumplicidade que só a intimidade pode proporcionar. Quando estou me sentindo mal, indisposta ou doente mesmo, eu sempre tenho muita confiança em pedir ao Juliano que imponha as mãos sobre mim e clame ao Senhor. E eu testemunho aqui, para a honra e glória do Senhor Jesus, que por inúmeras vezes Ele agiu em meu benefício através do meu marido. Em necessidades mais graves ou nas dores de cabeça cotidianas, o Senhor me aliviou, se utilizando desse ministério do meu esposo. Isso é real. Os casais, se soubessem a riqueza que é viver isso, tomariam logo posse desse carisma em seu matrimônio sem escrúpulos, falsas modéstias ou descrença, e se colocariam como servos dos seus cônjuges também nesse quesito.


É tão grande a força do amor que você acaba fazendo a outra pessoa amar você também. É algo simples? Sim é simples. Mas é fácil amar? Fácil não é, mas é o único caminho para a transformação da outra pessoa.

Quando eu e o Juliano estávamos noivos, o que mais eu ouvia nos encontros de casais que participamos era que tentar mudar nosso parceiro era um grande erro, até uma injustiça. Ouvia falar muito sobre aceitação, compreensão, mas posso assegurar que a nossa transformação pessoal é necessária, ou melhor, “inevitável” quando nos conscientizamos que estamos num relacionamento que não é apenas uma união de cônjuges, mas antes o exercício de uma vocação, a resposta de um chamado de Deus, uma missão. A chave dessa transformação, na minha experiência, coincide com a opinião do autor do texto: é o amor, em sua expressão mais pragmática possível, em atos e obras como ensina o apóstolo (1 Jo 3, 18). O Juliano mudou em muita coisa, por amor a mim. Eu mudei em muitas outras, por amor a ele. Por causa de uma consciência do nosso compromisso. Em resposta ao amor recebido do outro, provado na rotina, nas crises, nas tribulações; frutificado nas alegrias cotidianas e vitórias conjuntas. Juliano definitivamente modificou o meu jeito com sua insistência (irritante, se me permitem o aparte) no bendito “diálogo franco e aberto”. E eu tenho observado que ele já não é o mesmo do tempo de namoro para cá... Mudei eu, mudou ele... pois o amor tem esse poder: moldar todas as coisas para que se configurem aos seus parâmetros!

Quando queremos que uma pessoa mude, há três coisas simples e poderosas que podemos fazer:
1º) Usar, no relacionamento, a máxima exigência com você mesmo;
2º) Ter o máximo de compreensão com a outra pessoa;
3º) Ter sempre um sorriso para ela.

Que excelentes conselhos Márcio Mendes nos dá! Nem há o que comentar sobre estes pontos que só poderiam sobrevir de uma verdadeira vivência do Sacramento do Matrimônio com maturidade e sabedoria. A pertinência dos dois primeiros é inquestionável, a sensibilidade do terceiro evidencia um nível superior de engajamento na missão sacramental, de fato, um “quê” a mais. Quando queremos que nosso cônjuge mude, eu poderia apenas citar uma outra coisa que, na nossa história observamos ter sido imprescindível: entender a raiz do comportamento que gostaríamos que se modificasse; buscar saber, na história de vida da pessoa, o que aconteceu com ela para que ela adotasse esta ou aquela atitude. O Juliano sempre me alerta que, por trás do agir das pessoas tem muita coisa vivida. Ele já apontou muito disso em minha história, já revelou muito disso em suas próprias posturas. Tomando consciência disso, o próximo passo é muita conversa, abertura, oração, amor concreto.

Vale a pena ler o texto todo e aprofundar em sua própria realidade na vida de vocacionado ao matrimônio. Acesse pelo link:  http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=%2013061