26 de fevereiro de 2012

A LITURGIA NA QUARESMA EXIGE SILÊNCIO E SOBRIEDADE






Uma liturgista da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) destaca que a liturgia na Quaresma deve ser permeada de silêncio e sobridade.

Para celebrar profundamente a Quaresma --que se estende da Quarta-feira de Cinzas até a manhã da Quinta-feira Santa--, Ir. Veronice Fernandes, pddm, faz algumas indicações, em texto difundido via internet pelo projeto «Liturgia em Mutirão», da CNBB.

Ela recorda primeiramente que a oração, o jejum e a solidariedade devem ser intensificados.
Também «o espaço litúrgico seja despojado e sóbrio. Os vazios e as ausências nos ajudam a esvaziar o coração para preenchê-lo com a Palavra, que é luz para nossos passos e que nos converte», afirma.

Ir. Veronice Fernandes destaca ainda que momentos de silêncio, «principalmente entre as leituras e após a homilia, são importantes».

A cor litúrgica para a Quaresma é a roxa – explica a religiosa –, que expressa a dimensão maior de penitência e disposição à conversão.

«Um sinal permanente no espaço litúrgico, como um tecido roxo em forma de faixa na mesa da Palavra ou como detalhe na mesa eucarística», mas sem «tampar» ou «esconder» o altar, «ajudará na experiência quaresmal.»

A religiosa indica também que «a cruz, pela qual fomos marcados no Batismo, deve ser destacada».
«Ela lembra que somos discípulos e discípulas de Jesus, que superou o fracasso humano da cruz com um amor que vence a morte. Nas celebrações do Ofício de vigília, aos sábados, no momento do canto de abertura, pode ser feita a iluminação da cruz. É preciso também valorizá-la nas celebrações dominicais.»
Sobre os cantos e melodias, a religiosa afirma que eles «expressam o sentido próprio do mistério celebrado».

«Por isso, cuide-se para que não apenas deixem de ser cantados o Glória e o Aleluia, mas que, tanto no conteúdo quanto no ritmo e no uso dos instrumentos, eles sejam uma verdadeira expressão da Quaresma», escreve.

Por Alexandre Ribeiro in Site zenit.org